Bagunça
Eu não sei o que acontece comigo. Quando o assunto é sobre nós parece que tudo vira uma bagunça; do avesso. Observo você conversando com suas amigas e isso me dói. Porque quanto mais você fala com elas eu sinto que você está se afastando. E a cada hora sem nos falar, eu entro em pânico. Pois o que eu consigo distinguir é que você quer ficar distante. Pode parecer loucura, mas não é; você não entende a minha cabeça. Eu sei, eu ainda não consegui diferenciar que o que tu sentes por elas é totalmente diferente do que tu sentes por mim. Confesso que estou louca por você. Digo, apaixonada estou. Quando você sorri pra mim, o que consigo interpretar é que você nota a minha presença. Tenho vergonha de agir na sua frente, fico com medo de falar algo sem nexo e de ficar meio boba. Todos os restinhos de tarde me pego dormindo; sonhando. Já que é o único jeito que eu consigo para me transportar para o teu lado quando estamos longe. Imagino nós; sendo um casal. Porém, não aquele casal simples, sem vida. Posso aparentar não me importar, mas me importo com você mais do que as outras. Por mais que seja difícil ficar longe de ti, eu ainda me lembro daquele momento em que nos falamos pela primeira vez. Sabe, não somos semelhantes aos outros. Somos, simplesmente, do nosso jeito. Porém, um jeito comum… E sempre nos ajudamos, auxiliamo-nos. “Eu caio. Você me levanta. Eu enlouqueço. Você me acalma. Eu crio cicatrizes. Você às cura. Eu derramo lágrimas. Você às seca.” Tão perfeitos para ambos, mas tão modificados, desfigurados, tão imperfeitos para os demais. Entretanto, feitos um para o outro. Mas apenas no meu mundo; porque para ser bem sincera, eu não sei se o que tu sentes é amor ou um simples prazer, se é que tu sentes algo.
Eu adoro escrever. Foi escrevendo que aprendi a organizar minha bagunça interior, a passar por momentos ruins sabendo que tudo que acontece tem um motivo e que não preciso me preocupar tanto em acertar sempre. Sabe, errar faz parte do jogo.
E quando achamos que tudo vai ficar parado, estagnado, vem o vento e bagunça tudo, para que você se obrigue a organizar novamente, ou por que precisava simplesmente mudar ou você merecia algo melhor do que estava ali.
Sobre bagunça e relacionamentos: Eu sou uma bagunça e quer saber? Não quero alguem que arrume minha bagunça, quero alguem que a assuma como tal. Eu não quero, mais só não querer não muda nada, talvez eu precise. É, preciso de alguem que dê um jeito nessa bagunça, e enquanto não tem alguem, não vale a pena arranjar alguem que apenas tapeie essa bagunça,não dá. Não adianta so amontoar isso tudo, colocando uma coisa sobre a outra, uma hora tudo desmorona e cai, e vira uma zona total. É melhor encontrar alguem que limpe, vire tudo de cabeça pra baixo, faça uma faxina e deixe tudo brilhando. Novo e pronto pra ser usado e melhor aproveitado.
Então tudo bem, não precisar arrumar a bagunça que fez!
Deixa a roupa espalhada pelo quarto , a cama por fazer, o desejo perdido no corredor e o coração cheio de palavras desordenadas precisando de pontos e vírgulas.
Na minha bagunça encontro coisas e
jogo fora coisas,
Isso não aconteceria se fosse tudo arrumadinho!
E sinceramente prefiro a minha bagunça.
E nessa bagunça de relacionamentos instantâneos, que vem, vão, e na verdade nunca foram - relacionamento - é necessário alguém que realmente saiba como as coisas funcionam aqui dentro.
Tem dias que queremos sair, conversar, juntar a galera, fazer uma bagunça legar. Mas tem também aqueles dias o que queremos é nada mais, nada menos que a nossa própria presença.
Os dias que qualquer barulhinho irrita, que a única vontade que se tem é de ficar na cama, pensando na vida ou talvez pensando em nada, só ficar ali olhando pra nada já basta.
Tem dias que somos de todos, tem dias que somos de nós mesmos.
" O meu eu e uma bagunça , já vi tanta coisa, já vivi tanta coisa que nem sei o que e certo ou errado, para cada atitude existe uma essência que eu desaprendi a julgar..."
Você me bagunça e tumultua tudo em mim. Assimila, dissimula, afronta, apronta. Desapropria o rumo,o prumo. Nossa absolvição. (Projeto Teatro Mágico)
E se me disseram que o amor traria paz, me enganaram, ele só trouxe uma bagunça, despertou o amor dentro de mim, confundiu meus sentimentos e foi embora...
Numa bagunça ainda maior que a minha prateleira de livros eu vivo. Numa zona tão grande onde eu nem consigo dizer quem é meu amigo e quem é a minha paixão. Um olhar com olhar, um sorriso com sorriso. Não sei distinguir o que é meu ou o que é seu. Talvez eu seja sua e você talvez, e só talvez, não seja tão meu assim.
“- Que bagunça!” Disse isso então olhando sua própria existência, a realidade a sua volta, nada lhe parecia estar em seu devido lugar. A desordem lhe aparentava tanta que não sabia sequer por onde começar, ou se deveria começar. Fazer faxina no SER não é tarefa fácil, as próprias dores e problemas machucam e perturbam muito mais.
Deparou-se com um amontoado de casos inacabados, mal resolvidos, e com finais forçados. Pequenas coisas deixadas para trás, como pecados a gerar peso na consciência, acumulados culminaram ao parar da carruagem. O que fazer então? Ao se deparar com tal ponto da história. Como resolver de uma vez só todas as pequenas coisas que não se resolveu em momentos distintos do passado?
Algumas coisas existem para dar errado, graças a elas você chegou até aqui, até determinados questionamentos. Aquilo que te serviu de experiência ao longo de tua vida nenhuma outra utilidade terá, aquilo que te serviu de lembrança, foi única e exclusivamente para te mostrar que já vivenciou coisas boas e que pode vivenciar mais, tudo o que está somente do ontem para trás deve ser arquivado, o que ainda pode ser o amanhã é que merece ser seguido, descomplicado ou resolvido.
Eu não acho que o amor seja só loucura e bagunça, mas ele é, principalmente racional. Saber para onde está indo e com quem está indo. Saber do que você é capaz, e mais importante, saber do que a outra pessoa é capaz por você, e ainda assim querer cometer loucuras na bagunça que somos. A racionalidade no amor é linda, ninguém gosta de ouvir aquela desculpa "eu não sabia o que estava fazendo". Porque eu sou assim, eu só mergulho se for pra ser do seu lado, aproveitando as ondas ou naufragando juntos.
Emoções que tagarelam dentro de mim. Bagunça, confusão, tropeço. Confundem-me. Sei exatamente o que quero, mas a razão me deixa míope diante do não conhecer o pensamento do outro. E esse vício de me culpar esconde uma vontade assustadora de me sentir segura. Mesmo parecendo embaçada e indecisa, não há nada que eu queira mais do que o estar por perto.
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