Novembro azul
No rio azul eu fico quieto, mas no fim fico incerto. Na rua eu fico livre mas no céu me sinto firme, bem preso e seguro no manto azul que me rodeia, perto de um lar de pássaros, acho que não encontrei o presente que me devia, mas algo que eu sentia, e acho que não é alegria.
Nas minhas lamúrias
sois o céus tão azul
quanto seus olhos que amei.
Na de despedida tive a certeza do amor...
Como riscos do disco que lamenta o amor...
Todos os motivos que tive para amar
O amanhecer seria uma nova brisa
Então a tive coragem amar mais uma vez...
Na solidão dos seus olhos vermelhos
Senti culpa dessas lamúrias.
Desatino belos devaneios... Como a amei.
Quatro pedaço de pau
Sob o céu azul
Levantei quatro pedaço de pau
Pus um teto azul do céu
E nela com a família eu entrei!
Fui caçar no mato o que comer
Num rio um peixe eu fisguei...
Lá fora uma fogueira acendi
Pra do frio nos aquecer,
E o peixe também assei
A família chamei ao ar:
- Venham comer!
E todos felizes vieram ceiar
A cabana chamei de casa
Ainda de olho na brasa
Uma canção eu cantei
Levantei as mãos pro céu
E ao meu Deus feliz, agradeci
Para muitos, tudo isso é muito pouco
Mas, um dia já fui ambicioso e louco,
Estressado e na soberba me perdi
A família o dia inteiro
Viviam brigando por bens e dinheiro
Foi então que decidi...
E de tudo me desfiz
Larguei tudo da cidade grande
Pra's minhas raízes eu regressei
No mesmo lugar onde nasci
Ganhei a liberdade
Redescobri a felicidade
Abracei a terra de tanto verde
E na natureza me refiz
O JATOBÁ DA PRAÇA
Rasgando o azul do cerrado
Copa densa, beleza colossal
Reina entre todas, encantado
O jatobá, é sombra, é casual
Afinal, o seu porte escultural
É vida, cor, sabor imaculado
Gosto exótico, fruto espiritual
Tem dinamismo, e é arrojado
Há mistério na sua ramagem
Juras de amantes, tatuagem
Entalhadas no tronco, ao léu
Ó jatobá! donairoso, de valia
Mergulha o sol por sua ramaria
Em pique esconde com o céu.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
- Limoeiro
Entrei em minha casa nova
Com muitas caixas no chão
O logo da empresa no uniforme azul
E no custo de todas as minhas ações
O torcedor entrou no estádio portando sua bandeira
O turista penou para suportar o calor no deserto
Menina da capa amarela, da capa azul, quando chove penso logo em você, quem dera se fosse só quando chovesse, tu não saí da mente nem dormindo e nem em coma alcoólico.
Ela sentava-se na calçada e com olhar longínquo fitava o horizonte azul, tentando encontrar por trás da brancura das nuvens, qualquer vestígio de felicidade escondido nelas.
GRATO
Feliz em te dividir a lua com você, em dividir a mesma esfera azul com você, realmente temos que ser mais gratos, poderia nunca ter te encontrado, nunca contemplado a sua beleza, nunca ter suspirando vidrado na tua ft obra de arte, poderia estar indo dormir sem vc na mente, poderia estar sem um motivo agora. Juro vou tentar praticar gratidão.
“Enxergo o rubro escarlate de Jesus, tal sofrimento do mundo, logo as gotas serenas de um azul celestial, nossos pecados transformados.”
Giovane Silva Santos
Ainda Assim!
Era um verde intenso que se prolongava até o azul manso,
Do meu quarto, por entre suspiros, uma contemplação serena,
Sempre assim o preferi, ainda assim!
Uma contemplação serena,
Uma atuação oculta por detrás daquela outrora montanha imensa,
Hoje pequeno monte,
Não sonhava muito mais do que aprender a sonhar,
Ainda assim o é hoje!
Não sonho muito mais do que com o dia que começarei a sonhar,
A nostalgia e a solidão que me acompanham enchem-me de uma alegria profunda e singular,
Alegria sossegada, permanente, ainda assim!
Luz que invade com o seus fulgor e calor,
Mas que se prefere, ainda assim, apenas na porta da caverna, cujo fim se reserva e é reserva!
No fundo havia o vale e como em todos os vales de verde fulgurante, havia o rio,
O rio que aprecia invadir as margens e que eu muito o apreciava invasor, ainda assim, mas menos hoje!
Na encosta do meu condado existia a vinha aprumada,
Em socalcos desenhados à lei da sachola e do suor,
Descia a encosta e mais subia a denuncia dos árduos ofícios,
Os bardos hoje espraiam-se mais além,
De resto como tudo. Não me inquieto.
Valem-me tanto agora como antes, conquanto lá continuem, ainda assim!
A minha igreja era a mais bonita,
Enchia-me de vaidade, é em talha doirada, não sei se a talho de foice,
Tanto me dá.
Penso que dela me veio a segurança e o orgulho por ser mais robusta e luzidia que as vizinhas,
Para mim era assim, julgo que hoje já não o é, ainda assim!
Tenho a alma da minha aldeia,
A minha aldeia é uma descida e uma subida,
Um sem fim de subir e descer, uma teia,
Um resumo profundo dessa minha idade ida,
Uma reserva de inconstância que incendeia,
Uma alma, ainda assim, sempre adormecida!
o tolo do amor
não percebeu quando se perdeu
não percebeu quando o céu deixou de ser azul
não viu quando as nuvens ficaram cinzas
quando os dias ficaram mais longos
quando a noite ficou mais fria
não percebeu que era ele
o tolo do amor, que se apaixonou
e perdeu o sentido em seus dias
nunca encontrou o que veio buscar
pois o amor dela se escondeu embaixo de uma pedra
impossível de tirar, arrastar ou levantar
mas ele não parou de tentar mesmo quando suas mãos e seu peito começaram a sangrar
como o pássaro perdeu a força para voar
mas não desiste de tentar planar pelas nuvens
com a esperança de poder só mais uma vez sentir a liberdade do vento em seu rosto
ele tenta
mesmo quase sem força para amar
ele tenta
mesmo que esta pedra nunca vá te deixar o amar
ele tenta
seguir os seus dias pensando em ti mesmo poucas lembranças que tem ele guarda na alma
como um manto os seus sorrisos
o tolo do amor ama e nunca é amado
o tolo do amor cura e é machucado
o tolo do amor luta mas nunca é salvo
o tolo do amor perdoa e nunca perdoado
eu sou o tolo do amor que sempre vaI amar sem ser amado
e que nunca foi amado
apenas deixado de lado esquecido, isolado
onde seu amor não é compartilhado
onde apenas um lado ama e outro é amado
como o tolo do amor vou te amar mesmo que eu nunca venha a ser o seu amado
assim como o tolo do amor eu estarei sempre a seu lado mesmo que eu nunca seja o seu par
como o tolo do amor.......
"Primeiro Olhar"
Tudo começou no dia que o céu era azul
Que a água do mar era o reflexo do céu
No dia que as lágrimas eram sinônimo de dor
Confesso que no nosso primeiro olhar me apaixonei
Tantos obstáculos sobre como me encaixei
E até hoje as ideias são simplesmente hipóteses em minha mente
Primeiro Olhar
Nesse dia o meu céu tornou rosa
E flores é o que eu podia dar
As águas do mar ficaram vermelhas e o meu coração é o que eu podia compartilhar
Naquele dia não existia tristeza nem dor
Porque as lágrimas eram sinônimo de felicidade e emoção
Primeiro Olhar
De quem realmente se apaixonou
De quem realmente lutou bastante por amor
Hoje as estrelas no céu não fazem nenhum sentido
Porque você era uma galáxia que eu podia tocar na terra
#Últimopensador
Oisas i Euros
Céu azul tem cheiro de meio
Não existe céu azul mais lindo que o móvel
(Livro: Bhuiiric Poemas)
Vem, banha-me de papiros e lírios e desertos, de Nilo Branco e Nilo Azul. Sou longínqua e persigo o sal das águas, as estrelas das mil e uma noites perfiladas no meu colo. Vela por todas as viagens que não fiz contigo. Senta-te e descansa a tua alegria na minha. Mistura-te ao meu silêncio. Faz de mim o que te falta.
Nosso azul é mais celeste
nossa terra é um harém
de verde a mata se veste
e o mar se veste também
quem fala mal do nordeste
pra mim não vale um vintém.
Espero tempos de muito azul no céu
De muito brilho de sol
De muita pureza no ar
De muita paz em cada olhar
Belos sorrisos largos em cada boca
Quando a vida florida voltar.
Ivânia D.Farias
Branco azul
Uma folha em branco
agora com curvas azuis
pela simples atitude
há tão pouco reprimida
de uma mente fértil
mas sorrateiramente fugaz
Uma folha em branco
o espelho de um autorretrato
que quase sempre em cacos
reflete as distorções do mosaico da vida
Uma folha em branco
pronta pra ser escrita
lida, sentida, desvendada
e que reluta constantemente
a esse ato de coragem
Resistência
Uma folha em branco... não mais.
Letras, desenhos, símbolos, emoção
no momento em que se permitir,
ainda que com rasuras,
ser arte
na curva de uma caneta azul.
Pelo azul do mar
Me apaixonei
Me perdi na sua imensidão
E quando dei por mim
Já era tarde
Nesceu o amor
Um amor inocente
Um amor sereno
Um amor presente
Que acredita em promessas
E em juras de amor
Que levo para sempre
No meu coração
Pois nas suas profundezas
Deixei minha alma
@zeni.poeta
