Versos de Amor Autor Desconhecido
SILÊNCIO EM VERSOS
Por vezes tentei o silêncio descrever
Como um fotógrafo o silêncio fotografar
Um psicólogo o silêncio entender
Como um filósofo o silêncio filosofar.
Um pintor o silêncio pintar
Como um ouvinte o silêncio escutar
Um relator suas histórias relatar
Como orientador o caminho a direcionar.
O silêncio é pessoal, difícil de estudar
Permaneça em seu canto e tente relaxar
Nada mais importante que os olhos fechar
Respire fundo, os pensamentos irão aflorar.
Relaxe e pense num mundo a explorar
Homens em guerra, nada a desfrutar
Miséria sem comida para se alimentar
Na política, coisas difíceis de decifrar.
Pense na paz para o mundo harmonizar
Na família para a felicidade proporcionar
Pense em si mesmo para não silenciar
Concretize o silêncio, não é para se calar.
Se tentar e não conseguir entender a profundidade dos meus versos
Só vai ver o quanto é raso o meu coração
ASAS DA POESIA
Escrevo com minha alma,
Mas reviso com a razão.
Os versos da minha palma
Escapam de minha mão.
Dizem mais do que eu queria,
Falam mais do que pensei;
As asas da poesia
Por que é que não cortei?
Quem dera com mil argolas
Prendê-las numas gaiolas,
Pegá-las num alçapão!...
Para conter as palavras,
Pra não voar sobre as casas,
Mas é tudo esforço vão!
BAGAGEM
No meu alforge de viajante
apenas teus versos
como fricção de gravetos
que estoura em fogo
no deserto.
Maria, traduzo-te em versos
Amável, ao belo conspiras
Risonhos são teus universos
Incita-me ao bem e me inspira
Ah, meu olhar te admira!
Versos transpirados na mente do escritor
Derramam como saliva na boca do leitor
Que não se importa com o suor do editor.
Nessa noite,
Seja meu poema indecifrável
Me apresente seus versos,
Sua estrutura.
Me excite com suas figuras de linguagem,
Como quem quer e finge que não quer.
Me enlouqueça com sua subjetividade
E me deixe perdido entre a tua
Pureza e o teu profano.
Seja meu poema de amor,
Seja meu poema de erotismo,
Seja o que quiser,
Mas seja algo pra mim esta noite.
Versos perdidos
Dominado e dormindo,
Os versos ficam perdidos,
Rendidos pelas nuvens,
Leve como pena vão sumindo,
Em Delírios de ousadia,
Sem explicações desaparecem,
E de repente voltam como uma vaga canção,
Sem emoção e sem razão,
O Poeta que te escreve é assim também,
Uma hora está Alegre,
Outra hora está triste
As vezes está com o nascer do Sol,
Nas raras ilusões sonha navegando nos lençóis marinhos,
Caminhas descalço na areia da praia deserta,
Deixa rastros que são apagados com as marés,
Brisas suaves
Poesias com melodias,
Canções de todas regiões,
Enaltece e caí jogado chorando,
Se levanta de um sono profundo,
E vai voando com sua inspiração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Quem sou eu?
Sou poesia,
Legitimando o sentir
Expressa com ousadia
Em versos a fluir
Com um toque de fantasia
Para com palavras colorir
Toda essa monocromia
Que além de nos reprimir
Nos asfixia
Sou poesia que se cria
Só de existir
Sou rimas em sincronia
Sou apenas esse emitir
Do meu eu particular
Sou esse sentir
Esse amar,
Esse sorrir,
Esse transbordar,
Me permitindo transmitir
E rimar
O meu eu
Que aqui se descreveu
Princesa Diamante
O Poeta
Você sabe da palavras o caminhos
de como conduzi-las ao lugar
para formar versos de carinhos
sobre tudo que se possa imaginar.
Teus versos são para iluminar
as fases da vida de atribulação.
Tens o dom divino de transformar
coisas comuns em muita emoção.
Em versos consegue eternizar
pessoas, obras, tempo e os sentimentos
com palavras rimadas para iluminar
nossas vidas em todos seus momentos.
Tua alma é de poética grandeza
e se reflete em cada linha escrita,
tudo de uma encantadora beleza
que só pode ser sentida,nunca descrita.
José Dirceu, eu seria pretensiosa
se dissesse que descrevi tua arte
jamais conseguira, é grandiosa
só o orgulho de ser da família parte.
Genelucia Dalpiaz.
evite perder seu tempo
com quem não sabe ler você
com quem faz pouco caso
dos versos de sua alma
com quem deixa de te ler
para ler estórias baratas
de aventuras banais..
Asas quebradas
amontoei escritos
de versos diversos
todos rotos
e sem rimas
fugi para as palavras
em busca de habitat
no âmago do verbo
Amar
quem sabe no verbo
possa te encontrar
me ver livre da prisão
de mim mesmo
onde as asas que
me deste no sonhar
se quebraram
por não te encontrar
e agora me arrasto nos corredores por entre as celas da solidão..
