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Algumas pessoas fizeram escolhas tĂŁo negligentes na vida, que acabaram se tornando adultos que sĂł compreendem a linguagem âdo gritoâ. Quando sĂŁo abordadas gentilmente, esbravejam, retrucam, reclamam, e muitas vezes sem perceber, adotam uma postura desagradavelmente agressiva. E assim fazem porque nĂŁo aprenderam a linguagem da paz quando crianças, crescendo em lares onde os palavrĂ”es eram comuns e as surras gratuitas eram constantes. Na adolescĂȘncia, escolheram a fuga das drogas. Na idade adulta, optaram por estilos frontais excesso. Ă lamentavelmente triste, mas quem estĂĄ nessa condição, ainda precisarĂĄ passar por situaçÔes extremamente complexas para perceberem o valor da paz. Quem sĂł entende a linguagem da violĂȘncia, atrairĂĄ mais violĂȘncia como forma de aprendizado.
Ao passar dos dias, a saudade sĂł aumenta e desperta misteriosas gotas de amor, mas conforme a distĂąncia que ficaremos um do outro, dois coraçÔes longe e distante faz esse meu coração palpitar ao lembrar da intensidade por nĂŁo contemplar o sol se pĂŽr, na varanda que marcou todas as tardes de um fim de um dia. A palpitação do meu coração em direção de encontra a solução de uma recordação, que depois que te conheci eu hoje desconheço a palavra solidĂŁo sua companhia nas tardes de contemplaçÔes. E o sol se pĂ”e para contemplar o nascer da lua para iluminar a nossa noite, o que me faz pensar que as mudanças de constelaçÔes Ă© as modificaçÔes do universo. E na linha do tempo as lembranças vĂŁo vaguear e um dia vai ser estrelas apagadas, que a noite mais estrelada nĂŁo me trouxe a recordação, de sentir que o nosso amor vai ser alĂ©m da plĂȘiades mais iluminada.
Retorno
Um tanto confusa quase insensibilizada, sendo que sĂł agora neste instante, espertasse, ante perda parcial da consciĂȘncia, ou seja um coma profundo, qual quietude de um espĂrito inquieto, perturbado, gerando temores, e neste Ănterim, flashes, lampejos muito rĂĄpidos, turbulĂȘncia, idealização e acontecimentos mesmo embaralhados se tornam perceptĂveis, nĂtidos e recentes no meu cĂ©rebro, min'alma, contestando todo o meu ser.
Foram décadas paralisada, inconsciente e só agora desperta, prevenida, retorno å minha vida, num novo começo, suponho reviver, levando-me ao questionamento, querer entender, sentindo-me que retornei!
Soneto da criança
Pula, pula num pé só
Gira, ri fazendo careta
Solta pipa sem fazer nĂł
Noutra Ă© sĂł cambalhota!
Criançada de barulho
Brinca de todo o jeito!
TrĂĄs o mundo no peito
Apronta no piscar de olho,
O mundo quer na mĂŁo!
Criança pode fazer tudo
Enquanto for por ilusĂŁo!
Porque depois crescido
NĂŁo pode fazer mais nĂŁo!
A nĂŁo ser aĂ, seu feito mudo!
Ah, despertar mais uma vez sem sentir as suas garras, por uma vez não ficar só e entregue ao medo! Sentir a respiração feliz do mundo! Ah, viver mais uma vez!
Não taxe um amigo de pessoa ruim só porque ele não lhe procura com regularidade, ou só porque procura quando precisa, ou porque é mais na dele agindo de forma mais passiva do que ativa. Cobrança demais nesse sentido não denota maturidade. Amigos verdadeiros são aqueles que não precisam de formalidades ou convencionalismos humanos para manterem a força do gostar. Podem se passar anos sem se verem ou sem se comunicarem que no imediato momento em que a vida os convoca a uma nova etapa, estarão lå, vivenciando novamente a força daquela amizade que nem o tempo e nem os dramas do mundo enfraquecerão.
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đŸĂ HORA DE FLORESCERMOSđŸ
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O justo florescerĂĄ como a palmeirađŽ (Sl 92:12a).
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A palmeira sĂł floresce uma vez na vida. E sabe com que idade? Entre seus 50 a 70 anos!!!
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Após a floração,
começa a definhar,
ficando velhinha
até tombar.
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Assim pode ser conosco. Ao invés de pensarmos que jå fizemos tudo na vida, despertarmos para coisas que só nós podemos fazer independente da idade, pois nossa missão ainda não acabou. Não estamos vivos, graças a Deus?!
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Canção do ExĂlio (Gonçalves Dias)
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âMinha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiĂĄ;
As aves, que aqui gorjeiam,
NĂŁo gorjeiam como lĂĄ (...)â
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Todos conseguem ver os defeitos dos outros e apontar o dedinho! Só é uma pena que também não consigam enxergar o seu próprio umbigo!
InsĂłniaâŠ
Que chato, Ă© pra nĂłs por tal passar;
Quando tĂŁo sĂł, cĂĄ queremos dormir;
Devido a tanto mal em si se achar;
Pela falta de sono em seu sentir!
Ă chaga que todos vamos gramar;
Durante tantas noites desta vida;
Que o melhor, Ă© a gente nĂŁo ligar;
Por ver mais uma noite a ser perdida!
Por isso, quando a tal em ti estiver;
Alegra bem teu viver e aproveita;
Para passar tal noite a meditar!...
Para a ti, nĂŁo a deixares mal fazer;
Foge desse sentir, que nela espreita;
Pensando em todo o bom, de teu passar.
Porque assim o faço;
O EXERCĂCIO DO AMOR
SĂł no exercĂcio do amor
Conseguirei humanizar-me;
Racionalizo sem frescura que tenho a dor;
Que tenho o sangue da mesma cor.
O amor traz discernimento do Ăłbvio:
Que nĂŁo importa quem sou;
Ă certo que sofro as perdas,
e que vivo os prĂȘmios.
Se tenho mais, se tenho o menos...
Que diferença faz?
O fim Ă© o mesmo!
Que no meu esforço de ser mais,
o meu esforço de ser melhor:
Ă irracionalidade julgar-me superior...
E igualar-me a um deus, ainda que nos pormenores.
Descubro ser insana essa busca:
Tornar-me melhor?
Pois, somente amando...
tornar- me- ei no maior humano.
Pois, humano Ă© o que sou;
No amor sofro e suporto;
Perdoou e espero...
No amor me porto bem, estou sempre aquém;
NĂŁo se vale o que vem, mas o que se Ă©;
Viro-me do que tenho, que seja pouco, muito...
E do que me Ă© conveniente;
Pois, a validade de tudo nĂŁo estĂĄ nas coisas;
e sim, estĂĄ na gente;
Ainda que insanamente se ache superior,
Apenas se Ă© diferente...
eu que nada sou.
que nada sei.
sĂł tenho de mim
o meu corpo.
e faço dele,
histĂłrias que
jamais conseguirei
contĂĄ-las.
SE PENSAS
Se pensas em ter,
um coração só teu, alguém
que nĂŁo consiga te tirar do
pensamento, que viva os dias
e as noites em função tua,
alguém que ao acordar tem
em ti, a oração diåria.
Enfim, o amor infinito que
procuras, com um querer sem
fim e sem medida.
Eu em tudo, penso ser o amor
ideal.
Quero pensar, que pensas como
eu penso.
Assim pensando , o coração
guarda esse amor, que Ă© tanto.
RoldĂŁo Aires
Membro HonorĂĄrio da Academia Cabista. RJ
Membro HonorĂĄrio da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
âNĂŁo quero saber minha missĂŁo no mundo porque se souber, pode ser que eu fique sĂł nela e esqueça as outras coisasâ. Pois o erro de entendimento conceitual Ă© exatamente achar que a missĂŁo se restringe a uma Ășnica coisa. MissĂŁo tem a ver com o tipo de comportamento a ser adotado diariamente frente a vida. Cumpri-la Ă© exatamente a base para que as outras coisas fluam. Ou seja, cumprir a missĂŁo melhora a vida, jamais atrapalha. Nunca.
Só hå uma fonte onde a lei da colheita e da semeadura falha, é na salvação. Jamais alguém poderia plantar justiça próprio baseada na lei e colher salvação.
EM VOLTA:
Cheios de pessoas egoĂstas.
Cheio de pessoas que sĂł se preocupam com seu bem estar.
Cheio de pessoas que nĂŁo respeita as outras.
Cheio de pessoas que vivem de aparĂȘncia.
Cheio de pessoas que nĂŁo tem escrĂșpulos.
Cheio de pessoas que vivem falando mal das outras se nem conhecer as vezes a pessoa que fala mal.
Cheio de pessoas oportunistas da desgraça alheias.
Cheio de pessoas doentes com seus prĂłprios venenos.
Cheio de pessoas nas igrejas e desejando o mau ao prĂłximo.
Por isto que eu prefiro a companhia dos meus cachorros.
SONETO TRISTE
Hoje acordei com meu verso triste
Escorrendo pelo papel só inclinação
Cabisbaixa a inspiração e, pelo chão
Querendo lira na sorte que nĂŁo existe
Pois, cada cisma, na cisma consiste
E o prazenteiro Ă© em vĂŁo, e assim sĂŁo:
Desferrolha fagulhas infeliz do coração
Petrechando a consternação em riste
As minhas angĂșstias querem expansĂŁo
Minha dor, estĂĄ ali sozinha, Ă© imensidĂŁo
TĂŁo calada, nĂŁo entenderĂŁo o que sente
AĂ quem me dera, nĂŁo a ter! Pois entĂŁo?
A tenho!... E pouco cabe na solidĂŁo...
Quando caberia aqui: - verso contente!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro, 2017, 05'55"
Cerrado goiano
