Voo
Amar alguém sem valorizar a si mesmo, é como saltar de um avião durante o seu mais alto voo e não abrir o paraquedas.
Alcei voo, e nesta viajem levo comigo toda recordação do que foi bom, do que aprendi, o resto joguei fora, me sinto mais livre e leve para descobrir o que existe além do céu azul e das cristalinas aguas esverdeadas que compõe meu horizonte.
Noutro vôo a re-pousar
Perdida em doçuras pré-fabricadas, sonhadora compõe sonhos no passar de nuvens. Quando pequena, pensava ser algodão, no céu azul pintado a aquarela. Dias de chuva logo eram regados de sol e cores do arco-íris, traçado pelo dedo do criador que curva o céu, tom sobre tom.
Gira, gira o mundo ao redor, a menina agora emoldurada, é a mulher das fases de lua, das noites escuras em prantos polidos de lágrimas, menina agora madura.
Coração de mulher tem menina como moradia, tem dor em meio ao arco-íris que ainda está por vir, pois ainda chove, tem vez que chove todo dia, nesse dia a dia de esperas, dos fins de tarde cinzentos que trazem logo, logo à noite. Chamando pelo sol da manhã a moça dos sonhos cantantes vai se deitar, pra ver luz brotar na fonte da vida de toda menina mulher;
Sonha, com o calor em noite de ventania, flor a brotar na tarde vazia, mãos entrelaçadas, esperas que não sejam vazias. Sonhos dessa menina... A menina que ainda dança frente ao vento, que cruza tocando cada fio de cabelo, purificando a alma, limpando dores distintas; Devaneios vêm ao mundo do olhar da mulher ainda tão menina, tão mulher, tão menina.
Olhar de candura, a menina dos vôos e pousos quase bruscos em tons de queda, era brisa nas ventanias da vida, solta nas curvas e esquinas, liberta no ar dos becos sem saída, era céu além de chão. Terra, fogo, céu e mar era sua junção. Sua única saída era o vôo.
Os milagres de todos os dias
O nascer do sol;
Uma brisa suave;
Cor do girassol;
Mais um voo da ave;
As flores nascendo;
Crianças brincando;
Rosas florescendo;
Os seres amando.
Na nave da Igreja,
Jesus acolhendo,
Sem olhar quem seja,
A benção descendo.
E Deus nesta hora
Em brilho total,
Resolveu que agora,
Haveria Natal.
Milagres assim,
De todos os dias,
Nos trazem, enfim,
Muitas alegrias.
O Natal é agora,
Bem neste momento,
Pois Deus não tem hora
Para tal evento.
Porque afinal,
É sempre Natal.
Sinto por ti uma ansiedade incógnita,um voo gaivota, uma chama trêmula,um arrepio na pele,o amor..?
Não sei...
Mas o desejo...
Incansável que sou, eu sigo. E quando penso que vou me espatifar no chão, levanto vôo. E quando penso que vou alçar vôo, me espatifo no chão! E a única coisa que é incansável em mim é meu cansaço, mas nem por isso eu paro.
PLANO DE VOO
No plano alucinado
Já no degrau maior
Estrelas se enroscam em mim
E eu tomo conta delas.
São jorge é uma ilusão.
Não acreditem que São Jorge
É um guardião da lua
Quem poderia fazer mal a lua
Uma mulher solitária que só vê seus filhos
Não acreditem em São Jorge.
O homem por sua conta
Criou os dogmas, as ilusões, os mistérios
E por todas as naus
Que singram o luar disperso
Não nos trazem informações sobre
O que se preferimos ver com nossos próprios olhos
Porque o encanto se demudaria um quebranto
E as infinitas entradas trancadas
Por rendas de sedas e ornados
Se concretizariam tais as madeiras
Das portas de nossas casas.
No plano dos sonhos tudo acontece
Da forma que ninguém fale
Aqui os mistérios são tratados como mistérios
E não nos entrançamos com estrelas
Nem damos de comer à lua
E a chamamos bonitas
Porque não vive entre nós
E a distância de nós a ela
É motivo de pesquisa da NASA.
O que teria esse voo que, de tão inteiro, nem existe? Essa imagem que, de tão completa e íntegra, se desintegra? Esses traços que, de tão delicados e firmes, nada sabem do real e do sublime?" O último verão em Paris, crônicas, 2000
Princesa
Quem Sou Eu Sem Você
Princesa Vôo no espaço como a bolha de sabão,sem sentir o aroma das flores e das folhas,sem ter rumo certo sem saber aonde ir,sem pelo menos ouvir os ruídos do ar.Não mato a fome que devora nem a sede que aniquila,não sinto a mão que me guia e orienta,não apalpo a natureza com seus mistérios,vivo sem sabero que é viver.Canto sem entoaras notas e os tons,choro sem um motivo específico pergunto onde estou,como estou,e vou embora.Sinto-me como uma borboleta fora do casulo,um anjo sem as asas,uma ave longe do seu ninho,um cego à beira do abismo,um barco sem o vento,uma guerra sem as armas e os soldados.Um céu nublado sem estrelas,um corpo sem alma,sem espírito,um coração sem pulsar,sem batimentos como o meu,uma vida sem amor,
ANDÁIA
Jandaia
Trouxe no seu vôo
Um recado de amor
Sou alegria, a tristeza findou
Liberte o seu coração
Jandaia
Me trouxe a paz
De uma nova estação
Relembrando momentos da nossa união
A saudade bateu forte no meu peito
Lembrando seu beijo
Me atiça o desejo de querer voltar
Saudade castiga... Me liga
Longe do seu amor eu não vou suportar
Volta pra mim
O nosso amor não tem fim
A vida é sem graça
Se você não me abraça
Querendo me amar
O dia não passa
A noite é vazia vem me completar
Não fuja da raia
A esperança de tê-la outra vez só pra mim
Quem me deu foi...
Jandaia...
No dia que tropecei e cai, eu aprendi a voar, e nesse meu voo rasante eu planei em meio à persistência.
Que o peso nas asas não aborte nem um voo
Que medos nunca chamusquem amores
Que o toque dos lábios façam sorrir
Que o tédio não nos leve à morte
Que o desgaste do rosto não nos torne estranhos
Que nenhuma chegada se transforme em partida.
Singrar mares, em voo singular
Na imensidão azul
De um mar insólito, virtual
Procurar porto seguro
Talvez obscuro
Olhar vazio, se perdendo ao ocaso
Ondas a se misturar
A essas lagrimas que teimam em rolar
Tento um gole com limão
Mãos trêmulas a segurar um copo
como a dizer não
vou aportar
sem cabotagem
pois sabotagem
tiram inspiração.
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