Devaneio
Só
Devaneio de tristeza solidão contínua,
Não por escolha,mais sim por proeza.
Isolado por não ter, o que de fato não se busca,
Mas sim se constrói de pé,em plena luta.
Tentando assim, um pingo de riso
que não seja só, mas feito
de companhia de um homem só.
Choro sozinho, por estar vazio,
Mas não por escolha, apenas por
momento, todavia isolado.
Como na corda,
em uma ponta um nó”
Devaneio
Agora cai a chuva,
E cala a fala,
E me deixa mudo,
E eu já não escuto,
A voz que preciso ouvir.
Agora molha o chão,
E faz um barulho,
E tira o entulho,
Que impede a alegria,
De meu coração.
E agora ouço a música,
Que traz a lembrança,
Do sonho de criança,
De toda esperança,
Que agora não tenho.
E agora um sorriso,
Que é apenas esboço,
Que se faz sussurro,
Que já espera a hora,
De juntar seus cacos,
E seguir seu rumo,
E agora, eu sumo.
É, tentei de novo
acreditei,
vi em teus olhos saudades
me enganei.
Foi mais um dos meus devaneios
um sonho a mais errado,
louco, torto...engano !
Na loucura dos meus devaneio vou me perdendo, me esquecendo.
Há tempos que esqueci de mim. Vou adormecendo nos sonhos, desejos...escrevendo contos: o mocinho é você.
Sou a garota adormecida, esperando um beijo...querendo músicas !
Que escreve poesias noite e dia, que te manda emails.
Sou a garota que chora quando não te ver, que sente falta do teu sorriso, do teu olhar, que baba com tua voz. Que implora, mendiga... a garota que venderia a alma, daria uma vida pra te ter, um minuto pra viver !
"UM DEVANEIO PRA VC"
AS VONTADES QUE PARECEM NÃO TER MAIS FIM
O DESEJO QUE NOS UNE
E ESSE TEU CHEIRO QUE NÃO SAI DE MIM
TEU ÊXTASE QUE ME ENVOLVE
TUA BOCA QUE ME BEIJA...
NOS TEUS BRAÇOS, ONDE ME PERCO E NÃO ME ACHO.
ME DEIXA TER ESTA OVERDOSE DE VOCÊ.
ME DEIXA TE PERDER E TE ACHAR EM UM INSTANTE
ME DEIXA SER TEU INSTANTE
ME DEIXA IR,SEM SABER SE VOLTO MAIS...
PORQUE EU SEMPRE VOLTO
MESMO SEM SABER.
Quando eu nasci, um anjo torto
desses que são iguais ao cerrado
Disse: vai, e pelo devaneio seja absorto
(Luciano Spagnol
poeta mineiro do cerrado)
*parodiando Carlos Drummond de Andrade
METADE
Sol de meia noite,
meia lua em meio dia.
Vago em meio devaneio,
meia luz em tarde fria.
Vou e volto, volta e meia,
não consigo te encontrar.
Meio triste, meio solta,
busco a luz do teu olhar.
Quantas noites meio calma,
meia volta tento dar,
desta dor que me derrota,
não consigo me livrar.
Vou seguindo meio morta,
meio viva ainda estou,
o meio amor que tu me deste
era pouco e se acabou.
Poesia um misto de exagero e simplicidade, de realidade e devaneio, que nos leva do mundo real a um mundo de fantasia; porque devemos dar a nossa alma algo mais gratificante do que a cruel realidade que, atualmente, nos cerca!
Pedro Marcos
Quando me sinto vazio...
Não entro em devaneio...
Porém, aceito qualquer desafio...
Desde que não me deixe cheio!
Pedro Marcos
DEVANEIO I
Quando vens, te vejo.
Ou será o intenso desejo,
(O forte pensamento)
Que te traz à minha memória
E repete a nossa história?
Mulher que passeia sobre o latente desejo traduzindo a poesia em amor, tão perfeita como os devaneios que se revelam no beijo.
Dor
Caos
Escuridão...
Seria esse o prefácio do fim?
Loucura
Devaneio
Pesadelos...
Existiria um purgatório antes de lançar-me ao vácuo?
Preocupações
Amores
Dessabores...
Monstros me perseguem enquanto durmo e quando acordo, torço para que apareçam e me sinta viva.
Sinto mãos me tocarem a noite... Mãos inexistentes. Sei que precisarei me decidir uma hora, mas falta-me algo.
Não me atormentam enquanto estou acordada e isso me mata aos poucos. Por que esse silêncio ronda-me como nunca?
Teriam eles cumprido seu propósito e agora só esperam minha decisão?
Mãos quentes apertam-me o peito e estrangulam-me aos poucos me deixando agonizar esperando ansiosamente algo que não sei o que é
Segue-me a todo o momento
Sinto feridas se abrirem e nem sei como elas vieram, apenas sinto brotarem de mim e se derramarem pelo meu ser... Feridas visíveis e invisíveis
O silêncio cresce
Os amores desaparecem
As feridas aumentam
Tudo parece escorrer entre meus dedos.
Luzes de um farol alto que ofuscam a visão.
São como gotas de orvalho expostas ao sol.
DRAMA
Prazeres, já os senti,
Volúpias e devaneio.
Saciando o meu anseio,
Em mil noites imergi.
Quanta energia perdi!
Fui um errante, bem creio,
A cometer, sem receio,
Loucuras aqui, ali!...
Quando (da vida) os crepúsculos
Me demolirem os músculos,
Em surdina, exclamarei:
Quantas musas! Quanta chama!...
E me restará o drama
De não ter a que sonhei!...
Cifra
Como num simples toque, Gerando um singelo som… me encontro em meio a um breve devaneio sob as cordas de um violão.
E neste pouco tempo falando sobre o som, que o próprio vento ecoa… Forma se a melodia! Que faz se do movimento em suas mãos...
Enquanto ao desenvolvimento, a melodia mesmo que tardia, gera em forma de poesia o momento!
E cada corda em sintonia, cada nota em harmonia, diz o real motivo! O temor retraído, a saudade ao relento.
Dentre outros movimentos o dedilhar se perde… e junto a ele vem o sentimento! O entendimento mesmo que por pouco tempo.
De uma nota escondida… ouvida porém não sentida! tocada, escrita, mas nunca redigida!
E em meio a multidão que parece não prestar atenção, nada mais consigo ouvir, além do sol, do lá, do si…
A cada vibração, vem do fundo a noção! Das partes de um inteiro, separadas… esquecidas…
E em mim forma se a empatia! Em forma de utopia! Porém logo vem angústia trazida pela sua avaria…
E agora vai se esvaindo a tal melodia... Pouco a pouco, nota após nota… e das últimas cifras, reduzidas agora a cinzas... Sobram apenas as breves lembranças da sua ousadia...
Enfim o silêncio! Que mesmo ao mais alto som, se faz absoluto…
Percebo então que não estive em mim durante esses minutos...
Volto e revejo… um ambiente agitado, a mesa cheia, o barulho ao meu lado… E eu aqui! Em devaneio, ao o som do seu violão...
Escolha à vida ... ou por acaso, em um micro segundo de devaneio que seja, você acha que tem uma outra escolha ...
Kairo Nunes 29/11/2017.
Partir
Em pleno devaneio
Já no centro de mim,
Refleti-me desajeitado
E no meu espelho,
Em prantos sorri
Por fim...
Parti.
quem sois do além para o pó,
o que disseste ainda vive mesmo depois da morte,
em todo devaneio em mar de desilusão...
viver a verdade que nunca se cala,
diante do sentimento relapso
o ventre vive em um caminho que segui,
entre a voz que vem da escuridão.
Para quê se jogar em um leve devaneio
Quando estou aqui o tempo inteiro,
Disposto a não deixar você cair na amargura,
Mas fazê-la provar o melhor de minha loucura?
Era bom que usasse um pouco a cabeça,
Pois tu não és a única princesa
Outra pode ocupar o seu lugar
Enquanto você se prefere enganar.
