Frases sobre Barco
A ventania chegou rebelde
― tudo balançou ―
foi geral a tremedeira
sopros assustadores...
a terra em fuga
encheu o ar de poeira
nuvens escuras
cobriram de medo
o universo
não foi dia de inspiração
nem de compor versos
a água inundou a paisagem,
as casas e os
corações
os pátios, os jardins
os porões
choveu tanto
tanto,
mas tanto
que os rios soluçaram
em áreas desconhecidas
dentro de cada peito humano
vertiam tristezas
e o barco da saudade
partiu
― lotado.
Mar, maresia,
vento, areia...
linda sereia!
a gaivota enche
o peito de ar
e voa
ela
sabe amar
― à beira-mar.
Mar tão
nobre
quanto
ardil
havia aqui
um barco
a maré
o levou
sentado na
areia
fico a me
perguntar
se ainda
navegarás.
ou estarás
ancorado
na ilusão
de um marinheiro.
Meu peito,
― feito ilha ―
aperta
de saudades!
O que é um proeiro?
Sujeito que tem de combinar a agilidade de um macaco com a força de um elefante, a vista de um gavião, o ouvido de um rato, a resistência de um bambu cortado em noite de luar.
Deve possuir o pescoço de uma girafa para enxergar em volta da buja os barcos que navegam a sota-vento e a capacidade de respirar até debaixo d'água.
São preferidos os que possuem costas largas para fazerem as vezes de bode expiatório e que tenham quatro ou mais braços, com as respectivas mãos, estas delicadas - tipo parteira, para desatar nós criminosamente atados por comandantes e imediatos de meia tigela.
Deve saber torcer o pescoço horas a fio, sem descansar para "cantar" a buja; deve possuir um peso certo, com tolerância apenas de gramas, com uma carne insensível que lhe permita deitar em cima de olhais e escotas em bolinas cochadas que nunca mais terminam.
Eremita que vive na proa de um barco a vela tendo que estar prestes a executar qualquer comando que soa do cockpit. Somente pode fumar e se alimentar havendo vento de popa, pois de outra forma a água o arrancaria do convés com sanduíches e o cigarro em dois tempos.
É o sacrificado das regatas vitoriosas, pois, por motivo de economia incompreensível, não recebe medalhas, desaparecendo do palco depois de obtida a vitória com o esqueleto doído, os olhos inchados pela água do mar, a boca amarga, e as mãos rijas de tanto se agarrar, mas com o coração entornando porque... GANHAMOS !!!
O teu coração é uma ilha misteriosa, distante e perdida na imensidão do mar... E o meu coração é um coração veleiro sempre solitário a navegar... Enfrentando as tempestades dos oceanos abismais e sombrios vejo que é sempre escuro e frio o porto onde o meu coração veleiro atraca. É sempre escuro e frio!... E quando a noite em meu cansado peito a esperança jaz morna e indolente... Se sonho contigo em meu leito volto bravamente a navegar! O teu coração é a ilha do tesouro onde há um glorioso templo de esmeraldas, jasmins, rubis, safiras, ouros... Onde nenhum heróico navegante jamais ousou profundamente explorar!... Vou singrando por esses mares em meio a ondas turbulentas e perigosas que rebentam em areias de praias desertas, rochosas... Até um dia te encontrar! Eu tenho o clarão da lua e das estrelas suspensas no ar pelas majestosas noites do céu como bússolas divinas a me guiar... Dizem que o teu coração é uma ilha perdida e sem mapa, cheia de fantasias, bela e de muita vida... E um dia... Não mais que um dia nessas minhas enebriantes aventuras que vai e vem entre paixões, sonhos,loucuras que me levam incessantemente a navegar eu sei que irei te encontrar!...
Somos barcos navegando nesse grande oceano que a vida e a nossa fé são as velas que mesmo com os ventos contra, jamais nos deixa à deriva.
UM #SEGREDO
Eu queria contar-lhe que a vida é também isso:
Não há sossego...
Para quem está cansado de esperar...
Segue até ao fundo de existir...
Faz-se velho...
Esfria-lhe a alma...
Sente a fúria fria do destino...
Sente tudo de todas as maneiras...
Sou o único a bordo do meu barco...
Ao meu redor...
Apenas monstros...
O mais temido veneno é o tempo...
Nascemos carne....
E a cada dia vamos nos transformando em sonhos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
Dizem que as cicatrizes vão se curar, mas eu sei
Que talvez eu não me cure
Mas as ondas não vão quebrar o meu barco
Toda pessoa precisa e deve estar e permanecer ao lado de pessoas que a permitam sorrir de forma espontânea, sem freios. Alguém que não reprima seus sentimentos e emoções, alguém que não freie seus risos, e que compartilha do seu silêncio e também de seus suspiros.
Alguém que segure sua mão para que não caia, e que também seja capaz de soltar sua mão para que caminhe sua própria estrada...
Alguém, que esteja junto mesmo estando longe.
Alguém que também seja feliz com você.
Toda pessoa merece alguém que a distância não seja obstáculo e que juntos, em cinco minutos, seja suficiente para eternizar um momento histórico e memorável…
Porque o Amor é Liberdade passa Ser e Viver em harmonia e cumplicidade, embora enfrente alguns vendavais, o Barco é Seguro e Estável. Há a forte possibilidade de colocá-lo novamente na direção certa e sem estragos.
@rubenita_simey
30/01/2023
Entrei com meu barquinho no mar do teu mundo, misterioso e tão profundo, navego sem saber para onde vou, sorte que a lua iluminou, olhei para o cruzeiro do sul e o caminho ele me mostrou, e se meu barquinho não suportar e nas ondas do teu mar ele naufragar, chegarei no teu cás nem que eu tenha que nadar...
Sou levado, sou enrolado, sou eu até onde bater mais forte. Na encosta me encosto, e fico feito barco parado à beira-mar. Um navio inexistente, apagado, feito arco de harpa velha em depósito alojado à mostra para o que já não é mais. Foi-se o dia, foi-se o som, foram-se notas. O som parou e agora virou plateia.
Segurança é ver o tempo agindo, sentir a providência divina afastando o que não convém, limpando o caminho, lapidando as arestas da vida, transformando até a forma de encarar o passo a passo da jornada nesse mundo.
Alegria é saber que o tempo é como o vento soprando nas velas do barco das nossas decisões, é leveza. Sim, ele sempre está do nosso lado nesse leva e traz, mesmo que a gente não entenda, é um dos deuses mais lindos, diria Caetano.
Firmeza é ter responsabilidade, perceber, contemplar a linha da existência com coerência, sentir seus princípios se afirmando, traduzindo a moral adquirida.
Apesar do marasmo cotidiano, hoje tem sido um dia de observação, a vida se dá em ciclos, quando um se fecha, outro se abre... E perceber a grandeza que existe nisso é uma maravilha. Dá maior sentido à existência, ao propósito de todo esse movimento onde fomos lançados a fim de experienciar sensações, movimento que chamamos "vida". É o palco de cenários de trevas e luz, só depende da direção em que a gente aponta as velas.
Se uma Força Superior existe, e eu sei que existe, seu nome é Amor, força que na grandeza desse plano nos conduz à expansão da consciência por meio da expansão do entendimento de si mesmo.
Timoneiro
Se me fosse imposto optar
Entre a pedra do chão que sangra
E o céu que engole o dia,
Eu ficaria com o mar,
Onde o tempo se desfaz em ondas
E a eternidade é apenas um sopro.
Nos braços do meu barco
— solidão que navega —
Paro em portos de ausência
E parto levando memórias
Que ainda não gestaram.
Longe do ruído do mundo,
Sou um vulto que vaga e sonha.
O balanço do mar é um relógio,
E remo, rezo e remo até que a noite
Cante em meu braço cansado.
Quando não puder mais suportar,
Soltarei os remos,
Redirecionarei a rota dos silêncios.
E se não souber o que fazer,
O vento, antigo mestre, saberá,
Pois ele é voz do que em mim nunca cessa.
Acordado, meus olhos tão vibrantes
Lembro das conversas, palavras coloridas
Observo o céu e imagino a imensidão do mundo
Você vê as estrelas cintilantes?
Se o vento, soprou todas as folhas,
E as rosas no caminho, começam me guiar
É como ser levado no bico de um passarinho
Vou dormir, e no sonho te encontrar
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo
Se o vento, soprou todas as folhas,
E as rosas no caminho, começam me guiar
É como ser levado no bico de um passarinho
Vou dormir, e no sonho te encontrar
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo
Sua voz entre o vento,
Chegou ao meu coração,
O passado entre a gente, entre a grama no chão
Eu te fiz uma promessa
Estenda sua mão
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo.
Interpretando os sinais
Navegando entre folhas rasgadas boiando num rio de lágrimas vi de um lado passar várias páginas escritas, algumas estavam com todas as suas linhas completas, outras vagavam com espaços em aberto, já do outro lado do barco vi apenas folhas em branco passar e a cada remada eu via mais e mais folhas em branco passar e então foi ai que eu entendi...
Numa manhã de um domingo ensolarado,
pensei que seria um dia comum, bonito e calmo,
Eu no meu velho barco pelo mar velejando, sossegado e sem rumo,
Após algumas horas desfrutando,
foi se despedindo minha tranquilidade,
o tempo foi fechando,
formando uma grande tempestade,
Sem compaixão alguma,
ventos fortes atacaram,
Fiz o que pude para o meu companheiro não afundar e eu não morrer afogado,
Os anos de marinheiro amador ajudaram bastante,
Depois de um esforço constante,
Consegui escapar daquela situação,
Controlei a embarcação,
a visita indesejada foi embora
e o Sol finalmente tinha voltado,
mas estava exausto, meus mantimentos tinha caído no mar,
nem um pouco de água tinha sobrado,
Com fome, sede e distante do porto,
o desespero foi se aproximando,
Entretanto, não tinha tempo para aquilo,
Precisava encontrar um jeito
para sair daquele imprevisto,
Minha esperança ainda não tinha acabado,
Graças a Deus, minha vontade de sobreviver havia prevalecido ,
Voltei a velejar, tentando encontrar
otrajeto de volta,
Depois de mais ou menos uma hora,
chegou a minha ajuda,
um bando de gaivotas sobrevoando,
Lembrei de que elas costumavam
pescar na praia,
Então, decidi acompanhá-las,
Depois de um tempo, pude avistar
minha bela cidade,
que dia inusitado, pareceu uma eternidade, mas o perigo tinha passado,
Minha fé fora testada
e felizmente compensada
Por uma grande história, um valioso Aprendizado e poder voltar pra casa.
As vezes demonstramos ser um Porto Seguro para esconder um destino à deriva que balança naquele barco ancorado e esquecido na baía da vida...
