Carta a um Amigo Detento
Nada saiu como o planejado.
Ainda bem.
Enxerguei um outro lado
e reformulei a luta.
O meu peito é calejado, mas sabe
(quando) dizer amém.
O que se repete mostra
a verdade e a conduta.
E sempre acontece alguma
situação tão semelhante
para nos lembrar de não sermos
aqueles meros visitantes.
Reconheço agora que tudo em mim
é morada, até os planos mais falhos.
Assino igual onde não deixam em branco
os valores e os cabeçalhos.
Nunca mais serei a mesma,
tudo importa e nunca esqueço de nada.
Ressignifico
e ainda bem que só construção firme
aguenta quem levanta a poeira
e é rajada.
Injustiças POLÍTICAS!!!!!!!!!!!!
Por não poder ver tais quão sobre um POVO;
Aplicadas por políticos falsos;
Só verdadeiros nesse dela encalços;
Fico sempre a chorar por saber NOVO!
Chorar por mesmos ver no parlamento;
Quer ganhem ou percam as eleições;
Ai como me dói ver lá tais mamões;
Ai como me dói ver tanto jumento.
Jumento a dizer-se ter sido eleito;
Onde houve mais de cinquenta por cento;
De UM POVO que em tais recusou votar!...
Mas que pra lá ter certo esse mamar;
Adaptou com dos tais TODOS sustento;
Transformando: a eleger, torto em direito.
Sem mais por ora digo: apreciem por ex. como este recente em Portugal eleger do papagaio-mor-do-reino nosso, cujos votos apurados, por votantes inscritos, foram: 23,6% tão se transformou em 60,7%!!!!!!! mas isto acontece em todas a eleições e para com TODOS!!!!!!!!!!!!! porque foi assim, que para tais terem poleiro certo, adaptaram os resultados do VOTAR do POVO. Mas afinal, que democracia é esta?
Enfim!!!!!!!!!!!
Um tanto de amor
Tanto escrevo
Tanto penso
Tanto quero entender
Sobre o amor
Tanta bobagem
Só um tanto de sentir é o suficiente
Assim como na fotografia
Um flash ilumina tudo
O amor ilumina tudo
Novos ângulos aparecem
E não se tem mais dúvida
Não há um tempo certo pra sentir
Novamente como a fotografia
O agora é o que está valendo
Às fotos mais belas são as espontâneas
Assim como o amor simplesmente acontece
Ambos, fotografia e o amor podem durar uma eternidade
São registros de emoção
Mesmo com um segundo de duração
"A fina folha de um livro
ajuda a torná-lo consistente"
[...]
Eis-me aqui!
Cidadão do Universo,
habitante do planeta Terra,
vezes anjo, vezes fera,
buscando reconciliação
Neutralizo toda a dor
a mim direcionada;
mas, afinal, o que é dor?
Quem ensinou a criança
a chorar por algo
que não lhe pertence?
Meus extintos me guiaram
até esta presente data
pra mesclar poesia e filosofia
e, mais uma vez,
criticar a intromissão
[...]
Esta louca vida
regada a vinhos,
ombros e desejos,
pede, humildemente,
um cadinho de atenção,
não dos outros,
mas de mim mesmo,
sim! deste pobre cidadão!
Preciso me alfabetizar
na escola da esperteza,
do mundo idealizado
em ouro fino e futilidade
A riqueza que eu tenho
ninguém consegue perceber,
tampouco irá me entender,
quiçá quando o sonho perecer
Sonho mudo e eloquente,
onde muita gente já se imaginou;
viver num mundo a la John Lennon,
Chaplin, Clarice ou Jean-Paul Sartre
De simplicidade e de bem estar,
longe de padrões condicionados
que fazem a essência se ofuscar;
Deixe-me viver!
Saboreio a vida etérea,
sem muito firmamento,
mas feita de momentos
Suas críticas não
terão sabor eterno
comparadas à minha
forma de pensamento
Peço, derradeiramente,
que a paz possa persistir,
e que vivamos o hoje,
como se o amanhã
nunca fosse existir
Os dias vividos,
experienciados,
perdas e ganhos,
são dias vividos
Tudo é etéreo
e tudo é eterno;
tudo depende
de um referencial
"Cada gota de suor derramada,
independente de qual seja o fim,
ressoa nos rincões dos trinetos,
parte de nossa própria evolução"
TORRE DE BABEL EM PLENO SÉCULO XXI
Abruptamente um ferver de sangue: palpitação. Não sei o porquê do formigamento, nem o acelerar do coração: momento de estresse do corpo.
Faz-se necessário ACALMAR.
Noites angustiantes. Não há esperança, não há sonho. Agora é a hora. Madrugada silente. Um pé, outro pé, olha de um lado, do outro, para frente, para trás, só o belo luar por testemunha.
Não leva pão, nem água, somente um corpo sem lenço, sem documento, sem esperança...
Corpo palpitando que não tem direção, que não vê o som do ouvido, muito menos do coração.
Não tem um plano de fuga, não tem destino, suor frio, só palpitação.
Ir ou não ir, eis a questão. Vão chorar, vão esbravejar, vão silenciar? Um insight.
O que preciso saber?
Não há dinheiro, não há nome e nem sobrenome, não há status, não há classe social, não há escolaridade, não há países... Diante deste vírus somos análogos.
Sei lá...
Nada, nada, nada...
Tudo certo, nada errado.
E filhos? Amigos, parentes, derentes?
Um olhar no infinito.
Os meios de comunicação confirmam o alastramento da pandemia.
Palpite, palpita, palpitação...
Passos...
Outros passos...
Mais passos...
Rodamoinho.
Vacina...
Um insight.
Tomar ou não tomar vacina?Jamais penso nesta alternância porque eu confio na educação gratuita e de qualidade.Confio na ciência, porque ela é tipo a estátua de bronze que curava o mordido da serpente como assevera o velho testamento.Eu acredito que o homem é imagem e semelhança de Deus. Portanto estou a esperar para ser agraciada no momento certo, no momento oportuno para me vacinar e assim que puder eu abraçarei, beijarei quem eu quiser...
Eis a questão diante de pessoas incultas eu as ignorarei porque não se oferece pérolas a porcos.Diante do cenário me senti como os protagonistas que tentavam chegar ao céu, mas, não entendiam a fala do outro, assim estou nesta pandemia porque um país diz uma coisa, outro país diz outra coisa... E assim não se chega ao denominador comum.
Tempo de incertezas.
E agora Jesus?
O que faço diante da linguagem diferenciada de personagens que retornaram da Torre de Babel e que permanece com o pensar de um tempo longínquo?
Ignoro, porque eu posso tudo naquele que me fortalece e esta pandemia vai ser erradicada do mundo porque temos a sabedoria, a perseverança dos cientistas, o comprometimento do sistema e a certeza que somos moldes de Deus.
A educação é tudo.
A ciência é tudo.
Deus é tudo.
Eu cri.
Eu creio
Eu acredito.
Tudo isto vai passar.
Me peguei pensando em uma coisa que ouvi hj...
"Temos que arrumar um jeito para dar um jeito."
Dar um jeito para ajeitar uma coisa que não se ajeita de jeito nenhum... Qual jeito seria melhor para que essa situação se ajeitasse, para que a gente ficasse de um jeito mais confortável?
O jeito é ter saúde para que de algum jeito possamos pensar no melhor jeito para ajeitar tudo isso...
Na nossa vida passamos o maior tempo ajeitando tudo para que no final, fique do nosso jeitinho. 😏
Quabdo você me deixou
Vivo em naufrágios
Tudo virou um temporal
E todos os nossos sonhos
Evaporaram, não vejo teu sinal
De que voltarás...
Tuas palavras foram falsas
E inseguras...
Com certeza sairei desta situação,
E breve este meu coração,
Achará um alívio com direito a calmaria
E tudo será dissipado e abminado...
***
Além.
Além...
Muito além...
Bem além...
Do meu sonho mais ambicioso...
Lá está você...
Amor de um homem....
Um amor nobre...
Sem maldades...
Sem vaidades....
Nessa escrita....
Com olhar de criança....
Me transformo..
Num artista....
Em tudo que escrevo....
Você será sempre...
A protagonista...
Das minhas obras de arte...
Te pintarei com cores especiais....
Te eternizo nesse poema....
Trazendo-te o mais profundo amor...
És minha vida....
És meu sabor....
Nas infinitas cores...
Vou te colorir...
Com todos os sabores...
Serão tintas difrentes...
Com doce caramelado....
Vou pintando...
Te tranformando em um mesclado...
Meu doce....
És mais que um doce...
Meu chocolate....
Meu pavê delicioso....
Que amor gostoso...
Te amo além do amor...
Teu gosto de mulher....
Quero sempre provar..
Degustar....
Graça nenhuma teria...
Escrever essas linhas...
Não trazendo você nas minhas emoções......
Amar você...
É muito pouco....
De qualquer sonho meu...
Por mais ambicioso que seja...
Sempre estará você....
Em primeiro lugar....
Nem sei o que fizestes comigo....
Mas te amar cada vez mais....
É o que eu preciso....
Livro nenhum dessa vida...
Provará....
O que minha alma sente por você...
Revelar....
É impossível.....
Coração arde....
Queima como brasa....
Esta loucura de te amar....
Jamais quero perder....
Tu és minha vida....
És meu calafrio...
Que dá até arrepio....
Te amo demais...
Meu cheirinho do amanhecer...
Musa das musas...
Rainha do meu castelo.
Céu dos meus sonhos...
Estrela minha...
Que brilha em meu céu...
Sem parar....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
1º DE ABRIL
O que fazer
Quando um homem se torna
Aquilo que jurou combater
E os demônios
Que sussurram ao seu ouvido
Sem medo do perigo
Dilaceram a esperança
Coagulando os sonhos
Espremendo o amor?
Eis o último gemido
Desse indivíduo
Que há muito está perdido
Nas teias que mesmo produziu
Conceitos mentirosos
Primeiro de abril...
Fim
Na verdade, a vida pode ser comparada a um
elevador, com subidas e descidas...
Devemos aproveitar as subidas,
e entender as descidas, sabendo que devemos
respeitar nossos semelhantes, como queremos
ser respeitados...
Ósculos e amplexos,
Marcial
NA VIDA SEMPRE TEMOS ALTOS E BAIXOS
Marcial Salaverry
Algo que é preciso bem compreender, é o fato de estarmos sempre sujeitos a inesperadas reviravoltas da vida, não restando qualquer dúvida de que efetivamente a a vida dá muitas voltas, sendo cheia de altos e baixos...
Algo que a vida nos ensina, é a realidade de que ela é um verdadeiro elevador, ora subindo, ora descendo, seja como for, depende da hora, e de como se ora em uma oração, ao ver que horas são, ficando sempre a certeza de que tudo tem seu momento na vida, e devemos sempre saber vive-lo...
Assim sendo, quando estiver subindo, é lembrar de tratar com respeito todos aqueles com quem cruzar, nunca desprezando aqueles que ultrapassar, nunca esquecendo de que poderá encontrá-los novamente quando estiver descendo, e eles subindo, algo que precisamos sempre levar em consideração, pois pode mesmo acontecer...
Desse maneira, vamos saber viver bem a vida, entendendo que a todos devemos respeitar, para que possamos desejar o respeito deles, e principalmente jamais esquecendo de amar a Deus, para ser igualmente por Ele amado, pois é Dele que dependemos para bem viver nesta nossa passagem por aqui...
E sempre com pensamentos que possam trazer para todos UM LINDO DIA, pleno de LUZ, PAZ, AM IZADE, AMOR, vamos vivendo a vida, nunca esquecendo de que respeito, consideração e diálogo são muito importantes...
As folhas.
as folhas é um grande exemplo do que acontece na vida, elas nascem,
crescem, morrem e depois voam, é um simples fato inexplicável... Será que elas renascem?
Quantas e quantas vezes vocês queriam está fora desse mundo?...inexplicavelmente em um velho submundo, talvez desorganizado e imundo.
Vive-se desconfiado em um mundo onde
nada se abalada, completamente estranho
um absoluto lugar onde sentimentos não existem..
apenas o medo de que a morte nos pegue e qual seria a ignorância de perder a vida.
Mundo caro e nojento onde ninguém pode viver ...
apenas se for possível viver de lamentos.
Abortando esse sentimento que dentro de mim não tem vez... que dentro de mim se multiplica cada vez.
Que noção tem a vida? se viver em paz não podemos, que mundo louco, talvez doido...
Ilusório Exílio
Vivo preso no meu recanto.
Lotado de vozes e olhares singulares.
Um mar de interações e bons santos.
Com o presente de contatos irregulares.
Tenho ao meu lado milhares.
E na alma falta uma troca de olhares, todos livres para serem presos.
Dentro dos próprios sentimentos de pertencimento.
Uma gama de expectativas e buscas pelo conforto do momento.
Um murmúrio de desejo sem experimento, falta-me uma roda de sativa.
Estou ao lado de vários e perto de poucos, e no próprio íntimo solitário.
Fujo de mim para encontrar meu alter ego.
Uma tela, abençoada pela ciência da conexão.
Mais likes e seguidores alimentando minha consciência.
Meu ego suplica interação, mas minha alma lamentação.
O livro uma face azul, vamos ser amigos no facebook?
Segue minha utopia no instagram, aproveita e curte.
A maquiagem da vida, com a base que cobre as dores.
A sombra que cobre os temores.
E o batom que dá beleza a uma boca de clamores.
No espelho sou apenas mais um morto vivo.
E na tela o paradoxo do tudo bem, mas não consigo.
Penas que os papéis não se invertem.
O personagem virar intérprete.
Vivo preso no meu recanto.
Lotado de vozes e olhares singulares.
Um mar de interações e bons santos.
Com o presente de contatos irregulares.
Tenho ao meu lado milhares...
Mas comigo nenhuma verdade.
Covi-19 e o Vacinar a TODOS [falo por nós] em Portugal…
Porque ainda a nós falta mais de um ano;
Pra podermos dizer: fui vacinado;
Vamos com vírus redobrar cuidado;
Pra vermos se em tal acha em nós engano!
Porque ele por ser coisa em nós só pega;
Como em mim já duas vezes pegou;
Por favor que infectado a mim passou;
Provocando em meu corpo um dizer: chega!!!
Por isso e com muito cuidado havido;
Tal por pouco com éFe a mim podia;
Ter mandado com Cê, lá pra o baralho!...
Valeu-me a esposa e todo o seu trabalho;
Pois não fora ela este soneto havia;
Pra vos contar passado em vírus tido.
Devido a tê-lo apanhado em novembro;
Desta vez pela esposa a mim passado;
Por sem ela a viver ter recusado;
No odor e paladar inda o em mim lembro.
Por isso políticos desta Bola:
Apostai muito forte nas vacinas;
Pois só esse havido em essas meninas;
A em TODOS, permitirá o ir pra escola.
Não é meu ufanismo quem determina o que me tornei hoje. Mas, por encontrar um homizio em tudo aquilo que acredito, como você por exemplo, sempre de braços aberto e uma mão estendida. Quando pensei não existir ninguém, você foi beneplácito em sua maneira de agir para comigo e sou grato pela gentileza, cordialidade e carinho.
Ricardo Baeta.
Um tempo perdido
Eu não sabia...
Eu não sabia que não sabia...
Ou sabia demais e não percebi que sabia...
Achava que conhecia....
No vasto campo do deserto...
Eu andei...
No vasto mar imenso...
Eu nadei...
Em ondas turbulentas...
Quase eu me afoguei....
Enquanto eu achava que estava andando em território conhecido...
Mais no desconhecido eu me encontrava...
Vivia por mais...
Ou vivia por menos...
Enormes caminhos tortuosos...
Uns eram banhados de mel...
Outros com espinhos letais...
Do açúcar ao favo...
Do fel ao léu...
As cartolas eram vazias...
E sempre eu estava na espera de alguma surpresa...
Pernoitando pelo ar...
Adormeci...
Tentei fugir...
Tentei desaparecer....
E quando acordei...
O conhecimento dentro de mim sussurrou....
A garganta clamou....
E raiva dissipou....
O rancor esclareceu...
O ódio já não tinha mais...
Foi aí que lembrei que sabia...
Lembrei que ainda era dia...
Quando derrubei as paredes do meu olhar...
Me achei e me olhei...
Vi que nem tudo na vida é um sonho...
Essa vida é pura realidade inusitada....
Estampada e escancarada...
Um tapa na face...
De um tempo não aproveitado...
Que ficou perdido pelo tempo...
E eu não tive cuidado...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Representatividade é uma utopia do sistema político brasileiro,
que se reduz a um argumento
utilizado pela elite mantenedora
das diferenças sociais em nosso país.
A qual necessita dos explorados para assegurar-lhe o direito de explorar, por meio da maior mentira que o povo assume como verdade: Eleições.
Palavras de uma Alma !
Escolhas certas e erradas é a vida está cercada por elas. É um peso uma responsabilidade que se ganha quando se cresce em idade o suficiente para arcar com elas. É difícil fazê- las, mas o que é realmente complicado é descobrir se a possível decisão que iremos fazer será certa/errada. Infelizmente elas não vêm com manual de instrução.
Então só sabemos que erramos ou tivemos êxito depois de escolher e aí percebemos que não podemos voltar ao passado e decidir novamente.
Seu olhar me encontrou
escuro, perdido, repleto de dor e lindo.
Ajudar, queria poder tentar, desde que acordou
você nada me falou.
Você chegou e já não sei quem encontrou
nem com quem lidou por que você se foi me repelindo.
Não sei por quanta dor e medo passou
nem quantas coisas enfrentou.
Seus olhos me passam horror, porém meu tempo já chegou.
Tenho que fugir, fingir, gritar e sorrir mas a única coisa que penso é em durmir.
E sair para outro lugar ir
e de qualquer lugar vir.
Sou como a água turbulenta
que rejeita lentidão e tudo arrebenta.
Sou como uma trombeta
no silêncio tão barulhenta.
Sou como fogo quente a queimar
quando a magoa e a raiva me fazem chorar.
Como uma voz no silêncio a cantar
quando não sou uma pequena a fracassar.
Sou como uma música a tocar
e um um bom ouvinte a escutar.
Eu sou a dor do mundo que corre, dentro do coração, fundo.
Sou o grito de um silêncio a caminhar
o sonho de um menino perdido no mundo.
Sou a estrela que brilha e faz cantar
sou o violão que chora sem parar.
Sou uma estrada esquecida ao desabar
e o barulho ensurdecedor ao disparar.
Eu sou a velha que hoje ainda criança adora brincar.
A pequena gralha a cantar e a gritar.
O grito da dor, do terror da escravidão. Eu sou uma menina presa na escuridão.
Sou rápida como um gato ladrão que voa assustado do portão.
Que foge do grande porão assombrado
Pelos fantasma do garoto maltratado.
Eu sou o uivo do lobo magoado pelos tantos cordeiros enganado.
Sou a ave que voa sem enxergar pela poeira que paira no ar.
Que o vento trás sem parar com o alento de um dia curar.
Toda a sujeira que o curto tempo deixou se acumular, poluir e espalhar.
Sou a tartaruga que corre devagar e o leão com fome a esbravejar.
Sou como a lebre que lentamente chega sempre num piscar.
E como um coala ferido pelo fogo do homem ao incendiar.
Bem não sou nada apenas do que o andar.
Sim o andar dos nômades que numca pensam em parar.
Mas sou como um pequeno e verde camaleão a se matar.
Ao olhar de quem não consegue enxergar.
O espelho a enganar os olhos daqueles que tudo querem admirar.
O programa que roda sem parar no carro que corre sem andar.
O vento que uiva sem ventar.
A terra que treme sem quebrar.
A escolha errada que me fez tomar
somente para te agradar
Que hoje só me fez errar.
End !
Eternidade
Em algum lugar do universo existia um domo gigantesco onde milhões de pequenas secretárias, em máquinas de escrever, datilografavam um texto interminável, por um tempo infinito.
Continuariam escrevendo e escrevendo indefinidamente se, em um dado período, não tivesse arremetido com a sua lança, através da Porta de Cristal, o Príncipe Besourudo, criando uma brecha no tempo.
Estilhaçada a porta, houve um instante em que as minúsculas atarefadas ficaram perdidas, sem saber o seu texto, e pararam de escrever.
Eu sou um viajante do tempo
Uma criança solitária tem muito tempo de se investigar e muito medo da sua condição. Como eu estaria daqui a cinco anos, daqui a cinquenta anos? Provavelmente, como eu via os meus colegas de colégio, seria forte e inteligente, saberia resolver os problemas e não teria medo. Resolvi, então, me imaginar com nove anos pensando em mim, agora, com quinze anos. O novo e o velho se contemplando. Descobri que eu não era tão fraco ou burro assim e que não seria tão especial como gostaria. O tempo foi passando e eu me conectava muitas vezes comigo mesmo. Agora mesmo posso conversar com a hora da minha morte e até depois, dependendo da minha imaginação. Será que eu realmente mudei? O medo que me impeliu para frente aos nove anos não sumiu, e não será ele algo realmente positivo? Um anseio que é um motor da vida.
Observar e sentir
Eu sou louco, confio em mim
Não uso um marcador às páginas
E o meu relógio parou
Os sinos da igreja me chamam mas eu já a conheço inteira
Os seus traços e o seu canto
Caminho por sobre Deus e engulo a sua veste: pitangas!
Vivi muitos anos tentando entender, e entendi:
Não há nada a entender.
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