Voz
CLAMAI AO SENHOR
”Com a minha voz clamo ao Senhor, e Ele do seu santo monte me responde” (Salmos 3:4)
Quando Davi fugia de seu filho Absalão, cercado por 10.000 soldados inimigos, humanamente falando não havia saída para ele. Mesmo assim ele acreditava na mão forte do Deus a quem servia e que o salvaria não somente daquele exército inimigo, mas de qualquer outra dificuldade que poderia aparecer.
Quem sabe você também esteja passando por dificuldades extremas e pensando não existir saída para esses problemas. Saiba que o mesmo Deus que ouvia a Davi quando ele clamava e o atendia sempre com mão forte, é o mesmo que ainda hoje nos ouve e o será eternamente.
Que neste dia possamos clamar ao Senhor com a certeza de que ele estará nos ouvindo do seu monte Santo, e como fez nos dias de Davi, continuará fazendo em nossos dias, ouvindo e nos respondendo. Então clamemos a Ele.
Se você está no CAMINHO CERTO, continue por ele.
NEle, esperança da glória, e que nunca te abandona,
Seu conservo no Senhor,
Silair Garcia
AO SAUDOSO MESTRE:
Nascido em João Pessoa
Capital da Paraíba
O menino de voz rouca
Corpo esguio ou delgado
Aos seis anos de idade
Mudou-se com a família
Para a pequena Taperoá
A quem chamava o guri
Minha linda princesinha
Aonde se projetaram
Seus primeiros madrigais
Logo imortalizados
Na memoria dos mortais
Com a mãe compadecida
Das mentiras infernais
Do chicó, e seu escudeiro
Floreando os recitais
Mais tarde, já homem feito
Fazendo o erudito
Se misturar aos cordéis
Introduzindo as artes
Ao nascente ARMORIAL
Movimento que queria
Popularizar a cultura
Do nordeste e do Brasil
Associando a ela
A linguagem do sertão
Em seu cavalo de fogo
E traseiro alardeado
Se não fosse um alazão
Carregava em seu gibão
A pedra do rei congado
Como o maior legado
Do povo de seu sertão
Sem alarde,
E bem pouca cerimônia
Apenas um violino.
Tocando em reverência
A vossa triste partida
Partiste a se encontrar
No reinado da “SARON”
Com nossa compadecida
Vou encerrar com pesar
Nesse meu coração físico
A saudade desse mestre
Nas rimas que vão ficar
Eternamente inseridas
No coração ARIANO
Do nordestino aguerrido.
A VOZ DO VENTO:
A brisa fria da noite
Bate levemente ao meu rosto
Levemente sem toca-lo!
Sem toca-lo... Levemente fria,
Fala ao meu ouvido incompreensivo.
Porque o vento,
Ao vento fala.
REFLEXÃO:
Sobre teu silêncio
Eles crescem e tremem
De euforia receando ouvir tua voz
Sob tua voz
Tremem de fobia e receiam te impugnar
No entanto, se bradares
Receio que morram
De aversão.
MENDAZ:
Nada enceta!
A dor, a voz, os sonhos.
As máscaras e suas faces.
Os "homens" e seus comes.
Os livros e seus líricos
Os mestres e os noviços
Lúdicos e telúricos.
Não há rima nem besos
É controverso o reverso
O mítico ou abstrato.
Todo esse escopo mendaz
Num instante não distante
A tudo se perpaz.
ABJETO
Quando o império pensar que virá
Sério! Já serei terno.
Não queira ouvir a voz que seduz!
Quando o mistério voltar
Mister será senil.
Imperativos...
Produz almas vazias.
Zicoiolo
Se não fosse tão ridículo falar de amor.
Eu iria dizer que te amo em voz alta.
É porque você não presta bem a atenção
Às vezes, eu até expresso.
Só que é tão sutil que você tropeçou.
Ora, eu sou tão intenso, tão plausível que me parece outro.
Meu exterior é norte, alegria e paixão.
Dentro de mim incauto, solidão.
MEU CHAKRA
Essa minha voz tenor rasgado
De certo te faz replicar
Nos acordes do coração.
Minha arrogância ateia-vesga
Não te deixa respirar.
Mas o coração é tenro
Um albergue à noite.
Onde tudo pode
E nada é possível.
Quem quiser preservar a aparência, deve fechar os ouvidos para a voz interior que fala quem realmente somos.
Gosto de acreditar que essa voz que me diz: "As coisas vão melhorar" é, na verdade, Deus, e não o meu cérebro me dizendo isso só para me confortar.
Pra mim, escrever é como um cantor que tem a oportunidade de soltar sua voz. Eu solto minhas palavras, e poucas coisas podem ser descritas com tamanho prazer. O conhecimento é sem dúvidas, a elevação do estado humano para um algo mais.
Sua voz era como a flauta de encantar homens. Para dentro de si ela os levava, os consumindo, os tornando recreação. Havia perdição em seus atos, que descabidos e inapropriados ao senso comum, tornavam aquela mulher doce, gentil, delicada, em uma predadora. Sua fome não era de ter seus objetivos alcançados, e sim, de ter cada um em suas mãos. Passageiro ou momentâneo, ela queria apenas dizer que quando a pertenciam, não eram de mais ninguém.
Busque estudar e partilhar a sua percepção libertadora de sua voz interior, defendendo uma vida intencional. Quem se ajuda certamente será exemplo na caminhada.
Quando Deus fala, Sua voz atravessa o tempo - porque o poder não está nos homens, mas nas mãos do Soberano eterno.
