Versos de Solidão
Solidão
A solidão é traiçoeira
Ela chega de mansinho
E te aprisiona aos pouquinhos
Bem devagarinho
Ela tira sua calma
E tentando achar uma brecha
Ela bate palmas
E quando se abre a porta do subconsciente
Ela entra sem pedir licença
E fica permanentemente!
A tristeza impulsiona a solidão
A Solidão impulsiona o desespero
O Desespero consequentemente traz a morte
Ea Morte impulsiona os falsos Eu te Amo..
Oh meu Deus,
Toma conta do meu coração
Ele se ilude sem razão
E me deixa na solidão
Oh meu Deus,
Toma conta do meu coração
Ele me faz sofrer
Por alguém que não me quer
Oh meu Deus,
Toma conta do meu coração
Ele não tem maldade
Entrega ele a minha cara metade.
Tu ensinaste-me tudo o que eu ainda não sabia sobre a solidão.
Eu ensinei-te tudo o que tu ainda não sabias sobre o amor.
DIÁLOGO COM A SOLIDÃO
Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras
Já breve a noite entrará por teus portais
O silêncio eterno lhe será a maior ventura
Aquela à quem aguardas, não tarda jamais!
Esquece pois dos teus desamores, criatura...
Daqueles que partiram sem dar-te um abraço
No céu as nuvens se fazem cinzas escuras..
Logo, tudo de dissipará. Desata o nó no laço!
Nada há que valha, entre o nascer e o ocaso
Tudo é engodo._ Ludibriamento e inutilidade
O nada supremo e absoluto. Total marasmo.
Veste no que lhe concerne tua antropofobia!
Deixa ao esquecimento logo teus queixumes
Cerra o livro. Aniquila a dor. Mata a poesia.
NOSSA TELEPATIA
Perdido na praia, da minha solidão,
ali, em meio as melodias das sereias
eu escrevia seu nome nas areias.
A lua estava cheia, São Jorge com dragão
enquanto, os peixes debatiam-se sobre as
ondas do mar... Eu sentia a flecha do amor
trespassar o meu frágil coração.
Vi as espumas, apagar seu nome...
Debruçado sobre a prata lunar, eu chorava,
enquanto eu chorava...
Minhas lagrimas molhava a saudade e a
paixão soluçava a telepatia do nosso amar.
Antonio Montes
Ibope
Ligo o rádio e a TV,
Ganha ibope quem
me entreter.
Briga de audiência,
eu na solidão.
Murmúrios e gemidos
no frio da estação.
“A” DE AMAR
Ancorado no porto da solidão
Amadurece vidas anárquicas
Amanhecem insaciáveis paixões
Ardem fogueiras surgem cinzas
Ávidas memorias de noites afio
Amanhecer ao descansar
fio da solidão,
síndrome do amor,
que ao tanto
suporto,
ser por ser ainda mais viver
por mais ou menos
o frio apenas...
teu sorriso,
sonho que passou,
por entanto olhou
num mundo perdido,
por ausência,
declamo o amor,
no frio da solidão...
Um poeta o qual possui
papel, caneta e inspiração,
Jamais terá como inimiga a solidão
Ela faz parte da construção
Quando a solidão me abraça...
A vista embaça;
Nego a Raça;
Me sento na praça;
Rio sem graça;
Faço pirraça;
Fico na bagaça;
Ponho mordaça;
Tudo fracassa;
Se a solidão me abraça.
Mas quando você aparece...
Tudo passa!
Vira fumaça.
Fico em estado de graça;
Faço arruaça;
Enfim: Tudo é Massa...
Quando você me abraça.
Simplesmente Nice...
Olha, Nice
Chegara em minha solidão
Sem vestes ou pudor
Sem lamentos, sem dor
Olha, Nice
De alma coberta
De estrela nos olhos
Cortesã dos mais validos
Olha, Nice
Menina que mal sabia
Que o tempo traria
Um homem que a queria
E assim, Nice
Sendo homem esse menino
Um caminho a mostraria
Não de desejos, mas de valia
Uma estrada, Nice
Sem cercas, quase segura
Para irdes sempre em frente
Seguida por outras Nice's
Só não vale desistir...
Solidão
Acatarei sua decisão
Seguirei só, em silêncio
Recolhido em sua prisão
Se o espaço for pouco
me encolho num canto
A pensar no impensável
A pagar o impagável
Mas logo aviso
Não sou de conformar
Em ficar distante do amor
Sem sentir terra e mar
Então, não se descuide de mim
Pois depois de refeito, cresço
Me agiganto, retomo-me em homem
E não há pena ou dor que me domem
Saio aos pulos de encontro a vida
Disparo sorrisos, tiro os lamentos
E se encontrar quem me queira bem
Estendo logo a mão e vou mais além
Descambei atrás da Vida
Não vivi a luz da Lua
Brisa, mar de pele crua
Meu despojo solidão
No delírio da labuta
Meu castelo de areia
Dissolveu na mare cheia
Indo atrás da ilusão.
Ninguém tem solidão, sozinho,#11;
pode ser maior, acompanhado,
#11;adianta viver sem carinho,#11;
carente com alguém do lado?
Presa em sua solidão
Com seu único violão
Suas músicas, são seu único viver
Para poder lhe aquecer
E as trevas temer
Sua alma é o que lhe resta
Já que tudo lhe contesta
O mundo que só em jazidas de dor
Renegado do amor
E rastros da solidão me perseguem outra vez, angustiante, machucando profundamente minh'alma, trazendo de volta a solidão que tinha se refugiado pra longe da minha alegria.
Estava sozinha, como sempre largada por quem dizia a ela que amava...sozinha; sozinha outra vez.
