Cartas de Tristeza
Terra Seca
Tristeza minha companheira
Caminha comigo neste chão de poeira
Muito difícil se acostumar
Com sua companhia ao caminhar...
Meus filhos e eu neste lugar
Sem terra fértil para plantar
Comemos e bebemos o que conseguimos arranjar
Nesta terra que nos castiga
Sem esperança a dar
Sou escrava desta situação
Prisioneira desta região...
Meus filhos precisam de mim
Nesta terra seca sem fim
Sair daqui não dá
Tenho filhos pequenos para criar
Não aguentariam a viagem
Que seria sofrida e selvagem
Não sou feliz aqui, é verdade
Mas meus filhos me confortam
Nesta dura realidade
Às vezes, apenas sinto.
Não sei exatamente o que é a tristeza.
Ela não grita, não se explica, não aparece com nome ou rosto.
Ela só… se instala.
Às vezes, vem devagar — uma brisa fria que toca o peito sem pedir licença.
Outras, é como um silêncio pesado que se senta ao meu lado e decide ficar.
Não dói como uma ferida, não arde como o medo.
É mais sutil. Mais vazia.
É um olhar perdido, um suspiro que não encontra ar.
É estar cercado de coisas e ainda assim se sentir longe.
É querer chorar, mas não ter lágrima.
É desejar ser ouvido, mesmo sem saber o que dizer.
A tristeza é esse espaço sem nome,
onde tudo fica embaçado, meio lento, meio longe.
Como se o tempo parasse,
mas não fosse descanso — só ausência.
E quando tento entender,
tudo escapa.
Fico ali, quieto,
como quem esqueceu de existir,
mas ainda respira.
SONETO DO RISO HUMANO
A angústia Sartriana, tristeza do primata
espinho que maltrata a alma com terror
quicá fosse alegria, espasmos de amor
o riso é inumano, ilusão da vida ingrata.
Da vida idealizada, da paz tão almejada
De medos, incertezas, daquilo que queremos
de tudo que sonhamos, até do que vivemos
o riso é um disfarce, uma máscara condenada.
A nos questionar se somos gente ou animal
o riso humano revela o que tentamos esconder
práticas inconfessáveis, ora de bem ora de mal.
Onde mora a dor, o choro espera o riso
tudo o que fazemos, queremos um motivo
o homem sonha a vida, a morte o paraíso.
Evan do Carmo 07/04/2018
UM SAMBA EM RÉ MENOR
Não é tristeza, é melancolia
um tipo fatal de abstinência
não é dor de corno nem sofrência
é a falta de beleza e poesia.
Ainda escuto, como punição
relembrando tudo que vivi
a música boa que tocava à beira mar
quando te conheci.
Sem a Bossa Nova, “Chega de Saudade”
num bar em Ipanema, que dia agradável
sem você e tudo isso
a vida não poderia ser suportável.
Ainda assim sangra a poesia
o vento sopra e traz esperança
não é desespero é falta de alegria
um tipo fatal de abstinência
não é tristeza, é melancolia...
UM SAMBA EM RÉ MENOR
A dor que nos consome é forte,
E parece não ter fim,
O peito aperta, sufoca,
E a tristeza toma conta de mim.
Perder algo ou alguém querido,
É uma dor insuportável de sentir,
É como se o mundo tivesse acabado,
E tudo ao redor parasse de existir.
Às vezes penso que nada mais faz sentido,
E me perco em meio às lágrimas de dor,
Mas sei que é preciso seguir em frente,
Para encontrar a felicidade outra vez, com amor.
Por isso, guardo as lembranças boas,
E tento esquecer as ruins,
Para renascer das cinzas,
E seguir em frente, com novos rumos e caminhos.
A dor pode até nos ferir,
Mas não pode nos fazer desistir,
Pois mesmo que a vida nos golpeie,
Sempre há uma chance de recomeçar e sorrir
O amor é um sentimento sem tamanho
Que faz da alegria a tristeza num segundo
Transforma a vida num abismo estranho
E deixa no peito um amargo tão profundo
Pois é, como disse o poeta tempos atrás
O amor é um fogo que arde sem se ver
E hoje eu entendo o que ele quis dizer
Queima e destrói, e rouba a paz
Mas ainda assim, meus versos eu tecido
Com um fio de esperança no horizonte
Que um dia o amor construa a ponte
E enquanto isso, deixo aqui o meu lamento
E as palavras que vêm do meu eterno ser
Só sssim a poesia traz o amor perdido
bom dia! Que hoje seu dia possa ser abençoado.
A Lua dorme, levando toda tristeza eo péssimismo, dando oportunidade do sol se levantar trazendo a felicidade para estampar em seu sorriso.
É como um forte vento que entra pela sua janela da vida, Trazendo toda ternura é energia para realçar seu dia.
E quando sair pela sua porta! Vai Refrescar a sua alma.
As angústia, tristeza, e ansiedade!
Torna-se profundas lacunas na alma, esperando todo vazio, achar algo que os complete.
O amor verdadeiro, fecha qualquer ferida em cicatriz, e emerge luz nas profundezas da alma.
Fazendo o amor, achar seu verdadeiro nome!
Que é Deus.
Quando se coloca Deus, nas lacunas da alma!
Não tem buraco que não possa ser preenchido.
Cai a tarde
Cai a tarde azul calma e fria
trazendo um quê de tristeza
e também de nostalgia
no roçar da brisa suave
que também tem sua beleza
Nos traz reminiscências
do cantar da Ave Maria
Que nada atrapalhe a sua noite e a Virgem Maria para sempre te guarde.
edite/29 de abril/2016
''A vida é uma caminhada repleta de altos e baixos, de momentos de alegria e tristeza, de encontros e despedidas. Portanto, cada experiência, seja ela boa ou ruim, molda quem somos e nos conduz ao longo do caminho da autodescoberta. Valorize cada instante, aprenda com as adversidades e celebre as pequenas vitórias.''
Raphael Denizart
Em momentos de cansaço extremo e tristeza, é fácil perdermos o rumo e a clareza. Podemos sentir que nossas forças se esgotaram, e as dúvidas começam a dominar.
No entanto, mesmo nas situações mais desafiadoras, é essencial lembrar que a esperança é uma luz que nunca se apaga. Ela nos ajuda a ver além das dificuldades, a imaginar um futuro melhor. A fé, por sua vez, é a âncora que nos mantém firmes, mesmo quando as tempestades da vida ameaçam nos derrubar.
Pense em um momento em que você enfrentou dificuldades. O que lhe deu coragem para seguir em frente? Muitas vezes, é a crença de que podemos superar os desafios, de que há um propósito maior em nossas lutas.
Permita que essa reflexão inspire você a cultivar a esperança em sua vida. Em vez de se deixar levar pela tristeza, busque aquilo que o eleva. Cerque-se de pessoas que o apoiam e de atividades que alimentem sua alma.
Lembre-se: a esperança e a fé não significam ignorar a dor, mas sim reconhecer que, apesar dela, sempre há um caminho à frente. Quando nos abrimos para essa possibilidade, encontramos forças que nem sabíamos que existiam.
Que possamos abraçar a esperança e a fé como guias em nossa jornada, permitindo que elas nos conduzam em tempos de incerteza e nos ajudem a redescobrir a luz dentro de nós.
Na vida, enfrentamos momentos de exaustão e tristeza que podem nos desorientar. Nesses períodos difíceis, é essencial buscar a direção de Deus, pedindo que Ele renove e restaure nossa fé. Permita que essa fé seja sua âncora, guiando-o de volta à esperança e à coragem.
"Pois eu sei que o meu Redentor vive." (Jó 19:25)
Braço do meu violão
Quando estou abraçado ao meu violão,
Deixo a tristeza e a angústia distante,
Sempre dedilhando uma linda canção,
Entre os acordes normais e os dissonantes.
Através das letras escrevemos uma poesia,
E com as suas rimas faremos encaixar,
Com muita habilidade e grande maestria,
Em lindas músicas faremos transformar.
Ao ferir a tua corda lentamente,
E o som de uma bela nota escutar,
Trazendo-nos a alegria permanente,
Como o som de uma orquestra a tocar.
Espalhando a música pelos ares,
De uma forma perfeita e natural,
Sendo ouvida na terra e nos mares,
Transformada em idioma universal.
Muitas interpretadas por vários cantores,
Ao longo de algum tempo muito se viu,
Em vozes diferentes, mas de grandes valores,
Como Gal Costa, Caetano, Raul e Gil.
Grandes vozes que muito nos encantaram,
E que até hoje permanecem em nossos corações,
Muitas por determinação de Deus já se calaram,
Outras continuam ainda nos trazendo emoções.
Tenho na musica uma grande fonte de inspiração,
Mas que tenha uma bela letra e uma boa melodia,
Que seja executada na guitarra, saxofone ou violão,
Ou mesmo nas violas caipira nas rodas de cantoria.
Aprecio a execução de vários instrumentos,
Mas que possa ter um conjunto de harmonia,
Extraindo os mais profundos sentimentos,
Na combinação, músico, instrumento e a melodia.
Podendo ser de cordas, sopro, teclas e percussão,
Mas que possam trazer prazer aos meus ouvidos,
Tirando lagrimas dos olhos e emoção do coração,
Executados por mãos de músicos perfeitos e atrevidos.
Como a guitarra nas mãos do mestre Pepeu,
O grande músico Ringo Starr e sua batera,
Altamiro Carrilho com sua flauta venceu,
E o Sivuca com a sanfona foi pra galera.
Todos fizeram da música uma grande profissão,
Sempre nos proporcionando muita alegria,
Conduzindo-nos ao ápice de grande emoção,
Utilizando o mais alto nível de maestria.
Du’Art 05 /07 /2014
Tristeza da Alma
Hoje me veio à vontade de escrever,
Dificilmente meu sentimento entenderia,
As palavras que jamais pensaria em dizer,
Algo que do fundo da alma sairia.
Senti a mente vazia e desalmada,
Em meu peito uma imensa tristeza,
Desde as primeiras horas da madrugada,
Envolvendo o meu coração de incerteza.
Percebi os olhos ardendo e a lacrimejar,
Parecia mais um pesadelo constante,
Como uma flecha no peito a alvejar,
Arremessada de muito distante.
Com uma força avassaladora,
Deixando o coração apertado,
Com forte sensação inibidora,
Como se estivesse amordaçado.
Algo muito difícil em descrever,
Com certeza deixou uma cicatriz,
Fato que realmente prefiro esquecer,
Daquele momento triste e infeliz.
Mas felizmente o dia amanheceu,
Tudo voltou ao seu normal lugar,
A alegria no meu coração renasceu,
E o lindo verbo voltou a conjugar.
E assim viverei por toda vida,
Sem mudar a forma de pensar,
Trabalharei a experiência adquirida,
E para sempre irei me amar.
Du’Art 29 / 05 / 2016
Cabeça Erguida
Tuas maldosas palavras me trouxeram tristeza,
Senti na alma o dissabor de uma derrota sofrida,
Porém ainda, apesar de tudo, estou de cabeça erguida.
Com o coração tranquilo e a mente aberta,
Vivendo uma paz que teria escapado,
Feliz por não lhe trazer um sorriso forçado.
As decisões a serem tomadas requerem lealdade,
Use a ética e a sabedoria para não ser enganado,
Mesmo assim não se esqueça, pode dar errado.
Hoje estou orgulhoso de você por jogar fora o passado,
Lamento muito por todo o ocorrido, confesso não queria,
Se possível fosse, naquele dia eu jamais acordaria.
Mas como os ângulos de visão são diferentes,
Prefiro a visão que me de uma panorâmica total,
Assim terei a livre escolha de jamais fazer o mal.
Talvez a ação repentina utilizada no calor do momento,
Não lhe deixou entender que na amizade existe um amor,
Desta forma, a frieza do seu coração sucumbiu seu valor.
Procuro a autenticidade mostrando ser diferente de muitos,
O respeito, a educação e a ética, fazem parte do meu viver,
E não me arrependo em nenhum instante por assim decidir ser.
O livre arbítrio nos dá o poder da melhor escolha,
Mesmo que esteja passando por uma difícil situação,
Tenha a calma, decida pela razão, nunca pela emoção.
Mesmo que alguém o ignore, não se aflija,
Tudo na vida tem o tempo e o momento exato,
Por mais que tente, jamais esconderá um fato.
Na vida tudo pode acontecer, mas lembre-se,
Os olhos são os cartões de visita do coração,
E de uma mente equilibrada é que se obtém o perdão.
Du’Art 29 / 04/ 2016
Em um vilarejo, havia uma jovem que sentia uma forte solidão, tamanha tristeza,
Apesar de rodeada de gente e da bela natureza,
Até que, um dia, para sua surpresa,
No seu quarto, um pequeno ser lhe surgiu
Causando-lhe um certo impacto no começo, mas logo conquistou o seu apreço, tinha algo familiar,
Sophia pôde desfrutar da sua nova companhia,
não importava o lugar.
Com o passar do tempo, a cada situação
que a jovem enfrentava,
a criatura ia crescendo, sempre bem alimentada.
Para o transtorno de Sophia, aquele ser havia se
tornado um Grande Monstro
e, curiosamente, sabia falar,
"Oi, Sophia, sou a personificação dos teus medos e da tua falta de gratidão, obrigado por me criar."
O sentir
Só o que conheço é a tristeza
Aquela que não se sabe de onde vem
Ao mesmo tempo que se sabe exatamente
E parece só mais um murmúrio
E na realidade é uma artéria sangrando
Levando minha vida
Só conheço a euforia, aquela que arrebata
Que me faz decidir anos em minutos
Que me faz cometer auto sabotagem
Que me toma de mim mesmo
Felicidade, alegria, essas eu não conheço
Achei que conhecia, mas era um engano
As vezes penso que eu sou o engano
Um que o mundo cometeu sem saber
E quem paga são as pessoas que estão ao meu lado
Não mereciam pagar pela minha doença
Na verdade não pagam
Pois pra eles a doença não existe
E nisso vou me consumindo em mim mesmo
Como uma vela que se acende sozinha
Só pra derreter até acabar
E a luz se esvair
E a escuridão chegar
Aquela escuridão que me aguarda ansiosamente
Pronta para me apagar.
. Abismo elize d.c
me pergunta de onde vem toda tristeza
Toda essa minha tristeza não poderia ser de outro lugar além de mim
Toda essa minha maldita ambição
Que me gera um poço de frustração
Esse meu egoísmo de querer o mundo em minhas mãos
E carregando o mesmo em meus ombros
Fadado a viver a vida como ela é
Culpado do presente em que eu vivo
Eu me encontro no meu abismo
Vc jogou sal
Onde no solo do meu peito plantei saudade
De alguma forma você diminui a tristeza que meu peito constantemente invade
Como o calmo azul do céu
Como cortes de papel
Me lembra que estou vivo
Me recorda que eu existo
Me perco em recorrentes pensamentos
Talvez por ser humano ou só porque eu realmente tente
Mas eu que costumava só enxergar todo esse caos passei a enxergar você dentre esses cantos
Eu não sei como você me mudou tanto
Me mudou para uma versão melhor de mim uma versão mais verídica e fiel a quem sou tão eu que nem eu lembrava que eu poderia ser assim
Você me faz não desejar tanto o fim
A linguagem da alma, uma arte em versos, sentimentos sinceros em palavras, da alegria à tristeza, pensamentos inquietos em cada trecho, assim, a vida em poesia é transformada causando um grande e simples avivamento.
Desde que adentrei no mundo poético, fiquei fascinado, ainda sinto-me um estranho, mas ao mesmo tempo, estou familiarizado, expresso o que penso, desabafo, externo em alguns parágrafos o que vejo, quase sempre, estou profusamente inspirado.
É uma dádiva poder expressar a grandiosidade da vida em palavras, sentidas, pensadas, revestidas de verdades, inspiradas em amores, na beleza da simplicidade, cores, olhares e sabores, dessarte, uma euforia singular na arte da poesia, quando alma consegue falar.
