Anjo de uma Só Asa
É só um
Quando pensar que é só um
Veja as formigas se ajuntarem
Elas carregam pedaços,
De um cadáver de outro inseto
Para só então no formigueiro,
Distribuírem e se alimentarem.
Quando pensar que for só um
Repare uma casa sendo edificada
São necessárias muitas pessoas
Para ela ser então finalizada.
Quando pensar que é só um
Respire e reflita um momento,
O conjunto de órgãos trabalhando
Dentro de ti a todo instante
Onde juntos permitem a você
Desfrutar deste pensamento.
Quando pensar que for só um
Perceba que exatamente esta unicidade
É um imenso conjunto agrupado
Para amenizar o desafio,
De entender o todo desta realidade.
Já diz o velho ditado “Antes só do que mal-acompanhado”. O problema é quando a gente acha que ficar perto de quem nos faz mal é melhor do que ficar sozinho...
Até concordo com o ditado “Antes só do que mal-acompanhado”. O que eu queria mesmo é que não fosse difícil achar uma boa companhia nos dias de hoje.
CARNAVAL, só que não ...
A turba dentro de casa, privado carnaval
Em tempo da peste, calma é a rua a fora
Marchinhas e dos blocos nenhum sinal
É o mascarado de uma troça que chora...
Silêncio na rua até que venha a aurora
O surdo do samba, num gemido final
Apavora a inação, tomou conta agora
De toda folia e, não vai ter Carnaval!
Quieta a colombina, toda alva de cal
Pierrô chora, e teus olhos tão baços
Sem os passos é, não tem carnaval!
Os quatro dias ausentes de cortejo
Passistas fora dos seus compassos
Fica pro ano que vem, o folião beijo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/02/2021, 06’46” – Triângulo Mineiro
Eu declaro
Que mesmo calado
Um coração velado
E eterno apaixonado
Que encantado
Esta cansado
O tempo passando
Os dias não mudando
E a dor só aumentando
Acho que acabou
Estou só
Quando te fores
Se te fores,
Antes que a noite,
Celebre tua estada,
Não leve os teus olhos.
Deixa-os,
Abrindo-se em minha face,
Que tocou tua boca,
E peregrinou em tua ausência.
Não leve aquele entardecer,
Em que esculpi teu nome,
Quando o pássaro azul, na terra ressequida,
Erguia sua morada.
Não leves mais nada,
Tão só,
Minhas mãos,
Costuradas em teu afeto.
Carlos Daniel Dojja
Só me restam três anos.
Só me restam três anos,
para deixar de votar.
Pois me cansei de plantar
roçados pra safado se alimentar.
Conheçam-me, olhando em volta, não nos meus olhos, mas ao meu redor, pois, sem palavras, hoje, agora, aqui, eis o melhor de mim...Fora, daqui, só há frio...Só o frio...
ELE ou ELA era só Poesia, mas um não sabia LER!...
Que pena, quando estas coisas se dão;
Seja ele, no haver de um, ou no outro haver;
Por tanto de ambos, se ir por tal perder;
Só por em um faltar: Tal sensação!
Que pena tal se dê, por Tal faltar;
Talvez, por já ter deixado morrer;
O Ser que a ela, tão bem, sabia ver;
Por só nesse tal Ser, a tal se dar.
Pois quem neste viver, não saiba ler;
Por seu querer, ou por querer não ter;
Em si, Quem lhe permita a Tal Visão!...
Anda cá por andar, por sem Tal Ver;
Anda cá por andar, por sem Viver;
Anda cá por andar, por na ilusão.
Com mágoa por tais;
