Versos e poesias de Saudades Lembranças
PALAVRA SAUDADE!
Palavra saudade, sentimento, lembranças,
Lembranças saudades, saudade da infância,
Saudade marota, doce saudade, saudade criança.
Que bate no peito.
Que mexe com a gente,
É uma dor sem jeito,
Que fala e não mente.
Saudade emoção,
Que a gente sente,
De entes queridos, de amor ausente,
Que chora calada, sem explicação,
E que ouve apenas o coração.
Saudade bandida, Saudade atrevida,
Que falem de ti, mas que seja bem-vinda,
E a levo comigo, pro resto da VIDA.
A noite chega com a lua provocando saudade do seu rosto, as estrelas me trazem lembranças dos seus olhos e o aroma da dama da noite me faz recordar o perfume do seu corpo. Fico aqui com meu corpo ardendo em chamas com a lembrança do seu grudado ao meu entre troca de juras de amor.
Assim fecho os olhos tentando dormir e com você mais uma vez sonhar, para esse desejo mais uma vez se concretizar!
Sergio Fornasari
“É TEMPO DE AMAR “
Amar o passado produz lembranças, saudades
Amar o futuro produz ansiedade, possibilidade
Amar o presente é viver a realidade, o momento.
O passado não volta, o futuro é incerto,
O presente é o futuro que tanto se esperava no passado,
No palco da Vida é tempo de amar antes que a peça termine
E os atores hoje em cena já não estejam sob as luzes da ribalta.
Hoje, o Silêncio é lembrança,
Hoje, o Silêncio é inspiração,
Hoje, o Silêncio é saudade,
Hoje, o silêncio sou eu...
Hoje, eu estou aqui em silêncio!
Hoje, em silêncio ouço uma voz que a tempos não ouvia,
Hoje, posso ouvir a voz sufocada da minha existência...
Hoje, quero ouvir de mim, quais serão os planos...
Hoje, quero ouvir de mim, o que eu fiz...
Hoje, em silêncio...
Hoje, quero ouvir de mim, quem eu sou?
Hoje, quero ouvir de mim, onde estou?
Hoje, quero ouvir de mim, para onde estou indo?
Hoje, em silêncio...
Hoje, quero me ver...
Hoje, quero saber, quem eu busquei ser?
Hoje, quero saber, quem cativei?
Hoje, em silêncio...
Hoje, faço perguntas
Hoje, posso não ter respostas....
Hoje, em silêncio...
Hoje, em silêncio, sinto saudades de você.
Um amor verdadeiro
espera por um momento,
sente saudades mansas,
vive de lembranças...
Um amor verdadeiro,
é calmo, e ao mesmo tempo
atropela o próprio tempo
apenas por saber esperar...
Um amor verdadeiro,
não desanima nunca,
aguarda uma oportunidade
de se doar,
de fazer moradia em uma união...
Ele não se magoa
se sozinho está
vai se instalando no coração
e cada dia ficando mais intenso
até a hora do encontro...
Só um amor verdadeiro
resiste à morte,
à sorte,
ao abandono,
ao desprezo...
Só ele pode ultrapassar
todas as barreiras do mundo...
Só um amor verdadeiro
pode durar para sempre...
Não gosto de lembranças. Nem boas nem ruins.
Lembrar traz saudade e a saudade é o sentimento mais mal educado e covarde que existe .
Invade e faz estrago , fere a alma , sufoca os olhos , asfixia , maltrata ,provoca dor e nós faz incapaz por não podermos resgatar em estado físico aquilo que o tempo já deu fim.
A saudade é apocalíptica é a melancolia causada pela falta , a mágoa sentida pela ausência.
Lembranças são memorias semânticas, saudade é o fruto de tudo isso ...
À partir de hoje, eu vou apenas escrever, e tentar afugentar a sua lembrança.
Vou burlar a saudade, vou me enganar,
vou fingir tudo...
Não vou me lembrar de você nos versos que eu escrever...
Se tiver que chorar eu vou sorrir, e se tiver que dançar, eu vou dançar..
na chuva, na neve, só sei que vou dançar, conforme a música...e sozinha.
Não faço mais planos com você,
nem em sonhos...
Nem com a sua proximidade.
Nem com suas gentilezas.
Nem com suas cantadas.
Nem com seus falsos elogios.
..
Saudade é um momento expressivo da lembrança
Quando encontra em meios a sorrisos e lágrimas a esperança de abraçar a vida.
_Eliani Borges.
SAUDADE!
Saudade é o sorriso do coração agradecido
Por lembranças dos gestos que bem lhe fez
Os sentimentos que o olhar revelou quando as palavras emudeceram.
__Eliani Borges.
Saudade
Tanto tempo ja se passou
Parece que foi outro dia
A lembranca ainda castiga
So me resta a nostalgia
Dos momentos vem a felicidade,
Das Lembranças a saudade!
Da tristeza vem a dor,
Do carinho vem o amor!
A amizade trás a confiança,
Com o tempo, vem a lealdade,
O amigo trás sua presença,
E no bolso trás a fidelidade!
As pessoas vem e vão,
Algumas ficam na lembrança,
Outras permanecem no coração.
Algumas lembra, de mim,
Outras de mim, nem se lembrarão!
A vida é uma eterna passagem,
O que muda é a estação,
Em um dia , é outono frio,
Em outro primavera flores,
Mais adiante, calor, suor e Verão!!!
( criado em 11/01/14 )
Uma voz me persegue, um cheiro me consome
Saudades me apertam, lembranças me seguem
Rio, mar...lua, sol, flores, vinho, música.
No ar dos meus pensamentos, no vão das minhas vontades
Desejos, ilusão, corpo em chama te implora um abraço
Um beijo, corpos colados...coração !
Pele pede teus olhos na rede do meu olhar, vem...sonha
Sonha junto comigo, não me acorda não,
Deixa eu me embalar no teu sorriso, me leva
Dança comigo, segura minha mão
Quero muito mais que um amigo...quero paixão !
Que me enlouqueça, que me devore, que se perca
Não encontre mas portas, janelas se fechem
Que não haja mas caminhos para saídas
Fique preso para todo o sempre nas minhas garras,
Nos meus sentidos...eterno em mim !
Lembrança
Saudade
Beijo
Corpo
São inspirações
Para que o poeta possa
Desenhar poesias
Lembrança: desenhado na memória
Saudade: desenhado no coração
Beijo: desenhado nos lábios
Corpo: desenhado em minhas mãos.
Hoje acordei com saudades
Do tempo que era criança
Veio-me à lembrança
As brincadeiras saudáveis
Que hoje, já não se vê
Apostávamos em corridas
Contávamos histórias.....
Agarra ...agarra...esconde, esconde
Cabra cega, no recreio da escola,
A brincadeira de roda, saltar à corda..
Que saudades....saudade.!
Estrada Da Saudade
Eu vou cortando as ruas,
as ruas vão cortando minhas lembranças
e misturando tudo que eu
há tempos deixei esquecido.
Cidade, rodoviária, espera.
Banco, solidão, desespera.
Não tem como fingir não sentir.
Não tem como partir e sorrir.
Não me permita ir
e deixar meus pensamentos
mais uma vez por aqui,
bem distante por onde sigo.
Sai, sai depressa por essa estrada
disfarçada de caminho da mudança,
que hoje mais parece
uma trilha de saudade.
QUANTAS SAUDADES
E lá se vão três anos
Da sua ausência física
As lembranças que ficaram
Doem, mas também confortam
A sagacidade nas palavras
O seu humor requintado
A ironia nos comentários
A sabedoria no viver
Hilária nas suas cantorias
Dos hinos da sua igreja
Que eu escutava embevecida
Por te saber tão lúcida
Saudades eu tenho das flores
Que sempre enfeitavam os seus jardins
Desde os meus tempos de criança
Que plantavas, mas não colhias
Saudades eu tenho das balas
Que fazias para vender
Quando quase nada havia para comer
Mas você, fazia aparecer
Saudades eu sinto do seu cheiro
Quando me aninhava no teu colo
Num cafuné até o adormecer
Coberta e protegida
Saudades eu sinto do café
Com aroma das manhãs
Em que eu tinha que sair
De encontro ao aprender
Saudades eu sinto de tudo isso
Que deixastes por legado
E hoje, tento repetir
Tudo o que me ensinastes
De você Mãe
Não sinto saudades
Guardo comigo todas as lembranças
E essas sim, fazem doer
(Nane - 28/05/2020)
EU, EU MESMO (soneto)
Eu, nos cansaços, as saudades
quantas as lembranças estilam
que o passado no exato pilam
assim, cheios de passividades
Afinal, tudo no tempo expilam
eu, eu mesmo nas fatuidades
duvidei, imperfeito, vontades
me levaram, na baixa bailam
Pois tudo é eu, sem metades
eu sou eu, e nada anteviram
e do meu eu, sai as verdades
E eu, que no eu, me inspiram
dele um passado, variedades
que do uno eu, “áses” extraíram
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
SONETO EM REVERENCIA
Evocar o tempo, e nesta saudade em rudez
as lembranças são qual suspiros de tua ida
o silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez
Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida
pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez
Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês
ano a ano e outro ano a recordação parida
Da saudade filial, que dói numa dor doída
de renovação amarga e de vil insipidez
que renasce na gelada ausência sofrida
No continuar, o vazio, traz pra alma nudez
chorada na recordação jamais esquecida...
Neste soneto solene: - sua bênção outra vez!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
13 de julho, 2016
Cerrado goiano
morte de meu pai
Naquela madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia.
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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
