Veio e Passou como um Cometa
Bom dia 16/09/2016
Enquanto persistir em inverter a ordem natural de como as coisas deve acontecer, ou seja, sua vontade e não a vontade de Deus sempre vai ter um vazio dentro de você, como se nada que conquistou tivesse valido a pena conquistar.
Ao meu pai.
Tu és a grande razão
não sei como agradecer
pela minha educação
pela formação do ser
e não existe dimensão
do amor no coração
que eu sinto por você.
As pessoas se esvaziam de amor, como aquele mar que penetra nas areias. Talvez exista criaturas capazes de rosquear os pontos vazantes do mar, mas só Deus pra evitar que as pessoas não se esvaziem de amor.
Olhas para o céu, vês ali ? Aquele elegante branco flutuando como algodão.
Se vê apenas nuvens, é porquê sua visão poética não funciona.
Não veja os êxitos do próximo com inveja e desdenho, ao contrário, veja-os como estímulo e encorajamento, para assim buscar realizar os seus.
Gutemberg Landi
16.09.2016
Se o seu passado não fosse exatamente como foi, com as suas tristezas e alegrias, você não seria exatamente como és, com os seus defeitos e qualidades.
Às vezes é preciso olhar para trás e ver que, assim como você está correndo atrás de alguém, pode ter alguém correndo atrás de você. reciprocidade pode ser uma questão de ponto de vista...
COMO POSSO EXPLICAR?
Os nossos encontros
sempre foram inexplicáveis.
Inexplicáveis por quê
como explicar cada beijo
prolongado, sentido, degustado?
Como posso explicar
cada carinho, cada afago
cada maneira de se entregar.
Como explicar cada abraço
quando nos envolvemos
deliciosamente pés sobre pés
na cadência de cada passo?
Como explicar cada desejo
se o próprio desejo
nunca se sente farto, satisfeito?
Como posso explicar tanto amor
se o que sente minh'alma
transborda além do insaciável
noutro corpo, noutra alma
pelo mesmo motivo do meu amor?
Como antes
Olho em volta e vejo
Motivos o suficiente
Pra continuar lutando,
Continuar amando!
Olho pra um passado distante
E entendo que jamais poderei
Voltar no tempo, mas poderei voltar a ser feliz como antes.
Meus erros esses sim
Me acompanharão todo instante
Não pra me fazer sofrer, mais pra
Lembrar que fui fraco antes!
Quero falar
Mas dei um nó na garganta
Me tornei mudo, não por deficiência, sim por ignorância!
Hoje venho lutando pra desatar
Um nó que eu mesmo dei
Mas até essa luta, tem sido
Pra refinar minha conduta!
Não vejo a hora desse nó
Conseguir desatar, voltar a falar.
De poder novamente sorrir
E por fim gritar... Obrigado Jeová!
Wsrjunior
MINHA POESIA
(dedico àqueles que como eu amam amar)
Minha poesia
é essencialmente romântica
livre, conciliadora, intensa
e nada, absolutamente nada
posso fazer pra quem dela
despreza, renega ou mesmo
não gosta ou não compartilha
Porque entendo perfeitamente
que na estrofe de verso de sextilha
nem todo mundo ama, amar
há os que preferem tristeza, dor
ódio, revanchismo, ceticismo
na sua escrita, no seu poetar!
NOSSO AMOR
Nosso amor
é como elo da corrente
dois corpos entrelaçados
num único corpo
ligados, predestinados
pela vida eternamente!
O vento ninguém vê, mas é ele que conduz a suavidade da folha. Assim como o cavalheiro que pode passar despercebido na dança, mas é ele que leva a dama e faz com que ela fique com tamanha beleza e leveza. Enquanto estiver ventando a folha viaja, desliza e confia no vento, mas se ele parar de repente a folha vai cair. Por isso os ventos não param bruscamente, mas com suavidade, para que a folha possa chegar ao solo com delicadeza, assim como os passos da mulher na dança.
É dessa maneira que eu sinto que a dança movimenta meu corpo e bate dentro do meu peito.
E quando eu danço sozinha sinto que o vento não é mais o cavalheiro, mas sim a melodia que conduz os meus passos, ou seja, o passeio da folha.
Você chegou como clandestino em minha vida, invadindo meu coração, despertando sentimentos que estavam adormecidos...
Você entrou em meu mundo sem avisar, atravessou as portas de meu coração na calada da noite, fixou sua morada dentro de mim sem me avisar...
Clandestino!
Mudou meu mundo, quis cultivar novas flores no jardim de meu coração, plantou tudo de bom, mas veio como invasor...
Nem imagina o que me fez, não sabe as marcas que carrego dentro de mim, então porque semeou amor num mundo que não te pertence...
Eu venho de uma dor distante, de uma angústia insuportável, de uma solidão imensa...
Já tinha me acostumado com um jardim sem flores, onde por muitas vezes as ervas daninhas tomaram conta deste jardim, os espinhos sufocaram os meus desejos...
E agora, você semeia flores, mexe com tudo que sempre me pertenceu...
Agora a luz que você trouxe está me cegando, e eu havia esquecido o doce sabor do amor...
Que destino é este, uniu as linhas do meu tempo a você, embaraçou tudo em minha vida...
Abalou o meu mundo, mesmo sabendo que somos de tempos diferentes...
Então, porque cruzou as nossas linhas do tempo, se a minha realidade é outra...
O destino quis brincar comigo, mas recuso tal ironia...
Não vou esquecer a razão!
Você como o passado, se faz e se foi...
Não vou me entregar!
Agora parte de meu jardim, já fez o que tinha de ser feito, me deixes aqui...
Minha casa, meu mundo, meu jardim, aqui eu sou soberana...
Adeus clandestino!
Roseane Rodrigues
COMO TATUAGEM
E quando nossos olhares
se cruzaram e se perderam
no brilho da intensidade...
A partir dali nada mais seria
diferente em nossas vidas.
O amor ficaria definitivamente
marcado em dois corpos
como uma tatuagem bem definida!
E então ele gritou como o maior vulcão em escudo da terra. E rabiscava. E internalizava. Não no sentido lógico. Ele não dormia em ânsia. Situações, percebeu, não são solúveis em álcool. A fraqueza de seu coração em sua disposição prévia em passear em jardins de inverno e contemplar cada manhã em Cristo, acender velas e de joelhos ardê-las em Leonard Cohen com suas mãos humanas. Reclamava que Deus é lento na velocidade da evolução. Seu sorriso como um cão por um osso, dias em dias. Movendo-se da dor aos cloretos ao invés da pura água doce, e ele riu. Sobre influência de marés, pele em pele. Ombro com ombro. O coração pensava. A mente pensava. A erupção muda o curso dos rios. Foi assim em 79. Foi assim no escuro que ninguém viu. Vê o silêncio de que algo acontecerá? Vê placas ameaçando dez mil habitantes? A idade de bronze desconversada em um dar de ombros. "No momento em que se queima o mal, não é o bem que sobra”, disse em voz de festa.
Que eu ouça o silêncio
que habita em mim
pois, ele nada mais é
que a forma como o Universo
deixa suas pegadas
para eu seguir.
Cika Parolin
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