Cegueira
Cegueira espiritual dentre vários exemplos, é também quando somos cegos para os nossos próprios erros e pecados, mas que no entanto, se tem uma ótima vista para julgar erros do próximo.
DVS
Talvez não seja apenas uma questão de fé e, sim, ainda a surdez e a cegueira!
Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.
Mateus 13:15
Enquanto deixamos que a cegueira da contemplação APENAS do que é belo, mas MOMENTÂNEO tome conta do nosso campo visual, vamos deixando que um ambiente/lugar de beleza NATURAL seja DESTRUÍDO.
A cegueira resultante do engano gerado pela mentira, pode ser em qualquer área da vida, a começar pelas relações pessoais e familiares, e indo até as relações profissionais, políticas e religiosas.
A Verdade dói!
As vezes, falar a verdade é o melhor remédio para curar a cegueira de um pobre de espírito...para um tolo que não reconhece que está indo contra Deus, para um viciado em drogas que não reconhece a sua dependência. Pois, falar a verdade as vezes machuca...mas o pior é você ver os erros dos outros e tapar os olhos esperando que a pessoa caía em precipício.
SERÁ QUE SÓ VC NÃO VÊ?
No livro Ensaio sobre a cegueira, escrito pelo português José Saramago, uma pandemia aflige o mundo. De repente, todos perdem a visão. Sofrem uma cegueira branca. No começo, parecia que as pessoas iriam se ajudar, ser solidárias, melhores. No entanto, os problemas da sociedade logo ressurgem e são potencializados, já que ninguém “enxerga” a mudança necessária para o bem coletivo. Com essa cegueira moral, o instinto de sobrevivência prevalece, sobrepuja a razão, o ódio subjuga sentimentos altruístas. Impera o egoísmo, enfim.
A palavra instinto nunca foi tão presente na contemporaneidade.
Analogamente à obra literária, vivemos também uma pandemia, só que da Covid-19 em franca mutação. Quando ela começou muitos gestos maravilhosos aconteceram. Alguns foram divulgados nas mídias sociais. As pessoas pareciam que aprenderiam alguma lição sobre fraternidade e comunhão. Todo dia, às 18h, um vizinho ancião tocava a Ave Maria em sua flauta doce, da sacada da janela. Ao término, todos os vizinhos aplaudiam de suas janelas.
Até então não havia vacina, nós éramos a cura.
Com o tempo, a cegueira moral se abateu sobre muitos. Indivíduos sem máscara. Outros em aglomerações. Uns tantos negando a pandemia. Outrem oferecendo pseudofármacos. Dois médicos, renomados, minimizavam a gravidade do patógeno e vieram a óbito por causa dele. E tudo isso envolto em informações, contrainformações, falsas informações. Enfim, uma cegueira moral despencou sobre nós. A nossa cegueira branca.
Mas aí chegou a vacina. De vários grupos científicos. A britânica Oxford-AstraZeneca, a estadunidense Moderna, a germano-estadunidense Pfizer BioNTech, a russa Gamaleya Sputnik V, a sino-brasileira CoronaVac. Infelizmente, o imunizador – não importa qual – poderá a longo prazo reduzir os efeitos dessa silenciosa e sufocante enfermidade viral, contudo a corrupção humana ainda levará tempo longínquo para ser publicizada como a mais letal e senecta doença entre os humanos.
Autoridades que deveriam dar o exemplo nesse momento tão triste da história do homo sapiens furam a fila do imunizante para se beneficiarem, como se fossem capitães de um navio a fugir no primeiro bote salva-vidas. No nordeste brasileiro, os prefeitos de Antas(BA), Candiba(BA), Itabi(SE), Guaribas(PI) adotaram a máxima: “Farinha pouca, meu CoronaVac primeiro”. Além deles, há vários... filhos e filhas de sicrano, queridinhos de beltrano, os amores de fulano.
Eis que o norte do Brasil se asfixia e tenta clamar por socorro. Na Bíblia, há o livro de Salmos cujo capítulo 42, no versículo 7, traz a mensagem “Abyssus abyssum invocat”, ou seja, um abismo chama o outro. No norte do país, os estados do Amazonas (Falta de oxigênio em Manaus), Amapá (apagão e colapso dos hospitais) e Rondônia (falta de leitos e médicos) mostram o extremo a que podem chegar as más gestões e desvios de verba em solo pátrio.
Enquanto isso, na fantástica terra do leite condensado, o mandatário da nação vai a uma churrascaria na companhia da matilha política, além de artistas, como Naiara Azevedo, Amado Batista e Sorocaba. De mórbida praxe, ao final, o mascarado presidente sem máscara deleita-se em selfies e aglomerações contagiantes...
No livro Ensaio sobre cegueira, aos poucos, a cegueira branca se foi. Abriu-se uma perspectiva de o mundo ser um lugar melhor, no qual as pessoas agora percebam que quando enxergavam eram cegas de amor. E, como se o universo ou Deus, permitisse uma segunda chance, o homem então mais racional poderia compreender finalmente a relevância das emoções, principalmente aquelas que nos fazem querer abraçar o outro em qualquer sentido benevolente da palavra.
O Brasil anseia por um final tal qual o da ficção. Todavia, na catarata dos sonhos, está tudo branco ainda, ainda está tudo escuro, então.
O pior da ansiedade da busca
é a cegueira que impede,
a quem dela se empreende,
perceber o que se perde
enquanto se busca.
Ele nunca encontrou o que procurava, pois sua cegueira emocional não lhe permite ver o aprisionamento do seu passado.
"O amor é cego"
Ah! A cegueira que atinge até a razão
E lhe faz agir apenas com o coração
Talvez não visualize o quão exuberante e esplêndida é ela mesma
E ainda lhe resta esperança numa mudança nunca inicializada, apenas contada
Dita aos 4 cantos da terra: "EU MUDEI! EU MUDEI"
Mas não comprovada nem pelo próprio Deus que tudo vê
O basta sempre chega
E diferente de outrora, não lhe é necessário sofrer parar assim decidir
O momento, é dela
A decisão, é dela também
O coração, ah! É dele
Mas cabe a ela tomar de volta para si
Afinal, quem um dia foi motivo de suas lágrimas, hoje não merece o seu lindo sorriso
BH
CEGUEIRA
Sou um verme que não se rebaixa
Quando as bruxas me cercam
Não anseia a solidão
Apenas a liberdade para criar
Escrever todas as letras
Que a minha devil mente sente
E os meus dedos me guiam
Palavras que um dia deixarei de escrever
Quando a minha cegueira chegar
Apenas ficará a saudade do que escrevi
Para quem me leu e de quem me amou.
Recrimino a cegueira diante dos olhos limpos de quem pode enxergar, mas não quer ver. Me revolto diante do saber, quando prevalece a ignorância
A paixão é um perigoso veneno, pois causa cegueira temporária, fantasias e delírios, podendo induzir o indivíduo a fazer escolhas nocivas.
Vivemos num país de rédeas soltas, sem direção, uma cegueira que nos conduz ao abismo da imundície.
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