Alma Inquieta
E eu disse a mim mesma, que nunca mais uma lágrima verteria! De repente, apreendo-me por horas em torrentes de mananciais que insistem em transcorrer sobre minha face num confronto sem fim, e por vezes adormeço imaginando: aaaaah, que bom, morri! Mas que triste, ainda não foi agora, pois vi minha alma inquieta, acalentando a criança que há em mim, fazendo-a sossegar envolta em sonhos que hão de se realizar. Nos primórdios celestiais, me deleitarei quando este dia chegar, pois ali sei que toda dor irá cessar e a felicidade, para mim voltará a reinar. Alí sim não mais lembrarei do que ficou por se concretizar.
Uma alma que não se cala.
Minha inocência contém...
Inspiração em minha alma...
Sou uma ave sem ninho...
Sou uma gaivota no espaço...
Sou o perfume dos lírios...
Sou um bailado no espaço....
Sou bacharel em poesias...
Sou um poliglota calado...
Sou um observador de temor....
Sou a pintura do quadro...
Sou a dança nas culturas...
Sou a esperança de um futuro...
Sou música...
Sou calor...
Sou a fera que não maltrata...
Sou o Rose no vinho tinto...
Sou um giro que não roda...
Sou a hélice do helicóptero....
Sou por inteiro...
Em mim...
Não falta pedaços...
Sou o carburador que injeta...
Sou o pistão que causa explosão...
Sou um peixe do rio em busca do mar...
Sou apenas uma alma...
Em busca da paz...
Que jamais irá se calar...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
#OLHOS
Minha alma procura-me...
Sou do tamanho de que me vejo...
Uma vida que é vivida...
Outra no erguer das asas a sonhar...
Quanto mais compreendo...
Menos me sinto compreendido...
Em tudo que aspiro e sinto...
Permaneço em silêncio apenas a olhar...
Vejo uma infinidade de mistério...
A vida passa...
Passa e não fica...
Nada deixa...
Não irá regressar...
E eu a ela ligado...
Sobre a terra...
Debaixo do céu...
Inquietação profunda...
Faz abrigo em meu peito...
De muitas coisas, desejos...
Encostado às esquinas...
Aos olhos com que sonho olhando...
Dos encantos pensamentos...
Sigo ao vento vivendo...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Alma inquieta, noite fria
e uma mente turbinada, louca, amante
sem se quer parar.
Faz os versos pra essa moça linda
que domingo de manhã vem me namorar.
Cospe do peito o amor guardado.
Rasga o verso ao soletrar,
que esse amor é verdadeiro
vindo ao pé do ouvido sussurrar.
Surdina (em Alma Inquieta)
No ar sossegado um sino canta,
Um sino canta no ar sombrio...
Pálida, Vénus se levanta...
Que frio!
Um sino canta. O campanário
Longe, entre névoas, aparece...
Sino, que cantas solitário,
Que quer dizer a tua prece?
Que frio! embuçam-se as colinas;
Chora, correndo, a água do rio;
E o céu se cobre de neblinas...
Que frio!
Ninguém... A estrada, ampla e silente,
Sem caminhantes, adormece...
Sino, que cantas docemente,
Que quer dizer a tua prece?
Que medo pânico me aperta
O coração triste e vazio!
Que esperas mais, alma deserta?
Que frio!
Já tanto amei! já sofri tanto!
Olhos, por que inda estais molhados?
Por que é que choro, a ouvir-te o canto,
Sino que dobras a finados?
Trevas, caí! que o dia é morto!
Morre também, sonho erradio!
- A morte é o último conforto...
Que frio!
Pobres amores, sem destino,
Soltos ao vento, e dizimados!
Inda voz choro... E, como um sino,
Meu coração dobra a finados.
E com que mágoa o sino canta
No ar sossegado, no ar sombrio!
- Pálida, Vénus se levanta...
Que frio!
Noite chuvosa e fria, alma inquieta . No silêncio da noite,
Encontro a paz de que preciso,
Para alimentar os meus sonhos,
devaneios e meus delírios.Está tudo tão escuro parece até que as estrelas não existem, a companhia solitária da noite me trás lembranças que levam minha mente e imaginação para outros lugares. Viajei para minha juventude ela estava encantada em terras verdes entre vales e montanhas lá tinha uma bela mulher a muito conhecida que tocava piano em compassos delicados e espiritualizados, Olhei seu belo rosto, onde o seu sorriso era composto e regado a um tom misterioso. Será que o mundo está a me testar ? Será que tenho a chance da ilusão de esquecer por um segundo essa pobre solidão.
SILÊNCIO RASGADO
Rasga-me o meu silêncio
Num profundo corte
De inquietação na alma
E me penitencio na dor
Que enrolada me devora
Neste soneto doloroso
De um mar cheio de lágrimas
Na solidão de tanto silêncio
Rasga-me o peito, fere-me a alma
É o silêncio que doí, que corroí
De tantos sentimentos escondidos
Perdidos, achados, esquecidos
Não, não quero sentir a escuridão
Quero apenas sentir-me no silêncio
Para tomar conta de mim em ti amor.
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Sempre acordo com a alma inquieta... com vontade de ver o mundo palpitando em emoções e controvérsias para que eu consiga captar e extrair de tudo afagos literais que acalma e acarinha o desejo pelo sonho que se concretiza na praticidade subjetiva da vida.
Entre a bruma da incerteza,
onde o amor se oculta e surge,
navega a alma inquieta,
carregando o fardo do desejo,
sem regras a seguir, sem mapas a traçar,
ele simplesmente acontece,
como uma canção silenciosa,
tecendo laços invisíveis,
no carinho mútuo que floresce.
Oh, linda canção,
declaração infinita,
tua melodia é o ar que respiro,
e o momento sempre juntos,
a paixão que permanece,
um sentimento eterno,
raízes profundas,
alimentando o amor que cresce,
cada verso um anseio,
cada nota um suspiro.
Escrevi-te, amor, em dias de paixão,
quando o coração ardia,
tratando da dificuldade,
de me entregar plenamente,
sentindo o peso da incerteza,
desejando a plenitude.
O primeiro verso é um reflexo,
do desejo mais profundo,
muito mais um sonho que realidade,
lembranças de um tempo,
onde a tristeza era companheira,
a mais triste canção que já escrevi,
ecoando em meu ser.
Não me acostumo sem teus beijos,
sem teus abraços, não sei viver,
aprendi que o tempo é relativo,
meu mel, por um momento ao teu lado,
faria qualquer coisa nesta vida,
para sentir-te mais uma vez.
Amor, tu és a canção inacabada,
que ressoa em meu peito,
esperança persistente,
de que o desejo se torne realidade,
um amor pleno e verdadeiro,
que supera a incerteza,
e nos une para sempre.
Lindo é quando estamos tristes e
a alma anda inquieta ...
E surge
alguém que nos acarinhe com amor ,
nos incentive a sonhar,
nos mostre como é bom sorrir e
enxergar a vida com uma nova cor.
Quando a noite chega, trazendo consigo o cansaço, minha alma inquieta, mas repleta de sonhos, ergue o olhar ao céu bordado de estrelas e sussurra ao silêncio: valeu a pena ser forte mais uma vez.
A Magia Contra o Tédio ...
Imaginação é como "feitiço"
Alma inquieta,
foge do tédio que a rotina projeta.
Sonha com truques, com criação,
com literatura em transformação.
Na sala, olhos atentos e curiosos,
crianças em mundos maravilhosos.
Cada história é uma porta aberta,
cada verso, uma estrada descoberta.
Infância pulsa em imaginação,
em perguntas, em inquietação.
Ela planta atenção com afeto,
colhe ideias num campo repleto.
E o tédio, que ousa se aproximar,
é vencido pelo ato de imaginar.
Tédio existe ali na sala. É o chamado comum. O bom seria entrar em sala como quem prepara um espetáculo: Meu desejo é fazer um truque de mágica — não com varinha de condão, mas com palavras que brilham, com aulas que façam os olhos saltarem do rosto.
Sempre que possível, o plano será transformar cada aula de literatura em uma experiência viva/imersiva, onde os livros são apenas o ponto de partida, para que os olhos das crianças, atentos e curiosos, revelem que algo mágico está acontecendo.
O desejo é que mergulhem nas histórias, questionem, criem, reinventem. A literatura deve ser sentida, encenada, vivida.
O desejo é que todos os dias seja como se fosse um "feitiço"/encanto que nunca acabe. Que nunca falhe.
Folclore...
Ele falha/Eu falho.
“Entre constelações distraídas, eu, Capitu de alma inquieta, reencontro teu silêncio no espaço e nele descubro que até o universo conspira pra nos alinhar outra vez.”
Não fales pelo silêncio da boca
Balbucie na inquietação da alma
Seja a mudança que queira
Com o coração no que sinta falta
Leia-me, mas não me compreenda
Sinta o que tenho a dizer
Admire os meus versos
Busque ser e viver;
Nunca encontra a objetiva verdade, toda alma inquieta daquele que não sabe ao certo o que busca, incessantemente, todas as horas pelos diversos e oblíquos caminhos.
A traição é um dos mistérios morais mais inquietantes da alma humana. Quem trai quase sempre teve diante de si a possibilidade simples e digna de partir.
Ainda assim, escolhe permanecer enquanto corrói silenciosamente a confiança do outro. Talvez porque a verdade exija coragem, e a mentira ofereça abrigo momentâneo.
Talvez porque alguns temam mais a solidão do que o peso de ferir alguém. No entanto, a traição revela algo mais profundo que a quebra de um compromisso: ela expõe o conflito entre aquilo que somos e aquilo que fingimos ser.
No instante em que alguém trai, não rompe apenas um vínculo com o outro, rompe, sobretudo, com a própria honestidade de existir.
Sono ausente;
Mente acordada,
Intensidade presente;
Olhar veemente da Alma,
Inquietação muito recorrente;
Emoção entre versos e palavras.
