Novembro azul
Olhando para o céu azul em um dia quente de verão coloco em ordem minhas prioridades e conceitos , e em uma madrugada silenciosa e estrelada na qual revejo meus erros e acertos para que na manhã seguinte levante e faça do meu dia um novo recomeço .
Mar Azul
Perco-me na imensidão de um mar azul
Belo, profundo, silencioso em sua aparente calmaria
Inspiro o ar da maresia
Sinto-me tão bem
Numa singela alegria
Um gostinho de sal beija os lábios
Do alto de um monte vejo os barquinhos nos seus desafios
Entre velas e o singrar da inquietude sobre as ondas
Fico assim a guardar cada detalhe desse momento
Os segundos perfeitos do qual são feitos os dias
Que compõem a mística da jornada da vida
O encontrar da felicidade derrama-se em lágrimas de uma incontida emoção
No singelo e deslumbrante fluir da natureza
Preciosidade que aquece o corpo e transborda na pele as chaves dos segredos do que é o amor
Escrito por Leovany Octaviano
Em 03/08/2022
@direitos reservados
#plagioécrime
POESIA AO RETRATO DO DESCONHECIDO
Cortado pela água azul da vida
nasce o berço das civilizações,
sobre o horizonte do amanhecer
nasce e morre Aton ao entardecer,
envolvendo em luz todos os dias
as terras secas que aos pés do Egito
são banhadas pelas águas puras do Nilo
deslizando por papiros sagrados
inundados na noite da gota
pelas lágrimas de Ísis que chora
por Osíris.
Acima do deserto-mar amarelo e árido
erguem-se os perfis de construções gigantescas,
imponentes, frias e imortalizadas,
geometria feita de pedra,
desafiando os séculos.
Eternidade silenciosa,
testemunhos mudos do poderio e da magnificência
de um império morto que grita aos nossos olhos
tudo o que não podem falar.
Embriagando-nos de admiração
transmitindo um encanto misterioso
criado pelas sombras mais profundas de seu passado,
entorpecendo o íntimo de nossas almas
com sentimentos inexplicáveis.
Tão gigantesca agachada está
meio humana, meio animal
comandante isolada,
repousando a milênios
protetora dos mistérios
que ainda cercam o EGITO.
No infinito azul deste céu
Minha alma se encantou
Com asas translúcidas, tão leves
Prá lá de Marrakesh voou
Cheia de paz e ternura
Nos quatro cantos passeou
Depois, com saudades de casa
Para teus braços voltou
vim a chorar-me eu, quando vi tu em um amanhecer azul; azul de teus olhos, cristais que brilham o meu ser, por mais fies que tu tentes ser, a maligna vida da minha vida, tu es, mais linda es com teu rosto, cristais brilham reluzentes a teu ser, por mais que não possa te ter, não posso passar um dia sem sonhar com você.
Para Vincent
"Céu azul e amarelo, o que trazes por dentro?
Nas profundezas dos pensamentos, onde a alma fala em silêncio. Seria vida, vivência, ou um breve despertar da essência?
Outras mãos jamais pintaram tão doce ternura! Sendo assim; logo se passou ser pura loucura!
Céu azul e amarelo, tão distante do entendimento do ignorante a te observar, incompreendido por mente e olhar.
o desbotado amor vindo do coração daquele a
lhe desenhar!"
Vestido Azul
Pôe o teu vestido azul,
aquele que o decote vai de
um ombro ao outro, e deixa
solto os teus seios.
Deixa o cabelo bem a vontade,
não te preocupes em penteá-lo.
Ficas linda quando não te
preocupas com a apresentação.
Já és feita, para qualquer
momento, ou ocasião.
Ver-te assim transforma o
intervalo do tempo.
No mesmo instante que brilhas
como o sol, pareces a lua que
surge por entre as nuvens do
desejo.
Te prender pela cintura, encostar
meus lábios nesses ombros, ter
os teus cabelos em meu rosto.
Devaneio quando te vejo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Eu tiro a letra O do AMOR e a transformo em MAR, uma imensidão de águas de um MAR azul tão bonito. Amores sinceros e do tamanho do MAR infinito.
Agora sem o M de Menina, Moça, Mulher só ficou o AR. Sem o AR para respirar você não vive o AMOR e sem AMOR ninguém é feliz.
Céu azul
Vento do sul
Sol amarelo
Amar é um elo
Viver é amar
As águas do mar
Ficar tranquilo
Tirar um bom cochilo
À beira da praia
Da Marambaia
Amor sem dúvida
Você é minha saída
Do estresse
Que cada dia me cresce
Oh, meu Rio de Janeiro!
De céu azul, muitas vezes cinza
Com natureza deslumbrante,
de gente fina e elegante,
É um povo trabalhador
Que acorda de madrugada
Pega trem, ônibus, trânsito e passa raiva
Em uma aventura de muita dor
Sem perder o glamour
Oh, meu Rio de Janeiro!
De um povo trabalhador
sobrevive ano inteiro
em uma grande selva
urbana e de pedra.
Em um capitalismo selvagem
Que não tem pudor
Oh, meu Rio de Janeiro!
Capital mundial do samba
e das praias bonitas
Falta cultura, saúde, transporte,
segurança e educação
Mas o que não falta mesmo
É violência e corrupção
Oh, meu Rio de Janeiro!
De burgueses traiçoeiros
onde o Cristo parece
que abraça o mundo inteiro,
É a cidade do samba e do Carnaval
Mas também é a cidade do mal
Oh, meu Rio de Janeiro!
cidade maravilhosa,
dos contos, dos poetas, da Boêmia
Dos sambistas e de políticos corruptos
Será que não está faltando uma revolta?
Oh, meu Rio de Janeiro!
Céu azul, cristais no mar
forrozinho no pé de serra
chão arado pra plantar
OXE é meu grito de guerra
me perdoe quem não aceitar
que o nordeste é o lugar
mais bonito dessa terra.
A abertura central, começada pela claridade uniforme da praia, continuada pelo azul forte do mar esmaltado pelos ricochetes flamejantes do sol, terminada pelas transparências do céu dando as impressões contrárias de fechamento e de ilimitado, era rodeada pelos "décors" mais atormentados e obscuros de uma periferia feita de todos os castanhos da rocha avivados pelos esplendores da manhã, da sombria elegância dos troncos onde o cinzento e o castanho se transformavam por vezes em negro, dos verdes misturados das copas desiguais e esburacadas, cobertura esfarrapada pela dispersão das coníferas. O uniforme e o caos, o quente e o frio, a sombra e o brilho, o opaco e o diáfano, tudo se aliava para constituir a perfeição de uma inestricável paisagem pictórica e natural, uma imbricação infinita de tonalidades que a observação não podia fazer esgotar, e que no entanto oferecia à primeira vista uma composição nítida, cortada pelo efeito simplificador da sua luz crua.
[["O princípio da incerteza" estórias Editorial Teorema. "Le Principe d'Incertitude"; tradutora Magda Bigotte de Figueiredo.`Éditions du Seuil, Septembre 1993; página 9].
CRISTALINA
Pintei de azul marinho
um pedacinho do mar,
e dois seios desenhei,
livres ao frescor do ar.
Guardei na minha retina,
a imagem cristalina
de um encanto de lugar.
