Abrigo
Quando o sol da Esperança
já não brilha ...
É o momento de silenciar
Pedir abrigo aos céus e
esperar o tempo de Deus
chegar .
Nada como entregar
nossos anseios a Ele
Deixar a alma
falar
E a tempestade
por si tão somente
aquietar .
Vai passar ...
Um tic tac ao longe lembra que o tempo passa
Lento, constante e ritmado
No abrigo da noite, na companhia
Do copo, da pena, do papel
Devaneio na madrugada
O gosto amargo é doce no final
Me consola como beijo
Deixado na espera da noite passada
Lamentos de horas vãs
Transcritos em versos desconexos
Palavras que dançam à minha frente
Como bailarinas desprovidas de rima
Criaturas noturnas despertam
E se deixam comigo compartilhar
Risos soltos, afagos e sentidos
Noite alta, estou absorvida pela magia da escrita
Alma alerta, desprendida
Um sorriso me vem e sorrio de volta
Nessas voltas um encontro
[entre tantos desencontros...]
Sentimentos enevoados
Deixados ao lado, cobertos, recobertos
Último gole... Dourado
Bolhas de sabor explodem na boca
Anúncio de finitude
De tempo necessário...
QUEM FOI
Quem foi que ousou furtar
O teu sorriso, te fez perder
Abrigo, roubou amigos e te
Colocou em tamanho perigo?
Quem foi que te iniciou nesta
Festa tão funesta, sumiu e não
Assumiu que não saiu desta?
Quem ofuscou o teu olhar que
Era tão genuíno com falso brilho?
Quem foi que atormentou com tão
Errôneo açoite tuas noites, quem
Envenenou de vez os teus dias e
Rasgou tuas saudáveis fantasias?
Quem foi que te fez negar a tua
Realidade, mascarou a verdade
E te fez viver com tanta falsidade?
Quem foi que acordou tua insônia
E te receitou calmantes de forma
Tão perversa quanto perseverante?
Quem foi, anda, me diz quem foi,
Que criou este mundo de lágrimas,
Que arrasou tua alma com mágoas,
Afogou teu corpo quase morto e te
Prendeu com a liberta dependência
Desta tua tão crescente decadência?
Quem foi que estragou a tua cabeça
E te exigiu terapia, incessantemente,
Todos os dias até o fim dos teus dias?
Quem foi esta majestade vil, decadente,
Que de insubstituível é totalmente inútil,
Que de fundamental não serve pra nada
E que de prioritária é a última das coisas?
Tu sabes bem quem foi e como foi porque
Existe apenas uma coisa que é a coisa, só
Uma droga que até no nome é uma droga,
Que há tanto te droga, troca, aporta, torta
Suporta e não vê a hora de te ver morta!
Guria da Gaúcha Poesia
"O que procuramos no tempo? Cura, solução, abrigo, conforto?
Por que será que, sempre espermos que o tempo resolva tudo por nós?
Será que somos incapazes de resolvermos nós mesmos?
São tantas perguntas, e nenhuma resposta.
A vida é curta para esperarmos no tempo uma coisa que nós mesmos temos que fazer. Achar um rumo, uma rota, um caminho, uma volta... Isso é o que temos que fazer? Não sei dizer.
As vezes considero o tempo como uma dádiva, as vezes como uma incógnita, e as vezes como um simples pombo vagando na rua, sem utilidade alguma.
A questão é que tempo é relógio, é ampulheta, e um dia os grãos dessa ampulheta se esgotarão. E quando isso acontecer esteja preparado, pois o seu tempo acabou. Então não caia nessa vaga idéia, não dê tempo ao tempo... Dê soluções ao tempo. Pois quem vive de tempo é cronômetro, você não, você é gente, de carne, osso, e alma.
Então viva, sinta, chore, sorria, caia, levante, lute, conquiste.
Pois só você pode fazer isso por você. Não espere no tempo o que só sua capacidade pode fazer."
TROVA - 77
Há um passado que tem
Na memória o seu abrigo
E existe outro, porém,
Que lembrar é um castigo!
Você não entende,
Posso ser seu abrigo.
Seu porto seguro,
A fortaleza para sua proteção.
Me dê a mão,
Para que então seus medos se dividam comigo,
E eu me torne seu ombro "amigo".
Irei atender teu socorro,
Ás uma, duas, três da madrugada.
Sua angústia será minha,
Seu lamento será meu.
Meu silêncio,
Será seu ouvinte.
►Refúgio
Aquele meu abrigo
Dentro dele não sinto perigo
Possuo liberdade, anda é proibido
Do mundo caótico, lá eu respiro
Não importa o que aconteça
Estarei seguro, tenho a certeza
Posso entrar chateado
Posso entrar magoado, abalado
Mas estarei bem, naquele lugar
Pois, nele poderei descansar
Os pensamentos poderei organizar
Esse lugar é, para mim, essencial
Em outras palavras, ele é especial.
O lugar que me conforta
Meus lamentos ele suporta
Para mim ele abre as portas
Me carrega em suas costas
Pobre, pobre dele
Abuso muito ele
Mas minha necessidade é alta
E ele nunca me falta
Sempre presente para me ajudar
Sempre de mãos abertas para me apoiar
Eu passo muito tempo com ele, eu sei
"Mas preciso dele", eu direi
E não o abandonarei
Todos procuram tentando o achar
Mas poucos conseguem encontrar
O verdadeiro está escondido
Eu sinto.
Precisamos nos aliviar
Dores de cabeça, nos livrar
Então, precisamos o alcançar
Ele vai nos escutar
Nos deixar pensar
Não quero me adiantar
Mas creio que é importante
És tipo meu ajudante
Totalmente relevante para mim
Preciso dele, em fim
Sempre esteve ali
E sempre o vi
Mas só hoje o senti
Estranho? Mas é a verdade
Sinto o ar da liberdade
Nenhuma inimizade
Nenhuma falsidade
Nem mesmo crueldade
Longe da sociedade, a bondade.
Lá é onde me acalmo, relaxante
Respiro e penso bastante
Afinal, sou o único ocupante
Torno-me um viajante
Em busca de algo empolgante
Dos problemas torno-me um atacante
Alguns resolvo em instantes
Lá é onde eu durmo
Onde me sinto seguro
O abrigo desse meu mundo.
Meu refúgio, meu abrigo, minha salvação...
Sempre que estou mal, me refugio na poesia;
Sempre que estou com muito frio, me abrigo na poesia;
Sempre que estou em perigo, minha salvação é a poesia...
Nem sempre terei o sol nos meus caminhos
e nem tanto quero só sombras pra viver
Busco abrigo que protege, que não esconde
Pois vivo da luz, que guia o meu proceder
Se para sempre jamais é o que tem de ser
Vejo em tuas sinuosas palavras o tecer
Como pedras de amolar o destino pra crer
Que a tua clara ideia também irá escurecer
Almany Sol
E se chove lá fora, o que preferes?
Um aconchegante abrigo ou molhar-se perigosamente?
Digo-lhe que o óbvio se me mostra mais atraente...
(Fabi Braga, 28 abr 2011. Editado.)
Guardei o melhor para carregar comigo
Nos dias de solidão
Tua lembrança me trouxe abrigo
Eternizei as memórias do nosso amor
Gravado em meus olhos
Por tudo te vejo
Revelo em mim um íntimo desejo:
Ter seu colo, aquele que rouba minha dor
E ainda as promessas do seu beijo.
Algumas vezes só necessitamos de um abrigo. Alguém que não nos julgue, questione ou rotule. Só precisamos ser olhados com um pouco mais de calma.
Todos temos algo valioso para oferecer. Enxergar apenas as fragilidades é desvalorizar o ser humano que está diante de nós.
A comunidade não é um refúgio é um abrigo! Não é um lugar de realização pessoal e sim moradia de Deus! É a Casa do Pai! Na presença do Pai os filhos encontrarão alegria e liberdade. No mundo poderá haver mudanças, mas o que é verdadeiramente importante permanece conosco.
Às vezes,
tudo que queremos
é um pouco de abrigo,
sabe?
Um pouco de atenção,
um pouco de aconchego,
um pouco de carinho...
Só para aquietar
as nossas almas cansadas.
Jamais serei uma pessoa em que as tristezas encontrarão abrigo...por mais difícil que tudo possa estar.
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