Andando na Mesma Direção
quanto tempo sera que passou?que me prende tanto a um amor sem a mesma tensidade,quando foi que deixei de ser eu mesmo ?que me tornei um recptaculo de sentimentos.
quando foi que vi que naum era mais pra mim?
o tempo e o melhor remedio mais a cicatriz
e a amargura sempre fica agora vai de você se render ou render tudo isso
As pessoas amam seus cachorros e gatos de estimação pela mesma razão que odeiam quem lhe diz a verdade.
Nem sempre é a mesma intensidade. As vezes buscamos algo intenso em alguém que só quer um “passatempo”.
Livrai-me, ó Deus, de todo mal que eu possa a mim mesma fazer.
Que eu não precise viver só de me arrepender e que eu compreenda que na escola da vida eu nasci para aprender.
Mais um dia como outro qualquer, todos os dias a mesma rotina sem graça, tentando entender o sentido da vida, vivo com medo não confio em mim mesma, qual graça de viver, vejo as pessoas Feliz por aí, como se o mundo fosse um mar de rosas, porém não é, continuar nessa rotina não dá mais.
As pessoas precisam se unir, hoje em dia as pessoas pensam mais em si mesma do que nas outras em sua volta, literalmente esse mundo está perdido.
Ela chorou, se esvaziou de planos, metas, sonhos, se tornou ausência de si mesma, escreveu suas lágrimas no diário (desistindo de torná-las futuros motivos de muitos sorrisos).
Quando percebeu, o tempo não era mais o mesmo, nem pertencia ao seu eu. E ela mesma se perguntou: o que fiz além de ausentar-me? Nada. Sabe, nada adianta ficar chorando, mudando apenas as lágrimas de direção. Nada, absolutamente nada irá mudar. Não adianta sofrer, se a dor desse sentimento não lhe causar atitude de querer amadurecer, de enfrentar os teus medos, mesmo que chorando, mas enfrentá-los.
é domingo
o carro que dá partida é o mesmo há alguns anos
o caminho é quase o mesmo
a mesma estrada
os mesmos lamaçais
os mesmos vira-latas nas calçadas
as mesmas bicicletas
talvez sejam os mesmos os homens que ali vendem abacaxis
a senhorinha da barraca de verduras
ainda é a mesma
O paradoxo da pobreza material
e da riqueza
daquele ar romântico
e meio bucólico
são os mesmos
as mesmas galinhas nos quintais
o cavalo que puxa a carroça
o pasto
o curral
o Sol que reflete na vegetação
o trem que anuncia passagem
todos ainda são os mesmos
entro pela mesma porta
encontro ali
a mesma poltrona
a TV ligada no mesmo canal
o mesmo café
o mesmo bolo de fim de tarde
a rotina é a mesma
um passeio pelas plantinhas da varanda antes de pôr a mesa
uma indicação de um remedinho pra tosse antes de partir
exatamente a mesma Helena
exatamente o mesmo João
eu, que há muito já não sou a mesma
minha cor preferida já é outra
já não leio a mesma coleção de livros do Pedro Bandeira
já não vejo mais os filmes de antes
e a cada instante mudo um pouco mais
conservo exatamente a mesma vontade
de que aquilo contrarie o tempo e a natureza
e permaneça
naquele mesmo vazio de grandes construções
atrás daquele mesmo trilho de trem
e que a cada domingo que a vida guarde
baste atravessar a mesma estrada
o mesmo lamaçal
e aquele amor continuará ali
exatamente o mesmo
desde o meu primeiro abrir e fechar de olhos
há vinte e dois anos atrás
