Caminho
►Caro Sabiá
Sabiá, meu caro amigo viajante
Avisei a João que estou a caminho
Diga-o o quanto estou em romance
Peça-o para que me receba com carinho
Sabiá, sabes bem a quem fui a confessar lá nos mangues
Andorinha vizinha, Sabiá, que criaturinha linda em sorriso
Logo que a vi, piei, rebolei-me todo em sedução cativante
Atrapalhei-me, Sabiá, deixando-me levar pelo calor sem juízo
Voou tão distante a criaturinha, caro amigo, tão distante
Piei em dor ao luar, pensando se voltaria a cantar em delírio
Chorei, Sabiá, sem saudades de um amor correspondido para sarar.
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Passei desta fase vergonhosa, Sabiá, pela dor sem motivo
Saí pelos céus a fora, até que ficassem alaranjados, em busca de um lugar melhor
Machuquei-me em encontro de alguns galhos em frente ao destino
Sabiá, busquei ela, admito, Andorinha que sempre sorria ao redor
Penso somente em suas plumas a voar no horizonte, como se não fossem voltaria
Nunca mais as vi, Sabiá, que saudade de quem não me conhecia, que dó
Sabiá, amigo, tudo o que desejo é que eu volte a vê-la, só um pouquinho
Então voarei a seu encontro, Andorinha linda, que desconhece meu amar.
Leve luz àqueles que encontram-se no escuro. De nada adianta você conhecer o caminho e caminhar nele sozinho.
Por onde devo seguir? por qual caminho? me fala!!, pq estou tão fria? pq não sinto nd? pq já não sinto a felicidade de estar contigo, oh Deus meu, pq me sinto assim..
Para criar novos caminhos comece pelo ponto mais próximo de entender, aquele que está dentro de seus sonhos.
Meu maior sonho é subir a montanha
E quando chegar no cume,
Continuar subindo.
É no caminho que conheço o todo
Ando pensando no profundo vazio.
Onde nas profundezas encontramos nosso caminho.
O caminho da Libertação e Sossego.
O caminho certo e o caminho errado são caminhos, a diferença está no tempo em que se leva para chegar ao ponto ideal.
Quando você sente que está indo no caminho escolhido pelo seu coração dê mais um passo e siga em frente. Não permita que a sua mente interfira.
Aos caminhoneiros de todo mundo.
Sensatas decisões
Uma despedida,
Já de partida,
Me vejo sentado ao volante,
Olho no espelho de fora,
A distância vai mostrando a dor e alterando a saudade,
Olho pelo retrovisor,
E estaciono em qualquer lugar,
Repito a dose da minha visão,
E pergunto-me!
Para onde vou?
Quando chegarei?
Por que estou indo?
Se estou indo!
Vale a pena mesmo ir?
Ou devo fazer o retorno e voltar?
Mas algo me consola,
E me ponho a pensar,
Sou caminhoneiro,
Estradeiro nesse mundo afora,
Se eu for,
Muitas bocas irão se saciar,
O mercado ficará fomentado,
E minha obrigação chegará ao seu destino,
Se eu voltar,
Ficarei com minha família,
E como tenho somente essa profissão,
Regredir não é a opção,
Mesmo doendo,
Eu sinto que preciso ir,
Pois se eu ficar,
Muitas bocas ficarão com fome,
Fazendo isso,
Um ciclo se completa,
Pois se a vida me der outras oportunidades,
Aqui ou em outro lugar,
Fecharei outros ciclos,
Sempre acompanhado da saudade...
Nunca se esqueça do que já passou em sua vida, para que um dia não se perca no caminho e volte a passar por tudo novamente.
Acreditar no seu potêncial, acredite em uma nova história, em um só caminho sem olhar pra trás com medo de sua própria sombra.
O caminho nunca será fácil, muito menos difícil pra quem acredita que é vencedor, basta acreditar que é apenas uma fase e logo melhorará.
"O caminho é escuridão mas a chegada é luz."
▪Seja no amor, negócios, amizades, na vida como um todo, as vezes nos sentimos no escuro pois não sabemos como vai ser o fim,mesmo com decepções e dificuldades diante de um caminho difícil de se traçar rotas devido a pouca iluminação, devemos dar um passo de fé para que possamos alcançar a luz no fim da estrada, seja a luz amores eternos, negócios que nos realizem profissionalmente, ou uma vida mais cheia de significados reais.
"A mesma língua
que separa os caroços da melância,
conhece o caminho da verdade e
para onde leva a mentira".
Aos caminhoneiros de todo mundo.
Vida de sonhos
Preste atenção companheiros,
Eu era um rapaz faceiro,
Fui lavrador e boiadeiro,
E o berrante,
Era o amigo companheiro,
O passa tempo naquela fazenda,
Era treinando com arado e com grade niveladora,
Dirigia tratores,
Valmets e CBTs,
Direção hidráulica,
E robustos no cabo de aço,
No recreio caipira,
Tinha obrigação de limpar o cafezal,
A pedido do papai,
Cabra batuta,
E dele nunca levei uma surra,
Como qualquer ser humano,
Eu sonhava ir para estrada,
Dirigir nem que fosse,
Um mercedinho 3/4 ,
Com ouro quilate no juízo,
Nada para mim era maldade,
Ave voadora,
Pelas rodovias do Brasil,
Logo de cara,
Peguei um 1513 turbinado,
Caixa de marchas sincronizada,
E acelerei em busca dos meus sonhos,
Fui ao Ceasa,
De uma grande capital,
Se bem me lembro,
Era na grande São Paulo,
22 toneladas de verduras,
Levava por debaixo do encerado,
Carga bem amarrada,
E peguei a Via Bandeirantes,
Dali eu prossegui,
Triângulo mineiro,
Goiás e Tocantins,
Tranzamazônica,
Marabá ,Altamira e Itaituba era meu destino,
Gaveta de cozinha,
Improvisava na panela companheira,
Uma farofa de ovo com sardinha,
Era tudo rápido,
Não podia perder tempo,
Pois a carga para entregar,
Tinha prazo e tinha horário,
Menino novo,
Cheio de saúde,
Esbanjava muita coragem,
Pelo tempo me dado,
Ficou o Poema com o berrante da estrada,
Um certo dia,
A convite do meu primo,
Vim para Manaus,
A capital do eletrônico,
Decada dos anos 90,
Só ficava quem aguenta,
Fui assombrado pelo destino,
E dele eu não corri,
Fui locutor ambulante,
Rimava pelas ruas,
Fazendo propaganda,
Era de fio a pavio,
E a noite ia na praia ponta negra,
Só para mergulhar naquele rio,
Toquei viola mágica,
Na improvisada cabana,
Me veio outras oportunidades,
E não dispensei nem uma,
1614 amarelo bicudão,
Reduzido era o seu diferencial,
Scania, Iveco ,Volvo e Mercedes,
E dos antigos,
Trabalhei com Fiatão,
Seu relogio era marcado no saião,
9.39,
Era a sua relação,
Tinkem para os chegados,
E Tinkão para os novatos,
Mas a luta é essa,
Ls caçambão,
Scania atrevida como rojão,
Levava areia para usina,
Asfalto enfornado,
Para o município e o estado,
No ramal eu era afoito,
Chinela no acelerador,
Amava ouvir entre os barrancos,
O zunido do motor,
Cada carga, uma história,
Cada ida e cada volta,
Está aqui,
Bem guardado,
No âmago de minha memória....
Não passamos de meros ambulantes, caminhando em um eterno caminho desconhecido, com a certeza de que sempre há algo a mais para se ir além.
