Cidade

Cerca de 3583 frases e pensamentos: Cidade

)))---Cumplicidade e carinho.
)-O que vemos a beira de um ninho?
)))---Não vemos uma cidade inteira!
)))---Por que um só passarinho,
)---Não consegue fazer tanta sujeira.

Inserida por Mario-Magalhaes



Enquanto andava pelas ruas cinzas da cidade, as pessoas passavam por mim como se fossem flechas, rápidas e implacáveis. Seus rostos eram borrões, expressões perdidas no turbilhão do dia a dia. Eu, porém, estava em outra dimensão. Não era uma dimensão fantasiosa, com dragões ou castelos flutuantes, mas um espaço interno, silencioso e profundo, onde meus pensamentos vagavam livres, descolados da realidade imediata.

O ritmo frenético da cidade, o barulho constante dos carros e o apito distante de uma sirene, eram apenas um murmúrio distante, um fundo sonoro para a sinfonia silenciosa da minha mente. Recordações, sonhos, planos futuros – tudo se misturava em um fluxo contínuo, um rio de consciência que me carregava para longe do asfalto e das pessoas-flecha.

Vi uma mulher com um casaco vermelho vibrante, uma mancha de cor em meio à monotonia cinza. Por um instante, nossa visão se cruzou. Ela não era uma flecha, mas um ponto de luz, um pequeno desvio no fluxo constante. Senti uma pontada de conexão, um breve momento de humanidade compartilhada, antes que ela desaparecesse na multidão, voltando a ser mais uma flecha no fluxo.

Continuei andando, absorto em meus pensamentos, até chegar a um pequeno parque. Ali, o ritmo desacelerou. As pessoas caminhavam mais lentamente, algumas sentadas em bancos, outras alimentando os pombos. Ainda sentia a distância, a sensação de estar em outra dimensão, mas a cidade parecia menos ameaçadora, menos frenética. O parque era uma ilha de calma em meio ao caos.

Sentei-me em um banco, observando as folhas caírem das árvores. A cidade das flechas ainda estava lá, ao meu redor, mas dentro de mim, a outra dimensão permanecia, um refúgio tranquilo em meio à agitação do mundo exterior. E, naquele momento, percebi que talvez essa fosse a única maneira de sobreviver à cidade das flechas: mantendo um pedaço de mim em outra dimensão, um lugar onde a paz podia existir, mesmo que apenas dentro de mim.

Inserida por eliette_ribeiro

Uma vez imaginei várias cachoeiras saindo dos pontilhões, dos Rios da nossa cidade, iluminadas, coloridas pelas luzes, lubrificando os passageiros no entorno e limpando a própria água, também visualizei umas praças de pequenas p florestas frutíferas que poderiam conectar as pontes para pedestres e passarinhos, devolvendo a natureza arrancada e sufocada pelos prédios que poderiam ter passarelas entre suas lajes para pedestres e ciclistas. Eu tenho sangue alemão, acredito no impossível, aquariana demais e fico coocriando mundos mais saudáveis e férteis para o futuro.⁠

Inserida por JeyneStakflett

Delinquência social.

É uma noite de sexta-feira na cidade de Brasília. No meio de uma aula de português, dois amigos, alunos da UNB combinam um racha, que seria realizado em uma ponte modelo, feita com muito esmero e amor à política. A ponte JK, que fora construída pelo Governador Joaquim Roriz, um Governo preocupado com os problemas de locomoção dos pobres moradores do Lago Sul. Para construir a ponte em questão, o Governo gastou a bagatela de 170.000,000, 00 que poderia ter sido usados para educar melhor filhos do pobre, para que os mesmos tivessem a oportunidade de cursar uma faculdade do mesmo nível de uma UNB, ou mesmo na própria, quem sabe com a expansão da faculdade para as cidades satélites, a exemplo de Planaltina, Gama e Cinelândia, que já têm sua unidade em funcionamento.



Dois jovens de classe alta, filhos da elite de Brasília, ambos haviam ganhado dos seus pais o último modelo do carro dos seus sonhos. Empolgados por terem passado no vestibular, coisa que não merecia tanto mérito assim, por terem estudado durante toda vida no colégio mais caro da cidade. Os jovens queriam comemorar em dose dupla a realização da conquista, suas e dos seus pais. Era comum no início do curso saírem em grupo para beber, e na volta para casa faziam desafios para ver quem vencia a distância da ponte em menos tempo.

Várias vezes, durante essas noites de farra, adolescente eram, não raro surpreendidos pela polícia, que não poderia fazer nada além de uma pequena repreensão verbal; no máximo uma ameaça de levá-los para se explicar ao delegado de plantão, que ao saber das suas origens nobres não poderia causar-lhes nenhum constrangimento.

Nessa noite em especial; a farra demorou mais do que o de costume. Foram a boates e, depois de muito regalo resolveram pôr em prática o racha. Ainda a caminho da ponte, do local do delito premeditado, já passaram do limite de velocidade permitida pelos pardais, os eternos servidores públicos do DETRAN. Que importa multa para quem pode pagar? Há exemplos de filhos de papai que usam um carro por um ou dois anos, depois dispensam em qualquer lugar, por não compensar o pagamento das multas; ou ainda outro caso que é mais comum, a corrupção de alguns funcionários que aceitam correr o risco de perder seu bom emprego em troca de algum dinheiro fácil, para livrar a cara de ricaços que pagam alto por uma liberação de multas.

Já são cinco horas da manhã, pela mesma estrada, trilhando outro caminho, a caminho de casa, vai um homem comum, com a consciência limpa, com a alegria de quem cumprira bem o seu papel, e com uma vontade incontrolável de chegar em casa para um descanso merecido. Não tem em mente nenhuma preocupação, além do desejo de em casa chegar para ver os filhos. Não acredita em perigos de natureza trágica à uma hora dessas, quando toda cidade dorme, só ele e alguns servidores da noite estão voltando para suas famílias. Estes são os garçons, músicos, os motoboys entregadores de pizzas como ele. As pessoas “normais” que têm o direito de escolha ou que tiveram outra oportunidade na vida, não trocariam a noite pelo dia para descansar. A não ser uma minoria alienada que mesmo tendo o privilégio da escolha não dá o devido valor à vida que tem, e vai além, usurpa as migalhas que sobram para esses excluídos do sistema capitalista onde cada um vale o que possui.

Os carros acelerados rumam à direção da ponte. São dois carros envenenados com seus motores adulterados, levando seus pilotos que não estão em seu estado normal de consciência. Ambos embriagados; além do cansaço do sono perdido, a adrenalina da competição os cega ainda mais, não percebem o perigo que correm e passam a exigir o máximo que os seus carros podem lhes oferecer, na sua robustez de máquina ilimitada. Não sentem que estão a mais de 200 km por h. Os amigos que lhes acompanham nessa insana diversão, também não percebem nem por um segundo quão fugaz são suas vidas nesse instante. Quando, como que num piscar de olhos se deparam com uma moto voando aos pedaços sobre seus olhos embaçados com o véu da irresponsabilidade e do álcool, um dos carros também capota e se arrasta sobre o parapeito da ponte. Apenas um consegue sobreviver ao desastre incomum.

Voltando depois de uma brusca frenagem, os sobreviventes vislumbram um cenário inimaginável: corpos destroçados pela fúria da velocidade e da embriaguez, e muito sangue inocente sobre o asfalto novo que ainda não conhecia o gosto da desilusão existencial; que não fora feito para este fim, receber em seus braços os filhos da ignorância. Morreram na batida além do motoqueiro anônimo, mais três filhos de pais que não pediram a Deus tal sorte para os seus, nem sequer imaginavam o que eles praticavam às escondidas enquanto deviam dormir. Ninguém vai repor as vidas dos mortos, nem tampouco será indenizada a família do cidadão que voltava do seu trabalho honesto...

Inserida por EvandoCarmo

SONETO

A PONTE DA SAUDADE

Havia uma ponte sobre um rio,
Um rio que cortava uma cidade
A carne que gemia, um calafrio
Na ânsia de sentir uma saudade.

A ponte de tão frágil, caiu na` água
Só mágoa, num suspiro se afogou
Agora se travessa o rio a nado
Corrente dos desejos se quebrou.

As almas traspassadas em dores cruciantes
o rio e a cidade afastados hoje choram
a sorte esquecida, da ponte e dos amantes.

Mas a ponte da esperança não tem chão
na mente dos amantes que se encontram
distante da cidade do desejo e da ilusão.

Inserida por EvandoCarmo

"Nasci numa cidade pequena do interior da paraíba. Monteiro, lá ainda não tem água encanada nem esgoto, mas disseram-me que em breve o rio são francisco será desviado para lá.

Acho que isso não é verdade, quem poderia fazer tal obra, cavar todo o sertão para levar água a meia dúzia de nordestinos famintos, pessoas sem muita importância na cadeia social?

Não será mais uma promessa de campanha de algum candidato desesperado?

Os senhores sabem, que em época de eleição os homens fazem mais milagres do que os santos!"

De algum livro que não escrevi...

Inserida por EvandoCarmo

CRÔNICA PARA BRASÍLIA


Brasília, cidade das belas formas, de sons e encantos diversos.
Não és a mais bonita, nem a mais importante por conta do congresso.
És bela sim, de forma arquiteta, como ninfa de apolo, de flores de concreto.
Teu lago doce e puro, sob um céu azul discreto. Tens a Água Mineral e um parque a céu aberto.

Brasília das cantigas, de bois de Teodoro, de tantos sons herméticos, do reggae de Renato Matos, ao jazz de Renato Vasconcelos.

Do samba ainda menino, do Rock do Porão aos blocos do asfalto. Brasília da política, dos donos do planalto, das CPIS, das pizzas, dos sábios Collors e tolos Jéfersons. É tua vocação, vencer as turbulências, cortar na própria carne os males-desafetos.

Assim serás madura, à custa dos teus braços. Quem vem da ditadura, por certo sabe bem, que a um povo pacífico a liberdade sempre vem. Diretas de Tancredo, o povo no poder, o teu dever de casa honraste ao fazer.

Contudo não é cedo pra quem sabe sonhar, quem sabe um filho teu irá governar.
Será de sobradinho, Ceilândia ou do Guará? Por certo um candango, virá da tua madre, dará exemplo ao mundo e ao resto da cidade, que espera do teu cerne um bem pra ser feliz.

Brasília da savana, do fogo no verão, Brasília dos pedestres que acenam com a mão, ao bom desconhecido que pára em prontidão.

Brasília mar sem praia, das noites no pontão. Um caminhar no parque, à torre, a diversão; lazer do homem simples, espaço aberto à mão.

Ao jovem vista plana, um salto à direção. Brasília mulher jovem, senhora da razão. Aqui tudo é perfeito aos olhos do cristão. Falar de ti enfuna qualquer poeta vão.

Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

BRASÍLIA

Brasília, cidade do futuro
Aqui não existe muro
Aqui não tem esquina
Só mora gente fina
Vinda de todo canto
Brasília, que encanto
Tua diversidade.
Brasília, uma cidade
Que acolhe todo mundo.

Candangos construtores
Braçais, nobres, doutores
Nos deram um país
Orgulho mundial
Razão pra ser feliz.

Brasília nos ensina
Que a sorte se destina
Aos que sabem vencer
Vencer os desafios
Cruzar mares e rios
Pra ter felicidade
Brasília uma cidade
Família e aconchego
Aqui não se tem medo
De usar a liberdade.

Inserida por EvandoCarmo

TRECHO DE UM ROMANCE


⁠Eu a conheci dentro de um ônibus, que ia do Gama, cidade satélite de Brasília para o plano piloto, cidade administrativa do Distrito Federal, Capital do Brasil. Eu vinha, não sei bem de onde, só me lembro que a vi, pela primeira vez neste dia. Eu ia descer na quadra 13 do Gama, e ela iria continuar a viagem. Ela estava acompanhada do então marido, um músico que eu havia conhecido, fazia meses, contudo nada sabia da vida desse amigo, não tinha ideia que ele vivia com aquela encantadora mulher.
Não me lembro que roupa ela usava, todavia posso fantasiar, que ela usava uma calça jeans, blusa de crochê amarela, isso era bem possível, e hoje, sabendo seu gosto e estilo, posso até apostar que era isso que ela usava. Eu era um tanto distraído, mas percebi seus olhos negros, que à primeira vista me causou espanto. Como eu ainda não conhecia o mar, nesta época, não posso assegurar que seus olhos tinha naquele tempo algo de mar, um encanto e uma beleza agreste, um mistério insondável. Mas ao descer, ao me despedir do casal, senti um fogo a queimar minha alma, num olhar fulminante, como quem me dizia, “quero te ver de novo”.
Desci do ônibus, e toquei minha vida. Neste tempo eu tocava em um bar, bem perto de onde eu morava com minha esposa e meu filho. Não sabia se voltaria a vê-la, também não fiquei pensando naquele olhar tão imprevisto. Não sabia eu que minha vida teria em breve uma reviravolta, não demorou mais que um ano, e tudo estava diferente. Eu me separei, comecei viajar para tocar longe de Brasília, eu ia e vinha de mês em mês para ver meu filho, que no início da separação ficara com a mãe.
Neste período que fiquei solteiro, recém separado voltei à vida antiga, tornei-me um conquistador, e era namorada daqui e dali, artista, solteiro, nem precisava ter dinheiro para arrumar mulheres nos bares da vida onde fiquei por um tempo, antes de encontrar meu verdadeiro amor e destino.
Em uma noite dessas, em que músicos se reuniam para conversar, depois de cumprir nosso mudando compromisso de animar as almas perdidas da noite, reencontrei meu amigo, o músico, que não sei se por vontade de Deus ou obra do acaso me levaria ao segundo encontro, com aqueles olhos negros determinados a me dominar.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Oh Rio de Janeiro,

cidade maravilhosa,
sorriso aberto e sincero,
a tua beleza é espantosa.

Do Cristo Redentor aos Arcos da Lapa,
do Pão de Açúcar às praias douradas,
tua paisagem inspira a alma apaixonada
e enche nossos corações de emoção desmedida.

Na tua música, no teu samba,
na tua gastronomia, na tua cultura,
encontramos uma energia que nos acalma
e nos faz sentir parte desta grande aventura.

És um sonho de mil cores,
uma dança ritmada sem fim,
és o amor em forma de flores,
que encanta todo aquele que chega até ti.

Oh Rio de Janeiro,
sempre serás a minha casa,
do teu jeito caloroso e verdadeiro
nunca me cansarei de encontrar graça.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.

No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.

As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.

Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.

O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.

O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.

Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Crepúsculo de Ouro

O sol despede-se em fogo e mel,
derramando luz sobre os ombros da cidade.
As montanhas, sombras líquidas,
respiram o último suspiro do dia.
Um raio tímido dança no vidro,
sussurra segredos ao vento morno.
O céu veste ouro, veste brasa,
desfaz-se em luz antes do adeus.
E a noite, lenta, estende os braços,
balsâmica promessa de silêncio.
Mas o sol, eterno, dorme apenas,
guardado nos olhos de quem o viu.

Evan do Carmo.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Era outubro, na cidade velha de pedra,
de areia e espanto.
Foi de propósito — que sem querer — eu te olhei.
Você também, sem disfarce, me encarou.
E eu pensei: o que é tudo isso?
Artifício do acaso, ou um descuido da dor?

O tempo parou.
O céu ficou suspenso.
A primavera se atrasou.
A luz dos teus olhos me iluminou —
quando dei por mim, era verão.

Como parece ao vento
eu sussurrei um monólogo
Sem melancolia, nem saudade.
Quando tudo terminou, como num sonho
Inefável, eu aprendi a soletrar
A palavra eternidade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A cada vida transformada, a cidade é diretamente afetada.

Inserida por VerbosdoVerbo

⁠Dá-me a visão da Cidade Eterna. Que eu possa manter meus olhos fixos nela até que, enfim, eu vá estar Contigo e com aqueles que eu tenho amado há muito tempo e perdi por um pouco. John Wesley - Carta para Sra. Miss Bolton

Inserida por VerbosdoVerbo

Ponta Porã a princesinha dos ervais, cidade acolhedora e cheia de histórias dos seus ancestrais, Ponta Porã cidade vizinha, Junto a cidade de Pedro Juan Caballero que foi um paraguaio bravo guerreiro de outros tempos que não voltam mais.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Recife

Recife,
Cidade de encantos,
Sons de vários ritmos,
Colorido em ti
Tudo ganha sentido.

Inserida por SuzeteBrainer

Felicidade não é a cidade de Felícia...

Inserida por tadeumemoria

Não me fale de felicidade
não conheço tal cidade
isso é uma província tão distante...
uma via inviável
tenho alguns sorrisos em molduras
alguns retratos em estantes
prateleiras de aglomerados
não sustentam o sentimento
assim por tanto tempo
não me fale tão suave de ternura,
essa rua deserta e escura
só me traz espanto...
não me faça sonhar ou ter pesadelos...

Inserida por tadeumemoria

INVISÍVEL
Essa cidade não sabe que eu sou de outro planeta
Que viajei na reluzente calda de um cometa
Sob uma chuva perene de meteoros incandescentes
Essa gente não sabe do que tenho
E não tenho e do que sou capaz...
Quando a solidão do inabitável
Castigava a terra com restos de estrelas.
A luz se impunha as trevas,
Então o Filho pregou o amor
E a justiça sobre as montanhas,
Esse soneto divino que é o existir
Não permitira ainda o orvalhar romântico
Sobre os jardins de Amsterdam,
Antes Moisés conduzira o êxodo
Sob o causticante sol do deserto
Eu estava longe de tudo e perto do nada,
E quanto mais perto de tudo,
Mais você se torna invisível,
As pessoas só veem o que lhes interessam...
Essa cidade não ouve nem lê
O que eu escrevo ou declamo
Não sabe dessa ternura mórbida
Que sacrifica os santos...

Eu tenho moléculas de hidrogênio e oxigênio,
Eu tenho a luz dos astros
E a melancolia impressa no olhar
Eu tenho a devoção dos mártires...
Essa cidade nada sabe de mim
Enquanto a lua dança num eclipse
E o arco Iris listra o firmamento
O apocalipse se revela...
Silenciosamente eu canto,
Eu toco um violino e a harpa...
Uma harpa angelical me acompanha...

Inserida por tadeumemoria