Cartas de Tristeza
"...Jamais duvide
Ainda que pareça impossível
Quando o frio e a tristeza bater
Ultrapasse, supere como sempre fez
Em dias nublados e sombrio
Levante a cabeça, siga em frente
Ilumine a vida de alguém com sorriso teu
Nunca se esqueça de fazer florescer
Encanto no olhar de quem te admirar..."
TRAGA-ME DE VOLTA
Alegro-me ao ver sua alegria,
Entristeço-me ao ver sua tristeza
E, assim, eu caminho,
Seguindo incessantemente o seu caminhar,
Buscando um dia de reencontrar,
Mas, até lá,
O meu respirar é vazio,
O meu olhar inexpressivo,
E o meu falar, por vezes, repulsivo.
Por favor, traga-me de volta!
Traga minha de volta
O seu sorriso a brilhar,
O seu olhar para me iluminar,
O seu corpo para me esquentar...
Já me sinto sozinho o suficiente.
Traga junto a mim a sua mente
Para que eu possa reviver novamente.
Tristeza
A minha alma chora
Estou presa em mim
Não consigo a liberdade
E isso dói no fundo
O pensamento voa
E eu peço perdão
Sinto-me sozinha
No fundo da escuridão
Meu corpo desfalece
Os olhos molham minha face
Estou no fundo não com sigo sair
Perdoe-me o Deus
Por não ser forte
E não conseguir ter forças
Pra me libertar dessa prisão
Afundo-me cada fez mais nessa solidão
Sem alguém para advogado
Para defesa de meus pensamentos
Só encontro juizes que me acusam
Quero ser livre de ti pensamento em vam
Que me leva cada vez mais fundo na escuridão
Onde esta você para me salvar
Não com sigo ver mais nada
Apenas uma pequena
Janela que impede a luz
Da vida e alegria entrar
Desisto de lutar
Por só ter juizes a me julgar
Deus é minha fortaleza,
Transformou o meu viver.
Tirou de mim a tristeza
E me deu força pra vencer.
Tirou de mim o pecado,
Transformou meu coração.
Aquietou minha alma,
Trazendo consigo o perdão.
A minha família quem deu
Foi Jesus, o meu Senhor.
Agora vivo feliz,
Pois Ele me deu seu amor.
A causa da tristeza é o desejo do Um para os Muitos, ou dos Muitos para o Um.
Esta também pode ser a causa do prazer.
Mas o desejo de um para outro é todo tristeza; seu nascimento é fome, e sua morte, saciedade.
O desejo da mariposa pela estrela ao menos salva sua saciedade.
Esfomeado sê tu, Oh homem, pelo infinito: sê insaciável mesmo pelo finito; assim, n’O Fim tu devorarás o finito e te tornarás o infinito.
Sê tu mais voraz que o tubarão, mais cheio de ânsia que o vento entre os pinheiros.
O peregrino cansado combate; o peregrino saciado para.
A estrada termina acima: toda lei, toda natureza tem de ser conquistada.
Faze-o pela virtude d’AQUELE em ti mesmo, diante do qual lei e natureza são apenas sombras.
Funesto acontecimento, tristeza profunda assolado a minha alma, nunca sonhará que um dia partisse e me deixará uma profunda solidão e sofrimento.
Foi no sabado 13, que se transformou numa Sexta feira 13; para de muito azar; onde soube da prematura e triste partida, deixando os nossos corações entenebrecido, a ser transpassado por uma espada de dor, angustia...
Inundaste o meu rosto de dor, o meu coração de sofrimento.
Inundaste a minha alma de assaz lembrança.
Como seria bom deste mundo partir e bem ao vosso lado estar!
Não acredito que se foste; o que será das nossas promessas? O que será dos nossos sonhos? O que será dos projectos que ousamos realizar? O que será do meu vivenciar agora sem ti?
Sem a sua companhia, sem os seus conselhos, sem as suas advertência, sem a sua alegria jovial. Não se cale responda-ma Chocondona. Uma vida traumatizada pela dor, uma vida repleta de saudade, uma vida cheia de amargura, uma vida condenada a se abrir um rosto repleta de lágrima é isto que me proporciona e não só
Do passado se olha
as tristeza se lembram
a alegria se sente
vivendo na ansiedade nos perdemos.
Vivo olhando um passado, repleta de amargura e agónia lembrando das tristeza que vertigem a minha alegria.
Vivo sentido a alegria, do nascer dos sol, no amanhecer desesperado de dor e sofrimento.
Vivo perdendo
tudo que ansio...
Porque não compreendo o passado, não consigo viver o presente e me perco em ansiar o futuro melhor.
EM MEMÓRIA DE MARIA CHOCONDONA CHIPILICA
14.06.1993 à 13.02.2016
Quem és tu? Serás sempre a alegria de quem verdadeiramente te ama, sem dúvida serás, a tristeza para quem te odeia e provocas a ocupação para quem te inveja!
Mas acredita que quem pensa que te ama, poderá por vezes só pensar que sim...
Quem te odeia maior parte das vezes não te conhece..
E quem não te inveja?
Difícil...
Sérgio Soeiro
Textos fictícios
Nem sempre irei sorri, haverá dias em que a tristeza me visitará.
Nem sempre terei paciência de ouvir brincadeiras sem graça, sou limitada.
Nem sempre estarei disposta a dar força, pois em certos momentos quem precisa de uma força sou eu...
Mas uma coisa sempre farei, me afastar nesses momentos porque não tenho o direito de magoar ninguém com meus problemas.
São compartilhamentos
de alegria e de tristeza
rebeldias e atritos
Os que negam suas raizes
Os que batem orgulhosamente no peito
e que defendem as origens
Os que pouco dizem
É assim: familia é de um jeito
Os que parecem muito bons
Os que parecem ter apenas defeitos
Família é começo
Família é fim.
Ensaio
Na Tristeza destes versos,
Me encontro na Solidão de teus braços,
E fico ensurdecida pelo silêncio de tua Alma...
Pois você aqui já não mais está.
E perante tua ausência,
N'uma dor ou angústia de uma saudade insaciável,
Me vejo no impasse de apenas me agarrar à tua lembrança,
Ou de simplesmente, ir morar contigo...
Meu peito clama tua presença,
Mas nem o tempo ou Amor que regem a Vida,
Ou tampouco a lágrima que salgou a despedida,
São capazes de lhe trazer de volta.
Mas hão, de certo, me levar contigo...
Alba
Alba, no canteiro dos lírios estão caídas as pétalas de uma rosa cor de sangue
Que tristeza esta vida, minha amiga…
Lembras-te quando vínhamos na tarde roxa e eles jaziam puros
E houve um grande amor no nosso coração pela morte distante?
Ontem, Alba, sofri porque vi subitamente a nódoa rubra entre a carne pálida ferida
Eu vinha passando tão calmo, Alba, tão longe da angústia, tão suavizado
Quando a visão daquela flor gloriosa matando a serenidade dos lírios entrou em mim
E eu senti correr em meu corpo palpitações desordenadas de luxúria.
Eu sofri, minha amiga, porque aquela rosa me trouxe a lembrança do teu sexo que eu não via
Sob a lívida pureza da tua pele aveludada e calma
Eu sofri porque de repente senti o vento e vi que estava nu e ardente
E porque era teu corpo dormindo que existia diante de meus olhos.
Como poderias me perdoar, minha amiga, se soubesses que me aproximei da flor como um perdido
E a tive desfolhada entre minhas mãos nervosas e senti escorrer de mim o sêmen da minha volúpia?
Ela está lá, Alba, sobre o canteiro dos lírios, desfeita e cor de sangue
Que destino nas coisas, minha amiga!
Lembras-te, quando eram só os lírios altos e puros?
Hoje eles continuam misteriosamente vivendo, altos e trêmulos
Mas a pureza fugiu dos lírios como o último suspiro dos moribundos
Ficaram apenas as pétalas da rosa, vivas e rubras como a tua lembrança
Ficou o vento que soprou nas minhas faces e a terra que eu segurei nas minhas mãos.
Rio de Janeiro, 1935
Suprema Aspiração” Mensagem
Nos braços teu eterno pai...
Em horas de tristeza e dor...
A descansar, minha alma vai.
Confiando em ti meu redentor.
Doce e calma minha alma vai...
No terno abraço do teu constante amor.
Nas tentações e no amargor...
Que o mundo a mim vem dar.
Tu és meu Deus, meu protetor...
Em ti me vou refugiar.
Das minhas dores e meus terrores...
Sua presença me vem livrar
A sua sombra correrei, e aos seus pés repousarei.
Por Ti serão guardados.
Medo angustia dor e tristeza, não mais terão vigor.
Quando o mundo o mundo em fim passar...
Aos pés do trono irei cantar.
Agradecendo a TI o amor que deu...
A mim.
Eu sou a observação
Eu sou a sensibilidade
Sou a tristeza quando sofro
A alegria quando realizo
Sou a dor quando a ignorância grita
Sou a paz e a ausência
Sou a felicidade de alguém quando assim desejo
Sou o perdão quando não julgo
Sou a bondade quando a miséria se mostra
Sou a raiva se a humildade se afasta
Sou a Luz, quando o amor que quero
sou capaz de oferecer
Somos a alma em flor
Em dor
A alma em sangue
Somos a vida na alma
E nela também a morte
Na alma a calma
Angústia e euforia
Somos quem podemos ser
Na ânsia do Ser.
INFLUXO
A tristeza vil que não se esvai,
De certo que não se harmonizou,
O peito palpita e o fluxo atrai
Novamente a brasa que tocou:
Ao peito rígido a bomba-coração.
Que bombeia e segura a alma.
Se fosse chamá-lo seria de ação.
Porque o espirito ora se acalma.
Então em segundo chamá-lo-ia
De espirito, pois vibra toda alma.
Mas há dias que dói, dói e adia
A felicidade do pobre, e desalma;
O pobre que desanima e berra.
A felicidade do pobre e' atrasada;
Uma felicidade atrasada e aterra
O sonho no tempo da[ abrasada].
Os sonhos deveriam cumprir meta.
O sonho sempre chega atrasado
Para o pobre, mas não o "porreta",
O que tem espirito, mas o vasado.
O coração nada sabe das almas.
O coração e' um falseador tático.
Quando e' tristeza bate palmas.
O coração nunca será temático.
Pobre de espirito, espirito carece.
Precisa de animus de avivamento.
Ao coração pode fazer uma prece,
Mas a alma que flui renascimento.
poeta_sabedoro
CLAREANA
Um dia toda a tristeza vai cair como a chuva,
E toda a dor chorada vai sumir no esgoto,
E a solidão chegará como alívio
Abrindo portas e vidraças
Clareando e esclarecendo que esse mundo é teu...
Esses medos, um dia serão só segredos de um passado remoto,
Teus olhos brilharão mais que Vênus...
Mais que a rua quando passas na manhã ensolarada de verão,
Então o desejo guardado em teus lábios,
Beijará por paixão e amor
E o que foi dor será esquecimento...
E o pardal vai virar beija-flor...
NENHUM OLHAR
A primeira vez não percebi tristeza,
Não percebi alegria,
não percebi olhar,
não tinha o que se perceber...
estava sempre ali no ponto do ônibus
parecia esperar uma condução
que não chegava nunca...
sua roupa suja,
seus sapatos sujos,
sua pele suja...
e ali no ponto do ônibus, condomínio Belvedere,
Sargento Hermínio...
todos pegamos nossas conduções
para os nossos destinos e ele ficou ali...
no dia seguinte ele estava ali,
no ponto do ônibus e não tinha guarda-chuva,
não tinha chapeu, não tinha olhar...
não estava triste, não estava alegre,
nada percebia... todos partimos e ele ficou ali...
na manhã seguinte ele estava pálido...
e tinha um olhar, só um olhar,
um único olhar... um mísero olhar
ele partiu...no rabecão do I M L e ficamos ali,
a olhar, sem nenhum olhar...
Enfarta-me de rara beleza,
maravilha da criação divina!
Tirando-me toda tristeza,
quando olho teu singelo rosto de menina.
De este olhar que me anima,
Na visão sagrada do reino me conduz.
Vós sois a compreensão íntima da rima,
Segredo máximo da inspiração da luz.
Todo gesto teu,
Cada palavra em ação.
O teu carinho me envolveu,
O pulsar da tua respiração.
O teu beijo as estrelas me levou
Abraço consagrado!
O amor ele confirmou,
Sendo assim, deveras, abençoado.
O forró está de luto
E Campina muito mais
Pela morte de Biliu
Que tristeza isso traz.
Mais tenhamos certeza
Que seu legado ficou
Pois seu nome encravou
Na cultura nordestina.
Biliu está partido
E deixando as lembranças
Das prosas do calçadão
Dos versos de improviso.
Do coco de embolada
Do forró e do baião
Que fez feliz muita gente
Nas noites de São João.
Por aqui vamos ficando
Preservando a sua história
Vá em paz velho Biliu
Maior carrego do Brasil.
Amor... Não fique triste.
Cê sabe que sorrir desarma a tristeza, aspereza, as dores que carregamos, faz desanuviar as tensões do dia a dia...
Amor... Saiba que és muito especial.
Tu és aquele que me emociona sem saber.
Tu és aquele que faz - me sorrir.
Rir.
Pensar.
Refletir.
Evoluir.
Ir...
Cê sabe que é uma gostosura né?
E nos meus sonhos, pensamentos, estou sempre á te namorar...
Então, vai, sorri pra mim.
Pra você.
Pra vida!
Amor...
Escreve um poema pra mim...
Daquele seu jeito encantador de escrever...
Que me fascina.
Deixa - me de pernas bambas e coração acelerado...
De prazer.
Amor, também tenho meus momentos de tristeza.
Desilusão.
Preocupação.
Mas é que a fé é mais teimosa.
Então, eu sorrio.
Pra mim.
Pra você.
Pra vida que vamos viver...
Já vai preparando a cama...
Viu?
Quando a gente imagina, a gente sorri.
O amor deixa a gente assim...
Mais feliz!
