Jimmy Nisgoski
Para criar novos caminhos comece pelo ponto mais próximo de entender, aquele que está dentro de seus sonhos.
Quando precisar de um conselho, nunca o peça para sua dor.
Ela pode até dizer alguma verdade, mas quase sempre fala em nome da ferida, não da vida inteira.
A consciência não elimina a escuridão; ela apenas nos permite enxergá-la antes que ela nos controle.
Porque aquilo que não reconhecemos em nós não desaparece. Apenas aprende a comandar em silêncio.
Nem todo argumento lógico nasce da razão; às vezes, ele é só a nossa sobrevivência emocional tentando parecer sensata.
Criatividade talvez seja olhar para nuvens soltas no céu e acreditar que existe uma forma de conectá-las.
Fique em paz quando começar a odiar a ideia que tanto ama. É nesse momento que você descobre onde ela falha e por que ela pode ser genial.
Quando a dor chegar, não a negue. Acredite nela. Mas não deixe que ela decida sozinha. Antes de agir, entenda o que ela está tentando dizer.
Não podemos voltar para viver a vida que poderíamos ter vivido. Mas podemos dar lugar, agora, a tudo aquilo que ficou sem viver em nós.
Uma verdade pode ser inteira no instante em que existe sem precisar continuar sendo por uma vida inteira.
O que às vezes não entendemos quando falamos sobre impermanência é que ela não significa que tudo acaba. Talvez signifique que nenhuma forma possui o direito de aprisionar para sempre aquilo que ainda pode se transformar, inclusive ela mesma, que amanhã poderá ser diferente.
Já parou para imaginar que os ciclos talvez não existam para determinar o começo, o meio e o fim de nada? Talvez existam para nos permitir reencontrar pensamentos, pessoas, situações e a própria vida com uma consciência e um olhar que antes não possuíamos.
Lembre-se: não existe uma versão perfeita de si, apenas versões cada vez mais conscientes de quem se é.
Não transforme consequências de uma decisão ou da falta dela, em destino ou encomenda metafísica do universo, é só sua incapacidade de observar sua responsabilidade no processo.
O sentido não mora sozinho nos acontecimentos, pessoas e nas coisas, mas sim, em sua relação com elas.
