Corpo e Mente Nietzsche
Se for permito a mim, por visão de raio x ver seu corpo nu prefiro mil vezes por telepatia saber por onde vão seus pensamentos. Inteligencia é bela, excitante e afrodisíaca.
Uma amplidão de anil
Contemplo seu corpo celestial
Contorno com meus dedos cada risca
Cada linha e traço de sua colossal formosura
Como há de a ver algo tão belo?
Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua beleza
Resplandece sua imponência
Recebo no meu olhar seu infinito anil
Reconheço ao te contemplar minha insignificância
Rogo-lhe
Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua grandeza
Nos vales das sombras tenho teu corpo
e ofereço sua alma aos chacais,
sobre o rio dos mortos clame por tua vida...
mais moedas de ouro
e outros sacrifícios são detalhe.
num mar de sangue que cobre teu corpo
sem alma ou espírito,
expresso aos anjos que voltem
entre as chamas revoltas
devoram o tempo até o luar
que verte em sangue,
marcando o exato momento caminho das estrelas.
Meu filho, meu algoz...
Meus olhos já não têm o mesmo brilho de antes
Meu corpo, já não é aquele: esbelto, ligeiro, jovial
Dizem, em versos, que sou anjo, por ser mãe
Mãe que sobrevive, apenada, em cárcere meu
Cuida-me um filho que amo, calado, ausente, impaciente
Nada reconheço entre as paredes que afirmam ser meu lar
Não sei dizer a exata cor das paredes de meu quarto
Olho-me no espelho... não sei dizer quem ali se reflete
Sigo os dias a velar as horas, ao pé de uma janela vazia
Horas e dias que passam sem me notar, sem nada contar
Durmo e acordo em desalento, tendo ao alcance leite e água
Deixados pelo filho, que, por vezes, soturnamente me visita
Adormece em mim, a razão, quereres... incompreensões
Me fogem lembranças, desaprendi a me amar, a sorrir
Convivo com meus temores, meus fantasmas, meu eu
Temo a chegada do filho que amo e se dá a machucar-me
Trago marcas em meu corpo, que se renovam
A cada aperto, a cada saculejo, a cada dia
Fia ele que não compreendo-lhe a impaciência
Que não me dói seu estado colérico de me cuidar
Me sinto descartável, írrita, sem valia, enjeitada
Anulada em princípios, convencida que inexisto
Que sou aquela agraciada com a maternidade
Que não sabe em que momento tudo deu errado
Temo a visita de meu filho, meu intolerante algoz
Não tenho forças para reagir, se tivesse, não o faria
A fome, a sede, a solidão, marcam meu corpo e alma
Em aceitação, me convenço a perdoar e me cobro calma
Seja verdadeiro, com você
Sinta, explore, ouça, você
Percorra cada parte do seu corpo, de sua mente
Sinta, explore, ouça, você
Se encontre
Mova-se pelo que de fato és
Não se interrompa, não se influencie pelo banal
Reconecte-se, intensifique, redescubra-se
Apesar de tão pequenos ao mundo, somos imensos para nós
Apenas seja, você!
Eu sei que não sou um deus, mas sei que neste corpo sou como um livro qualquer, esquecido nas mais baixas prateleiras... Quero reescrever-me, e voltar às prateleiras mais altas...
Lavar a alma é deixar as partículas do meu corpo escorrerem pelo rio e se libertarem em busca novamente ao meu encontro em direção ao mar
Asco
A cabeça tonta cede a ronda
E o pescoço solto torno tomba
E o corpo morno compra
Um sorriso frouxo que assombra.
O corpo em retalhos
Quase um espantalho
Tenta disfarçá-lo
Um sorrir amargo
Um sentir tão asco
Meu corpo anseia pelos mistérios das chagas do amado crucificado, enquanto a alma nutre da contemplação.
O "existir" antes e depois desse corpo não tem nada com o que conhecemos. A semelhança com esta realidade após a saída da matéria é apenas uma referência temporal-organizacional para que possamos traçar a transferência para o outro "existir".
O Sorriso invade a alma, a vida se enche de graça, o corpo balança com qualquer dança, a boca beija a bochecha de quem alcança, o amor é para todos que me der um boboim, o boboim é pra quem me levar pra passear na rua, a rua vira sinônimo de liberdade. Os primeiros passos só o início da minha longa idade, até os meus 15 anos quero ser sempre um bebê, mas é depois dos 20 q quero voltar a ser. Isso sim é ser criança, ter a alma cheia de esperança, sorrir sem julgar e vê. Beijar sem abraçar e crer. Viver é um puro prazer, e amar é sempre um dever, dever q se aprende sem esperar e querer, dever que eu torço pra ninguém nunca esquecer.
Eu só queria nesse momento te abraçar e sentir o calor do seu corpo, aliviando a minha alma das coisas ruins que eu estou passando.
E quando as flores tocarem teu corpo, invadirem teu riso...sou eu cantando, seduzindo...banhando de cheiros teus olhos, mendigando um pouquinho de nós !
15/01/2018
Faltam poucos minutos para o fim, ainda assim sinto me aprisionado entre as paredes do meu corpo, respiro profundo em busca de oxigênio mas o ar é rarefeito. Me sinto perdido entre o espaço e o tempo, afinal qual a finalidade de todo esse movimento? As ilusões são todas dissolvidas pelas portas da percepção e os pólos abrem portais invertidos que conectam sua dualidade.
Somente a morte pode trazer a paz que aprecio, e caminhando sozinho pelo lado sombrio onde vivo, hei de enfrentar todos os medos olho no olho porque nada dura mas nada está perdido.
Adormeci em seus braços; descasei meu corpo dolorido pelo tempo.
Como uma chuva em manhãs de domingo, você me trouxe paz.
há um sentimento que nos percorre o corpo e nos toca a alma, quando nos vem à lembrança a juventude...
