Chuva
Manhã de outono
A chuva que cai suavemente molhando as almas que carecem de purificação
lentamente buscam as almas perdidas para inundar seu coração
Nessa doce e suave manhã de outono
Umedecem as árvores antes tão mortas
Agora tão verdes e firmes
Se regozijam de alegria
As folhas velhas se perdem no chão e buscam seu próprio caminho
Enquanto as novas vão brotando gradativamente no intenso, leve e sutil desencadear dos anos
Pouco a pouco
Anjos cantam um cântico bucólico no coração da floresta secretamente envolvendo com ternura o cativante ar desse momento
Ao passo que durante tudo isso,
Observo melancolicamente pela janela do quarto a solidão que atinge os nossos seres paulatinamente
sem roubar a paz que um momento como esse traz aos nossos íntimos
Resguardando e guardando a saudade do que ficou
O ar frio e clima seco que percorre todo o ambiente vai invadindo esse espaço vazio nas ruas que ninguém preenche, mas todos passam por ele, silenciosamente
Sem dizer nada
Como se não existisse
Mas ele sempre esteve ali
E a beleza do céu nublado, o canto dos pássaros é o que enfeita e ressalta ainda mais a beleza dos dias tristes
Que sofrem por eles mesmos serem assim
Mas que fazem parte e às vezes tomam toda a tarde,
a sala de estar que habitam
Sem fazer alarde
Melancolia também é vida
Melancolia também é arte
Se um dia esqueceres de olhar o céu
As estrelas estarão nas poças da chuva
Desenhadas por tua imaginação.
Voltas do mundo
A chuva vem lavando a alma
O dia se curva nó pé
Debaixo de cada olhar
Tem sonhos pra ir com fé
O sol sempre volta
Chega abrindo o caminho
Tem que agradecer
Até a flor tem espinho
A vida se vai...
Doida, corrida
Às vezes encontro
Às vezes despedida
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 14/05/2022 às 22:45 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Quando a chuva cai, o formigueiro começa a desmoronar, mas... Quando temos confiança no que fazemos, nada pode nos frustrar.
queria saber ser pingo de chuva, mas só sei ser tempestade,
queria saber ser moderado, mas só sei ser intensidade..
não me basta sentir de leve
os pingos da chuva,
sou daqueles que dança
em meioas tempestades...
vem, cai sobre mim,
eu amo dançar na chuva..
O presente e os seus presentes
Sentir a chuva sobre o corpo, a água quente do chuveiro aquecer nosso corpo, a brisa do vento acariciando o nosso entorno, a textura dos alimentos ao se envolverem na boca, o toque do outro, o beijo, abraço, caricias, as próprias palpitações e a do outro, sentir a formação do sorriso após um beijo antes mesmo dos lábios se distanciarem... o movimento do início ao fim... Escutar o som da chuva... As ondas se chocando contra as pedras... O som da ebulição do café... O som do café ou qualquer outra bebida sendo posta sobre o recipiente... Escutar um sorriso, pássaros cantando, uma boa música... Os passos na madrugada, o tique taque do relógio, a respiração ofegante dos corpos se envolvendo na mais pura e íntima sintonia... O balançar das árvores ao vento... O sussurrar ao pé da orelha... O sabor dos alimentos, do beijo... O cheiro da terra molhada, do café pela manhã, do perfume daquele querubim, o cheiro gostoso de bebê e aqueles cheiros que marcam épocas de toda uma vida... E poder ver tudo isso e muito mais... Observar os relâmpagos, as estrelas, as labaredas de uma fogueira posta ao redor de pessoas... O por do sol... A praia com um azul esverdeado...
As trocas de olhares que dizem muito como também podem dizer nada... Tornando o momento intenso e misterioso... Viver o presente... Com início, meio e sem fim...
Na chuva do musseque
Na chuva do musseque
gritam grávidas, banham as crianças,
trancam-se os leitores, os calmos,
as musas de longas tranças,
na chuva do musseque,
dos olhares à janela,
daquela canção terna, da chuva,
no transe dos apaixonados,
dos beijinhos na cama,
no limiar dos encapuzados,
o amor nasce, vai e renasce
na chuva do musseque.
Eu admiro as flores, os campos o verde. Gosto do vento, da chuva e da forma como o sol reflete em seu rosto.
Águas
Águas de um rio, cachoeira
Águas da chuva
Águas do mar
Lago, lagoa
Peixes numa boa
Sorrindo a nadar...
A natureza a água nos dá
Mas, temos que dela cuidar!
Eu preciso da água, você também
A água nos ajuda em tudo:
Limpar, lavar, cozinhar;
Tomar banho...
Mas, eu sei que tenho, que economizar,
Economize também
E cuide da água muito bem,
Pra amanhã, água não nos faltar!
Água limpa no mundo, eu quero
Eu zelo e não jogo lixo no chão
Porque se chove muito
O lixo vai parar nas águas de um ribeirão!
Vamos cuidar bem das águas
Sem água não há vida
Tudo seca, disseca e cai
Então não polua as águas
Não quero ver esgotos nos cais
Sem água não haveria nuvens
E nem chuvas também
A poeira iria cobrir tudo
Até as plantas iriam ficar marrom
E cairiam, murchas pelo chão,
Então...vamos todo mundo
Cuidar das águas muito bem!
Ao abrir a janela sinto o som do vento batendo nas árvores, sinto cheiro do solo que a chuva acabou de molhar e ao olhar vem o gosto do barro do frescor.
Sentir o Sol queimando o meu corpo tão branco, é unir o prazer e a emoção com a benção divina.
Suando a espera da lua que vem nua refrescar a minha alma lavada pelo orvalho.
Fecho a janela , já é hora de dormir.
Na cadência da chuva que persiste, me pego a pensar no brilho desses olhos que denunciam a alegria da menina que insiste em parecer mulher.
Ansiando mirá-los com os meus, sigo em deleitável espera por ter, em mim, o calor do teu corpo
e no dia em que a chuva voltou
deus chegou tarde.
vi, na angustia dos teus olhos em chamas
a vitória do diabo
mais preparado, nestas coisas da morte.
.
entre lágrimas e cinza
deixa-me hoje, nos teus olhos.
porque hoje também morri. hoje.
no dia em que a chuva voltou
deus chegou tarde e não trazia a sorte!
.
mas para os que nada fizeram
ou nada mudaram e pensam
que estou a perder a fé em deus
desenganem-se: é muito pior do que isso
eu estou a perder a fé nos homens
.
e cresce-me uma raiva por dentro
que não sabia, ser capaz de gerar.
sinto-me capaz da insubordinação.
de uma revolução que dê sentido a esta sorte
e a esta vontade que tenho de chorar...
