Uma carta em Forma de poema de Amizade

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O que é plantado no oculto não permanece escondido para sempre. A vida tem uma forma silenciosa de trazer à luz aquilo que o coração tentou encobrir. Por isso, mais do que temer a exposição, é sábio cuidar da intenção, do caráter e das escolhas quando ninguém está olhando.
A ruína não começa quando algo é revelado, começa no momento em que se decide plantar no escuro aquilo que não se teria coragem de cultivar na luz.

De que forma sente que o ambiente visual e artístico ao seu redor influencia mais profundamente o seu processo criativo e emocional?

A Alquimia da Criação: Da Emoção Crua à Matéria da Arte
​Os bons e os maus momentos são o pulso da nossa existência; são eles que nos lembram, na sua nudez mais profunda, que estamos plenamente vivos. Quando o meio ao nosso redor pesa e cria amarras, a arte ergue-se não apenas como uma forma de expressão, mas como um portal de libertação.
​1. O Portal da Expressão e a Viagem Imaterial
​A Ruptura com o Aprisionamento: Desligar-se das pressões do meio através da pintura, da escrita ou de qualquer outra linguagem criativa é um ato de soberania interior.
​A Génese da Obra: Tudo começa muitas vezes numa observação atenta do mundo. Essa fagulha transforma-se em pensamento, alimenta o desejo e ganha vontade de dar forma material a uma vivência, a um cruzamento de caminhos ou à essência de pessoas que se cruzam na nossa jornada.
​O Ritual Criativo: Entrar nesse portal é transmutar o invisível em visível, dando corpo a conceitos imateriais através de texturas, cores e palavras.
​2. O Ciclo do Erro, do Acerto e da Prática
​A Experimentação Constante: Viver e criar exigem ação. É no terreno prático das experiências — tanto na vida como na tela ou no papel — que nos confrontamos com a falha e com o acerto.
​A Lapidação pelo Hábito: A assertividade não nasce perfeita; ela esculpe-se através da repetição contínua, da persistência e da coragem de experienciar as emoções na sua forma mais crua e autêntica. Cada erro é um ajuste de rumo; cada acerto é a confirmação do caminho

O Ambiente que Constrói Vencedores


A forma como habitamos o nosso próprio espaço — seja o lugar onde moramos, onde trabalhamos ou onde reunimos as pessoas que amamos — define a nossa postura diante do mundo. Um ambiente caótico e negligenciado mina as nossas forças e alimenta uma mentalidade de derrota. Por outro lado, o zelo, a organização e o capricho nos moldam como vencedores. Não importa se a casa é simples ou luxuosa, o que define o nosso sucesso é o respeito que temos pelo chão que pisamos. Quando colocamos ordem no espaço de vivência, estamos decretando que estamos prontos para vencer na vida, pois quem é fiel e cuidadoso no pouco e no pequeno, está pronto para governar as grandes vitórias.

Falar de saudade do que nunca se teve é, de certa forma, querer viver aquilo que nunca esteve ao nosso alcance.

Mas o que eu guardo?

Guardo o sonho interrompido.
A vontade de ser mais de quem eu sempre fui para alguém.
Guardo os dias de trilhas e pores do sol que não tive a oportunidade de viver.
Guardo as conversas que ficaram pelo caminho, os planos que não chegaram a nascer e tudo aquilo que existiu primeiro dentro de mim.

E, principalmente, guardo a necessidade de ser tudo, mas não para qualquer pessoa.

Agora eu quero ser tudo para quem não vai transformar meu coração em abrigo.

Porque até os abrigos são temporários.

Eu quero ser morada.

Morada para quem chega e escolhe ficar.
Para quem não procura apenas proteção, mas pertencimento.
Para quem entende que um coração não foi feito para ser passagem.

Talvez seja essa a saudade que eu sinto.

Não de alguém.

Mas da vida que eu ainda não vivi com alguém que saiba ficar.

Ser criativo envolve, além de outros aspectos, saber gerar de forma flexível uma pluralidade de ideias e possibilidades a partir de um único estímulo.


Ser curioso consiste em desejar aprender informações novas e eliminar a ignorância, além da vontade de encontrar soluções.


Ou seja, criatividade e curiosidade exigem experimentação.

Amor visto de forma crua também é belo. Acho que, quando alguém diz que desiste do amor, não está, de fato, desistindo do Amor. Está desistindo da versão romântica, idealizada, fetichizada, banalizada e transcendentalizada do amor. Portanto, invista na versão menos colorida desse conceito antes de dizer que desiste.
— Rob Sings

Será algum tipo de coincidência...


Será alguma forma da Natureza se fazer presente e se rebelar a tanto blá-blá-blá e sórdidos interesses vários...


Mas... É FATO!


Enquanto no Norte do Brasil está sendo sediada a COP30 , com toda a sua teatralidade e discursos hipocritamente infindáveis ...


No Sul do Brasil assistimos á devastação de uma inteira cidade causada por um ciclone tropical...


A crise climática é REAL e está dando, sem piedade, suas bofetadas na cara do negacionismo...


Para esfriar o Planeta
e tentar placar a fúria
da crise climática...
é necessário esfriar
a ganância desmedida
das indústrias mundiais...


✍©️@MiriamDaCosta


#COP30 #Belém #Paraná #Tornado
#MeioAmbiente #CriseClimática
#CicloneTropical #Brasil

Hoje, bem cedo,
um trio de evangélicos
bateu ao meu portão
oferecendo salvação
em forma de convite.


Respondi com educação:
— Irei, com prazer.


O sorriso acendeu nos olhos deles
como promessa cumprida.


Completei:
— Mas só depois
de visitarem o terreiro de Umbanda
que eu frequento.


O brilho apagou.
Os olhos, antes luz,
encheram-se de indignação
como quem vê o proibido.


Afastaram-se do meu portão
com a pressa dos vampiros
diante do sol e do alho.
✍©️@MiriamDaCosta

História ou estória?
Eis a questão!


Em meio a tanta informação sem formação
e inteligências várias...
a desinformação se multiplica
em intelectos burros,
em rebanho, em série,
em eco, como falas de papagaios.


Fatos se dissolvem em imagens falsas
e imagens falsas em fatos,
vídeos editam mentiras,
e falas apregoam sem dizer.


A ignorância faz pose de saber,
a estupidez veste verniz de opinião
e desfila certezas ocas.


História ou estória?
Não é dúvida:
é o sintoma de uma sociedade onde
predomina a cultura das falácias.


E ser ou não ser parte
de uma ou de outra
é questão de escolha.


Todos são capazes de contar estórias,
poucos fazem História.


✍©️@MiriamDaCosta

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Sou fascinada pela palavra
em estado bruto,
antes da forma,
antes do adorno,
nua, crua e cortante
quando ela ainda sabe golpear.


A palavra que toca fundo,
que atravessa,
que deixa marcas.


Escuto-a ao contrário,
como quem busca
o eco secreto do sentido,
e nesse movimento
me deixo avassalar
avassalando.


Quando preciso vesti-la,
faço-o com deleite,
como quem escolhe
um tecido tênue
para a própria alma.


Mas meu amor maior
é pelo seu avesso silencioso,
aquele que só responde
quando tocado no escuro,
onde os significados sangram
em sentimentos vivos.


Sou excessiva
e visceral na linguagem
e delicada no gesto,
habito o extremo
e me encanto com a ternura.


Vai entender…
sou palavra em contradição viva.

E nessa contradição linguística,
entre visceral e tênue,
os meus versos harmonizam-se
na minha essência.
✍©️@MiriamDaCosta

O poeta é um ser múltiplo,
amorfo como a névoa
antes de ganhar forma no horizonte.


Vive em permanente desintegração,
como estrela antiga
que se desfaz em luz.


E, no entanto,
recompõe-se em silêncio
num outro organismo,


um corpo de palavras
que respira além da carne,
um corpo poético
que transcende
a breve matéria do seu criador.


✍©️@MiriamDaCosta

A diferença entre pensar e refletir


Todos, de uma forma ou outra,
têm a capacidade de pensar.
Mas poucos são capazes de refletir.


Pensar é um fluxo,
natural, rápido, incessante.
Quase sempre automático,
por vezes raso,
muitas vezes apenas ruído.


Refletir, não.


Refletir é pausa.
É escolha.
É mergulho.


É o ato consciente
de atravessar um pensamento
e olhá-lo por dentro,
por ângulos diversos,
até que ele revele
mais do que aparenta.


Pensar acontece.
Refletir exige.


Pensar passa.
Refletir permanece.


E é nesse intervalo,
entre o que surge
e o que se compreende,
que nasce
a possibilidade da sabedoria.


✍©️ @MiriamDaCosta

Ando cansada de todos os absurdos
que, de forma quase banal,
se apresentam como pontuais
enquanto se espalham
feito praga silenciosa
pelos dias do Brasil
e do mundo.


Cansada dessa coreografia grotesca
onde o incoerente se veste de lógica
e o injusto se disfarça de ordem.


Cansada de ver o espanto morrer
aos poucos, porque tudo já parece
esperado demais.


E o mais exaustivo não é o absurdo em si,
mas a naturalidade com que ele se instala,
se acomoda e passa a ser considerado normal.
✍@MiriamDaCosta

Sinceramente, penso que é uma forma de autoentrega quando alguém diz
que a minha composição, que acabou de ler,
veio do "ChatGPT".


Componho versos e frases desde o tempo
em que se usava a máquina de escrever
e o celular nem na imaginação existia.


Por favor!
Seja mais discreto quanto ao próprio DESPEITO
e respeite o poder da inspiração e da criação que corre nas minhas veias.


Fique em paz🕊
Seja paz🕊
✍@MiriamDaCosta

De certa forma,
eu sempre me senti
completa e serena
nos lugares onde eu pude
ver as Árvores e o Mar...


Afinal...
A minh'alma
tem as cores e os olores
da Mata Atlântica
e do Oceano Atlântico...


E o meu Lar
é a Região Oceânica de Niterói...


✍©️@MiriamDaCosta
@miriamdacostamiry

Eu senti-te.

No calor do teu corpo,
nas mãos que demoravam nas minhas,
na forma como os teus olhos,
cor de mel ao sol,
pareciam sempre procurar os meus.

Durante uns dias,
achei que também me tinhas sentido.

Depois veio a distância
e, com ela, a dúvida:

se aquele mel era para mim
ou se eu apenas o provei
quando já pertencia a outra pessoa.

Éramos dois estranhos…

e, de alguma forma inexplicável, nos reconhecemos como se já fôssemos um só.

Quanto tempo eu não sentia isso…

Você me fez voltar no tempo. Me fez sentir como um adolescente novamente, com o coração leve, o sorriso fácil e aquela ansiedade boa de querer estar perto o tempo todo.

Não quero te assustar, nem ser rápido demais, nem nada do tipo…
Isso aqui é só um desabafo, com carinho, de alguém que já não lembrava mais como era sentir assim.

Não sou um moleque que se apaixona fácil…
Mas com você foi diferente. Aconteceu sem aviso, sem controle… e quando percebi, já estava envolvido de um jeito que nem sei explicar.

Aquele tremer nas pernas… aquela felicidade no beijo…
sensações simples, mas que com você ganharam um significado que eu já tinha esquecido.

Seu cheiro, seu olhar… me deixam louco.
E, de algum jeito, parece que consigo lê-los, como se tudo em você falasse comigo sem precisar dizer nada.

Já te queria quando te vi pela primeira vez, mas tudo aconteceu no tempo e do modo que tinha que acontecer… é apenas o meu sentimento, que estou indo com o coração partido, mas feliz por ter te conhecido.

Obrigado por me fazer reviver o que, há muitos anos, eu achava que tinha perdido…
sentimentos que eu já não reconhecia mais, mas que você trouxe de volta com leveza e verdade.

Infelizmente, o tempo foi pouco…
mas foi o suficiente pra me mostrar o quanto você é importante pra mim.

A nossa conexão é daquelas raras, que não se explicam, só se sentem.
Quando estamos juntos, o tempo não passa… ele dispara, como se soubesse que cada segundo precisa ser vivido ao máximo.

De dois estranhos… nos tornamos um só.
E, no silêncio dos nossos momentos, parecia que já nos conhecíamos de outras vidas.

Foi bonito.
Foi verdadeiro.
E foi tudo o que eu nem sabia que precisava.

Dói saber que não pudemos viver isso com toda a intensidade que merecia.
Nossos mundos seguem em direções opostas… mas, de alguma forma, com o mesmo propósito: se reencontrar.

E eu acredito nisso.

Que, em um futuro não tão distante, a vida nos coloque frente a frente outra vez…
pra reviver, recomeçar, ou simplesmente sentir de novo, nem que seja por um instante, tudo aquilo que foi intenso e inesquecível.

Eu vou…

Mas uma parte de mim sempre vai ficar com você.
E você… sempre vai estar nos meus pensamentos.

E quem sabe, um dia…
a gente se encontre novamente,
pra terminar o que começamos.

⁠O Nada e o Tudo
No princípio, antes do verbo, o vazio,
Um espaço sem cor, sem forma, sem fio.
No nada, o silêncio é um grito mudo,
E o tempo, ausente, não é nem um segundo.
No nada, a mente flutua, perdida,
Angústia e paz, em dança indefinida.
É negro, é branco, é o oposto do ser,
Um espelho que reflete o não-acontecer.
Deus, talvez, sentiu o mesmo vazio,
Um universo sem alma, sem rio.
E no nada, em sua solidão infinita,
Criou o amor, a conexão bendita.
Somos reflexo de Sua criação,
Mas também criadores, em nossa condição.
No nada, buscamos sentido e essência,
E o tudo emerge da nossa presença.
O nada é pausa, mas não permanência,
Um sopro que dá vida à consciência.
Do vazio, surgimos, e a ele voltamos,
Mas no intervalo, amamos, criamos.
Então, se no nada Deus nos encontrou,
Foi porque no vazio o amor brotou.
E no eterno mistério de tudo e nada,
Está a verdade jamais revelada.

A Dor da Luz

Antes da forma, havia a luz.
Mas luz sem sombra não possui rosto.
Brilhava infinita, indivisível,
e nada podia ser visto dentro dela.

Então a inteligência despertou
no silêncio da eternidade.

E desejou conhecer.

Para conhecer,
afastou-se da unidade.
E nesse afastamento nasceu o limite.

O limite deu contorno ao infinito.
O tempo começou a respirar.
E Saturno ergueu seus muros de pedra
para que a consciência tivesse onde caminhar.

Pois sem limites não existe percepção,
e sem oposição não existe visão.

Assim a inteligência aceitou a dor,
não como punição,
mas como preço da liberdade.

Porque sem liberdade não há erro,
e sem erro não há aprendizado.

A queda abriu os olhos da consciência.
A sombra desenhou o rosto da luz.
E o universo surgiu como um espelho
onde o espírito poderia reconhecer a si mesmo.

A forma é a luz interrompida.
A matéria é a pausa do infinito.

E no coração da experiência
a inteligência aprende lentamente
que a escuridão não destrói a luz,
apenas revela seu contorno.

Assim caminha o ser:

da unidade inconsciente,
à queda na dualidade,
até o retorno consciente à origem.

Pois a jornada da consciência
não é fugir da sombra,
mas atravessá-la.

E quando finalmente retorna à luz,
traz consigo aquilo que antes não existia:

sabedoria.

Porque Deus cria a luz.

Mas é a experiência que ensina
a vê-la.



São José dos Pinhais, 05 de março de 2026.

Mago Trimegista