Cegueira
A cegueira é o melhor remédio contra o desespero. A cultura como expressão legítima do inconsciente coletivo, detém o homem nos seus costumes, para um acordo informal com os seus próprios interesses ilusórios...
Da imperfeição de mim mesma, tomei minhas falhas, e reconheço que errei. A cegueira do achar, se perde, quando não sabemos a forma correta de encontrar respostas.
A dor que faz o ser humano é a prisão,
a pergunta era onde fica a chave mas nossa cegueira é não nos permitir pensar que ela sempre esteve em nossa mão.
Vivia, ela também, na cegueira. Via apenas um ser único, iluminado pelo farol violento do ciúme. E o que aconteceria se esse farol se apagasse bruscamente? Na luz difusa do dia surgiriam outros seres aos milhares, e o homem que até aí ela acreditava ser o único no mundo, se tornaria um entre muitos.
A pior cegueira é aquela que não permite você olhar para si próprio e contemplar as belezas do paraíso que existe dentro de você.
Não adianta oprimido virar opressor em uma sociedade doente, que em seu silêncio e cegueira sempre quando chega a escuridão da noite clama por cura. O antídoto para uma mordida de cobra venenosa a gente encontra na floresta, para uma sociedade patológica começa em uma educação de base e honesta que em sua virtude promova o respeito ao outro independente da cor de sua pele, formação cultural e religiosa.
A ganância desenfreada a fraqueza da carne a cegueira farsa de alguns, levam muitos a sentir na pele que o crime não compensa
Se o fato te afetar é fatal.
A falta de tato
e o fraco olfato
da cegueira funcional,
só fenecem na convivência social.
50 – O Espírito Santo quer tirar a Cegueira espiritual dos olhos da Igreja para ela Enxergar Missões como uma Janela aberta ao Mundo. Pr. Teófilo Karkle.
...o verdadeiro ensaio sobre a cegueira, nada mais é do que o ato de se tornar cego diante das situações mais óbvias e contagiantes que existem...
...amigos, meus reais amigos, não tornem-se pessoas cegas a troco de bombons, pois o doce da vida pode passar, e o amargo é tão natural em sua chegada que a cegueira poderá aniquilar as esperanças de um dia melhor...
"A cegueira aguda as vezes é uma boa alternativa para certas coisas doerem menos. Só não podemos ser surdos-mudos de medo."
Melhor talvez seria se Eva nunca tivesse provado da fruta, a cegueira seria comum e ninguém que abriu de verdade o olho, se lamentaria por tudo pois tudo e nada seriam qualquer coisa, tudo e nada, algo estranho e incontestável. Talvez a ignorância que em certos casos eu vejo, seria de um todo, e Deus o todo poderoso, só Ele... Só para ele talvez não seria assombroso entender o sentido da vida, Ele onipotente, onipresente, onisciente... Só Ele, o todo poderoso. O sentido do ar, do morrer e do respirar. E hoje depois do pecado(oh fruta!), eu pago... Na pele e nas veias eu sinto que posso conhecer, mas nada posso ter.
Tudo que entendo? Pra que? não posso chegar na Lua, o lugar que desde que descobri, cobiço explorar... Um dia talvez as tecnologias irão me levar, mas agora que descobri que tenho poucos dias na vida e no respirar, é tolo da minha parte, nessa pequena vida, esperar.
Quem pensa que descobriu o mundo vai conseguir perceber que conquistou mas não pode ter... Foi tudo, tudo meu caro amigo, apenas para 'se ver'.
Quem pensa que muito sabe, não entendeu que mesmo que muito saiba, não saberá os segredos que a morte talvez (ou não) revelara.
Em tão curto espaço pra pautar os dias, me sinto na obrigação de partilhar que você meu caro amigo, não veio pra ficar, que desta terra tu pouco sabes, e o que sabes jamais vai poder explorar... Provamos do gosto um pouco e depois da cova, nada contigo vai levar.
Mas para você que sabe de algo, me diga!
Por um acaso tu garantes que não vai mudar?
Tudo um dia acaba, muda ou passa... Mas para completar, nada do que é teu, será.
Vida boa ou ruim, com açúcar ou salgada, da vida igual ou da diversificada, a única certeza é que tudo findará.
A maçã foi mordida e agora vou ter que suportar, tantas dúvidas e impotência que a consciência veio me dar.
Viva a fruta dona Eva, viva a erva e ao luar, se de tudo eu só provo, do gosto vou me aproveitar, pois eu sei meu amigo que depois da cova nada comigo vou levar.
Dou graças por estar aqui, dou graças por sentir, mas de graça me faz graça tantas dúvidas que uma vontade me dá...
Associando a consciência eu posso concluir que mais do que os dez por cento seu Raul, um dia o anjo maligno ousou usar...
Vamos ser infelizes juntas!
Só queria saber qual a cegueira que lhe veio ao me propor tal abuso e qual fragilidade que me abate em continuar aqui.
