Chuva
Boa noite e bom descanso a todos!
Cai chuva mansa com seus pingos dançando no chão...
Cai chuva mansa molhando o jardim e a plantação...
Cai chuva mansa, vem amolecer meu coração...
CHUVA EM SOBRAL.
A chuva molha a terra, exala petrichor, juntos trazem refrigério pra alma do homem sertanejo, simples e trabalhador. Em pleno agosto, mantém o pinga - pinga; Será as Ondas de Leste? Ou modificações do Criador?
Brisa Solta
O tempo passou
E eu vi ela voltar
Dona de si
Calmaria depois da chuva
Poesia da rua
Sorriso na alma
Na vida ela é rima pronta
É brisa solta
Perfume bom no ar
Felicidade que fascina
Corre pro meu lado quando apronta
Me faz querer ficar
Bem mais de boa
Me faz querer ficar
Na cama até a hora de almoçar
O LADO OPOSTO
A chuva molha a terra,
A paz, o coração.
Da terra brotam flores,
Do coração, um mundo irmão.
Mãos amigas doam flores,
Inimigas, destruição.
A paz vem das flores,
O ódio talvez de um não.
O mel é um doce desejo
De paz, vida e união.
Só colhe mel quem é abelha;
Escorpião, a própria destruição.
1986.
Tempo fechado
Nuvens carregadas
E do céu dos meus olhos estava para cair muita chuva
Mas eu preferi rimar
Chuva
Gotas de água
inunda a terra
enche meu peito
de incertezas
sinto o barulho
colidir no telhado
percorre meu corpo
no silêncio da noite
chama exausta
recompor o sono
entrelaçada de mistério
@zeni.poeta
Num dia de chuva como hoje, um sonho. Sonho de ser, existir, renascer. Nos projetos colocados no papel uma esperança de chegar ao céu. As asas ainda curtas não permitem sair do chão, mas o coração pulsante parecia dar rasantes em rumo daquele sonho emocionante. Mas a chuva molha as asas, as lágrimas o coração, pesados não conseguem voar, resta apenas parar. Os rasantes se cessaram, o emocionante se findou, estatelado ao chão, o sonho acabou. Mas o vivido não é esquecido, vira marca, ferida, num anjo caído. A ferida escorre sangue, o líquido vital desenha o final, o céu sonhado, agora nublado, pois a chuva passou, deu as costas para o que devastou, anjo caído grita sua dor, sente que o fim chegou. O sangue marca o chão, como tinta num cordel, resta só a sombra num pedaço de papel. A morte de um anjo caído que ousou chegar ao céu.
D.L.
O FIO DE ARIADNE
para Ivan Junqueira
Mesmo que a chuva destrua
a rua, o muro, a rede elétrica,
olhe a casa que a água não levou
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que o sol não volte a
abrir o sorriso da primavera,
olhe no interior daquela flor
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que a luz se dilua
e os cegos se espalhem pela Terra,
olhe a voz que ninguém apagou
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que os dias não mudem
— mesmo filme na mesma tela —
olhe a criança que ficou na plateia
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que o mundo todo desabe
e não sobre pedra sobre pedra,
olhe suas mãos, o chão que ficou
e a vida ainda viva além da janela.
porfia
cadenciado, um pingo e outro
porfia quantia
a chuva no cerrado
refrescante poesia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 agosto, 2022, 05’48” – Araguari, MG
Quando a chuva cai,
o morro desce.
Uns afogam-se na lama de sua própria arrogância.
Outros se afogam na navalha do desespero.
CHUVA DE OURO
Se não ela, quem?
Ouviu o chamado e foi preparada
Com seu olhar leve e profundo
E esse nome que é chuva de ouro
Que antes usava brilhos e couro
Agora sua veste é leve e fluida
De aparência enfeitada
Anda hoje encantada
Abrindo caminho para a gente passar
A descobrir os grandes mistérios do mundo
Num giro contínuo que faz levitar
Caminho para emoções mais doídas
Trabalhando o que ficou para trás
Honrando e vivendo por seus ancestrais
Convocando a uma grande oração
Transposição do interior que grita e agita
De um exterior que pondera e comporta-se
Conveniente ao meio em que está
Dos mistérios da existência terrena
Guiados pela chama interior
E assim ir rodando e sentindo o chamado do sim entoar
Buscando uma razão para erros explicar
Por que existimos? Sabes dizer?
Um diálogo amoroso, trajeto precioso
Mestre em ensinar pelos caminhos do amor
Os fundamentos da nossa existência
Descoberta que altera os rumos da vida
E reverbera na roda a dançar
Rumo à consciência do propósito da alma
Que pela família viemos para cá
Salve, salve mãe natureza
Nos tornamos canais do amor
Expansão da consciência divina
Vestidos de almas humanas
A nos deixar envolver pela beleza da vida
Te agradecemos irmã mais querida
Chuva de ouro, Cássia mais linda.
SOZINHO
Eu distante de você,
O coração grita
A chuva agita lá fora
E dentro em mim um vento frio
Um vazio esperando por ti
Então deixo tudo e ainda o medo,
Vou para o chuveiro me energizar.
Procurando me libertar da solidão.
E a sensação da noite é esta na contra mão.
No bosque embaraçado escrevo teu nome,
Sem saber se existo dentro de você.
As lágrimas dessem quentes dos meus olhos sem porquês,
É como a chuva que caem do telhado lavando as janelas de ipês amarelo.
Um relâmpago o coração dispara
De dentro da alma sai o seu nome,
É o som e o grito
A fome que me consome...
É a saudade sentida e o sentimento ofegante.
Ainda existe muitas horas de noite,
Agora pergunto aos anjos da corte celestial.
Onde você esta que não ouso tua voz.
O gemido mais bonito que sempre enraizar,
Esse pobre infinito de minha alma.
Será que está fazendo o mesmo?
Assistindo a chuva cair sem poder fazer nada.
Porque esse estrada de destino por mais sagrada.
Há de ter uma parada para as duas almas se amar e se dar a eternidade.
Espeho d'água
Os galhos tocando o céu,
as folhas embelezando a coroa do sol,
gotas de chuva caindo nas nuvens,
espelho d'água, um rio de imaginações.
Sinta o mar, o vento, o sol.
Sinta a chuva, o cheiro das flores, o ar
Sinta o amor a vida.
Sinta-se amada todos os dias.
Sinta a alegria de viver.
02/01/22
Sem medo Sorrir
Quero andar na chuva
Sem me preocupar
Cantar, dançar e me encantar
Sorrir da minha própria roupa molhada.
Do correr sem medo de cair e escorregar
Pular nas poças que a tempestade criou e me alegrar
dos rios que se formou.
Somente me encantar
Do amar da vida, amar com a perfeição do perdão.
Se dedicar sempre amar com o coração ❤️
Adriana C. Benedito
