Bagunça
O amor é um hóspede barulhento que bagunça toda a casa da nossa alma e depois vai embora sem ajudar na limpeza, deixando apenas o cheiro de um perfume que odiamos lembrar. Mas, no fundo, a gente sabe que a casa vazia e limpa é muito mais triste do que o caos que ele causou.
O tempo não apaga o que a alma insiste em guardar; ele apenas organiza a bagunça para que a gente consiga caminhar.
SerLucia Reflexoes
Uma pessoa veio em minha casa e falou:
nossa que bagunça!!
e eu retruquei
precisa ver meu coração...
O amor é essa bagunça gostosa de ter o seu cheiro grudado na minha camisa mesmo quando você não tá por perto. É saber que, no fim do dia, o meu porto seguro não é um lugar no mapa, é o teu abraço.
DeBrunoParaCarla
Somente a razão tem capacidade para colocar em ordem a bagunça que, às vezes, a emoção deixa em nós.
O Peso do Tijolo
A fumaça do café barato subia em linha reta, ignorando a bagunça de papéis sobre a mesa. Do outro lado do bar, a voz de Arthur ecoava, terna e flutuante, recitando versos sobre o "inefável vazio do ser". Os jovens ao redor estalavam os dedos em aprovação. Arthur era o poeta oficial do bairro, um caçador de relâmpagos.
Benício, no entanto, olhava para as próprias mãos sujas de tinta preta. Ele não caçava relâmpagos. Ele carregava pedras.
— Você devia subir lá, Benício — disse a garçonete, deixando a conta. — Deixar um pouco de poesia sair desse peito ranzinza.
— Não sou poeta, Clarice — respondeu Benício, sem tirar os olhos do caderno. — Sou escritor.
— E qual a diferença? — ela sorriu, limpando o balcão.
— O poeta voa, Clarice. Eu preciso caminhar. O poeta resume o mundo em um suspiro. Eu preciso de trezentas páginas para entender por que um homem chora ao ver um sapato velho na calçada.
Ela deu de ombros e se afastou. Benício voltou ao trabalho. Ele estava há três semanas preso no terceiro capítulo de seu romance. Não buscava a palavra perfeita que rimasse com a dor; buscava o motivo exato pelo qual seu protagonista, um velho relojoeiro chamado Vicente, havia parado de falar com o filho.
Arthur, o poeta, aproximou-se da mesa, exalando o perfume do aplauso recente.
— Benício, meu caro! Sempre enterrado na lama da realidade. Por que não liberta sua escrita dessas amarras? A vida é efêmera, meu amigo! Um sopro!
Benício ajeitou os óculos e olhou para o amigo.
— A vida pode ser um sopro para quem olha de longe, Arthur. Para quem vive, ela tem o peso de um tijolo por dia. Seu poema é lindo, mas ele não explica como o Vicente vai pagar o aluguel amanhã de manhã.
Arthur riu, uma risada leve, e deu um tapinha no ombro de Benício antes de sair pelos fundos com seu séquito.
Benício ficou sozinho. A luz do bar começou a piscar. Ele pegou a caneta. Esqueceu as rimas, a métrica e as metáforas abstratas. Em vez disso, escreveu sobre o cheiro de graxa nas mãos de Vicente. Escreveu sobre o barulho mecânico dos relógios de parede preenchendo a solidão da casa. Escreveu o diálogo seco, doído, que o pai nunca teve coragem de dizer ao filho.
É difícil de escolher as diversas coisas, pois bagunça seus interesses, e não convence definitivamente a proposta.
Delírios e delícias
são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.
No meio da bagunça,
alguém ri comigo
e o mundo fica menor.
Uma palavra boba,
um “idiota” dito com sorriso,
e tudo perde o peso.
Tem gente que não chega fazendo promessa,
chega ficando.
Que não cuida com discursos,
cuida com presença.
Com algumas risadas,
eu encontro abrigo.
Com algumas pessoas,
ser quem eu sou basta.
Se a vida às vezes cansa,
é porque esquece de avisar
que ainda existem encontros
que salvam o dia
sem fazer barulho.
Você sempre me deu uma luz, uma direção no meio de toda essa bagunça que sou...deve ser por isso que te amo ou não - sei lá -.
༺Quando alguém quer realmente te ajudar, ele jamais irá expor a sua bagunça e sim te ajudar a arrumar...👈༻
Quando alguém quer realmente te ajudar, ele jamais irá expor a sua bagunça e sim te ajudar a arrumar...👈
Preste atenção em quem você confia
A verdadeira intenção de ajuda é silenciosa, construtiva e respeitosa. Ajudar a "arrumar a bagunça" sem julgar é um dos maiores sinais de amor e amizade.
Tem gente que se aproxima só para te expor e espalhar ainda mais a (bagunça) 𖣘
Só para se sentir superior a você. ツ
Esse branco ELO que se prende em mim com frequência "bagunça e tumultua". Quando chega faz lembrar-me de respirar porque, "Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você". Lembrando eu respiro, respiro devagarinho que é pra lembrança durar mais e ser aguda como “soprano”.
Esse ELO branco não e um elo comum, não une duas coisas, une a mim com ele mesmo quando eu respiro. É o branco ELO que ninguém mais tem.
"Você disse a ele: Entra, fica à vontade, não repara na bagunça, daí o rapaz olhou em volta e disse: Está tudo organizado, nos trinques, cheiro de lavanda... Mas você se referia à sua vida."
Você disse a ela(e): entra, fica à vontade, não repara na bagunça. Ela(e) olhou em volta, está tudo organizado, nos trinques, tudo perfeito. Mas você se referia à sua vida.
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