Cidade
Cidade vs Drogados
"As sociedades são destruídas por aqueles que são usuários de drogas (produtos farmacêuticos): tarja branca, vermelha e preta, também vale!
Combata o uso de drogas na vida alheia, agora"!
Noite
Nas ruas abafadas de uma cidade esquecida, um garoto carrega no silêncio sua dor e solidão. Ele caminha apressado, envolto pela escuridão, tentando resistir, mas sente que está afundando em algo que não pode controlar.
A escuridão parece viva, abraça as vielas sem nome, onde ele se torna o rei de uma noite sangrenta, o princípio de uma história que ninguém ousa contar.
Seu nome é um mistério, como as ruas onde ninguém pertence. Mas seus olhos verdes revelam um segredo: uma tristeza que nenhum outro olhar consegue esconder. A vida para ele é uma batalha solitária, uma jornada interminável, uma dança cruel onde apenas os solitários sobrevivem.
Todos fogem da chuva— mas ele caminha em meio à tempestade, rezando por um fim que nunca chega. Pois a noite não é amiga; ela é impiedosa, pronta para devorar. Cruel, ela joga você em um abismo sem volta, em um caminho que você nunca quis trilhar.
Entre quatro paredes, há histórias que nunca deveriam ser contadas. Histórias sobre mentiras, dinheiro e fama. Esse é o preço que você paga pelos sonhos e pelos pesadelos que escolheu.
A noite impõe sua escolha: viver para enfrentá-la ou se perder em seu toque mortal. Sobreviva. Fique vivo. Ou fique em casa, protegido do caos que a escuridão traz consigo.
Deitei e sonhei
Sonhei que era feliz
Tinha a casa perfeita
Na cidade perfeita
O emprego perfeito
A família perfeita
Os amigos perfeitos
Feitos para mim
Acordei e me deparei
Com problemas e dificuldades da vida
Levantei e me animei
Cai e me reergui
Parti para a batalha
Tornei meu sonho realidade.
SB
Quem tem boca, vaia Roma.
Conheci a cidade de: Santa Bárbara
Que coube no meu poema.
Mas eu não queria, camarada!
Cidade do requeijão.
Cautela, nem só de pão
Vive o homem.
Ouvi barrigas rugindo de fome.
Enquanto a burguesia fazia ceia.
Não, não existe amor em SB.
Eu como poeta,
Passeando por ela,
Encontrei: Poeta e Poetisa sem inspiração pra
recitar poesia.
Crianças amontoadas numa sala,
Porque sua escola tinha sido fechada.
E o professor com seu diploma na mão.
Esperando a próxima eleição.
O político Judas passando na casa do povo: abraçando e beijando,
E comprando seu voto com cesta básica, ou com um trocado.
O ferreiro, o vendedor ambulante; só ganha o de comprar o
seu pão.
O sambista com a coluna entrevada, pois não pode mais sambar.
O cantador de viola,
Agora passou a cantar arrocha.
Não encontrei um museu.
E a biblioteca que tinha, com os livros empoeirados.
Já vi que o artista nela não é valorizado,
E nem a cultura popular!
A censura aqui é disfarçada.
Fui no hospital, e vir a saúde na fila de espera.
Vi também; homens lavando carro, na beira da pista, por não terem emprego.
Na praça Donato José de Lima,
Encontrei vários artistas, vários;
Sem poderem exercer sua arte.
E esperando o São João para vê
um artista de outra cidade.
Coitada da Santa Bárbara,
Terá que fazer mais milagres.
-Agora, aonde se encontra o dinheiro público?
-Está guardado para o mês de outubro.
-Quando eu acordei, tudo isso não se passara de um sonho.
MINHA CIDADE: SANTA BÁRBARA
Existe uma cidade
No interior da Bahia,
Onde o sol nasce sobre uma Igreja Matriz.
E se põe sobre a belíssima praça Fonte Luminosa;
É tão poético; é como se um poeta estivesse escrevendo uma poesia...
Seu jardim compõe o belo Cartão Postal.
Onde os passarinhos no topo das belas árvores cantam canções de alegrias.
Onde as moças recebem flores colhidas do seu jardim.
Onde os velhos contam histórias sentados nos bancos antigos de madeira.
Onde as crianças no anoitecer jogam capoeira.
Terra linda no sertão;
És minha cidade do requeijão.
Linda, linda: és minha cidade.
Glorifico-a! Descrevo-a!
Se fosse de pintá-la numa tela, tinha que ter vários Picasso.
Pois, sua beleza não caberia em um só quandro.
Suas escadas nos levam a esse encanto que é!
Nossa Santa Bárbara.
Nossa Pacatu.
Que cavalga sobre muito amor e fé.
O sertão da cidade de São Paulo está no frio/calor do concreto triste, suas vidas miseráveis que com as sobras vivem. A miséria, em qualquer canto, é o diagnóstico de uma sociedade que possui patologia moral.
ARTIGO GENÉRICO DA SACANAGEM
Uma cidade cujo poder público é dono da iniciativa privada... O judiciário teme o legislativo... A oposição política tem código de barras... Bandidos cuidam da segurança e o povo gosta, é uma cidade sem cidadãos.
Numa cidade sem cidadãos, qualquer esmola compra um voto; qualquer promessa infundada ganha crédito e a massa não cansa de sofrer... Por isso repete os votos vendidos, de cabresto, nos mesmos nomes ou em nomes vinculados aos velhos clãs do vício, do abandono,a mentira e a corrupção.
Estou numa cidade sem cidadãos... E não adianta lutar isoladamente - mesmo assim não desisto - contra os que roubam minha cidadania. Estou no todo; sou artigo genérico da sacanagem que viciou este povo.
CIDADE SEM HONRA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A cidade onde vivo perdeu todo brio;
há um vulto sombrio sobre os nossos olhos;
um temor, uma fuga, um sonhar escondido
pra ninguém acordar e perceber-se gente...
Os algozes do povo comemoram dias
de fartura extraída em estoques alheios;
burlam nossos direitos, roubam nossos sonhos,
com a velha magia da doce mentira...
Nossa honra se cala, se deixa ruir,
não responde, não grita, não expõe seu basta;
quando pode ser livre refaz a senzala...
Os ladrões da cidade nos tomam de nós,
nosso veto recua no dia do voto
e da voz que mastiga nossa liberdade...
O LIXO DO NATAL
Demétrio Sena - Magé
Está nas ruas chuvosas e precárias de minha cidade, Magé, o lixo de Natal. Houve comemoração no mundo inteiro, mesmo com essa festa macabra e longa do Coronavírus. Umas mais modestas e respeitosas, outras bem mais extravagantes e "nem aí" para o sofrimento alheio.
Nos guetos, becos e vielas, houve os olhos de quem assistiu às festas na expectativa de revirar o lixo do Natal, no dia seguinte, para roer os ossos da ostentação, do barulho e do "nem aí". Pessoas sombrias e silenciosas, entre os restos de luzes multicoloridas fabricadas para estampar, com requintes especiais de crueldade, as diferenças sociais.
E para contribuir com o cenário, a vingança pós-ano eleitoral, dos prefeitos não reeleitos ou mal sucedidos em suas apostas: A não coleta do lixo de Natal, porque as prefeituras não honraram seus compromissos com as empresas contratadas e, os coletores, que ficaram sem seus proventos finais ou o décimo terceiro, não saíram para realizar a coleta.
Eis a performance do Natal: contrastes de ostentação e miséria, expectativas trabalhistas frustradas e vinganças políticas que penalizam, proporcionalmente, as classes cotidianamente mais sacrificadas. O lixo do Natal vai muito além do que os olhos veem.
A maior frente fria de todos os tempos chegou na cidade...
E sentiu inveja da frieza de muitas relações.
Cidade das sombras, bairro da luz, rua do anjo; foram tantos endereços a me despedir...
Em cada despedida soterrava ali uma enorme vontade de ficar...
Quem dera se reconstruisse dos seus escobros castelos, aranha céu seria...
No jardim florestal folhas de outono escondia túmulo de parentes queridos.
Da infância querida já não lembro das brincadeiras de roda enquanto brincava de cirandar.
Fui arrastado das minhas casas queridas e jogado fora como um móveis velho.
Oh Recife, de belas paisagens, de povo humilde e trabalhador.
Veneza brasileira, cidade perfeita para quem quer um amor.
Recife de encantos mil, de belas mulheres e de muitos poetas.
Conhecida pelos seus rios, em lugar nenhum do Brasil, existe riquezas como estas.
A CEGUEIRA DO PROGRESSO
Caminhando pelo centro de uma cidade movimentada, observo as pessoas apressadas. E, tenho do chão uma visão dos prédios altos e baixos, modernos, antigos e deteriorados. As frestas da luz do sol entre as construções pouco traspassam às ruas e calçadas, a pressão do calor sufocante ainda na primavera e a brisa quente que corre entre os corredores banham pedestres precipitados.
A lassidão revela-se nas caras das pessoas com seus passos sempre ocupados e os corres-corres inúteis para ter-se a sensação de utilidade na sociedade inundada de cobranças. Entre elas se cruzam ao atravessar as ruas, esbarrando e tropeçando nas laterais do trânsito engarrafado de carros fora da faixa, cada um por si na urgência da sua própria individualidade, indiferentes às algumas gentilezas e sorrisos de estranhos corteses, em meio às ofertas das lojas anunciadas em alto som.
Entretenho-me a refletir naquela multidão de gente sobre a situação em que a humanidade se encontra para viver numa cidade grande, escravo do progresso de uma vida agitada que não vai a lugar nenhum e deixa a alma vazia. E, logo, sendo interrompido no devaneio da minha análise por uma criança suja e malvestida, “Sinhô, sinhô, me dá um dinheirinho aí prá comprar pão? Estou c’um fome!”
... Um grupo de cegos tateia com suas bengalas o chão por onde pisam, param e ficam pacientemente a espera da ajuda para atravessar a rua e ninguém nem aí.
“- Quem serão os cegos?” Pois, que a visão de muitos foi prejudicada pela proposta do mundo moderno, com mais estatístico sem nenhum valor humano.
Assim caminha a humanidade aprisionada dentro de uma grande gaiola que a cega cada vez mais, sem tempo tão necessário para encontrar-se consigo mesmo em direção à liberdade.
Repliquei, “ô garoto! Se você quiser esta quantia da prá comprar um pão”, e, mesmo esfomeado, na sua frieza, me abandonou dizendo, “só isso eu não quero”, saiu apressado a pedir esmolas ao mundo cheio de ilusão.”
"As luzes da cidade, ofuscam as luzes das estrelas.
A sua presença, de felicidade, inunda o meu eu, que é só tristeza.
Abro mão de tudo, por ti, larguei minha avareza.
Só no castanho dos seus olhos, fui capaz de descobrir a real beleza.
Só o seu toque drena minha força, sua pele, o seu cheiro, são minhas fraquezas.
Você faz com que, nem meu próprio coração, me obedeça.
Você ofusca minha sanidade, turva por completo, minha clareza.
Você é para mim como as luzes da cidade, que ofuscam as luzes das estrelas..."
Você pode mudar de cidade, de rotina, … mas se a mente permanece prisioneira dos seus próprios padrões, tudo será só um novo cenário para os mesmos conflitos. A verdadeira liberdade começa dentro.
Em uma projeção astral, fui parar em uma linda cidade, envolta em mistérios e magia, onde o conhecimento estava guardado como o tesouro mais precioso. No centro da cidade, erguia-se uma imponente biblioteca, repleta de livros antigos, pergaminhos e artefatos raros. A biblioteca era guardada por um ancião sábio conhecido como Elyon, cujos olhos refletiam a profundidade de mil histórias.
Eu estava cheia de curiosidade e determinação, sonhando em desvendar os segredos do mundo. Pedi permissão para olhar os livros da biblioteca, decidida a buscar respostas para as perguntas que me inquietavam. Elyon, observando minha determinação, recebeu-me com um sorriso acolhedor.
"O que buscas, querida?" perguntou Elyon, sua voz suave como o sussurro das folhas ao vento.
"Quero compreender o mundo e encontrar o conhecimento que me libertará de todos os laços e armadilhas do mundo", respondi com fervor.
Elyon ponderou por um momento antes de me conduzir a uma seção secreta da biblioteca, onde os livros estavam envoltos em um brilho etéreo. "Para alcançar o conhecimento que procuras, precisarás de coragem, persistência e um coração puro. Este caminho não será fácil, mas é a única forma de libertação."
Mergulhei nos estudos, dia após dia, noite após noite, enfrentando desafios e superando dúvidas. Cada livro lido, cada enigma resolvido, me aproximava mais do meu objetivo. Aprendi sobre antigas civilizações, filosofias perdidas e verdades universais que moldaram o tecido do universo.
Com o tempo, percebi que o verdadeiro conhecimento não estava apenas nos livros, mas na sabedoria adquirida através da experiência, da empatia e da conexão com o mundo ao meu redor. Entendi que cada pessoa, cada ser vivo, carregava em si um pedaço desse conhecimento sagrado.
Anos se passaram, e agora tenho uma conexão com o conhecimento e a sabedoria ancestral, e não há mais a necessidade de ler os livros. Tudo o que preciso saber me é revelado, e sou guiada a fazer o que precisa ser feito, sem a ilusão do véu que reveste os olhos da matéria. Compartilho minhas descobertas através da escrita, inspirando outros a buscar o mesmo caminho de sabedoria além das histórias que incutiram em nossa mente.
Sob a orientação dos irmãos das estrelas, faço o que precisa ser feito, sem expectativas, pois com o conhecimento da verdade, fui liberta da ilusão que nos prende no mundo material.
Despertando em uma linda manhã no sétimo dia da primavera, senti uma presença ao meu lado. Elyon me observava com um olhar de orgulho. "Você percorreu um longo caminho", disse ele. "Mas lembre-se, o conhecimento verdadeiro nunca termina. Ele se expande e evolui com o tempo, assim como você. Não precisa continuar a ler os livros. Apenas continue buscando, continue comprometida com a vida e compartilhando com os demais o que aprendeu fora do mundo físico."
Sorri, sentindo uma nova chama de determinação dentro de mim. A jornada do conhecimento nunca terminava, e eu estava pronta para seguir em frente, guiada pela luz da sabedoria que agora brilha dentro de mim.
A cidade emudece. Ouço ao longe o caminhar que encontra o asfalto vindo cada vez mais perto. Perto da solidão que me achou mesmo antes que a tarde caísse em breu nesse frio dia de inverno.
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