Cidade
quando você está ne uma cidade grande sua mente fica barulhenta,, quanto está numa cidade pequena reina a paz interior.
Sou um ignorante da cidade ou até um sábio selvagem da favela, mas que nunca quis retirar de ninguém o que não me pertence;
*Amor do Campo
Marise morava na cidade. Trabalhava como secretária em uma empresa de grande porte, mas estava cansada daquela vida de escriturária.
O trânsito, o barulho, a poluição, a violência.
Tudo isso a sufocava.
Um dia, Marise decidiu mudar de vida, partiu para uma pequena área em Paraty.
Preparava-se para trabalhar no sítio .
Arrumou suas coisas e foi morar no campo. Sol e leve brisa vindo do mar.
Comprou um sítio pequeno e começou a plantar hortaliças e criar animais.
Marise conheceu um rapaz alto, de olhos verdes, que também morava no sítio ao lado.
Ele era sitiante há muitos anos.
conhecia tudo sobre a vida no campo.
Marise despertava uma vaga lembrança de que o conhecia desde jovens Formou-se a amizade, e o rapaz virou amigo do peito.
Passavam horas conversando sempre que podia.
Trabalhando, batalha dura da vida, os sonhos, os planos. Aos poucos, iam produzindo tudo que podiam, inclusive o sentimento de amizade formando inseparáveis momentos.
Fortificar não só o campo, mas a mente.
Produziram muito. Uma união intensa, pelo sítio, pelas plantas, uma espécie de paixão e cumplicidade agrícola. Plantar, Colher coisas bons no futuros
Plantavam as hortaliças, frutíferas. Sentavam-se na varanda para contemplar o pôr do sol e prosear.
Plantaram a semente, a amizade eterna da vida.
Depois de todos esses anos, voltar a minha cidade Natal faz eu reviver tantas memórias e bons momentos. Já faz mais de um década que deixei esse lugar para explorar esse mundo. Eu era tão jovem. Meu objetivo era apenas me conhecer melhor e viver tudo aquilo que eu sonhava. Mas os planos mudam e eu escolhi criar raízes em outros lugar. Ao passar por essas ruas, me lembro da minha infância e da minha adolescência, de todas as pessoas que conheci, de todos os lugares que frequentei. É incrível como algumas lembranças permanecem intactas. Chego a me emocionar quando vejo tudo o que deixei para trás, mas ao mesmo tempo, grata por tudo o que vivi quando decidi começar uma nova etapa da minha vida. É assim mesmo. Para nos encontrarmos, precisamos, muitos vezes, nos perder primeiro. É impossível esquecer o lugar em que crescemos, as pessoas que fizeram parte da nossa vida. Os caminhos mudam, é preciso seguir em frente, mas reviver algumas memórias é bom. Apesar de eu amar esse lugar, sei que nada disso me pertence mais. Meu lugar não é aqui. É bom relembrar, mas é melhor viver.
Há tantos lugares nessa cidade que me lembram você. Alguns deles não existem mais. Mas ao passar por determinadas ruas, em frente a um local que nos trouxe tantas memórias boas, é impossível não se lembrar de você. Já faz quase duas décadas que nos conhecemos. Nós éramos tão jovens. O tempo passou tão rápido e eu nem percebi. Tanta coisa ficou para trás, mas o que tínhamos de mais valioso, permaneceu. Algumas coisas simplesmente nunca mudam.
Quando volto para minha cidade natal, sinto tantas emoções ao mesmo tempo. Fazia alguns anos que eu não voltava para esse lugar. É um pouco difícil para mim, porque apesar de essa cidade ter me proporcionado tantos momentos incríveis, também me traz algumas lembranças dolorosas. Porém, depois de alguns anos, resolvi tomar coragem e encarar essas memórias. Deixei a tristeza de lado e fui. Finalmente, pude ver pessoas tão importantes para a minha vida depois de tanto tempo. Também é doloroso lembrar que muitas pessoas que fizeram parte da minha infância e juventude, hoje não estão mais nesse mundo. Passo pelas ruas em que elas moravam, pelos lugares que frequentei no passado e é impossível não se emocionar. As lágrimas começam a cair. Eu era tão jovem quando deixei essa cidadezinha, tinha tantos sonhos. Fiz uma escolha importante e não me arrependo, mas é difícil ver quantas coisas deixei para trás. E foi só voltar para perceber o quanto devo a esse lugar.
Volto para essa cidade e tantas memórias surgem na minha mente. Tanta coisa ficou para trás, lembranças, momentos e histórias. Tanta gente que fez parte da minha vida e hoje nem sei mais aonde estão. São memórias bonitas, mas que trazem uma certa melancolia, pois sei que nunca mais poderei ver essas pessoas. Algumas, infelizmente, já partiram desse mundo e deixaram um vazio no meu coração. Mesmo com tantos sentimentos envolvidos, eu precisava voltar para cá. Encerrar histórias mal resolvidas. Encarar a cor, para que de alguma forma, eu pudesse lidar melhor com essas emoções e finalmente seguir em frente. A saudade permanece, mas estou aprendendo a lidar com ela. Independentemente de qualquer coisa, o passado formou quem eu sou hoje.
Seqüestro
Estava rodando pela cidade, de repente você surge na minha frente;
Meus pés não conseguem mais acelerar, meu coração fica muito contente;
Você com seu vestido branco solto ao vento, suas lindas pernas aparecendo;
Eu para o carro e digo: “Vem comigo. Vem aqui dentro.”
Seu rosto surpreso e sorridente; olha meio desconfiada e não quer entrar;
Eu insisto, acaricio o teu rosto e digo que precisamos conversar.
Saímos devagar, escutando a musica “Fico assim sem você”
Como eu esperava este momento, queria muito te ver.
Olho no fundo dos teus olhos e digo: “Isto é um seqüestro”
Hoje será só nos dois, tudo o mais é apenas resto.
Levo-te para o cativeiro, que outro dia eu preparei;
Ele fica no bosque, uma cabana que o local só eu sei.
Passamos o dia neste recanto, você surpresa com o acontecido;
Mas seus olhos brilhavam como os de uma criança;
Amamos-nos loucamente, renasce então a esperança;
De enfrentar os desafios e tudo o que tenha surgido.
Eu te liberto no fim do dia, resgate em dinheiro não precisou;
O único resgate que te cobrei foi o tanto que você me amou;
Com um beijo você se despede e pergunta: “Vai me seqüestrar novamente?”
Não deste jeito. Da próxima eu não te liberto, vai viver comigo para sempre.
Adoro!
Adoro te encontrar por ai.
Pedindo entre as multidão...
Andando nas ruas dessa cidade quente, quente feito o sol,que queima as nossas narinas.
Adoro ficar horas conversando contigo!!!
Simplesmente...
Visitei a cidade que minha mãe foi criada e agora indo rumo a cidade que meu pai nasceu. Estou me perguntando como eles conseguiram se encontrar de lugares tão distantes ?! A vida é magnífica e surpreendente!
Sair da pressão da cidade, não pensar em nada (ou pensar em tudo, mas com leveza na alma), não olhar para o relógio, sentir o sol, ouvir cada barulho por perto, principalmente o barulho da água ou o canto dos pássaros, respirar se permitindo sentir cada aroma ao redor…
Ah, que riqueza! Uma riqueza única, pessoal e que não se traduz em uma batalha insana para “deixar para alguém como herança”. É um presente de Deus para nós. É um carinho de nós para nós mesmos.
Quantas vezes, no nosso dia a dia, notamos que nem estamos respirando direito, comendo, dormindo direito, tomando água, nutrindo corpo e alma? Quantas vezes…
Quantas vezes fazemos refeições em pé, monitorando cada segundo para dar conta de tudo. Quantas noites passamos virando de um lado para o outro, pensando em problemas cuja a solução não está ao nosso alcance…
Quantas vezes nos percebemos com a mandíbula dolorida, tensa, a língua presa e a respiração quase que escassa(apenas o suficiente para existir).
Em meio a isso tudo, uma vida (no sentido literal). Um coração, um corpo, uma mente, um espírito; todos exaustos e prestes a parar, afinal, nem um recebe os cuidados mínimos.
Mas antes que essa vida pare, paremos nós! O trabalho, onde vc será substituído em um ou dois dias após não existir mais, continuará lá, funcionando. Sua cadeira será ocupada por outra pessoa.
Suas contas logo serão esquecidas. Suas conquistas serão engavetadas e talvez lembradas por alguns. Seus filhos, é certo, chorarão, mas em breve também seguirão suas vidas e, talvez, em dias específicos, lembre-se de você . Seu marido, sua esposa, também precisarão seguir em frente. E talvez essa nova pessoa seja o seu extremo oposto, alguém que tem mais tempo.
O fato é que, a gente precisa normalizar o silêncio. Respeitar nossos limites e impô-los a quem quer que seja. Precisamos aprender a sair da presença de alguém e deixar aquela conversa dificil por lá. Sair do trabalho e deixar lá, todo e qualquer assunto que diga respeito a aquele local (afinal, já vendemos diariamente inúmeras horas das nossas vidas para um CNPJ. Não precisamos vender a alma também).
É preciso cultivar relações e hábitos que ficarão, mesmo quando chegar a hora de partir. É preciso ser mais que lembranças na parede de alguém e ser a recordação de momentos em corações diversos. É preciso ter o prazer de dormir uma noite inteira e de acordar no dia seguinte ouvindo a grandeza de Deus à nossa volta. E compreender o quão rico somos se pudermos ver OU ouvir OU falar OU andar OU sentir OU pensar. E se pudermos tudo isso então, somos MILIONÁRIOS. Muito mais que muita gente…
Mesmo na tecnologia da cidade, em qualquer idade, quem nasceu no sertão vai sempre se lembrar do privilegio e a felicidade de amar sob a luz do luar.
A flor doméstica perfuma a cidade, a flor silvestre os campos do sertão, a nossa amizade é a flor que perfuma o nosso coração.
Flor nasceu; no capim do sertão e no Jardim da cidade, no seu coração pra mim nasceu, a flor da sua amizade.
No silêncio da madrugada, na cidade dos vivos, parada ou na agitação, almas apaixonadas sempre encontrarão, motivos para uma canção.
Madrugada quente, cidade parada, rua sem gente, saudade danada, que não quer me deixar, procurei a lua para conversar.
