Carta a uma Senhora
O porteiro me olha desconfiado:
- A senhora não pode entrar, a festa é privada.
- Eu fui convidada, mas não trouxe o convite.
- Só entra com convite.
- O senhor sabe com quem está falando?
Ele me olha espantado.
- Sou uma entre os 8 bilhões de pessoas que vivem neste planeta; que por sua vez, é um entre mais de dezessete bilhões de planetas similares ao nosso em toda a galáxia - Via Láctea; que é uma das cerca de 100 bilhões de galáxias no nosso Universo... Percebeu?
Ele abre a porta e eu entro... festa estranha e gente esquisita.
Vou para casa escrever sobre “A arte de transformar insignificância em poder”.
Bom dia!
O domingo chegou abençoado e acompanhado da senhora chuva,
que continue tranquila e serena.
Feliz domingo!
Na fila do supermercado uma senhora foi surpreendida pelo vizinho que perguntou se ela estava com o cartão de crédito. Ela disse que estava e ele tirou algum dinheiro do bolso e disse para ela completar, caso faltasse dinheiro para finalizar o pagamento das compras da sua cesta.
Ela observou a cesta e perguntou:
- Por que esta quantidade de pó de café e pacotes de bolachas?
Ele explicou que gostava de comer bolacha com café, de manhã, de tarde e de noite.
Ela mostrou uma garrafa de vinagre que estava entre outras coisas na sua cesta e explicou que era para fazer gargarejo, sua garganta estava irritada.
Ele observou bem e respondeu:
- Venha tomar café comigo e garanto que sua garganta vai ficar boa. Às vezes, tudo o que precisamos está numa boa xícara de café fumegante.
Ela sorriu confiante no "remédio" oferecido por seu vizinho.
Alvorecer
Conceição...
que esta se transforme em bem maior!
Exclamou o homem
A senhora do sol talhou uma fenda
Nas sombras habitam almas em expiação
na luz os homens de fé e razão
Conceição…
pela sacratíssima paixão!
Exclamou o homem
A senhora do sol entalhou um anjo
Nas trevas habitam demônios
na luz os arcanjos e serafins
Ouve-se revoadas de pássaros
os pardais entoam cânticos
para o primeiro alvor do dia
Conceição sorri, o homem sorri junto
Nossa Senhora Aparecida
Apareceu para os pescadores e fez acontecer uma pesca milagrosa.
Ajudou a menina a enxergar.
Zacarias a se libertar.
Com um aparo de uma oração, o menino não morreu afogado.
O cavalo, realmente teria sido paralisado.
Que nossa senhora nos cubra com seu manto sagrado.
Nos livre do mal que não vemos.
Das coisas erradas que fazemos.
Acabe com a crueldade do mundo.
E pedimos sua proteção sobre tudo.
A solidão é senhora
Solidão apavora,
O novo assusta.
Não compreendemos o nosso tempo,
Não damos tempo para as coisas.
O tempo que dói,
O tempo que trás paz.
A solidão é senhora,
Nos acompanha durante o caminho.
Chamo ela para tomar um café,
Quem sabe assim resolvemos nosso conflito.
De ir e se afastar,
Paralisar e me defender.
Vem solidão,
Não se demore.
Quero seguir mas antes, preciso te encontrar.
18/08/2024
Poema
À Nossa Senhora D' Africa
À te tesouro de espontaneidade suntuosa e benfazeja,
dama de irradiante luz, essência e excêntrica venustidade, beleza.! Dádiva concedida do Pai, teus
títulos são que afagam os âmagos, diferenciados e apreensivos corações. És bendita e escolhida dentre todas as nações.
O indispensável, imprescindível à te foi dado,
mesmo que o exorbitante queiram te ofuscar,
Mãe Rainha " Nossa Senhora D' Africa, só tu podes nos ajudar!
Maria fostes a favorita. escolhida dentre todas para que pela intercessão de teu filho possa nos beneficiar! Solange Malosto
Luminária à Senhora da Orada -
Na aldeia é noite escura,
não se vê quase ninguém.
Mas no adro da Igreja,
vai de negro vestida, Marianita do Outeiro,
que junto à porta da capela
se ajoelha p'ra rezar
profundamente por alguém!
À porta da Igreja
põe um pote com azeite
com um trapo embebido,
qu'ilumina as tristes preces,
orações, rezas, pedidos,
da pobre viuvinha
com tantos anos já vividos.
E o adro da capela fica todo iluminado
parecendo um Sol de Primavera
qu'ilumina o tumulo
de Nosso Senhor Ressuscitado.
"-Oh Senhora da Orada, vinde abençoar,
proteger, encaminhar, este vosso povoadao!"
E de pé frente à capela
um'Alma simples, boa,
pedindo à virgem esta graça!
Que a Senhora da Orada se lembre dela
como o brilho d'uma estrela
que brilha no seu manto e nunca passa.
"-Oh Senhora das novenas,
oh Senhora dos pregões,
vinde ceifar todas as penas,
vinde salvar os Corações!
Acudi ao meu pedido,
ouvide minha oração,
escutai o meu gemido,
escutai o meu pregão!"
Marianita do Outeiro
cai por terra fervorosa,
rezando, frente à porta da capela
com tal força, devoção,
que ao longe, se escuta um trovão!
Assustada, nem se mexe!
De mãos postas, olhos fixos na Igreja, pede,
"-Nossa Senhora nos proteja!"
Abrem-se as portas de par em par!
A Senhora da Orada, sobre o altar,
de roxo vestida, de Luz adornada,
surge risonha, de manto a esvoaçar ...
E erguendo os olhos, levantando o braço,
sobre o Outeiro, traça no espaço,
o doce Sinal da Cruz!
E p'la madrugada fora
lá fica a luminária,
de Marianita do Outeiro
à Senhora da Orada,
junto à porta da Capela ...
(Recordando com Saudade a "Ti" Mariana Paias que, tantas e tantas vezes, durante a minha infância, pelo cair da noite, vi iluminar o adro da Igreja da Senhora da Orada no Outeiro (monsaraz) com as suas luminárias ...)
Magnificência da Senhora * Santíssimo Sacramento*
Afagada sobre o sopro do vento,
o encanto tomando conta de te,
grande admiração, sensação a tua,
perfeita sintonia, nostálgico sentir!
Brilhas qual lindíssima luz da lua,
filtrando pela abertura da janela,
envolvida em teu enigma, mistério,
E o lindo véu que envolve teu rosto!
Candura do matiz azul - verde jade,
Invadindo, integrando, todo o teu ser,
o fascínio brilhante da Mãe Natureza
unidos com o fascínio próprio da alva,
casta e singela, brilho natural sentir!
Te retém, envolve, penetra e possui,
O eco detectado em te, ressoa, tange,
entrelaçando-a com paz profunda,
És ilibada a mais bela do Planeta!
Tua é a insatisfação, o desconsolo
pela mórbida puerícia, criações,
do extremo, limite humano, de outrem...
É a nostalgia, do nostálgico sentir!
Aninhada sobre as asas do vento,
luminescência, tomando conta de te
brilhas qual lindíssima luz da lua,
perfeita sintonia, nostálgico sentir!
NOSSA SENHORA APARECIDA
Eu não sou religioso!
Se me considero católico, é por conta da tradição familiar.
Mesmo assim, não levo a coisa a sério.
Conversando com um padre muito inteligente, com discurso agradável, fui perguntado sobre qual era a minha religião.
Respondi: - Sou um católico sem-vergonha!
Ele sorriu e disse: - Não existe católico sem-vergonha, meu filho! Por que você se “acha” católico sem-vergonha?
Expliquei: - Não frequento igrejas, não gosto de missas, abomino longos sermões, principalmente de casamentos, nem gosto de conversar sobre isso, entre outras coisas.
Ele me olhou com uma certa decepção, pois aquilo não estava de acordo com a nossa agradável conversa anterior, e comentou: - Sabe? Você é o primeiro católico sem-vergonha que eu conheço na vida.
Rimos e continuamos a conversa, sempre bem-humorada.
Respeitando todas as religiões verdadeiras, se não tenho uma, tenho extremo respeito também pela cultura mundial e, com muito carinho e orgulho, pela brasileira.
Como poderia um arquiteto desconsiderar o patrimônio histórico e artístico, a história, o folclore, a filosofia, as artes, contidas no universo religioso?
Entretanto, foi um texto emocionante, de uma amiga que perdeu seu filho, minha inspiração para escrever este.
Ela se reportou a recentes acontecimentos, nos quais a Basílica de Aparecida do Norte foi profanada pela estupidez, pela estultícia de ignóbeis repugnantes.
Lembrei de minha viagem a Roma e visita ao Vaticano!
A guia daquele momento da viagem disse não poder entrar conosco na Basílica de São Pedro, mas sugeriu que prestássemos atenção na escultura da Pietà, de Michelangelo, com uma pequena descrição dos detalhes da obra.
Já frente à maravilha, com cópia fiel na Catedral de Brasília, atendi à recomendação da moça e observei as mãos da Santa. A direita tenta abarcar todo o corpo do filho, como uma proteção. Parece puxar para si mesma.
A esquerda questiona o porquê daquela tragédia.
O rosto jovem demonstra sua resignação, sua dor infinita, seu irrestrito amor de mãe!
Abaixei um pouco a cabeça, sem tirar os olhos de seu semblante, mas já não era apenas reverência. Era vergonha, por ser da mesma espécie dos torturadores e assassinos.
As lágrimas correram, mas não dos olhos. Foi do coração mesmo, como diria um amigo poeta.
E o trecho de uma canção insistia em me fazer ouvi-la: “Como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar”.
Nunca mais deixei de ver naquele Cristo morto todos os filhos vitimados pelas doenças curáveis, pela violência deplorável, pela estupidez das guerras.
Nunca mais deixei de ver em Nossa Senhora todas as mães flageladas pelo mesmo motivo.
Vejo também as mães aflitas, que oram pela proteção a seus filhos e aos filhos de todas as mulheres do mundo.
Salve Nossa Senhora Aparecida!
Salve-nos, Nossa Senhora Aparecida!
Sérgio Antunes de Freitas
Outubro de 2022
História dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora*
Segundo o escritor Padre Demerval Alves Botelho, escvendo a história dos missionários sacramentinos de Nossa Senhora, todo povo, toda instituição, toda família tem a sua história, tecida de fatos e tradições. enriquecida pelo seu patrimônio cultural, afetivo e mesmo espiritual. Esses valores é que constituem aquela mística forte que leva à união, à luta, à conquista, ao trabalho.
O povo , como a família e uma instituição, que não tem história ou a des-
conhece, acaba perdendo sua memória, suas raízes, suas tradições e, consequentemente, a mística. Deixando desaparecer esses suportes, desaparecem, juntamente suas características próprias, sua identidade e a unidade, e caminha a esmo ou perde a direção da caminhada e se desintegra.
Com essa perda, lá se vai o amor à terra, como berço e herança que lhe legarem os seus antepassados. Povo, sem esses predicados, é povo que não vibra, que não se orgulha de sua gente, que vê esvair-se o sentido de ser povo e se esfacela. Pe Demerval Alves Botelho SDN
Lua
Senhora das minhas certezas
O sol a terra te apresenta
Com a certeza exemplar
Que fase mais bela
Parceira dos poetas
Fiz com a lua um contrato
Ela me inspira
Devolvo a inspiração
Em forma de poesia
E tem dado muito certo
Essa parceria.
Senhora de si
Ela é autônoma e independente,
comprometida com seus próprios ideais,
e com a realização dos seus sonhos.
Empreende as suas próprias ideias,
vive um cotidiano repleto de propósitos,
impulsionada por sonhos e projetos viáveis.
Esta disposta a sair da zona de conforto,
e batalhar para sobreviver,
sem depender de ninguém.
Ela enfrente a dura realidade
com consciência das suas dificuldades,
sem se lamentar ou sucumbir ao fracasso.
Ela não discute por coisas banais,
não se ilude como os elogios vazios
e não se deixa abater pelo assédio.
Em síntese, ela é empreendedora
ou apenas protagonista da sua história e
será reconhecida por seu próprio nome.
NOSSA SENHORA
Nossa Senhora do Sim
Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora do Rosário
Nossa Senhora da Boa Hora
Nossa Senhora do Ó
Nossa Senhora do Bom Conselho
Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora do Paz
Nossa Senhora da Boa Morte
Nossa Senhora da Imaculada Conceição
De joelhos no chão ouvi-nos
Nossa Senhora, minha Mãe
No teu regaço acolhedor
Quero estar
Minha querida, Mãe do céu
Cobre-me com o teu manto
Tira-me a dor e livra-me do pecado.
SENSAÇÃO
Sagaz e singular, a saudade é sombria
e, senhora sanha, sufocante. Saboreia
ser saudosista, uma sovina que serpeia
a satisfação. Serelepe. Ao ser surrupia!
Sempre súdita e sorumbática, semeia
sobretudo severidade, no sofrer sangria
sangra ao sentir, sente o que não sentia
sacode a sabedoria e ao saber saqueia
Sopro sucinta sopra o súbito que suspira
sacode solenemente a solidão suprema
sinistramente, numa sinistra segregação
Sobre o semblante, sombra, susto e sátira
suplica a soluçar no sentimental sistema
socando o surreal na sabatinada sensação...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 dezembro, 2021, 11’14” – Araguari, MG
Parafrase José Rodrigues Pinagé
Tudo tão vago...
Nossa Senhora
Na beira do rio
Lavando os paninhos
Do bento filhinho
São João estendia
São José enxugava
E o menino chorava
Do frio que fazia
Dorme criança
Dorme meu amor
Que a faca que corta
Dá talho sem dor
(de uma cantiga de ninar)
Tudo tão vago... Sei que havia um rio...
Um choro aflito... Alguém cantou, no entanto...
E ao monótono embalo do acalanto
O choro pouco a pouco se extinguiu...
O Menino dormira... Mas o canto
Natural como as águas prosseguiu...
E ia purificando como um rio
Meu coração que enegrecera tanto...
E era a voz que eu ouvi em pequenino...
E era Maria, junto à correnteza,
Lavando as roupas de Jesus Menino...
Eras tu... que ao me ver neste abandono,
Daí do Céu cantavas com certeza
Para embalar inda uma vez meu sono!...
Para uma moça com batom cor de carmim
Que desafio, Nossa Senhora,
descrever essa moça com batom cor de carmim.
Mulher de figura nobre
vinda das bandas do Maranhão.
Moça de personalidade forte
de dengos e de atitude,
de olhar enigmático e de sorriso amiúde.
Essa menina de aparência altiva
tem um coração sensível e chora por entre as contas da cortina.
Suplica por esperança,
semeia muita emoção...
A moça elegante volatiza-se diante da moleca brejeira, com suas roupas coloridas e o batom cor de carmim.
Ela canta
Ela dança
e nos encanta
numa roda maranhense, de cultura, de alegria, de muito rouge nos lábios e energia sem fim.
Valnia Véras
"Eu estava na sala da AACD esperando para fazer o curativo na minha mão, então uma senhora se aproximou sentou do meu lado e encostou o carrinho da filha ao lado da cadeira. Eu olhei para as duas e sorri, a criança tinha paralisia cerebral e estava amarrada na cadeira. A mãe sorriu e disse:
- É minha filha, ela não é linda?
Eu gelei, a menina tinha os músculos atrofiados e os olhos ficavam em movimento o tempo todo; ela usava um babador porque a boca não fechava. Não sabia o que dizer, sem parecer falso.
Então olhei para a menina e ela fixou os olhos nos meus, naquele momento ela atravessou minha Alma e sorriu. Eu senti o Amor que vazava daquela criança, e entendi que ela escolheu ajudar essa mãe a aprender sobre a arte da entrega e compaixão.
- Ela é linda! – e não havia nenhum resquício de hipocrisia.
Eu não sei o nome dela, nunca mais a vi, mas ela continua me olhando com compaixão e tentando me ensinar um pouco desse difícil ofício de existir.
Ela esbarrou na minha vida e fez toda diferença. Algumas pessoas entram na nossa vida para ficar uma temporada, não a vida toda; não adianta tentar impedir que alguém saia ou insistir para que alguém entre em nosso mundo, pois tudo embaixo do céu tem um propósito e um tempo.
Algumas pessoas esbarram em nós, como se estivéssemos caminhando em direções opostas, distraídos demais para perceber a chegada desses mensageiros e desviar desse esbarrão (às vezes é um nocaute), pois precisávamos de uma lição rápida para conseguirmos continuar em direção a nem sei o quê?
Todas essas pessoas entram e saem no momento certo e quando insistimos em agarrar qualquer uma delas, o encanto quebra e o assunto morre, não é por falta de amor ou respeito, mas quando um mensageiro entrega a mensagem, não tem mais sentido continuar ao lado de quem já recebeu a mensagem.
Obrigada aos que esbarraram em mim e mudaram meu rumo;
Obrigada aos que passaram uma temporada no meu mundo e melhoraram meu olhar;
Obrigada aos que ficarão comigo até o fim, vamos ter muitas histórias para contar e tentar compreender, antes do último instante."
Dinda Zelina!
Senhora menina, que, encanta e fascina.
Revolve sua história, sorri paciente, das agruras da vida lembra sorridente. Assim é ela, que me tem cativa.
Vi na sabedoria daquela Sra esguia, com seu riso fácil e seu andar imponente e ereto, lento e seguro.
O tempo voltou para ela, a memória retrata episódios à tempos passados.
A farta bondade exposta, traduzida na doce recepção,que sempre eleva minh''alma, ao êxtase da alegria suprema
A recordação do chá quente, que tudo cura!
A oração que imbuída de fé, nos faz acreditar...
Com ela aprendi, sobre ervas, fase lunar, aprendi a ter olhos de ver e ouvidosde ouvir, pois, ouvir a voz dos pássaros, entender a natureza é vislumbrar a vida leve e carregada de beleza!
Dinda Zelina, teve comigo zelo de mãe eternizo aqui, sua ciência que trouxe para, mim a incumbência do rencontro comigo mesma...
Oração à Senhora da Graça -
Senhora da Graça
Mãe dos desvalidos,
dos sem esperança, caídos
em busca de um caminho
de Fé e confiança!
Escuta a oração,
a prece, a petição,
que deixamos a teus pés
neste instante de solidão.
Senhora que não descansas
que proteges as crianças
no ninho do teu regaço,
abençoa a nossa mágoa
e alumia a escuridão
que em tantas horas sem vida
nos invade o coração.
Deixamos a teus pés,
Senhora da Graça,
as dores e os cansaços,
os medos e as tristezas,
todos os sem fé,
cada dor dos nossos Passos,
quem nos ama e nos odeia.
Tudo, Senhora,
sobre o vosso altar,
junto à vela que se ateia
ao critério do vosso olhar!
Senhora cheia de Graça,
no teu encanto, no teu sorriso,
o Olhar de Deus esvoaça
e eu encontro um sentido!
Meu porto! Meu amparo!
Minha casa!
Torna as nossas dores
mais leves e o nosso acreditar
com mais esperança.
Senhora da Graça, lança sobre nós
bençãos de amor, de paz e confiança!
