Alma Inquieta
Que a esperança seja devastada dos corações
que o medo tome conta das almas inquietantes
e que a ferida seja amputada dos pensamentos.
Não quero ter esperança quero vivê-la.
Os homens que buscam a esperança estão morrendo em sua mediocridade.Desculpam-se consigo mesmos pelo tempo que perderam, sabendo que nunca recuperarão o tempo passado. Parece que há o prazer na dor e como que cutucando a ferida cicatrizada tiram a casquinha para ver o sangue jorrar novamente.
Aí está o medo das almas inquietantes, deparar-se com a verdade. A verdade da existência, da solidão... E, re-conhecer isso é o primeiro passo para a superação.
Não deixaremos de ser só enquanto não re-conhecermos o "status quo" de existir, a solidão. Não há remédios nem receitas caseiras há somente a abertura para a relação.
A relação com o outro que nos tira de nós mesmos e nos lança no campo de outro. Ser para um outro nos faz ser para nós mesmos.
São feridas que devem ser amputadas das mentes e corações: a "esperança desculpante" e o "medo dos inquietantes".
Ver o mundo do jeito que ele é, confuso, sem sentido pronto, e gerador da insegurança e do medo, não seja motivo de desespero, mas da verdadeira esperança.
A esperança que não espera nada, nem ninguém... que vive o des(não)-espero do outro e a esperança de si em si mesmo com um outro.
"No silêncio de nós mesmos guardamos milhões de almas: travessas, fugidias, inquietas; que nos impelem a viajar através do outro sem a mínima noção de tempo, distância ou intensidade" (Maurício A Costa, em 'O Elo Invisível' - O Mentor Virtual II - Campinas-SP)
Mentes inquietas,
corações acelerados,
espíritos dispersos,
almas penadas.
Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo – SP.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
E a Tu que ficou morrendo pelas almas
que nunca iriam se acalmar:
-Uma de nós, inquieta, te salvas
daquela chama que não iria se apagar
daquela vez que Tu irá se lembrar
que quem você acha que ama
não iria mais amar
As maiores criações não vieram de mentes geniais, mas de almas inquietas que se recusaram a aceitar o mundo como ele era.
Conheço almas que não param sob inquietação, dirigidas por maus pensamentos, seguindo planos, atividades e exercícios que nada lhe acrescentam à vida.
Acalma-te, minh’alma
Por que te inquietas tanto assim, alma minha?
Por que busca a verdade onde ela não está?
Por que busca a paz e o descanso onde não pode encontrar sozinha?
Sai desse vendava...
Sobe aqui e vem ver tudo daqui de cima pra você entender
Nada vale essa confusão no vale de lágrimas em que te encontras.
Não há o que pague tua falta de paz
Descansa, confia e entrega
Toca a terra e perceba tudo conectado
Olha e vê tudo voltando pra ela
Te acalma!
Volta a entender a conexão que há em tudo
Volta a compreender que és livre
Não estás presa
Não estás enclausurada em emoções que te tiram o sossego.
Perde o medo.
Lembra da rota, do caminho original?
De todas as flores que já plantaste pela estrada?
Lembra?
Precisas lembra... rememorar aqueles dias de pura paz.
Precisas deixar ir..
Precisas deixar partir de ti
É melhor pra ti que seja assim.
Te reencontre na serenidade do amor
Essa vida de borbulhar paixão não é pra ti
Mereces zelo, carinho e cuidado...
Pegue a tua bagagem
Aproveite tudo que já viveste e sabes
e aplique
E vai-te embora, não olha pra trás...
O futuro que te espera está logo aí...
No próximo passo.
Na próxima virada de esquina.
Vá, alma minha, vá... vá se embebedar com a tua linda sina...
... e já.
"Somos tudo num só e nada num todo
O bem e mau que inquieta e acalma
Sacudindo o agitado silêncio da alma."
A poesia esta entre nós,
imersa nos sentimentos,
na voz de uma dor contida,
nas inquietações da alma
dos sonhos encaixotados
ou na saudade reprimida.
Passo a passo, verso a verso,
surge assim, quase translúcida.
Basta apenas fechar os olhos,
abrir a alma e deixar ela fluir.
"...Minhas inquietações desfiam-se visíveis.
Confesso-me indisciplinado com as formalidades do risco.
Em quase tudo me arde, o que suponho merecer.
E se não o sentir, não me impele o fio a tecer.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido.
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso, em não desfrutar, o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como num desenleio da alma..."
In Fragmento Poema Ousadia
Majestosa harmonia,
acordes, grito d'alma
e inquietação,
emoção, bate coração,
nada é mais harmonioso
do que o som das catedrais,
a fé em oração ...
ALMA INQUIETA
Quem o cerrado dirá à alma inquieta no vazio?
De tortos em tortos galhos queixas soltas no ar
De estrelas em estrelas o pensamento a voar
Num calafrio, recolhido e só, eu, aqui sombrio...
Ergo os sonhos do chão seco, do pó a jorrar
Jorro angústias murchas do peito sem feitio
Cheio de desagrado, de pecado. E mal gentio
Que saudade doída! - Recordação sem paladar.
Pra purificar a sensação, um coração piegas
Livre da ingratidão, livre da trava indiferença
Onde, em perpétua quimera, devaneio cativo
Não posso então ter na ilusão as tais regras
E tão pouco nas lembranças cética crença
Amor e esperança vivem no cárcere que vivo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
REFLEXOS DA ALMA
Sonda-me com teu olhar afável,
Toda inquietação acalma.
Dissolve a dor quase palpável
Se o teu amor me espalma.
Como retalhos de cetim
Vejo os reflexos de mim...
Vivos!... No espelho de tua alma.
SONETO DO AMOR EM COLISÃO
Criatura de intensa inquietação
é amor que se apresenta em colisão:
pintor que na pintura tem prisão,
potro que não teme a fúria do peão.
Encontro nos teus olhos minh’alma
que roubaste com consenso e calma,
para ser indômito e imenso
caso, enlouquecido e intenso.
Secretamente corro teu corpo
como quem tange arisco rebanho,
sob a planície de um céu tamanho.
Aceita-me com pose desfeita
– aí está a suplica de socorro –
onde nasço e noutro dia morro.
Minha alma hiperativa,
Faz soar uma inquietação tão grande...
Só para não deixar que a insegurança,
Me leve para um “eu” que não “soul”.
A alma inquieta é nômade, anseia por voltas ao mundo. Coração cigano, rubro e pulcro. A bússola do âmago diz, só diz para sair de casa, sem receios, viajando, contemplando e desfrutando do melhor que há no mundo.
