Devaneio
Amo-te em D, amo-te com A
Amo-te em devaneio;
Amo-te com audácia;
Amo-te em deboche;
Amo-te com astúcia;
Amo-te em delírio;
Amo-te com anseio;
Amo-te em desordem;
Amo-te com alegria;
Amo-te em domínio;
Amo-te com amor;
Amo-te em discórdia;
Amo-te com ansiedade;
Amo-te em disritmia;
Amo-te com alusão;
Amo-te em desejo;
Amo-te com afeto;
Amo-te em demora;
Amo-te com almejo;
Amo-te em decreto;
Amo-te com aspecto;
Amo-te em dúvida;
Amo-te com atenção;
Amo-te em dilúvio;
Amo-te com apreciação;
Amo-te em delinquência;
Amo-te com afeição;
Amo-te em decorrência;
Amo-te com alento;
Amo-te em dever;
Amo-te com argumento.
DEVANEIO ETÉREO
Domando dragões celestes
Viajo de planeta em planeta
Ouvindo cantos de sereias
Solitárias em suas pedras
Temendo qualquer balanço
Que a lua cheia ouse fazer
No seu imenso mar de solidão
Onde o sol navega apagado
Tendo a tristeza ao seu lado
Feliz pela morna companhia
Poesia
Aaah poesia
ela é minha fuga
é eu grito
é minha amiga
meu riso
Me anestesia
nela devaneio sem medo
de heresia
de que me apontem o dedo
Aaah poesia
abro a gaiola e solto
esparramo sobre a mesa vazia
e me preencho de poesia
Poesia tem me dado vida
em tempos de pandemia
tem sido minha aliada
diante de tanta hipocrisia
Que nunca me falte a poesia...
Oh, meu peito vazio
Que se alastra a solidão
Oh, devaneio poético
Que imunda o coração
O devaneio de poeta
Torna tudo confusão
Me sinto despertencido
Pertencendo à mim
Somente à mim
Como uma estrada de um mão
Esse meu devaneio
Me deixa louco
Com o fato de despertencer
Vou seguindo em frente
Por aí
Buscando me reconhecer
Minha oração
Força oculta x Poder oculto
Muitos vezes fui confundido entre o devaneio e a perseguição, fui confundido e fiz confusão, fui réu e vítima, delírio presente e a loucura viva que o poder oculto trafega nos faróis das cidades, o duelo com as forças ocultas são plantadas no colo do mundo.
Pai senhor, pelo que chamo a ti, sempre, sempre minhas colocações intencionalmente a chamar tua atenção, a que a impossibilidade momentânea em adentrar a segredos oculares, por todavia e experiências meditadas em anais explícitos por toda circunstâncias de avanços nas bases seculares da tecnologia e manifestações similares.
Logo, logo meu Deus venha o questionamento do que se faz essas colocações com poderio da oração.
É que a palavra diz que o segredo do senhor é para os que o temem, e tenho certeza que certos prazeres são contemplados por mais profundos laços, a décadas que os anais tecnológicos pela bagatela do usufruto do poder e a busca pelo monopólio capaz de manobrar toda condição de vida das nações, controlar as mentes já não é bobagem, a tempos e a luta pelo domínio aquece transfigurando emoções de milhares de pessoas que passam a ser vítimas do satanás vivo.
Por toda devoção, pelo que sei da tua dimensão, ao que tua ordem é a demanda que norteia o universo, ao que tudo, tudo está ao alcance do senhor, e não há nem força e nem poder que se oculta diante de ti, senhor meu pai, examina meu pensamento e confere a racionalidade e se faça presente com teu único poder soberano, pela doçura da cruz, pela maldição carregada no madeiro, em nome de Jesus, seja dada a honra e glória por toda benignidade e justiça, quebra as armadilhas de satanás, clamo pela tua misericórdia, tais investidas inimiga que provoca confusão nos lares, que afeta a racionalidade do mundo, que produz contendas nas famílias, arrebenta os grilhões da desgraça e aprisiona esse maligno e toda sua obra de destruição.
Giovane Silva Santos
Presença, amor e devaneio
Não duvides que lhe traga
As manhãs alongadas
E nem te deixes confusa
Nas noites mais desatadas.
Os versos que plantaste
Em minha boca
Ardem sossegados à espera de teus beijos.
Se houver vazio
Tentarei renovar as ausências
E volver oceanos
Para inundar tua ilha.
O amor tritura lentamente
As pedras do caminho,
E meus canteiros agitam opulentos
À afogar tua ânsia,
E as espumas de teu dia a dia.
Dialogo com tua aceitação,
E abraço teus carinhos enfardados
No ventre insinuante de tua pelve.
Livro: Travessia de Gente Grande
Ademir Hamú
O devaneio de tentarmos nos adaptarmos com o novo parece ser uma ideia até genuína. Mas daí precisamos liberar novos espaços, encaixotar o velho e nos libertarmos do que no passado parece não nos pertencer mais. Precisamos sair da nossa zona de conforto para sair de casa, conhecer novas ideias, conhecer novos lugares, absorver outros detalhes. Pensar nisso já se torna até cansativo. Mas quer saber? O natural das coisas parece ser isso, de adaptação, e viver sempre as mesmas coisas nos tornam pessoas passadas, pessoas velhas, sem nada de novo para oferecer. Nem o que sonhamos todas as noites parecem ser a mesma coisa sempre, às vezes mudam, assim como a superfície da terra, dos planetas que parecem se movimentar e mudar toda hora de lugar. E se por acaso o tempo resolvesse não mudar mais, qual clima temporal você estaria correndo o risco de viver pra sempre? A mudança é essencial. Uma árvore não nasce sem nunca ter caído uma semente no chão, assim como também não nascemos da mesma forma que somos hoje, foi preciso de uma evolução antes, foi necessário o crescimento do nosso corpo, desenvolvido todos os dias sem que percebêssemos. Até o calendário muda. Então é dada a interpretação de que não há desculpas que argumente qualquer falta de espaço de mudança em nossas vidas, porque o novo precisa existir, precisa se ocupar. Caberá a nós tentarmos a nos adaptar nessas constantes transformações, mesmo que isso possa exigir esforço e tempo, mas que deixemos mudar com calma, devagar, porque até onde sei tudo parece mudar, tudo parece se adaptar, e o velho se torna apenas nosso ponto de partida pra poder chegarmos algum lugar.
Tua voz é como um doce devaneio, sabor de chocolate, cheio de desejo.
Teus sonhos são como um livro de mistério, repletos de espaços vazios e reviravoltas para quem se atreve a ler.
Suas atitudes são como murros em facas, apesar de não o levar a nada, são cheios de si e força submetida.
Você é como um estranho em um trem, indo para nada mais que o desconhecido, atrativo de ser visto, mas que não se abre nem com mil sorrisos.
Contraditório
Triste, triste,
Confuso,
Feliz.
Uma hora,
Devaneio em pesadelo.
Outrora,
Em nuvens passo adiante.
De que forma instável
Poderia eu
Ser formado?
A poesia viaja
Sim.
Ela é sonho.
É puro devaneio.
Muitas vezes explica.
Implica
Suplica.
A poesia é pra mim.
A realização.
Como se aceitasse meu pedido de perdão.
Ela nunca diz não.
Quando eu me calo.
Ela pede expressão.
Eu falo tanto e muito.
Aqui de fato o meu intuito.
Libertar me.
Decifrar o oculto.
Do mundo.
De mim.
Da vida.
Do tempo de luto.
Minha morte minha vida.
Minha querida Severina.
Meu barranco que escoro.
Na lua viajante que moro.
Além de Marte.
Poder e dinheiro.
Guerra com estrangeiro.
A paz, eu, timidez.
Que falta faz a loucura outra vez.
Eu rei.
Eu sem derrota.
Mas a regra bate na porta.
Eu covarde surge.
Engaiolado continuo.
A sociedade ruge.
A hipocrisia viva.
A poesia viaja.
Na mesma proporção minha mente.
Quer criar asas.
Eu questiono e pergunto.
A quem pertence a chave da algema.
Giovane Silva Santos
Procuro num devaneio exacerbado a felicidade, uma felicidade momentânea. Mas o que consigo encontrar são apenas decepções de uma noite exaustiva. Meu anseio por essa procura me deixa num ápice que só eu sei, por momentos esqueço de mim e dos outros, fujo de uma realidade dura. Deixo-me ser levada pela escuridão na qual até então não existe, e cada vez mais me sinto uma estranha e cada vez mais triste. Essa tristeza que em mim bate e rebate, tentando me acordar de algo descontrolado. Mas que dessa procura pouco provável que me meto vou tentando me superar, cada vez mais vou entrando num vale infinito de tristeza, entrando num abismo. E sempre deixo de lado a procura de uma felicidade eterna por não conseguir me abster de certas coisas e obter o que é mais sagrado, a felicidade eterna.
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