Versos e poesias de Saudades Lembranças
Quanto mais o tempo passa mais se alonga a saudade.
Lembranças que se transformam em lágrimas, memórias que apertam o coração e palavras que ficaram por dizer.
As pessoas partem para outro patamar, mas deixam tantas ausências, vazios e dor.
Sei que se há uma imensidão que nos separa há igualmente um céu que nos junta. Mas a angústia de não ver, não falar, não contrariar, não partilhar, não dizer palavras soltas..... Custa tanto!
Soneto
A saudade
É a sala da solidão;
É uma lembrança de quem partiu para a eternidade;
É lembrar de alguém que passou pela sua vida;
É a dor da despedida;
É uma vontade de rever quem não está perto;
É como um grito no deserto;
É lembrar de tudo que passou;
É um aperto no coração;
É peso da cruz;
É o momento de conversar com Jesus;
É chorar em silêncio;
É acordar e não dormir;
É um vazio cheio de emoção;
É transbordar pelos olhos o que encheu o coração;
poeta Adailton
E quando a saudade bate, Acabamos nos confortando, com as boas lembranças que guardamos na memória!
(LM.L.C )
Sentimento traiçoeiro
Ilude a lembrança
Gostinho de saudade
Aumento da confiança
Ah se eu pego esse telefone
Nem quero ver
Talvez quero sim
É melhor esconder
Teorias e teorias
Vontade reprimida
Beber é o remedio
E algo para tirar o tédio
As 2 da manhã
Parece a melhor ideia
Amanhã e um novo dia
O hoje vou esquecer
Ah tentação
Hoje nao, ainda...
Mas quem sabe outra hora
Eu me leve pela recaída.
SONETO DA SAUDADE
Saudade – o olhar do outrora andando
e o pranto, uma lágrima na lembrança
deslizando. Saudade! os dias de criança
cantigas de ninar e de roda: cantando!
Noites, até às 10 horas, na vizinhança
a meninada, na diversão, em bando
na chuvada, muito mais que amando
saudade ingênua de dias de pujança
Saudade – asa da dor no sentimento
Recordações vans do tempo ao vento
Ai! dantes no pensamento em guerra
Saudade – “o que fica do que não ficou”
a velha mocidade, que hoje já passou...
O apito da “Mogiana” da minha terra!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/09/2020, 10’07” – Triângulo Mineiro
Tornou-se pensamento, lembrança, vontade, saudade, o tempo todo...todo o tempo. Tornou-se parte, pedaço, fragmento de minha alma. Tornou-se meu sem saber, sem acreditar, sem ver. Sua presença persegue-me, atrai-me, leva-me ao delírio, a loucura de querer ver-te de novo.
Flávia Abib
A saudade de um beijo,
que ficou no passado.
Remoendo as lembranças,
instigando os desejos.
Não existem distancias,
nem o tempo e espaço.
Ela segue em frente,
como um rio sem leito.
Percorrendo minha vida,
pra morrer no meu peito.
Ó SAUDADE QUE PASSAIS
Ó saudade que passais, ao sol poente
Pela estrada da lembrança, a suspirar
E na solidão vais em uma vertente
Sugerindo o aperto pra nos sufocar
Deixai-me, aqui, assim, indiferente
O sol que tomba, notando o pesar
O mesmo que já declinou contente:
- na graça, no vinho, no alvo luar...
Deixai! Deixai ir com as cantigas
Do entardecer, as dores sem fim
E contigo todas as ilusões antigas
Que eu quero dormir no descanso
Com anso, calmo e que nada digas
Adormecer num voo leve e manso
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13/10/2020, 18’00” – Triângulo Mineiro
Ainda ontem chorei de saudade
Foram várias lembranças de você
Sei que só me restou sua amizade
Juro que estou tentando te esquecer
Saudades
Saudades, jardim de aromas, redemoinho de lembranças que se
espalham repentinamente; desabrocham em torrentes de lágrimas,
Em conta-gotas
O tempo pára
Retrocede
Para vivermos de novo.
Viver, agora, em sentimento
Em saudades
Em lembranças
Nas sombras do passado, na luz do presente.
Nas sombras das lembranças, ternas passagens, saudades,
aromas perdidos, estreitas aparências, vampiras recordações.
Na luz de todo dia, construindo saudades, suaves, a cada dia, Ave
Maria, nas contas do terço de nossa existência, espalhando aromas para que possamos ter sempre
Saudades.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
num domingo de tarde
sem ninguém
a tristeza bate
acompanhada
da saudade
as lembranças vem
me faz lembrar de alguém
e as lágrimas caem
BOAS LEMBRANCAS
Saudade do meu tempo de criança
Da cumplicidade da vida
De quando tudo era cimples
Do café coado no coador
Saudade da minha rua
Do meu bairro
Do meu primeiro beijo...
Pra que que a gente cresce!?
Fácil
Morar no canto
Mesmo com dor
Lembrança
Traz saudades
De não ver
Caindo foi
Jogando
E vai soltar as faces
Deixa levar com medo
Vai deixar ir pra frente?
Livrar de tudo, já foi
Um coração cheio de saudades, que faz doer o peito em momentos de lembranças; aqueles que têm a sorte de envelhecer, todos, certamente passarão por isso: As inevitáveis perdas durante a vida terrena. Porém há consolo, embora a dor siga com estes. Depois de tudo, haverão de encontrar todos aqueles que lhes foram caros, esta é a garantia para aqueles que têm fé.
O espaço de tempo desta passagem, é insignificante diante o tempo eterno, então, você que sofre, acalme seu coração e viva com intensidade enquanto aguardas o tão sonhado encontro, procure não sofrer, tuas lágrimas fazem sofrer também aqueles que se foram!
Contudo, poderás comparar esta passagem a um sonho, por isso, aguarde confiante em tudo que o Criador prometeu.
Saudade pode ser uma triste lembrança,
ou uma doce recordação...
SEU NOME É SAUDADE
Marcial Salaverry
Aquele doce sentir,
do que um dia nos deu felicidade,
não é dor que está por vir,
pois seu nome é saudade...
Até mesmo aquele amor,
que achávamos definitivo,
quando se vai,
de nosso coração se esvai,
deixando uma doce recordação
que até faz bem ao coração...
Melhor poder lembrar
de um amor vivido,
do que apenas imaginar
o que jamais foi sentido...
Seu nome é saudade,
lembrando de uma vivida felicidade,
aquela recordação
que faz bem ao coração...
Saudade
Minha saudade tem a leveza poética de um solfejo de ninar lembranças. Tem o cheiro adocicado das memórias que como uma fruta madura pende na árvore do tempo.
Minha saudade tem a tristeza de um olhar que ficou preso nas paredes frias do tempo, de um sentimento que emudeceu antes de se transformar em voz. Minha saudade tem o silente som de quem sorriu para esconder a dor da perda, tem a cor de chumbo da ausência. Minha saudade tem a profundidade de uma lágrima enraizada no solo deserto da alma, emaranhada ao delicado fio azul da nostalgia.
Minha saudade é simples e entre tantas outras saudades tem o silêncio ensurdecedor da solidão.
Dias frios são ênfase a solidão
Lembranças surgem
Saudades aumentam
A dor massacra-nos
E saídas tornam-se cada vez mais escuras
Estamos caindo num buraco sem fundo
Lembranças
E essa saudade que não passa,
E o medo de nunca esquecer,
E aquela dor que trespassa,
A minha vontade de viver.
Mergulhado nessa doce lembrança,
Onde ao teu lado tomava aquele café
Com a fragilidade de uma criança,
Buscando em suas palavras, fé.
Lourival Alves
TURRA
Que desmedidas saudades se formaram
Sob os olhos da lembrança. Imensa hora!
Em que o silêncio surgiu! Funesta aurora!
Que amargas lágrimas na face escoaram
Falta, que o peito rasgado, amortalharam
Que aflitivos suspiram, e a saída implora
Chora, e das tétricas angustias brotaram
Pra abraçar a sofreguidão que vive agora
Depois uma sensação em treva chorando
E o passado em sombras, que não partiu
Morre, nasce, seca, flora. Flagelo infando!
Até quando o sentir no que já separou
És emoção que o flagelo empederniu
Ou turra viva do amor que não acabou?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2020, 15’15” – Triângulo Mineiro
