Bagunça

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Amor não é bagunça. Para amar é preciso de maturidade. É entender que nem sempre será primavera. O amor trará o verão, o outono e o inverno. E está tudo bem em ser assim. Cada fase traz uma experiência, um aprendizado novo. E juntos a gente cresce com isso.

O amor e os jovens tem o mesmo lema: “Eu entendo a minha bagunça.”.

Não é a bagunça que você faz ao chegar que me causa medo.
Ela apenas revela o que eu deveria ter organizado antes.
O que pesa é o depois,
o espaço que você deixa,
o vazio que insiste em ficar quando você vai.

Às vezes você bagunça minha razão, invade meu coração, leva embora minha emoção. E eu me sinto perdida!

Flávia Abib

Ansiedade é como um furacão.
Bagunça pensamentos, derruba certezas e deixa o coração em alerta, mesmo quando o céu está calmo.

⁠"A ansiedade é como uma tempestade que chega sem aviso,
bagunça pensamentos, acelera o coração e rouba o fôlego.
Mas, assim como toda tempestade, ela também passa.
Respirar fundo é como lançar âncoras no meio do caos,
lembrando que dentro de nós existe um lugar calmo,
onde a vida desacelera e o medo perde a força.
Eu não sou minha ansiedade.
Eu sou a coragem que permanece mesmo quando ela chega."

No meio desse caos, não desse caos bonito de filme, mas daquele que bagunça gavetas internas, eu encontrei você, e desde então, não sei mais onde termina o barulho do mundo e começa o som do seu nome dentro de mim.
Te amo tanto que reparti a minha alma em sete, sim sete partes de mim que é totalmente você, pra você, pareço imprudente bastante para desafiar as próprias leis da vida como em Harry Potter, mas diferente de Lord Voldemort, eu não dividi minha alma por medo de morrer, eu dividi por amar demais você. E cada parte virou uma horcrux, não de escuridão, mas de você, quer saber quais são? Elas começam bem assim:
Na minha primeira Horcrux – Aurora= Guardo o instante exato em que te vi, foi como se o mundo tivesse parado um segundo antes de continuar.
Na segunda Horcrux – Caelum= Foi um divisor entre o céu e o inferno, e o céu se abriu quando, diferente e de repente você sorriu sem saber que estava salvando alguém.
Na terceira Horcrux – Íris= Carrega o caos bonito do nosso encontro improvável, porque foi no meio da desordem que você criou direção exata pra te encontrar, foi o motivo que justificou minha persistência.
Na quarta Horcrux – Lúmen= É a luz que insiste em acender quando penso em ir embora, não embora de você, embora pra encontrar você.
Na quinta Horcrux – Tempus= Marca os horários que você ocupa em mim, como se o relógio fosse cúmplice.
Às 08:00 da manhã eu observava você tomando café, e o vapor subia como se dissesse: “fica”, às 15:00 da tarde o sol atravessava o vidro e desenhava você em ouro,e eu entendia que algumas presenças são claridade disfarçada de gente, às 19:00 a cidade acendia suas luzes e eu só queria acender a minha coragem para dizer o quanto você me desmonta, às 00:00 é silêncio, no silêncio, o seu nome ecoa mais alto do que qualquer multidão, às 03:00 madrugada é quando o mundo dorme e eu percebo que amar você é a única coisa que não descansa em mim.
Na sexta Horcrux – Aeternum= É a promessa que não fiz em voz alta, mas que meu peito repete como feitiço.E então? Sobra apenas a última e mais importante horcrux.
Já na sétima Horcrux – Seraphine= ESSA É VOCÊ
Não um objeto escondido, não um fragmento esquecido, você é a parte que ficou inteira dentro do meu vazio
A única que não coube em esconderijo, a única que pulsa loucamente, aquela que parte que fala com intensidade ( como seus olhos ao encontrar os meus ).Se alguém me perguntasse onde está minha alma, eu não apontaria para mim, eu diria:
Está nele! Me procura nos olhos dele, me procura no sorriso dele, me procura nas manias dele, me procura nos costumes dele, é lá em que minhas sete partes está.Talvez seja loucura, mas, se amar é um tipo de magia, então você é o feitiço que me partiu e, ainda assim, me fez inteira.

"Todo GATO faz bagunça.
Se não for na casa, é em nosso coração."

Meu quarto é uma bagunça, eu me perco por lá. Por favor, não tente me achar.

_Um amor perdido …

Sinto falta,

Sinto falta da sua bagunça,

Sinto falta da sua calma,

Das suas cores…

Do seu cheiro de café,

Sinto falta de você falando do céu, e dos planetas que estavam lá,

Se era Júpiter, se era Marte…
Sinto falta de você falando das suas peculiaridades, das coisas que você gosta…

Isso era importante, nunca vou achar algo assim.

Nunca vou achar ninguém igual a você.


Então por que você deixou isso passar?

Eu não sei…

Às vezes, a "bagunça" que sentimos por dentro é o material que Deus usa para construir algo novo é extraordinário.

Evidências levantam hipóteses. Provas constroem narrativas. Se você bagunça essa ordem, o mau caráter é você.

O AMOR é esta BAGUNÇA de sentimentos, que nos faz termos tantas dúvidas, tantos medos e ao mesmo tempo TANTA CERTEZA de que finalmente encontramos o personagem certo para o cenário da nossa VIDA.

Meu quarto
tá que anda
numa bagunça só.

Nem toda bagunça emocional é intensidade. Às vezes é só ausência de limite usando um nome mais elegante.

É preciso juntar os cacos de vidro antes para depois arrumar a bagunça.

Quando a casa tem dono, ninguém causa bagunça. Isso não é sobre casa!

Somente a razão tem capacidade para colocar em ordem a bagunça que, às vezes, a emoção deixa em nós.

O Peso do Tijolo

A fumaça do café barato subia em linha reta, ignorando a bagunça de papéis sobre a mesa. Do outro lado do bar, a voz de Arthur ecoava, terna e flutuante, recitando versos sobre o "inefável vazio do ser". Os jovens ao redor estalavam os dedos em aprovação. Arthur era o poeta oficial do bairro, um caçador de relâmpagos.

Benício, no entanto, olhava para as próprias mãos sujas de tinta preta. Ele não caçava relâmpagos. Ele carregava pedras.

— Você devia subir lá, Benício — disse a garçonete, deixando a conta. — Deixar um pouco de poesia sair desse peito ranzinza.

— Não sou poeta, Clarice — respondeu Benício, sem tirar os olhos do caderno. — Sou escritor.

— E qual a diferença? — ela sorriu, limpando o balcão.

— O poeta voa, Clarice. Eu preciso caminhar. O poeta resume o mundo em um suspiro. Eu preciso de trezentas páginas para entender por que um homem chora ao ver um sapato velho na calçada.

Ela deu de ombros e se afastou. Benício voltou ao trabalho. Ele estava há três semanas preso no terceiro capítulo de seu romance. Não buscava a palavra perfeita que rimasse com a dor; buscava o motivo exato pelo qual seu protagonista, um velho relojoeiro chamado Vicente, havia parado de falar com o filho.

Arthur, o poeta, aproximou-se da mesa, exalando o perfume do aplauso recente.

— Benício, meu caro! Sempre enterrado na lama da realidade. Por que não liberta sua escrita dessas amarras? A vida é efêmera, meu amigo! Um sopro!

Benício ajeitou os óculos e olhou para o amigo.

— A vida pode ser um sopro para quem olha de longe, Arthur. Para quem vive, ela tem o peso de um tijolo por dia. Seu poema é lindo, mas ele não explica como o Vicente vai pagar o aluguel amanhã de manhã.

Arthur riu, uma risada leve, e deu um tapinha no ombro de Benício antes de sair pelos fundos com seu séquito.

Benício ficou sozinho. A luz do bar começou a piscar. Ele pegou a caneta. Esqueceu as rimas, a métrica e as metáforas abstratas. Em vez disso, escreveu sobre o cheiro de graxa nas mãos de Vicente. Escreveu sobre o barulho mecânico dos relógios de parede preenchendo a solidão da casa. Escreveu o diálogo seco, doído, que o pai nunca teve coragem de dizer ao filho.

Às vezes, as coisas não saem como esperado.

Dói, te deixa desconfortável, bagunça...

Mas também ensina, revela, fortalece. Disso eu sei!

Nem tudo precisa ser apreciado para ajudá-lo a crescer.

Porque o caos vem sem pedir permissão.

E embora possa parecer confuso, é ordenar o que você não se atreveu a deixar ir.

Há coisas que acontecem por um motivo.

E outros que não acontecem... também por algum motivo.

Em muitas vezes, o que se afasta, protege você!!!