Textos sobre ansiedade que resumem esse sentimento difícil
Uma pitada de solidão
Quando acordo e reflito sobre a vida,
me parece que nada faz sentido mas sim, faz sentido sim!
Até o não fazer sentindo faz sentido para alguém.
Quando muito me entristeço, um rio deságua por entre os caminhos de meu rosto mas uma música me procura animar e quando me sinto em demasiada alegria, me lembro de uma receita fantástica que é uma pitada de solidão para equilibrar minhas emoções lubriantes.
Fazer o quê?!!!
Buscar viver e viver ainda mais, independente dessas coisas.
Consigo sim.
Cicatrizes
Já tentei compartilhar meus machucados
Não esperava um band-aid
Sou repleta de cicatrizes
Carrego diversas histórias
Conto-as de uma forma humorada
Para curá-las
Água, sabão e engole o choro
Seja forte
Volto a sorrir
Só quem já mergulhou na própria intensidade tem noção do quão assustador é o caos que habita em si.
Cansamos de nos debater e tentar sair, mas de nada vale, pois isso é quem nós somos.
Na profundidade do nosso ser encontramos o nosso pior e tentamos lidar, às vezes quase nos afogamos dentro de nós mesmos, mas continuamos a tentar.
Isso é o que somos, seres sozinhos. Lutando contra seu próprio caos numa piscina suspensa, e torcendo pra que consigamos uma mão ou uma escada para nos ajudar.
Texto: Tatiana Corrêa ©️
"De todas ás vezes que eu guardei a dor dentro de mim,
De todas ás vezes que eu forcei ser feliz,
Um dia, sem querer, cheguei ao fim."
-Dudu
Se me olho no espelho
Meu coração para na hora
Porque não reconheço esse homem
Que me olha de volta
A depressão é como uma força súbita que atua sobre seu corpo, ti jogando pra baixo e ti fazendo acreditar que nunca mais irá conseguir si levantar.
O ato de pensar excessivamente no futuro é tão nocivo que é capaz de desestruturar os pensamentos e causar fortes crises de ansiedade.
Dê-lhe tempo.
Um dia, dois.
Vá se afastando.
Um dia, dois.
Cada dia mais.
Um dia, dois.
Lembre-se de sua ansiedade.
Ela te faz mal.
Afaste-se.
Um dia, dois.
E chegou o final
Um dia, dois
E um novo começo.
A pandemia chega aos seus últimos dias agora em 22 de abril de 2022. Vozes nas ruas, pessoas nos bares mais relaxadas, o entra e sai dos lugares sem aquele pânico de que tem um vírus a te surpreender tem melhorado o estado de espírito das pessoas.
Neste aspecto, sim.
Mas ainda há uma patologia remanescente na alma das pessoas, surgida bem antes da pandemia de corona vírus.
Ela vai sobrevivendo às pandemias pelos séculos e não se sabe se um dia a humanidade estará livre.
Sabe-se bem quando uma pessoa está em crise disso quando, recebendo carinho, cuidado ou amor, regurgita de imediato.
O que fazer? nada, é só deixar voar, deixar a pessoa bater asas por aí reclamando da forma do amor que recebeu, convencida de que não era amor, recebe patadas pelos ares e volta.
Estou esperando tantas que não sei onde vou acomodar essa multidão...
Sabe-se bem quando a alma de uma pessoa está em crise quando, ao receber afeto, carinho, cuidado ou amor, regurgita de imediato.
O que fazer? Não faça nada, não diga nada, é só deixar voar. Deixe a pessoa bater asas com a sua alma por aí.
Ela vai sair reclamando dos maus tratos que recebeu fantasiados de amor, mas sem demora o mundo mostra as suas garras e sob as suas patadas estará de volta ao ninho para ser acolhida.
Já esperei tantas pessoas que, se tivessem chegado todas juntas, não saberia como acomodar tal multidão barulhenta.
É que ao sair, deixaram feridas...
Quando Jesus estiver presente como esteve ocasionalmente na casa de Lázaro, não titubeie em sua decisão quanto ao que decidir naquele dia dizendo: fico aos seus pés e ouço suas palavras como fez Maria, ou me afadigo como Marta pela ansiedade de muitas tarefas que poderia ser feitas depois da conversa naquele momento especial ?!?
Fico com Maria, ela escolheu a melhor parte!
Que todas as palavras referidas contra mim, seja capaz de deixar o meu coração extremamente frio e triste e que eu possa manifestar uma felicidade que já existiu só que arrancaram ela de mim....
Seu maior inimigo é sua ignorância, é sua percepção, é seu Ego . Ele está na sua mente! Na realidade não existe nenhum inimigo externo é o seu Ego que projeta ele.
As vezes é apenas e eu, ninguém, nada, apenas eu ali, sozinha na imensidão da vida, do mar, da galáxia, me sinto tão sozinha, tão triste, isso me mata aos poucos, cada vez que penso em algo me sinto fraca, nunca tive realmente alguém para me consolar, queria ter o prazer de falar que aprendi a me consolar, mas não não aprendi....
Dias, Anos
Os dias e os anos foram passando,
e o meu amor sempre aumentando.
Afoiteza para te falar, não tinha.
Aos poucos, comecei a invadir os
teus caminhos, devo dizer que não
és fácil para uma afeição ter.
O tempo e as suas etapas, foram se
incumbindo de fazer um pouco mais
atingível o meu querer, de a ti chegar.
Poesias fiz e ainda as faço, para ti.
Presente às noites és o meu conforto,
conversamos, e desta conversa levo para
o leito o prazer de a ti, rever.
No alvorecer, és a minha saudade.
Vivo-te, pelo dia afora.
Á noite voltas, e eu apago essa ansiedade.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
...
Quando espreito condições adversas, as tiro das sombras e as coloco sob a luz. Assim confronto meus maiores temores a partir da racionalização da origem. Caso fuja do que chegou para testar minhas fraquezas, posso ficar acorrentado no passado ou encadeado no futuro.
Depressão, ansiedade e ausência íntegra de uma reconexão com um presente que espera o máximo de mim. A guerra interior é desencadeada, e eu crio minhas trincheiras para eliminar tudo que tenta esmagar meu coração.
Reviro minhas gavetas e busco na dor extrema, aquilo que pode ser a base do iceberg. Neste exato momento expando minha consciência e volto a respirar evolução e prosperidade.
Um guerreiro não parece, ele é.
Aquilo que me asfixia à alma, que prolonga o meu alento, que mistura os pensamentos, que me tira de viver.
Como o nada pode doer tanto, como aquilo que não se ver posso sentir, como sangra o meu corpo à dentro, sem que eu deixe de existir.
Os olhos vermelhos se escondem atrás de uma lente preta, que culmina toda a dor, que tira a minha verdade, que deixa meu mundo incolor.
Os meus passos nunca mais andaram em silêncio, a todo canto que prossigo posso escuta-los, talvez eu já esteja enterrado, mas ainda não me mataram.
