Vício
Fumo que sobes, espetáculo divino,
Um vício antigo, um prazer passageiro.
Entre voltas de fumaça, eu me perco,
E por um instante, esqueço.
Mas, será que faz bem, essa paixão?
Ou é apenas ilusão?
Meu corpo clama por ar puro,
Mas minha alma pede um pouco mais.
Nas profundezas do meu ser,
Uma voz sussurra: "Pare!"
Mas a outra responde: "Sigo!"
E o ciclo continua.
Fumo, meu amigo e inimigo,
Meu prazer e meu castigo.
Um paradoxo que eu não entendo,
Um vício que eu não abandono
Seria triste não saber sorrir
ou não ter motivos
Eis as belas marcas de expressão
que este vício deixa gravado na minha pele
antes de felicidade
do que de tristeza
O vício é a erva daninha que plantamos em nosso interior e vai aos poucos nos consumindo e levando a autodestruição
O vício é um verme que damos residência em nosso interior pela satisfação que ele nos oferece em seu início de moradia, mas que aos poucos vai invadindo outras áreas sem permissão e consumindo vorazmente nossa vida
O vício não está ao nosso lado como nossa sombra, e por isso passa a ser mais fácil se desvincular dele por não ser fruto de nossa criação
Separar os regentes alegra até a pele dos sorrisos multiplicando viço não descarregando em nós vícios.
Em um quarto de tempo, uso os números que devo e, o vicio que não preciso, pra se tornarem sempre bons arbítrios.
O vício e o desânimo é a arma mais forte
que o mal tem contra nós mesmos.
No mundo de hoje o que vemos são as pessoas
vivendo de aparências pra preencher um vazio da alma.
Devemos sempre e a todo momento
desviarmos de nossas preocupações sem sentido.
As perturbações causadas pelo mundo exterior.
Por mais pequena que seja a brecha.
Não devemos deixar com que sejamos influenciados e devorados
pelas nossas más tendências e opiniões do mundo.
É difícil claro, mas temos que tentar ser fortes
por nós mesmos.
O vicio regenerado posto sob o pedestal da virtude. O cálice abominável guardando um avental púbico exige que a noite ouça mais um desabafo das nossas bexigas, e as plantinhas recebam a chuva urinária daquilo que melhor soubemos preparar. Não podemos lavar as mãos, as torneiras não existem por aqui. Seca-se o rosto na vaga sensação da agonia. Vingar a intempérie do nosso juízo talvez fosse uma boa maneira de começar um auto de penitência. Seria uma “mea culpa”? Acho que está mais para uma “máxima culpa” e choramos depois de mijar na relva. Ainda bem! Torço pra não chegar o dia em que eu ouçamos o choro e sintamos o mijo.
"Liberta Senhor todos os cativos, oprimidos de todo vicio, promiscuidade, medicamentos, depêndencia afetiva que não seja o Senhor!
Liberta Pai para que toda criatura possa depender somente de Ti. Que possa ser livre pra Te adorar e glorificar Teu santo nome!"
—By Coelhinha
*O meu pão e vício de cada dia
Não sei nadar
sem pescar folhas perfumadas de menta fresca
nas ondas saborosas da minha Via Láctea...
Não sei pular ondas
sem pintar faíscas coloridas como os vagalumes
na húmida penumbra dos campos floridos no meu Verão...
Não sei cantar sem pronunciar o doce eco da cantiga serena da alma nas alturas silenciosas do meu Himalaya...
Não sei escrever
sem manchar as brancas folhas mortas
com o batom vermelho da minha espada/caneta sanguinante...
Não sei existir na veia da palavra
sem ser o sangue da poesia...
Não sei me escrever Poesia sem me ler Alma.
O vício mais alarmante da nossa era
tão alarmantemente viciada ?!
– A hipocrisia.
O crime mais perigoso da nossa atualidade
tão perigosamente criminal ?!
– A insipiência.
