Azar
AZAR
Ainda que ter saúde me conforte,
Pouca coisa eu teria como azar.
Não me seria azar estar com a morte,
Pois muita dor poderia amenizar...
Mas muito considero como sorte,
Como ter boa educação, um lar,
Estrutura, dignidade e suporte...
Qualquer muro onde eu possa escalar.
Pois se fala em lutar pela vida,
Mas isso é a mentira mais vil:
Com que arma o pobre enfrenta a lida?
Esta pátria não é assim tão gentil
Para quem já tem a luta perdida:
Azar é nascer pobre - e no Brasil!
Para o jogador, sorte é quando lhe chega a carta encaixada...de preferência que seja de amor...azar é quando ele mesmo a extravia...
Teu amor nunca mais ousou te tocar ,destruíram teus sonhos,roubaram tua joia ,armaram esse azar sobre você como uma nuvem que não chove.
Você sempre soube que ele era um lobo e ele nunca mais uivar !
Os pessimistas acreditam que existe azar; os otimistas lutam porque a sorte, na maioria das vezes, é trabalho.
Sem superstição
O azar bem ao ver não existe!
Mas, há quem prefere assim,
Á culpar o gato e a sexta treze,
Isso é uma desculpa pra mim!
Coisa da invenção da preguiça,
Que se deixa de agradecer o dia!
Daí, desatento, é pego a enguiça,
Esse sim, atrasa e torna-se tardia!
Pois, sem bem, todo mal vem
No dia, na hora e quando quiser,
Basta deixar vazio seu coração,
Atraindo o mal, dispersa o bem!
Coloca fé e Deus a te proteger,
Viva livre e sem tal superstição!
A UM TRISTE (soneto)
O meu destino é talvez a do azar
Jurando as venturas... de maneira
Que com o acaso se possa sonhar.
Vidas de má sorte várias, herdeira!
Outros êxitos talvez já pude gastar
Fui, um aventureiro na tranqueira
Do fado. E infausto agora a chorar
Ou pesado no sortilégio, na beira...
É brado num temor sem tamanho
Num luto da felicidade: permitidos
Mártir na dor, um desígnio estranho
Por isso, lamento aflição e pranto
Sentimentos dos heróis vencidos.
E com a alma cartada no recanto...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Queria poder te beijar, te abraçar, te amar, mas pelo meu azar, não consigo voltar ao tempo em que você me amava. E o que resta, é eu me conformar com a dura realidade de que a vida sem você pode ser amarga.
Mesmo que ninguém tenha feito nada
O azar é de quem comeu
E não gostou
E ainda cuspiu no prato
Por falta de modos, educação e respeito
Mesmo assim vai lavar a louça suja
Porque ninguém é obrigada(o)
A limpar a sujeira alheia
Cada um é responsável por si só
E tem uns, que por arrogância ou orgulho
Faz questão de cuspir no prato que comeu
E disse alguém: "que a vida é igual a um restaurante
ninguém sai deste plano, sem pagar a conta"
E cuidado que ela pode vir
Mais cara do que se espera
Então pronto, é muito simples
Se comeu, lambuza
Aproveita a oportunidade
Só não arrota grosso!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
