Bairro

Cerca de 296 frases e pensamentos: Bairro

Um bizarro bairro de desmaiadas cores
estende-se vago pela colina,
rompendo-se solto de movimento,
como pinceladas delirantes de um esboço
engolido pela natureza.
Já no escuro, cá fora, de baixo,
vejo-o beijar a noite em êxtase de estrelas,
e ouço gemidos de moribundos
que se esvaem nos ventos leves.
Como vivem felizes sob o lume que não se extingue,
tão cheio de luar, embebido num infinito prazer…
E todavia bocejava constantemente,
entre os desbotares de gozo e de cansaço,
como se de um sonho se tratasse…
Os pássaros avançam em meu redor
e invadem-me aromas de árvores e flores,
abraçam-me as tintas, os sopros e o calor,
e eu, tal e qual… amortalhado de impressões,
e nelas a inacessível confidência dos meus sentidos.
Já não sei quem sou, nem de onde venho,
ora para onde vou. Enfim perdido
na inconsistência dos sonhos…
Flutuando, eu que me achava deitado no rochedo,
adormecido à tardinha…
Junto a mim, em mim,
a fronteira entre o ilusório e o tangível.
Em cada esquina, divagações… E a vida que corre
como um poema…

Inserida por teresacoutinho

⁠Quem não se movimenta, não se permite viver coisas novas, morar em outro bairro, estado ou país, não sente os grilhões que os prendem.
As correntes que impedem a dinamicidade da vida
Essas pessoas estão fadadas a repetição do meio em que vive, dos dias comuns, medíocres, iguais.

Inserida por wanderson_dutch

⁠Querer desenvolver o melhor restaurante do bairro é difícil. Construir a melhor loja (comércio em geral) de uma cidade é algo dificílimo. Acima disso, a pressão e as condições são completamente
diferentes

Inserida por transformacaodigital

⁠VITÓRIA-RÉGIA
As vitórias-régias e a praça arborizada
O cair-da-tarde no bairro de Casa Forte
Os jovens e adultos praticando esporte
São encantos de Recife, cidade amada

Inserida por RomuloBourbon

⁠Aquele bairro tinha se tornado uma grande privada satélite, anexada ao centro velho e abandonado da cidade, um território esquecido por seres civilizados, antro supremo das mais relevantes categorias do tráfico, drogas, armas, contrabandos e piratarias de todos os gêneros imagináveis, prostituição. O lar do crime rigorosamente organizado, refúgio de marginais, imigrantes, putas, travecos, ligeiras, minorias, desempregados, miseráveis e mais miseráreis, mas nenhum culpado.

Inserida por michelfm

‘VALE DO TAPAJÓS: UM BREVE RELATO...’

Meu bairro tem apenas doze anos. Passou a minha idade! Tenho dez, mas sou muito pequeno para o meu tamanho. Tem um lago aqui próximo onde juntos quase moramos. Quase todos dias me levam lá! Aqui não tem água encanada ou esgoto para jogar resíduos. Ninguém está imbuído em ajudar o bairro que eu amo…

Não tem praças para meus amigos me levarem ou brincarem. Quando chove é o melhor dia, na brenha da mata, fazendo alegrias, adoramos brincar na lama! A rua é querido abrigo, tão largo, tão vasto, tão plano. Serviço público aqui só promessas, já há todos esses anos. Sei não! Mas acho que o atual está se recandidatando. Muita gente gosta dele na cidade que eu canto. Pode ser bom lá nos outros, mas aqui é ledo engano…

É um bairro periférico suburbano. Posto de saúde não tem! É uma tremenda agonia. Sempre me levam em outros, quando vou lá todo dia. A principal é cheia de buracos e quando chove? Ah meu Deus quando chove! Ir à escola mais próxima é engano. E quando lá chegamos, não tem merenda! O professor está revolto, é tanto baixo o salário que nós quase não reclamamos. A vida aqui é bonita, mas turbulenta e esquecida. Vejo a rua sempre larga, imagino cada casa, às vezes fico voando…

Mamãe foi para casa da patroa. Ela é meio à toa, fica igual a eu sonhando: com uma escola bem pertinho, um pouco de água tratada, famílias com boas moradas e uma creche para o meu maninho. Amanhã faço onze anos! Nunca tive aniversário e nem cultivo. Mas isso não me deixa bobo. Sou contente com o pouco, ´só queria ter mais anos. Alguém para escutar os gritos, ver meu Vale bem bonito, e voltar para casa andando…

Inserida por risomarsilva

Festa no bairro, desgastando a sola
Como se dança na favela
Real, nunca novela

Inserida por pensador

⁠Quando estamos intoxicados não adianta mudar de lugar, de bairro, de cidade, de igreja, temos que nos desintoxicar, caso contrário tudo que faremos é intoxicar outras pessoas.

Inserida por page

⁠Quero sair do bairro ir p'ra uma zona fina
Acordar de manha com 27 gajas em cima!
Farto do chuveiro eu quero um jakuzzi
Sauna e piscina p'ra aparecer na MTV

Inserida por joaquim_silva_js

⁠O ofício de garantir a segurança de uma autoridade, instituição, bairro, cidade, estado ou país, é visto, por alguns, como exercício indigno a homens e mulheres inteligentes, articulados, capacitados. Estou há alguns anos trabalhando neste meio e tenho constatado que tal conceito foge à realidade. Conheço homens e mulheres dignos, garantidores da lei e da ordem, pacificadores, realizadores de tarefas que exigem preparo, sagacidade, firmeza e ampla visão para prevenir ou elucidar condutas lesivas ao bem comum. A batalha entre mal e bem no meio do povo existe desde que o mundo é mundo, e a história da humanidade revela percauços, mas graças a dedicação de alguns, o bem ainda prevalece apesar de tudo. Evidentemente, todo cuidado reunido ainda é pouco, mas vivemos livres, frequentamos lugares diversos, constituímos famílias, viajamos, vivemos em mais tempos de paz do que de conflitos e perdas.
Muitas vezes sobra ao policial o dever de impor limites na vida de um cidadão em pontos que a família, a escola e, por vezes, até a religião falharam, a delegacia é sempre a última instância. Sobra ao bombeiro resolver situações que nenhum outro homem tem coragem ou preparo. Ao soldado das forças armadas, cabe a guarnição das fronteiras e defesa nacional.
Os olhos da sociedade são atentos a nós não mais do que os nossos à sociedade, dedicamos tempo e energia para distribuir a força do estado onde ninguém quer ou tem coragem de chegar. Lotados nos mais diferentes âmbitos, somos voltados com afinco ao que fazemos para que seja bem feito.
Falhas existirão, somos seres humanos, mas ouso afirmar que o policial, na ponta da espada, faz, muitas vezes, um trabalho mais justo e consciente do que o legislador e, em algumas vezes, do que o julgador. Atuar balizados em leis penais tão ultrapassadas, ritos processuais e benesses tão frouxas não é tarefa fácil, muito menos com alguns fanáticos que propagam em alto tom cartilhas de direitos humanos deturpadas, corrompidas por ignorância, visão leiga e, várias vezes, até unilateralidade voltada ao criminoso por interesses obscuros. Argumentos que cerceiam muito mais a atuação do agente da lei do que a prática do enquadrado nela.
Sonho com o dia em que presídios serão inutilizados como já ocorre em alguns países da Europa, o dia em que todo homem e mulher terá consciência de que seu direito termina onde começa o do próximo, que todos somos irmãos, iguais, o dia em que o amor florescerá nos corações mais duros, fustigando a maldade. Pra esse dia chegar ainda temos muito a evoluir em todas as esferas de poder e participação do estado, mas, desde já, precisamos de profissionais esclarecidos, que se coloquem no lugar de instrumentos da justiça com responsabilidade e bom senso e, graças a Deus, também os temos nos três poderes.
Tenho honra em afirmar que componho a família da segurança pública do Acre, estado pequeno, mas com índices de corrupção policial baixíssimos e de resolução de crimes graves entre os melhores do país.
A luta é longa, mas a vitória é certa!

Inserida por bonazoni

Sandra Pop e Lu acabaram de nos deixar em frente à padaria do bairro Floresta, estava fechada e àquela hora da noite, era muito pouco o que poderia nos acontecer, comigo e com o Taranto; como disse, era pouco, queríamos muito mais do que aqueles breves encontros. Precisávamos de ter tido, mais que meros beijos e olhares apenas sedutores; queríamos beijos que acalmassem os corações famintos. Atravessamos a Contorno, havia ali um bar antigo, posso dizer tão antigo quanto eu me sentia.
A garçonete era nova, e tive que lhe pedir uma cerveja e um copo, não sem antes lhe perguntar o nome, Fernanda, negra de rosto magistral e corpo ainda a ser desvendado. Era uma mulher linda, me contou que morava em Santa luzia e que havia se perdido de louca paixão, por um homem que hoje cumpria um degredo. Tinha dois meninos e batalhava em dupla jornada, pelos filhos, que pouco via.
Trouxe-nos a cerveja e o copo. Túlio a olhava como se estivesse nua no Saara e só ele e ela, ali naquele mundo lunar. Comecei a despejar no copo inanimado e mirar na beleza que Fernanda irradiava.
Pedi outra cerveja, a anterior pela metade, apenas para vê-la de frente e verso.
Taranto, sem qualquer cerimônia, me perguntava, se eu, algum dia, tivera um copo que passasse por minha boca e não perdesse a inocência! Parei imediatamente de deixar cair o líquido egípcio, que seria naquela noite a mera saideira, encerrar o papo e dormir. Olhei-a e vi seu silêncio, enquanto literalmente ela deslumbrante desfilava com um jogo de ancas e um sorriso sensual, havia um quase que nada da cerveja em seu corpo. Ele já me olhava e eu o percebia, era uma percepção de alguém sarcástico e que me afrontava, com um prazer de um inimigo. Ele tinha me encostado às cordas. mas era um copo, um copo vazio, com algum líquido, que me olhava sereno e ria de meu espanto com Fernanda e Tulio, e Fernanda, com sua voz rouca e erótica, envolvia nossas mentes e dava vida aos objetos.
Transfigurava-se já claudicante, uma e outra cerveja que desciam a cada minuto, éramos vítimas de nossos suaves desejos com aquela mulher que mais parecia uma sinfonia, um desenho do Manara que acabara de tomar vida própria.
Eu, sinceramente, estava estupefato com aquele corpo vivo.
Enchi o copo, olhei, esperei, queria o líquido que convulsionava em desespero, sua amplitude vazia.
Bebi, senti imediatamente sua respiração. Voltou a me olhar. Fernanda, de soslaio, queria amá-la, profundamente, aquela mulher, mas realmente assim ela o deveria fazer, pois algo estava errado. Procurava socorro, me procurava, ele riu de minha tentativa de matá-lo, olhou-me fixamente e como quem sabe de meu desespero disse-me, estou aqui e se não for eu serei outro, toda uma parte de sua história é e será comigo, leve-me para o canto de sua alma, enquanto a observava junto com Tulio, que falava de seus tempos de colégio militar. Eu estava dolorosamente sofrendo, tinha que me livrar daquele diálogo surrealista, a cada minuto via-o de uma forma, mas sempre um copo e com todas as razões que o mundo lhe destinou. Estava numa bad e não podia me desvencilhar, o único porto era Fernanda.
Eu, perdido, e ela com a certeza que tinha me dominado. Meus movimentos estavam sendo vigiados. Ela e os objetos me tinham.
Restava meia garrafa, mas minhas mãos, não se movimentavam. Fernanda, ria, sorria, gargalhava, nos destruía. Num repente, Fernanda, encheu nossos copos enquanto determinava nossos corpos e a nossa consciência. Vi o bar alagado, afogávamos, não ousei resistir, deixei-me, olhava para Fernanda, para Taranto, para o movimento das águas, dos objetos e das luzes, tudo se movia freneticamente. Não tinha coragem de me ver, junto com ele esvaia toda uma vida que me pertencia. Sobrara-nos Fernanda e seu sorriso angelical e sensual. Depois de tudo e de ver-me ante a morte da história que me pertence, ainda me sobrara saber que em qualquer momento veria um sorriso. Parti, como cheguei, parti-o, aquele copo servirá de cacos, para serem pisados, até nada, nada, restar que me lembre esses tempos insanos.

Roberto Auad

Republicado a pedidos.

Inserida por robertoauad

A ARTE DE ENVELHECER

Manchete que estava estampada no jornal do bairro:
"Velho de 51 anos morre atropelado no dia mundial sem carro".
Quase morri também! 51 anos...velho??? Eu tenho 52 !
Em compensação, no mesmo dia, recebi de um amigo, um artigo em que a jornalista Regina Brett, de Cleaveland, celebrava sua chegada aos 90 anos no apogeu de seu trabalho criativo e cheia de energia. Alguns dos seus segredos:

* Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles.
* Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
* Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
* Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
* Perdoe tudo de todos.
* O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
* Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
* Seus filhos só têm uma infância.
* Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
* A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente

Quando disse para o meu amigo Mário que também pretendo chegar “lá-pela-casa-dos-noventa-cem", ele reagiu dizendo: " Não vamos limitar a graça de Deus"!

Inserida por CARLOSALVES17

Certa vez, quando eu era criança, um fato abalou o bairro onde eu morava: uma pessoa havia morrido em uma praça pública! O fato funestro, juntou todo o bairro em aglomeração para ver os serviços de resgate do corpo. Foi lá nos idos anos 60.
Pois bem: hoje, ano de 2009, cidade de São Paulo, morre tanta gente de forma violenta, que um dia destes passei com a roda do carro em cima de um dos pés de um defunto que acabara de se espatifar de motocicleta atrás de um ônibus. Só fiquei sabendo porque um cidadão que parara o carro ao lado do meu me informara do ocorrido. Curiosidade: o próprio individuo pediu para que eu me conformasse, pois ele próprio havia passado sobre a perna do defunto. TEMPOS MODERNOS.

Inserida por ROBERTOVAZ

Acabou a energia.
Lá no bairro onde eu estava.
Mas o céu com sua magia.
Todo campo iluminava.
As estrelas pareciam.
Brincar pertinho do chão.
E havia tanta luz.
Que mesmo sem energia.
Não se via escuridão.
Eu ali maravilhado.
Com a beleza da lua.
Que parecia sorrir.
A iluminar a rua.
Acabou a energia.
Era noite, já tardinha.
E eu ali procurando.
O brilho da estrela minha..

Inserida por sou-denis

O MUNDO não é só:
um quarto;
uma sala;
uma casa;
um prédio;
uma rua;
um bairro;
uma cidade;
um país...
o MUNDO
é proporcional
ao tamanho da sua cabeça.

Inserida por M.Kiffer

“ Jesus cristo no pobre”

( fato verídico)

No bairro onde moro ha uma horta popularmente conhecida como:horta d o seu JÃO
Um certo dia chamei minha vizinha para irmos
a horta
Ao chegarmos, também ia chegando um mendigo, que se aproximava da casa e pedia comida
Então minha vizinha fez um comentário, de muito mau gosto.
Dizia para a dona da casa esta chegando visita para o jantar
Confesso, fiquei muito assustada ao ver esse comentário partindo de uma pessoa tão religiosa, que participava ativamente da Igreja e que carregava uma bagagem de mais de dez anos de evangelização.
Fiquei observando o fato.
E a conversa prosseguiu
O mendigo chegou e respondeu a alturas
Em suas palavras havia tanta sabedoria, verdades, inteligência e uma serenidade infinita
Que me fazia lembrara passagens bíblicas
Como aquela, “Zaqueu, desce depressa dessa árvore, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa “.Luc 19,5-6
Ou aquela “Bem- aventurados os que tem um coração de pobre, por que deles é o reino do céus”Mat5,3-4
Ou ainda, “Em verdade eu vos declaro: Todas as vezes que deixaste de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que deixaste de fazer”. MAT 5,45-46
E eu ali, presenciando uma correção feita com tanto amor e carinho.
Os seus olhos transmitiam paz, e brilhavam como as estrelas do céu
Não esqueço jamais daquele olhar.
Ao sairmos dali, ela ainda fez uma indagação: será que esse homem é JESUS CRISTO?
Passei dias pensando nisso, meu coração estava inquieto mediante ao fato
Eu pensei e Repesei muitas vezes procurando uma resposta.
E acabei encontrando em uma simples frase de SÃO VICENTE DE PAULO, que dizia.
“Dez vezes vocês irão aos pobres, Dez vezes encontrarão à DEUS .
Então : Não sei se aquele homem era JESUS CRISTO,
Mas sei que JESUS CRISTO se fazia presente nele.

(Cleonice AP. Iori Rosa )




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Inserida por cleo007

A tristeza é cigana. A alegria João de Bairro.

Inserida por murilloleal

Depois que mudei a minha postura que era , exacerbadamente, agressiva; os crentes do meu bairro estão , a cada dia, entendendo sobre o câncer que é o sistema religioso. PQP! Como eu sou burro, visto que não havia atentado para o fato de que Deus é amor.

Inserida por NiltonSantana

De pecado em pecado os estragos da nação começaram de porta em porta, de bairro a bairro, de cidade em cidade, de estado em estado, de nação em nação e hoje o mundo está sofrendo e morrendo de pecados transmissores.

Inserida por HelgirGirodo

O meu Deus passa pelo meu bairro e determina quem pode entrar em minha casa.

Inserida por HelgirGirodo