Vício
Evitando amar.
Serão ossos do ofício,
ou serão nossos vícios,
de tudo dramatizar.
Gostamos tanto da dor,
que sempre matamos o amor
achando que não vai durar.
Paremos com esse suplício,
vivamos deste novo vício,
que é simplesmente, o G O S T A R.
Não importando o resultado,
mas sim o vivido, o gostado,
de cada minuto do Amar.
Eu espero que entenda porque aquela foi a nossa última noite, eu sempre quis um homem ao meu lado, aquele com H maiúsculo, que me protegeria e seria meu porto seguro, um homem que pensasse no dia de amanhã e que principalmente me incluísse em seus planos, mas que acima de tudo tivesse ambição de crescer e ser a cada dia uma pessoa melhor. Eu juro que acreditei que com o tempo a tua maturidade ia surgir, que eu te apresentaria aos meus pais como meu noivo, você viria com a notícia de um novo emprego e quando o teste de gravidez desse positivo, ah seria o dia mais feliz das nossas vidas, eu realmente achei que você deixaria de lado o moleque que agia por impulso, fui ingênua de achar que meu amor seria suficiente pra te fazer mudar de rumo, pra te transformar. Eu quero um homem ao meu lado, um homem que não tenha vícios, um homem que faça valer a pena carregar um outro sobrenome, justamente por isso eu resolvi abrir mão dos sonhos construídos e dos sentimentos atrelados a eles, eu não fui capaz de te transformar no meu homem e não seria capaz de perder meu tempo aqui com a ilusão, é egoísmo eu sei, mas eu sempre fui desse jeito, você sabe.
E eu me viciei no teu senso de humor barato, entre um cigarro e outro me vi presa em teus braços, o inesperado cruzou o meu caminho e já não me sinto só.
Hey moço bonito
Você não precisa disso
Aonde quer chegar?
Será mesmo que esse é o seu lugar?
A cada vez que você foge
Sua mente alucina
Se mata aos poucos
Se engana nessa sina
Deixe o velho para trás
Para que se apegar a tanta dor?
A ferida ainda sangra
Porque você está sem amor
Só volte ao passado
Se for para resgatar aquela criança
Aquela que sorria
Que se apegava a alegria
Se você deixar morrer o vício
Do veneno ao ar
Eu te mostro um novo mundo
Eu te faço até voar
Éh! Eu te faço até voar
Eu roubo a tua dor
Num abraço apertado
Eu transmito o meu amor
O meu amor não tem preço
O meu amor tem valor
Ele vale a tua alegria
Ele vale o teu sorriso sem dor
[30/11/2013]
Neste início tenho sonhos risonhos e bisonhos, muito louco, o que é isso que incomoda, controla e consome as minhas horas sou passivo a esse vício.
Um dos lemas na propaganda do PT é "novo governo, ideias novas". Será que pode um governo acostumado no vício da corrupção gerar um novo que tenha ideias novas? Do Evangelho lembro a palavra do Cristo que dizia: 'Vinho novo se coloca em odres novos'. 'Se for colocado em odre velho, o odre não o suporta e se rompe'. Ora, o PT é um odre velho. E jamais suportaria qualquer ideia que venha modificar seu modo de pensar e agir. E muito menos conceber ideias novas. Sem dúvida, em um novo período de governo, o que teremos é o continuísmo do que aí está com todos os vícios a que está acostumado. Um vício não se larga de uma hora para outra e portanto, essa estória de 'governo novo, ideias novas' é apenas um mote para conquistar eleitores incautos.
Nosso corpo não pode ser culpado por nossos acessos de ira e outros vícios, afinal todas as virtudes e defeitos são originados em nosso espírito.
Tragando teu hálito
Aspirando seu cangote
Me embriagando de você
Assim vou por aí
Viciando nesta coisa
Chamada Viver
Nossa mente é tão pérfida a ponto de mascarar a fatalidade de nossos vícios com a sensação de plenitude.
Horas Oras
Duas da manhã
Tentar dormir
Não conseguir
Ligar o celular
Olhar outra vez
Rolar as notícias
Trocar de joguinho
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Já passaram meia hora
Três da manhã
Já passou muito rápido
Não consegue dormir
Precisa estar acordado
Não consigo mentir
Quero logo dormir
Mas não consigo sair
Estou viciado
Já são três e trinta
Tempo voa bem sumida
Quatro da manhã
Ainda estou aqui
Preciso dormir
Tenho que acordar cedo
Amanhã tenho aula
Vou perder meu recreio
Eu não vou ter mais tempo
O tempo passa rápido
Não aproveito o momento
Cadê o Carpe Diem
Se eu não aproveito
Cinco da manhã?
Não é possível
É intangível
No que eu me tornei
No que estou sucumbindo
O que fiz com minha vida
Não estou progredindo
Estacionei no tempo
Não penso direito
Seis da manhã
Nem deu tempo
De eu dormir
Alguém já acordou
É o carro saindo
Meu pai vai trabalhar
E ainda estou fingindo
Estar dormindo
Pera mas já?
Sete da manhã?
Já se passou outro dia
Mas que bela porcaria
"Quando não havia internet, as pessoas eram realmente conectadas. Quando não tinha a tela, elas realmente se tocavam com a transparência dos sentimentos".
Gleydson Sampaio das Neves
Apesar de tentar me concentrar nas palavras, algumas coisas ficavam cutucando lá no fundo da minha cabeça. Não era só paranoia. Alguma coisa tinha me acordado. Alguma coisa me deixou acordada e tensa como uma viciada em metanfetamina. Por que eu só pensava em um grito?
Flertar com o erro é algo viciante, ele nos deixa mais experientes e nos tornamos mais maduros. Por vezes, o erro costuma bater na mesma tecla, até parece algo cíclico. Há quem diga que se pode escrever – aqui leia-se errar – certo em linhas tortas, o torto ou o erro se torna prazeroso, de certa forma. O que me intriga nesta caminhada é a marca indelével que a caneta é capaz de fazer ou quem sabe a intensidade que eu coloco ao escrever, ao rabiscar, ao desenhar. O papel a qual tanto escrevo é sensível para tantas tentativas de erro e acerto. A tinta indelével com força de expressão, de tanto focar em uma única situação, acaba por perfurar a penumbra daquilo que um dia foi forte. Perfuram-se os papeis! Um buraco se abre e me dá acesso para outra dimensão. Será se ali estaria o lugar o qual eu poderia flertar com o acerto? Este buraco negro que me consumiu ferozmente está me mostrando que aqui o vácuo da intensidade é bem melhor quando é escrito com emoção. Nesta outra dimensão todos os meus erros tornam-se, automaticamente, em acertos. A dimensão do jogo da intensidade prevalece nesse emaranhado de flertes escondidos atrás do desenho feito com a tinta indelével da minha força de vontade de viver o acerto que um dia julguei que era um erro. O que seria dessa dimensão sem os tão sonhados erros que nos fazem melhores a cada linha que pintamos do lado de cá? A resposta está no erro que não pintei ainda.
O acaso programado procura um “time” diferenciado
Onde o tempo pára pra descermos dessa vida alucinante
E transformar toda possibilidade em um instante.
E o cosmos segue definindo sua presença marcante
Urgente e precisa, forte e viciante.
Fazendo de você o melhordessa vida errante.
