Deficiente Surdo
PARA QUEM NÃO SABE AMAR
Marcial Salaverry
(Trovinhas Encadeadas...)
Só encontro ouvido surdo,
em quem a arte não quer apreciar,
com este pensar absurdo,
não querer saber de amar...
Não querer saber de amar,
por medo de se envolver,
e assim vivem sem poetar,
por ter medo de se aborrecer...
Por ter medo de se aborrecer,
deixam-se perder na vida,
e ficam assim sem viver
na vida que lhes é devida...
E na vida que lhes é devida,
deixam de viver e amar,
nessa tristeza mantida,
por não querer amar e poetar...
Marcial Salaverry
"Tenho a impressão de que escrevo para néscios, falo para surdos? Escrevo para cegos? como não percebem? é tão palpável, é tão violento, é tão evidente, é tão triste, é frio, rígido e sepulcral, é como se mostrasse a todos um enterro e todos vissem jardins floridos, não conseguem ouvir meus gritos? Mas vão ouvir".
Eu olho para os lados e não vejo ninguém, o som do silencio permanece... me sinto surdo e cego, não escuto e nem vejo nada... e o pior, não sinto falta disso.
As pessoas aparecem e somem da minha vida o tempo todo, sem ao menos se despedir, sem ao menos me abraçar.
Eu me pergunto onde tudo mudou... Há muito tempo que eu penso "o que há de errado comigo? e o que eu fiz ?
A vida não parece mais a mesma, o eu de três anos atrás não reconheceria o eu de hoje.
Ser diferente não era tão ruim a princípio, era bom ser diferente... Me sentia eu mesmo. Só que as pessoas não gostavam disso... elas me perseguiam e tomam a minha paz, e aqueles que se aproximavam era com interesses e segundas intenções.
Aqueles que se diziam meu amigo, hoje passam do meu lado e fingem não me ver.
Eu não tenho ninguém para conversar, só tenho alguns preocupados comigo, mas me sinto sufocado, com um nó na garganta e como as palavras não saem... é muito mais fácil se esconder atrás de uma tela.
É muito mais fácil permanecer em silencio.
O silêncio não me fará mal, o silencio não mentirá para mim, o silencio não me matará.
Parada do amor
O amor deixa cego, surdo e mudo;
Fazemos coisas que jamais imaginávamos fazer um dia;
Criamos coragem;
Uma força que não sabemos de onde vem;
O tempo para;
Ficamos bobos sem ação;
O mundo para num segundo;
O amor congela, suamos frio;
Tudo que é bom um dia vai ter fim;
O amor é feio, enfeitiça, cria um bloqueio na mente;
Derrepente tudo esquenta no outro gela facilmente;
O amor é traiçoeiro não tem hora para chegar ou ir;
Quando penso que é certo ai e que fica incerto;
E complicado definir essa palavra;
Que se chama amor;
Amor é como um sonho, ele começa lindo e se vai nas lembranças;
O amor verdadeiro jamais se esquece;
Vai e volta em cada pensamento;
Como uma ave que migra todos os anos para o mesmo lugar;
O caminho natural do amor é se transformar em amizade;
Mas isso não significa que uma coisa tem que terminar para outra começar.
Por favor durma e acorde ;não me surpreendas com palavras surdas e mudas aquelas que chegam sem nunca avisar.
A depressão mata. Com gritos surdos, você faz pedidos de ajuda, sem ninguém te escutar. A depressão mata mesmo, e descobri que, sem Deus, ela vai te matar.
Sobre o amor
Dizem que o amor é cego , surdo e mudo mas eu que ele fosse menos cego para admirar sua beleza, menos surdo para ouvir seus pensamentos incríveis e menos mudo para poder lhe dizer que te amo.
O que teria sido do meu mundo interior, se tivesse nascido surdo, mudo e cego? Teria sido apenas um pano de fundo!
"O olho é um mudo que fala muito,um surdo que ouve tudo."
Mas só quem enxerga com a alma consegue ler o que tem nele.
#Andrea_Domingues
Agora o milagre da inclusão social dos surdos é o estudo da língua de sinais? Assim somos nós que decidimos, se não estudarmos não haverá incluso.
Rayme, nome de mescla de pai e mãe, nome que carrega mundos, preenche corpos mudos e corações surdos.
Ei-lo aqui, com sua caneta, quase colada à mão desde o seu alvorecer ao crepúsculo de seus declínios.
Declina com o fascínio da dança noturna dos versos, e renasce tal qual Fênix com a determinação do alcance de um cume.
Mistura viagens, passagens, paisagens, danças, desventuras, brinca de ser são na loucura, enlouquece a sanidade, faz salada com um só ingrediente.
Tem as palavras na mão, pinta-as de todas as cores, sabores...
Tem é sede de escrita ávida, irrascível, desejo é martirizar o papel com a avidez dos seus punhos reforçados na caneta.
Escrevinha a olhar por entre as cortinas da janela, inspirado pelos discos da avó e pela vida bizarra dos vizinhos. Escrevinha mesmo que no ermo, escrevinha pessoas e personas, escrevinha imagens em linha, mesmo que exilado, mesmo que sozinho.
O cosmopolitismo abrigado num invólucro miúdo, de ser humano, torna-se semi-deus denotando seu entender de quem já tomou, na xícara, o mundo.
Mariana Conceição Soares.
Fale baixo não estou surda
quer gritar pare enquanto posso te escultar
Aprenda a ouvir em tom baixo... Fale em tom normal.
No silêncio se esculta melhor e se interpreta de forma a poder dialogar... Acalma teu coração!
