Bandeira
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui sou o alvo do rei
Aqui não sou a mulher que quero
E sei que nunca serei
Vou-me embora de Pasárgada
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Aqui a vida é dura
E com a tristeza de tal modo conivente
Que Joana, a (confrangida) de Espanha
Rainha e de astúcia inexistente
Continua a nos reverberar tristemente
Sua imagem injustiçada de frágil e inclemente
E como viverei sem amarras
Andarei de mãos dadas
Estarei do outro lado
Do lado de fora do...aquário!
Meu choro não mais será mar
E quando o amor me encontrar
Poderei enfim sem qualquer temor amar
Mandarei chamar Robespierre, Danton, Marat
Pois mesmo longe daqui, ainda terei um pequeno assunto a tratar
E mandem pintar Delacroix
O sofrer de quem um dia me fez clamar
Vou-me embora de Pasárgada
Em Pasárgada não tem nada
Aqui não existe qualquer civilização
Viver não me é seguro
E tenho comigo a convicção
De que a tantos outros também não
Já não mais temos vontades
Pois morrem na cidade as prostitutas
Que o capital mandou matar
A tristeza sempre dura
Não tem mais jeito
Se por aqui ficar
Em duas ou três noites acabarei por me matar -Aqui sou o alvo do rei-
Aqui não sou a mulher que quero
E sei que nunca serei
Vou-me embora de Pasárgada
Vou-me embora, pois desta tardia alvorada
Vejo que tudo o que me prometera Bandeira
Era uma utopia disfarçada
Vou-me embora, sonho intenso, vou-me embora, raio vivido
QUEM SÃO?
Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?
Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?
Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Todas as calamidades – revoluções, guerras, perseguições – provêm de um equívoco inscrito sobre uma bandeira.
Infeliz do homem que luta por um ideal cuja conquista não lhe será benéfica, portanto, quando fores tremular uma bandeira partidária, procure certificar se seus esforços encontram motivos para existirem, na pessoa que você busca se espelhar.
Somos maiores do que todas as divergências. Formamos uma nação que se expressa na mesma língua e ama a mesma bandeira.
** Valente Luísa_
Vou escrever até ter forças
Amo a vida demais para ficar parada
Levanto as mãos ao céu e agradeço
Elevo meu amor ao Pai plenamente
Num sopro de palavras escritas
Tento assim saciar minha alma
Erguendo a bandeira para o mundo
Luzes iluminam teu caminhar
Uma vitória seguindo contigo
Infinito é o AMOR
Sacia-o quando chegar a hora
Ama a vida porque Ela é bela!
Vida gostosa!
Quem é que não gosta de viver?
Todos temos problemas na vida... uns mais que outros mas, todos juntos conseguiremos erguer a BANDEIRA!
Sei, que muitos perdem a vontade de viver por inúmeros motivos.
...
Também já tive os meus; mas, tentei dar a volta por cima... e, conseguindo ver as coisas diferentes hoje. Por tudo isto só posso agradecer...
Se teu amor é intangível
Vivo desonroso ostracismo
Dipsomaníaco contumaz
Arguição da dor mordaz
Vá linda moça
Acautele Bandeira
Para pasárgada irei
Juntos evocar Recife; trovarei
Do meu Arrudão ao Espinheiro
Boa viagem á Casa amarela
Da tarde de Valença és a mais bela
Deixe-me no Rosarinho, cantar para ti à capela
E quando em pasárgada
Lembra-te do meu amor
Ide
Ide para lá
Mas vá e fique linda moça
Pois quando o ócaso raiar
Poderei ter a mulher que desejar
E se ficares, lá ela estará
Ser gay não é gerúndio. Portanto, desde o primeiro presente em que vim ao mundo. Por isso cura é para gripe.
A célebre frase: "Ordem e Progresso" de curvatura abóbada, impressa no interior do losango, sobre o círculo azul da bandeira nacional, denota que o progresso jamais se tornará uma realidade enquanto houver ausência de ordem.
Infelizmente meu país sofre as consequências negativas de um sistema pungente, instituído abjeto pelos nossos visitantes. Uma realidade injusta, causada pelo comportamento inadequado dos políticos.
Minha Alucinação
Agora não. Em outro momento, outra hora, outro dia; dia de intensa agonia, revoada de emoções, instante agonizante, desgraça em sintonia.
Fujo e rogo no dia a dia; me refugio na filosofia e pergunto amiúde à Alma Mater: “O que é a teogonia?”
Sem entender seu significado, cambaleio desnorteado. Caio, grito, choro, vou a nocaute outra vez.
Volvendo à caminhada, me surpreendo: Eu encontrei minha Pasárgada! Meu Deus, que alento!
Tempo bom já foi passado e à Bandeira, meu amigo do rei, eu agradeço, mas já chegou certo tempo em que muito provavelmente já dizes: “Certo, perdeste o senso”.
E eu vos direi, no entanto: “Enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer não, eu canto”.
Eu canto novamente: para entender a mim - falso, louco, demente – e a teogonia que venha a ser contraparente, terás que, como Bilac, ouvir estrelas.
No Brasil as seitas pentecostais e os partidos fundamentalistas são bem semelhantes pois por falsas promessas, levam aos cidadãos simples e comum a se afastarem subliminarmente da verdade de Deus e da verdadeira liberdade democrática.
"O Pavilhão quando gira
Dispara o meu coração
No sorriso do mestre-sala
Eu vejo garra e emoção
Na beleza da Porta Bandeira
O seu giro alucinante embala
Meus sonhos de folião."
REFILHO
"Enriqueces-me com tuas sobriedades invioláveis,
Incendeias o vento do meu norte ensoalhado,
Decodificas o cenho da minha bandeira mais entoada,
Cientificas o véu dos meus renovos,
Careces-me de tragos e contiguidades comovidas,
Envolves meus emolumentos coroando minhas eficácias,
Remites meus lemes com ardores descintados,
Entorpeces num vão de desassossego
Meus canhões enviuvados,
Conferes meus córtices pela torcida mais notável,
Glorificas meus retalhos por um orbe de simplificação,
Vituperas meus encontros clamando por minha desviuvez,
Nasces remoendo minhas vitórias desapoquentadas,
Enlaças meu viver enquanto admiro tuas vivacidades."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
É preciso varrer todos esses pobres homens e ideias conservadoras. É preciso varrê-los de todos os lugares! O futuro apresenta perspectivas maravilhosas. Nâo sei exatamente o que, mas sinto muito claramente e vejo que só os jovens poderão realizar o sonho de uma vida melhor. Eles devem portar as nossas bandeiras e devem ser os novos comandantes". (Dr. Stockmann, médico)
(Um inimigo do povo)
