Vinho: textos e poesias que celebram sua essência
A beleza de uma mulher igual ao vinho
deve se apreciar gole
a
gole sem esperar muito,
muitas vezes um gole suave,
outras vezes só se senti o aroma
tirando sua roupa com voracidade
ou esperar alem momento ideal,
mas, todo sempre corriqueiro
o gosto profundo e detalhado,
relata as curvas acentuadas,
e as expressões torna se...
uma fronteira de prazer,
então se deixa a vontade
de uma forma em que
o coração sempre deseje mais e mais.
Pressa.
Dá-me já um cálice de vinho
Ou uma dose de vódka quente
Ou mesmo um copo de aguardente...
Seja lá o que for, dá-me!
Preciso entorpecer meus sentidos
Esquecer que eu existo
( se é que um dia existi )
Neste mundo louco
Que me devora aos poucos
Me suga a vida
Me sangra a ferida
Alma renhida, entregue
Que deus, ou o diabo, a carregue!
Perdoe-me Deus a blasfêmia!
É que minha dor não descansa
Onde foi minha esperança,
ou a dose de morfina
que meu corpo abomina,
mas à minha mente seduz!
Cheiro de alcaçus...
Ou seria de incenso
Torpor letal, imenso, desatina a razão,
estraçalha o coração...
Onde há Luz,
Tudo que me conduz é a escuridão!
Pensas ser eu uma maldita
Mas a paz silenciou
A alegria não grita
( Nem sussurra mais)
Nesta terra de meus pais,
onde tudo, hoje, são ais,
não me sinto...
Simplesmente, não me sinto mais!
Dá-me logo este veneno!
Não me negue a inconsciência,
Ser piedoso, mostre decência
á esta poetisa atormentada...!
Há horas que a vida é nada!
Sem risos e acalantos, perde-se o riso
e o encanto...
Chega de realidade!
Uma dose pequena
Um trago apenas
Mas que me traga alegria
( Ainda que farsante)
Vamos, adiante!
Me aguarda hoje, ainda,
a poesia.
VINHO
Escorre na taça o fim do dia
Num buquê de chuva que cai
A consciência então se inebria
Em goles de saudade que abstrai
E nesta sonolência complexa
Relaxa o sonho no tinto vinho
Quando faz a quimera perplexa
E os pensamentos em desalinho
Mergulho no meu eu, sem data
Nada encontro nem a mim mesmo
É como caminhar em virgem mata
Ou escorrer no meio fio a esmo
Tudo é início e fim de festejada festa
Nos basta: varanda, cachorro e taça
De tinto vinho, sabe-se lá o que resta
Dá-me mais vinho pois a vida passa
Luciano Spagnol
Eu desejo me estraçalhar como o cair de uma taça de vinho cuja safra seja única... pois assim o sentimento de perda seria tão infinitamente maior pelo que havia dentro do que os cacos que se fora!
Sendo assim ao me desfazer, o que eu era terá seu devido valor!
"A poesia é o vinho da existência humana, dela absorvemos o sumo licor da esperança e da beleza, que nos sustentam diante do caos no homem."
Poetar é uma explosão de alma tão intensa, que nada acalma, só papel e tinta e os conselhos do vinho...
A vingança tarda, mas não falha, e ela é doce e amarga ao mesmo tempo, como uma taça de vinho tinto seco nas noites de inverno, tanto arrepia quanto satisfaz, mas te entorpece e te envenena, fazendo você querer aquilo cada vez mais.
“OS DIAS, A CHUVA, AS FLORES, AS NOITES, O VINHO, LUAR; - O AR, O MAR, OS PÁSSAROS, REFLETIR, SONHAR..., E CONTINUAMENTE, PROSSEGUIR!”. AJCMusskoff.
Guarde o meu amor...
Ele é um vinho caro e raro
Custa uma vida e sua safra é de 30 anos...
Tem cor de rubi e valor de diamante.
Guarde bem esse amor...
Ele renasceu em momento de dor
Como um bálsamo...
Deu vida e transformou espinhos em flor.
Guarde bem... nosso amor!
Escolhas
I
Como escolher entre
O doce e o eterno?
O doce que embriaga
Como vinho e aperta
O coração no momento
Mágico da paixão;
O eterno que transcende
A vida e a morte,
Como maná que
Aplaca a sede de amar;
Como escolher entre
O cheiro e o paladar
O útil e o agradável
O beijo e o inefável?
II
Como escolher entre
O medo e o desejo?
O medo que rasga rente
Com suas garras e punhais;
O mesmo medo que
Jamais intimida os casais;
O desejo que é dor e
Prazer a um só tempo;
Apetite ardente mesmo
Quando em passatempo;
Como escolher entre
O riso e o meio-tom
O toma-lá e o dá-cá
O áspero e o vulgar?
Uma taça de vinho, flores em versos e o maior amor que há. Um amor que o mundo não conhece, que não está escrito...que a história não escreveu. Um amor que nem o tempo, nem o vento foi capaz de apagar, de levar...um amor que o destino traçou errado e colocou eu e você, separados.l
morte...
gosto de veneno
doce vinho...
amargo sentimento da perdição...
calo me diante da tua visão...
extremo assim sendo
semântica austera
vertente nos rios de sangue
dor olhar vazio,
querer apenas amar e dor
que tanto se renova
nobres braseiros
cujo o verbo sempre seja o
primor solitário...
traste algoz do destino
ferida aberta...
ate ultimo suspiro.
Aonde foram parar as borboletas no meu estômago ao ter ver?
Foram todas afogadas em um vinho barato na tentativa frustada de te esquecer...
Às vezes só quero uma única noite fria, um cobertor velho, uma garrafa de vinho e você ao meu lado. É pedir muito?
Baco, Dê vinho Luso !
vinho legal, vinho cardeal,vinho sensacional
A meus filhos concluso
Nossa festa, Minha seresta, Salve Malatesta !
Em sendo um obtuso
Neles faço, Neles refaço, Neles satisfaço
Viro preto profuso
Preto mano, Nego "Solano", Preto africano
Meu direito difuso
O mar tejo, O mar festejo, O mar alentejo
Qual uvas furto uso
Desse mosto, desse composto,desse entreposto
Diga meus Picorrucho
Nossa joia, Nossa sequoia, Nossa metanoia
Mais do sangue transfuso
Mais um riso, Mais um sorriso, Mais um improviso
Tal é o vinho luso...
vinho fresco, vinho refresco, vinho pitoresco
Tais filhos do Senegal,
Filhos Dança , Filhos Festança, Semelhança cabal
Com Duzentas e sessenta e nove silabas
Agora me recluso.
Jamais eu me estribas
No meu coração, Senhor,
pensar luso, pensar induzo, pensar excluso.
Vinho
A cada beijo fica mais transparente
Mesmo fria sinto seu doce sabor
Sendo seca me das mais vigor
De todas és a mais atraente
Minha melhor amiga
Minha melhor amante
Venha deixar-me fumegante
Sem rodeios ou intriga
Contigo tenho mais chance
De ser o que sempre quis
Boêmio e sempre aprendiz
Viverei este eterno romance
Só tu entende este semblante
Que em minha vida és constante
Água e vinho
Você recostava a cabeça ao meu peito,
Sorria das bobagens que dizia
Bebia de meu copo
Arrotava alegria
Não media palavras ao dizer o quanto era especial
Sentia-se bem ao sentir-se mal
Fazia meu dia, cabal
Ríamos dos outros, como quem não faz parte desse mundo
Éramos um do outro, como se não houvesse outros
Dava ouvidos aos meus sonhos imundos
Deu música aos meus ouvidos insossos
Você tomou minha distração e fez dela emoção.
Me fez por noites, fazer planos pro futuro
Você se deu como quem quer meus filhos
Se disse minha estando sozinha
Mas não contente, fez seus dias vazios
E assim se perdeu,
se esvaiu
Nos conduziu ao ponto de partida de qualquer vida vivida
Onde a mesmice de sempre acalenta a nostalgia.
Ainda te espero, todos os dias, as mesmas horas, com seus discos favoritos, com seu vinho preferido, mesmo sabendo que você não vai voltar.
