Cidade
Não é a cidade
é você
hoje ali é aqui
num voo só
tudo rápido
e rasteiro
certeiro como flecha
direto como pensamento
assim não há desculpa para dizer
que não se vai
nem vem
vai e vem
a pé ou de trem
vá e venha
se atenha
ou passe a outro a senha
e vire história.
"" Desceu a lama
e junto desceu a dignidade
a felicidade
a cidade
só ficou barro e calamidade
diante de tanta tristeza e dor
que não falte solidariedade
que não falte amor...""
Curitiba
“” Ouço o ecoar e o sinto o cheiro de minha cidade
Chego perto e ainda é pouco o que habita a alma
Normalmente, um coro de pássaros me acompanha
Nessa bela casta e pacata urbe
Ventos calmos acariciam a chegada
Mesmo assim desperto. Já é madrugada
Assim rompe a aurora
Reluzindo vida que há lá fora
Pinheirais despontam na mata
Colossais verdes em perfeita evolução
Coragem de botas apertadas
Redefinem o amor no coração
Sou do sul sou do lugar
Sou da lida do luar
Onde as aves cantam pra vida
Sou cheio de amor por ti
Curitiba...””
Há de ser feliz
contra tudo e contra todos
porque felicidade é uma cidade
onde vive quem quer e aprende
dissolver qualquer tristeza
e ver na vida a beleza
mesmo que algum espelho, diga que não...
Coitado do povo de Jericó!
Antes dos filhos de Israel darem sete voltas na cidade e seus muros caírem, Satanás "deu uma volta" no povo, pois prometeu segurança total, mas como sempre não cumpriu a promessa.
Pr. Paulo Affonso Generoso
Quando estamos intoxicados não adianta mudar de lugar, de bairro, de cidade, de igreja, temos que nos desintoxicar, caso contrário tudo que faremos é intoxicar outras pessoas.
O Sol da Manhã
Ah, o sol da manhã...
Contemplo-o dos cantos mais remotos da cidade.
Durante seu brilho, esvai-se toda vaidade —
Toco a grama molhada pelo orvalho,
Ou ao menos, creio tocar...
Pois sei, pela física, que nunca tocamos de fato:
Somos campos que se repelem,
Somos danças de elétrons em silêncio.
Mas ainda assim, o instante me atravessa,
E isso, para mim, é o bastante.
O balançar calmo das folhas
Apaga os ruídos da mente,
Silencia pensamentos longos demais,
Esses que, teimosamente,
Nos ferem sem jamais cessar.
O canto dos pássaros neste horário
É bálsamo sobre feridas invisíveis.
E o tilintar leve das águas
Faz de um espaço árido,
Um abrigo possível.
Hoje, 10/02/2020, a cidade de São Paulo está parada de novo por causa das enchentes, não por causa das chuvas. Os jornalistas sempre culpam as chuvas disso, mas a culpa é do descaso governamental e do desreipeito à natureza. É fácil ver isso quando analisamos essas coisas do ponto de vista político, e não climático.
As redes sociais são como os locais públicos de uma cidade qualquer, então seria sensato e elegante que nos comportássemos virtualmente como nos comportamos quando estamos em algum lugar real lotado de estranhos, com civilidade e boas maneiras. Mas quase sempre nos esquecemos disso, infelizmente.
Tanta tristeza espalhada entre as ruas frias da cidade… Onde poderemos ir caminhando desprotegido na beira do abismo… A vontade é de desaparecer com a noite. O que devo fazer se tudo é tão… escuro. Estamos simplesmente apavorados, agindo com a mesma coragem de uma criança doente debaixo dos pingos de chuva, com o destemor de um pequeno gato em meio a seus ferozes predadores, feito uma folha solta ao vento. Seremos sempre jovens pois nunca compreenderemos tudo, correremos em algum momento sem enxergar o caminho, entregando nós mesmos ao mural de tristezas. Caminharemos ao lado dos sinceros sinais de dolorosos sentimentos, mas que irão carregar junto a si seguros sonhos lúcidos, que desesperadamente pedirão ao nosso coração que se realizem, e ele sem reclamar, abraçará nossas lágrimas e nos levará para caminhar de mãos dadas com a brisa do mar, vestindo roupas largas para flutuar no constelado céu. Ele dará tudo de si, pois sempre será aquele que lutará durante uma vida para te fazer viver. E mesmo ao machucá-lo, talvez até em excesso, nosso coração indefeso existirá profundamente, mas não destruirá, mesmo golpeado pela mais afiada faca, ameaçado pela mais pungente dor, ainda ao deixarmos ser levado pelo sopro incolor do pranto, carregando-o pela forte maré, ele irá bater, lutando para nos despertar usando alguns dos nossos singelos sorrisos perdidos. Ele está exposto ao mundo por você, exposto a tristeza de uma guerra, exposto ao quase irreparável, ao partir de alguém que amamos ou da fita cassete que não mais funcionará… existe apenas um de você no mundo e esse coração que bate é a prova do quanto você precisa viver.
Muzambinho
terra de gente que vive sorrindo
cidade tão pequena
mas com almas tão serenas.
Lugar de gente de bem
quem conhece,vai além
gente simples,de coração nobre
cidade do carnaval,
festa em alto astral
Me diz?!
Quem nunca foi rezar lá na matriz,
ou visitar o chafariz
Quem não sente saudades daquele delicioso doce de leite
temos também o instituto,
um bom lugar para se "colher bons frutos"
É muzambinho ....
para muitos, é lembrança,
de uma doce infância...
Muzambinho:
Terra de gente que vive sorrindo
Cidade tão pequenas
Mas com almas tão serenas.
Lugar de gente de bem,
Quem conhece, vai além...
O palácio das "noivas".
'Breve conto poético'
Numa cidade antiga conhecida como "lugar do coração",
Havia sim, um homem imponente, sábio e virtuoso,
Chamado também Salomão.
Seus pais assim o chamaram,
Em homenagem ao grande rei.
Porque quando crescesse, diziam seus pais,
Ele dirá: grande como ele, também eu serei!
O garoto cresceu, e andou por toda a cidade imponente,
Garboso, observador e contente.
Sempre sorridente,
Mostrando com elegância a linda brancura do dente.
Observara ele o nobre e extravagante,
E sempre se lembrava do Rei Salomão.
Pois apesar de tudo, coisas tristes lhe aconteceram,
Que serviria para uma grande lição.
Então, comparando essas coisas ruins dos nobres e Salomão,
Disse: farei a mesma coisa, mas com encantada inversão!
Salomão Rei tivera mil mulheres,
Que lhe perverteram o coração,
Pois eu terei "mil" noivas que me ajudarão a permanecer no caminho da retidão!
Vi os nobres de minha cidade,
Corromperem-se e casarem-se com a megera luxúria,
E o fruto desse nefasto casamento lhes gerou a penúria!
Vi que puseram em seu leito a amante inveja,
Que sempre deseja o que a ela se supera.
Vi em seu leito a paixão desenfreada,
Que faz perderem-se os homens de nobreza encantada.
Vi o amor ao dinheiro,
Que entorpece o coração,
E faz com que se cometa os maiores atos de devassidão!
Vi a senhora cólera em sua cama,
Violentar sua mente.
Que lhes deixava sempre desgostosos e com espírito descontente.
Observei a mulher mágoa,
E a intensa pobreza de alma em que se lhes deixava!
Convidaram em seu leito a morte,
Acode!!!
Porque contra ela, em amarras de pecado,
Nunca se pode.
Vi acréscimos de núpcias,
Dia após dia,
Vi a fome insaciável de relacionamento com as volúpias!
Vi a maldita traição,
Que levava à morte de um irmão.
Vi o que foi gerado com o casamento da desregra,
Que fazia com que os homens se acabassem numa cela!
Vi infanticídio, matricídio, parricídio,
Vi o irmão de sangue matando irmão de sangue,
Através do fratricídio!
Vi homicídio, feminicídio.
Vi a desgraça que comete o homicídio!
Todos filhos da traição,
Que faz as vidas serem ceifadas sem perdão!
Daí eu disse: eu não quero isso para minha vida não!!!
Casarei com mulheres diferentes, que sempre me deixarão alegre e contente!
Mais sorridente,
Prudente,
Diligente,
Inteligente,
Sapiente!
Relacionar-me-ei com a boa fama,
Por que não há um só dentre os homens,
Que com ela nunca se encanta!
Colocarei em meu leito também a senhora virtude,
E montarei um lindo harém cheio de magnitude!
Se Salomão teve mil,
Mil eu também quero ter,
Mas como eu disse em sentido inverso,
Para não pôr nada a perder!
Quero casar também com a intelectual solidão,
Que sempre me faz crescer sozinho,
E sair um pouco da multidão!
Relacionar-me-ei com a caridade,
Que faz os homens casados com ela,
Sempre fazerem gestos de piedade.
Colocarei em meu leito também a sabedoria,
Que a todos os mistérios sempre nos descortina!
Que faz o insondável ser sondado,
E o importante impenetrável ser com clareza penetrado!
Porei em meu leito a fé!
Que nos faz acreditar naquilo em que não se pode ver.
Com brilhantismo e convicção tal,
Que fica mais fácil de perceber!
Colocarei em meio leito a prudência.
Casarei com a inteligência,
Sapiência que nos fazem evitar a DEMÊNCIA.
Saciar-me-ei no bom e lícito “bacanal” do permitido!
Para que do reino da prosperidade,
Eu jamais seja demitido!
Deliciar-me-ei do banquete do que a vida pode me dar!
E rejeitarei as “prostitutas” da perversão,
Que às loucuras levam ao homem,
Sem pestanejar!
Só colocarei em meu leito noivas virtuosas,
Amorosas e que me querem bem,
Quanto as outras: NEM VEM QUE NÃO TEM!
Quero amar a suavidade,
Boa riqueza e prosperidade.
Quero a boa fama,
A amável sensibilidade.
E com ela fazer de tudo na “cama”.
Relacionamento com a sensibilidade -
Faz a tudo ver com clareza, singeleza,
Justeza, nobreza, delicadeza, pureza.
Puro desejarei sempre ser,
Pois com essas LINDAS “mulheres”,
Não haverá como não ser.
Essas são noivas para mim mui castas,
Puras, santas.
Que me fazem saciar-me em mel,
Preferir o mel, quando penso em me lambuzar de fel.
Como Zeus, que prolongou a noite para deliciar-se com Alcmena em amores,
Quero que o rei dos céus prolongue-me os dias com elas,
Para que eu não tenha dores.
Óh maravilha,
Divindades do céu,
Concedei-me o que vos peço agora,
Para que diante de vós,
Eu nunca venha a perder,
A intelecção do sábio Aitofel.
Aitofel Salomão também conheceu,
Pois fora conselheiro de seu pai Davi.
Davi significa AMADO,
E que sempre amado eu seja óh céu, para TI!
25.10.2015 – 14:35 h
revolução
ação
causa reação
revolucionar
mudar
gritos ecoam pelas ruas da cidade
buscando liberdade.
Enquanto a cidade dorme
Eu acordado.
A madrugada é minha companheira
A mente repleta de pensamentos
Que fervilham
Como um vulcão,
Não durmo desde terça-feira
O corpo cansado
Tudo é tão difícil
Se pelo menos você
Tivesse aqui comigo.
O que me resta é só a poesia
E nela te escrevo
Como uma última lembrança.
Cumplicidade e carinho.
O que vemos a beira de um ninho,
Não vemos uma cidade inteira,
Por que um só passarinho,
Não consegue fazer tanta sujeira,
Muitos humanos poluem,
Se entorpecem,
Muitas vezes se iludem,
Muitas outras se esquecem,
Vivem por covardia,
Fugindo da obrigação,
Com muita melancolia,
Pouca conservação,
Querem tudo do seu jeito,
Reclamam em muitas horas,
Querendo tudo perfeito,
Até as senhoras,
Se entregam nessas atitudes,
Chorando todo dia,
Pedindo que alguém ajude,
Sem muita alegria,
Não há quem as mude,
Podíamos repensar,
O agir e o falar,
As vezes poder seguir,
Em frente pra algum lugar.
Mas devo revelar,
Que já criamos as cidades,
As casas fechadas de muros,
Que se alguém pular,
Vai estar em apuros.
Dentro tem cachorros e armas,
Um egoísmo protegido,
Se tocar na simples sandália,
Tá tudo perdido,
São ferozes no possuir,
E algozes de si mesmos,
Tentando as vezes fugir,
Se encontram largados a esmo.
A esmola do trabalho,
E só um ensaio,
Pra poder passar o tempo,
Na sua humilde batalha,
A ruína são seus pensamentos,
Achando tudo perigoso,
Um mundo de covardia,
Anda sempre medroso,
Seja de noite ou de dia.
Vivem sempre egoístas,
Cercados em suas rotinas,
Lutam sem deixar pistas,
De suas horas cretinas,
A trocar o desapego,
Pelo feroz egocêntrismo.
Na luz do desassossego,
Fazendo malabarismos.
Aí chega a velhice,
E ficam todos perdidos,
Caminharam na mesmice,
Mas querem ser compreendidos.
Nem sei mais o que falar,
Pra mim tudo é absurdo,
Se nós unissemos já.
Poderíamos atravéssar o muro,
E ir pro lado de lá.
Mudar a nossa história,
Recusarmos de ser idólatras,
Deixar políticos na memória,
Deixar de ser alcoólatras,
Começar mudando as cidades,
Limpando tudo em sua volta,
Juntando todas as idades,
Plantando nossas próprias hortas,
Retirando nossas vaidades,
Ajudando os nossos irmãos,
De todas as formas possíveis,
Com dinheiro e instrução,
Para que se tornem incríveis,
Compreendendo que com união
Podemos ser vistos pela luz do invisível.
E com luz no caminho,
Podemos tirar os espinhos,
De um tempo passageiro,
E voltar para o ninho,
De uma vida obreira,
E continuar com carinho,
Uma vida mensageira,
Assim poderemos morrer em paz,
Descansar de verdade,
Sem medo de olhar pra traz,
Sabendo que viveu com bondade,
A vida muda de pressa,
Os anos passam a fio,
Pro tempo tudo que interessa,
É sombra, calor e frio,
A vida no vazio,
Refaz os pensamentos,
Pode dar calafrios,
Mas também tirar os tormentos,
Saber que ninguém morre junto,
No mesmo corpo quero dizer,
E esse imenso conjunto,
É tudo que pude saber.
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