Acolher: textos e poemas sobre esse gesto de apoio
Abençoado seja o ventre materno que sabe acolher uma outra vida, traçando antecipadamente todos os cuidados, elaborações e sentimentos amorosos à serviço do crescimento da vida, da educação dos filhos e da comunhão familiar, porque destas lindas e frágeis criaturas ela, na função de mãe, rainha do lar, é capaz de torná-las, através de seus braços, esforços e sábios conselhos, homens e mulheres fortes, úteis e valorosos à nossa sociedade, uma geração carente de felicidade, de valores e nobres realizações sociais.
Precisamos acolher, sentir e valorizar os corações das mulheres de Deus: há propósitos elevados em seus testemunhos e sábios conselhos em suas experiências.
A beleza de cada gesto, prova a grandeza que reside na capacidade de valorizar e acolher o outro.
Marília Masgalos
Você é rico?
Você tem uma família para te acolher?
Tem um lugar para se aconchegar?
Tem um trabalho para se sentir útil?
Tem amigos para compartilhar alegrias?
Tem saúde para aproveitar o bom da vida?
Tem tudo isso? Parabéns!
Aproveite, você é uma pessoa muito rica!
Abraçar, sorrir, elogiar, acolher, respeitar, ajudar e amar. São gestos que demostram empatia e podem tornar as pessoas melhores e maiores!
POR UM MUNDO MELHOR
É preciso ter misericórdia e acolher aquele que está desprovido de atenção, que está frágil, que está necessitado e que errou! Contudo, devemos mostrar um caminho para que se faça uma mudança de vida, pois não é prudente relativizar o erro que prejudica.
A Eternidade sabe como acolher em seus braços os expatriados deste Mundo, visto que ela mesma, como recém nascida, está confortável e acolhida no seio de QUEM a Criou.
Às vezes, falhamos em acolher aqueles que precisam de amparo e em amar aqueles que mais necessitam de amor.
Amar é sobre acolher o outro em momentos de crise, certo? Amara é segurar alguém em meio à tempestade e não somente nos dias leves e floridos. O amor suporta barreiras, o amor é paciente, é ser âncora nas montanhas russas emocionais do outro. É ter resiliência.
Ser imigrante é saber entrar na casa do outro sem alterar a cena, e acolher o imigrante é receber o parente que veio de longe. Paz entre nós e com todos aqueles que virão. Sempre é tempo de aprender.
Ah, mar! Amor ao mar
que acalma a alma
como se soubesse o que é amar
ao acolher com suas águas
quem precisa se aniMar.
Resolvi o nosso
amor acolher
Ninguém mais
nos tira
do trilho
Só o amor
é capaz
de dar
o brilho
Decididamente
contigo
resolvi viver
Acariciando
o teu coração
Te provarei
sem pudor
Seremos
do nosso
amor
Já te vejo
pleno
de fulgor
Serei a brisa
bem mansinha
Feminina
e encantadinha
Entregue
e arrepiadinha
Prometo que
vou andar na linha
A primavera
está florescendo
A minha adega
está nos
teus lábios
Dos nossos sabores
vou fazendo
Vinhos primaveris
de inebriar os sábios
A delicadeza é uma linguagem universal. Ser uma pessoa delicada é acolher a presença do outro com carinho.
Partir para Acolher
Parti.
Não por negar o que me cercava,
Mas por honrar o que em mim clamava.
Foi preciso o silêncio,
o passo em outra estrada,
pra ouvir a alma que, há tempos, me chamava.
Deixei abraços pendurados no tempo,
promessas guardadas no vento,
mas não por desprezo ou esquecimento...
Parti porque não mais cabia onde eu me diminuía.
O amor verdadeiro não é prisão,
é fonte que busca expansão.
E eu era semente apertada na mão
pedindo terra, água e estação.
Fui,
mas levei comigo cada nome,
cada gesto que me fez ser quem sou.
Porque partir, às vezes, é o ato mais fiel
que alguém pode ofertar ao amor que ficou.
Longe, descobri que não se acolhe de verdade
se não se aprendeu a cuidar da própria vontade.
Que o abraço mais puro não vem do cansaço,
mas da alma inteira — de um novo espaço.
Voltarei, ou talvez não.
O agora não permite adivinhação.
O futuro não exige promessas,
mas contempla, sereno, minha direção.
Não volto por falta ou fraqueza,
mas, se voltar, será com firmeza:
na bagagem, a certeza aprendida,
de que o amor não acorrenta a vida,
mas se faz em presença inteira,
alma lúcida, em sua inteireza.
E agora, eu acolho...
Não com a urgência de salvar,
mas com a paz de quem aprendeu a amar.
Pois só transborda quem, antes,
se permitiu se encontrar.
Partir para Acolher
Parti.
Não por negar o que me cercava,
Mas por honrar o que em mim clamava.
Foi preciso o silêncio,
o passo em outra estrada,
pra ouvir a alma que, há tempos, me chamava.
Deixei abraços pendurados no tempo,
promessas guardadas no vento,
mas não por desprezo ou esquecimento...
Parti porque não mais cabia onde eu me diminuía.
O amor verdadeiro não é prisão,
é fonte que busca expansão.
E eu era semente apertada na mão
pedindo terra, água e estação.
Fui,
mas levei comigo cada nome,
cada gesto que me fez ser quem sou.
Porque partir, às vezes, é o ato mais fiel
que alguém pode ofertar ao amor que ficou.
Longe, descobri que não se acolhe de verdade
se não se aprendeu a cuidar da própria vontade.
Que o abraço mais puro não vem do cansaço,
mas da alma inteira — de um novo espaço.
Voltarei, ou talvez não.
O agora não permite adivinhação.
O futuro não exige promessas,
mas contempla, sereno, minha direção.
Não volto por falta ou fraqueza,
mas, se voltar, será com firmeza:
na bagagem, a certeza aprendida,
de que o amor não acorrenta a vida,
mas se faz em presença inteira,
alma lúcida, mão verdadeira.
E agora, eu acolho...
Não com a urgência de salvar,
mas com a paz de quem aprendeu a amar.
Pois só transborda quem, antes,
se permitiu se encontrar.
Vega Lira
A expressão "Não é nada" é só uma abreviação da complexidade: Não é nada que eu possa explicar.
Ou, em piores casos: Não é nada que você possa entender.
A arte do desabafo e do acolhimento consiste em explicar mesmo assim e entender mesmo assim, desembaracem-se.
