Uma carta em Forma de poema de Amizade

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O tempo é um artesão paciente, mas meu peito já não suporta a forma como ele esculpe a sua ausência. Durante muito tempo, eu te fiz rima no escuro e te guardei em gavetas que só o meu coração sabia abrir. Eu te amei em silêncio, como quem protege uma chama de um vento súbito, temendo que o mundo fosse pequeno demais para a nossa imensidão.
Mas o silêncio, que antes era abrigo, tornou-se um eco.
Hoje, não quero mais ser a estrela que espera a noite para existir. Quero ser o dia que te encontra, o sol que desfaz as sombras e a voz que finalmente ganha o ar. O meu mundo, que por tanto tempo foi um monólogo sonhado, precisa da sua resposta para se tornar melodia completa.
Quero te reencontrar não para resgatar o que fomos, mas para descobrir quem seremos agora que o meu "eu" transbordou de tanto te guardar. Que o nosso próximo abraço seja o ponto final da saudade e o início da nossa história mais barulhenta, viva e iluminada.

Pode parecer ambiguidade
manter vivo o que adversa
como forma de resistência
sem abrir a porta para a guerra,
Desta maneira é que se prova
a própria sabedoria e resiliência,
porque conviver desafia,
e também pede a nossa paciência.


Busca não se deixar pelo conflito
deste mês de março que está
cruzando para enfeiar o caminho;
A realidade pode ser moldada,
merecemos o melhor destino,
mantenha o olhar atento
para não ser por nada distraído.


Busque folhas de Caroba branca
para fazer o teu carinhoso banho,
Não desvie do teu bonito plano,
não permita que nada desequilibre,
porque tu estás firme caminhando,
e não merece ser desmobilizado.


O convívio desafia diariamente,
mas muito pior é ter que lidar
com quem quer a distância alimentar
o conflito e a desesperança,
para que a tempestade tu venhas arcar.

441🙏❤️ O ser humano não tem limites para perversidade, muito das vezes agem de forma tão ocultas que nem percebemos tal ação, agem em todo os seguimentos da sociedade, destruindo famílias, relacionamentos, amizades e sonhos do próximo, não se preocupam com a lesão provocada, usam artimanhas diversas até chegar no fundo da discórdia total, fazem críticas infundadas, criam crises no ambiente familiar destilando ódio sem Precedentes, não deixam qualquer possibilidade de reparação do ato praticado, deixando seus alvos sem saída...
Mas um dia a verdade chega, tardia mas com total transparência, nada fica oculto, verdade ou mentira, e respondemos no plano físico ou no além túmulo, a vida carnal acaba, mas a vida espiritual é eterna, a verdadeira morada, aí somos julgados pelas nossas consciências...
Assim é o agir de Deus nada ficará impune, da menor até a mais grave inflação nos chega um dia, aproveite seus dias para a prática das boas obras, bons feitos e boas ações, assim construindo o seu castelo de luz no plano maior a terra é um aprendizado, o espírito é criado simples e ignorante por Deus, mas trilhamos o bom caminho no planeta escola buscando a perfeição, a nossa evolução...❤️🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.

: O Eco do Bem


Quando o eco do nosso acolhimento retorna em forma de traição, a nossa primeira reação é o desejo de erguer muros invisíveis e nunca mais nos expormos. É um processo natural sentir o peito apertado pelo peso da decepção, mas a verdadeira sabedoria reside em não permitir que a escuridão do outro apague a nossa luz interna. O ato de acolher deve ser um pacto de amor entre nós e a nossa própria consciência, uma entrega feita porque o nosso coração transborda bondade, e não como uma moeda de troca. Quem acolhe com pureza pode até se sentir temporariamente vazio, mas a vida sempre encontra um meio de reabastecer

Poesia e papel


É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!

A ausência de si

Talvez exista uma forma de ausência que nunca percebemos.

Estamos presentes fisicamente, cumprimos compromissos, conversamos, trabalhamos, produzimos, conquistamos, respondemos mensagens e continuamos funcionando.

Mas funcionar não significa necessariamente estar presente.

Podemos comparecer a todos os lugares e ainda faltar dentro de nós mesmos.

Talvez essa seja a ausência de si.

Não é desaparecer do mundo.

É permanecer nele durante tanto tempo respondendo ao que esperam de nós que já não sabemos distinguir aquilo que fazemos por escolha daquilo que fazemos por repetição.

Existem pessoas extremamente ocupadas que talvez estejam, na verdade, ocupando-se para não se encontrarem.

Porque o silêncio produz perguntas que o barulho consegue adiar.

Quanto mais barulho fazemos do lado de fora, menos ouvimos aquilo que continua falando do lado de dentro.

Produzir pode ser realização.

Mas também pode ser fuga.

Trabalhar pode representar propósito.

Mas também pode evitar encontros internos.

Ajudar os outros pode ser generosidade.

Mas, algumas vezes, cuidar permanentemente de todos pode ser uma maneira sofisticada de nunca precisar olhar para quem cuida.

Por isso, nem toda produtividade significa evolução.

Há pessoas construindo grandes coisas enquanto silenciosamente deixam de construir a si mesmas.

Talvez tenhamos aprendido a medir demais aquilo que fazemos e muito pouco aquilo que estamos nos tornando enquanto fazemos.

Perguntamos:

Quanto produzi?

Quanto ganhei?

Quantas pessoas alcancei?

Quantas metas cumpri?

Mas raramente perguntamos:

Quem estou me tornando enquanto conquisto aquilo que desejo?

Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes do desenvolvimento humano.

Porque nenhuma conquista chega sozinha.

Toda conquista também constrói o conquistador.

Cada caminho modifica aquele que caminha.

Cada escolha repetida transforma-se gradualmente em comportamento.

Cada comportamento repetido participa da construção de uma identidade.

Por isso, talvez exista algo anterior ao sucesso.

Não basta perguntar se estamos chegando. Precisamos perguntar quem está chegando conosco.

Podemos alcançar o destino e perder partes fundamentais de nós durante o percurso.

E existe uma ironia nisso:

passamos anos tentando construir uma vida melhor para nós mesmos e podemos acabar construindo uma vida na qual já não existe espaço para nós.

Uma agenda cheia também pode esconder uma existência vazia de presença.

Talvez o contrário de vazio não seja preenchimento.

Talvez seja presença.

Porque preencher todos os espaços não significa habitar nenhum deles.

Podemos preencher a agenda, a casa, a conta bancária, o currículo, as redes sociais e até os relacionamentos e, ainda assim, permanecer ausentes da própria experiência.

Por isso proponho outra ideia:

Presença não é estar onde o corpo está. É conseguir existir conscientemente onde a vida está acontecendo.

E a vida sempre acontece agora.

Não ontem.

Não depois da próxima conquista.

Não quando tudo estiver resolvido.

Agora.

Talvez tenhamos desenvolvido uma extraordinária capacidade de registrar momentos que já não sabemos experimentar.

Fotografamos antes de observar.

Publicamos antes de sentir.

Compartilhamos antes de compreender.

Transformamos experiências em conteúdo e, algumas vezes, deixamos de transformar experiências em consciência.

Nunca registramos tanto a vida e talvez nunca tenhamos precisado tanto aprender a vivê-la sem registro.

Não se trata de rejeitar tecnologia, trabalho, ambição ou progresso.

Trata-se de impedir que os instrumentos criados para ampliar nossa existência acabem ocupando o lugar dela.

Porque existe uma diferença entre possuir ferramentas e ser conduzido por elas.

Entre utilizar o tempo e ser utilizado pelas urgências.

Entre construir reconhecimento e depender dele para reconhecer a própria existência.

Talvez liberdade não seja fazer tudo aquilo que desejamos.

Talvez exista uma liberdade ainda mais rara:

não precisar demonstrar permanentemente que estamos vivendo para conseguir sentir que nossa vida possui valor.

Quando a existência depende excessivamente do olhar externo, podemos começar a viver como espectadores de nós mesmos.

Perguntamos como parecerá antes de perguntar como será vivido.

Escolhemos aquilo que poderá ser mostrado.

Construímos uma versão publicável de nós.

E, gradativamente, podemos começar a confundir visibilidade com existência.

Mas ser visto não significa ser conhecido.

Ser conhecido não significa ser compreendido.

Ser admirado não significa estar realizado.

E ser seguido por milhares não impede alguém de ter perdido o caminho para dentro de si.

Visibilidade é quando muitos conseguem nos encontrar. Presença é quando ainda conseguimos encontrar a nós mesmos.

Talvez essa distinção se torne cada vez mais necessária.

Porque o mundo continuará disputando nossa atenção.

Empresas querem nossa atenção.

Redes querem nossa atenção.

Pessoas querem nossa atenção.

Problemas querem nossa atenção.

Objetivos querem nossa atenção.

Mas existe uma pergunta anterior:

quanto da nossa própria atenção ainda permanece disponível para nós?

Aquilo para o qual entregamos repetidamente nossa atenção participa silenciosamente da construção da nossa consciência.

Talvez, portanto, atenção seja muito mais do que concentração.

A atenção é uma forma silenciosa de autoria: aquilo que escolhemos observar começa, pouco a pouco, a participar daquilo que nos tornamos.

Se entregarmos nossa atenção apenas ao barulho, o barulho passará a habitar nosso interior.

Se entregarmos nossa existência apenas às urgências, poderemos passar uma vida inteira resolvendo aquilo que precisava ser feito sem descobrir aquilo que precisava ser vivido.

Talvez o verdadeiro desenvolvimento não consista somente em acrescentar competências.

Talvez também exija recuperar presença.

Voltar a habitar as próprias escolhas.

Voltar a escutar as próprias perguntas.

Voltar a perceber aquilo que sentimos antes de explicar aquilo que sentimos.

Voltar a existir antes de representar que existimos.

Chamo isso de presença consciente:

a capacidade de participar da própria existência enquanto ela acontece.

Porque talvez exista uma tragédia maior do que perder alguma coisa durante a vida.

É chegar ao final e perceber que estivemos presentes em quase todos os acontecimentos, mas ausentes de nós mesmos enquanto eles aconteciam.

Não permita que sua existência se transforme apenas em evidência de que você existiu.

Esteja nela.

Porque uma vida pode ser longa em anos, enorme em realizações e repleta de acontecimentos…

e ainda assim ter sido pouco habitada.

A maior distância que alguém pode percorrer talvez seja aquela que, sem sair do lugar, o afasta de si mesmo.

E talvez uma das maiores conquistas humanas seja exatamente o caminho contrário:

voltar a estar presente na própria existência.

Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026

O que é plantado no oculto não permanece escondido para sempre. A vida tem uma forma silenciosa de trazer à luz aquilo que o coração tentou encobrir. Por isso, mais do que temer a exposição, é sábio cuidar da intenção, do caráter e das escolhas quando ninguém está olhando.
A ruína não começa quando algo é revelado, começa no momento em que se decide plantar no escuro aquilo que não se teria coragem de cultivar na luz.

"Com a boca dei os melhores beijos!
Tolice em forma de FRASE é isso. E outras desse tipo."

Da Série TAMBÉM SEI ESCREVER TOLICES

MAS SÓ POR GRAÇA E SOMENTE ESTA

NÃO INSISTAM

Esta Série é NADA-SÉRIA



Texto Meu 0942, Criado em 2019


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

O amor só existe no presente. Colecionar memórias não é uma regra sobre a forma do humano amar.


Afetos e memórias são relativas.
O painel de controle interior para amar foi esquecido em meio a tanta alienação.


Podemos construir um futuro incrível juntos ou padecer em guerras imaginárias movidas ao ego de predadores de crianças e bebês.

A única forma de realizar um trabalho em silêncio, num espaço público, sem media, sem televisões, sem redes sociais, sem Facebook, sem TikTok, sem ruído é, paradoxalmente, não o realizar.
Vivemos num tempo em que a informação já não circula num vácuo fechado; ela propaga-se num campo aberto, permanentemente atravessado por acções externas, olhares, algoritmos e interferências invisíveis. O silêncio, hoje, tornou-se uma ausência quase impossível.
Furucuto, 2026

Filhos x Meio social


A falha no contexto familiar pode interferir de forma negativa na sociedade.


Filho rebelde, aluno desrespeitoso.


Filho irresponsável, profissional relapso.


Filho agressivo, cônjuge autoritário.


Filho individualista, indivíduo egocêntrico.


Uma boa educação familiar é o melhor caminho para a construção de um meio social harmonioso.


13/07/26

Menina em forma de mulher

Delicadeza no olhar, maliciosa e cheia de inocência,

Que cativa até o mais experiente.

Posa pra foto, como uma pintura feita pelos deuses,

Enfeitiçando um mero mortal com essa aparência angelical com ar de malícia.

Um enigma moldado em curvas e mistério,

Onde o sagrado e o profano fazem morada.

Domina o mundo sem precisar de um império,

Na linha tênue entre o tudo e o nada.

O flash da câmera tenta registrar o instante,

Mas a alma que brilha recusa o papel.

É uma criatura livre, joia lapidada e brilhante,

Um pedaço de pecado disfarçado de céu.

E o fotógrafo, estático, perde o compasso,

Diante do feitiço que ela mesma teceu.

Prisioneiro voluntário desse doce laço,

Onde o homem se rende e o poeta nasceu!

Letra após letra fica o rastro de um poema besta, se bole uma formiga
existindo de forma besta/ criativitura circulando na mente...
a linguagem geme esmagada com
o descarte de palavras que não
plantam imaginação; ostentam
o corpo e o ganho e degradam o pensamento da nação (versos surdos de inteligência nas esquinas/no máximo... e a ida e vinda do cidadão no paredão da impunidade e o político faltando um dedo e sobrando no mais mais velho do próprio discurso fala pra surdos na televisão — com voz de homem de verde e amarelo...; apaga-se a luz do palanque e, o senta senta da esquina é interrompido pelo zombido: tá tá tá tá... e o artista saca a ideia pra escrever só pelo lado canhoto da cabeça...) — o pensamento sente — o esquecimento global, derrete o acesso a boa literatura que são os pulmões da imaginação e os poetas de cada tempo — nascentes que escrevem procurando gente para desarnar... para/ a preservação da beleza do intelecto, vote, replantando a palavra no seu sentido e parando o desmonte do contexto para a romantização do uso desleixado das palavras... para o usufruto do "mal normal"! Ou os poetas salvam a linguagem do desleixo da esquerda ou a IA cerca o terreno que não é dela...


(Leonardo Mesquita)

Ser criativo envolve, além de outros aspectos, saber gerar de forma flexível uma pluralidade de ideias e possibilidades a partir de um único estímulo.


Ser curioso consiste em desejar aprender informações novas e eliminar a ignorância, além da vontade de encontrar soluções.


Ou seja, criatividade e curiosidade exigem experimentação.

⁠Talvez acreditar que mais ninguém esteja Ferido — seja só outra forma medonha de Ferir.


Porque a dor, quando não ouvida, vira eco.


E quando presumimos que o mundo está inteiro, deixamos de perceber os cacos que alguém tenta segurar com as próprias mãos.


A verdade é que ninguém sai ileso da travessia — enquanto uns sangram por dentro, outros tentam esconder os cortes com sorrisos.


Estamos quase todos lutando com dores, dificuldades e problemas…


Ainda que diferentes.


Mas ignorar o sofrimento alheio é como esbarrar em uma ferida aberta fingindo ser só o vento.


Empatia não é diagnóstico — é presença.


É a coragem de admitir que talvez o outro também esteja lutando uma guerra que não machuca e apavora somente você.


E que às vezes, só de reconhecer a batalha, já deixamos de ser um potencial inimigo sem perceber.


Se não soubermos enxergar a dor do outro, a nossa também ficará sem testemunha.


E nada fere ainda mais do que sofrer sozinho num mundo que insiste em parecer inteiro.


A vulnerabilidade compartilhada e o reconhecimento mútuo do sofrimento são, talvez, os caminhos mais curtos para nos sentirmos menos frágeis em um mundo tão quebrado.


Em meio a tantas dores, dificuldades e problemas, quem presume não tê-los — ou imagina que o resto do mundo segue ileso — acaba sendo, sem perceber, a parte mais perigosa deles.

⁠O crime, de forma geral, jamais subsistiria sem a ajuda de parte da sociedade e de parte do Estado e seu braço armado.


É uma ferida aberta, dolorosa, incômoda — daquelas que muitos preferem cobrir com discursos prontos a encará-las com honestidade.


Mas ela está ali, latejando, lembrando que nenhuma estrutura criminosa se sustenta sozinha.


Há sempre uma teia invisível de conveniências, silêncios e conivências que a mantém de pé.


Isso não é muito diferente de outras lutas sociais que, à primeira vista, parecem ter um inimigo bem definido.


O combate ao machismo, por exemplo, torna-se ainda muito mais árduo quando se percebe que ele também é reproduzido por mulheres.


Não por essência, mas por condicionamento, por cultura, por sobrevivência em um sistema que ensina, desde cedo, a normalizar o absurdo.


Da mesma forma, enfrentar o corporativismo e a leniência entre pares dentro do Estado é uma tarefa extremamente espinhosa.


Durante décadas, construiu-se — e vendeu-se — uma imagem quase intocável de idoneidade, especialmente no que diz respeito às forças de segurança.


Questionar isso, para muitos, soa como heresia.


E é exatamente aí que mora o problema.


Porque, além das defesas técnicas e estratégicas entre os próprios agentes, existe ainda uma camada mais difícil de atravessar: a defesa cega, emocional, quase devocional de uma parcela da sociedade que se recusa a pensar por conta própria.


Que transforma crítica em ataque, e cobrança em traição.


Nesse cenário, abusos deixam de ser exceção para se tornarem relativizações.


Agressões viram “excessos compreensíveis”.


Autoridade se confunde com autoritarismo — e tudo isso vai sendo absorvido, digerido e, pior, justificado.


A indignação seletiva, nesse contexto, não é apenas um detalhe — é parte do problema.


Ela é tão medonha quanto a própria barbárie que diz combater.


Porque não se trata apenas de condenar o erro, mas de escolher quando e contra quem ele importa.


E talvez o retrato mais cruel disso seja imaginar: se a vítima em questão não fosse também uma policial, quantos dos juízes de plantão — esses togados da verdade das redes sociais — estariam, neste exato momento, invertendo papéis, buscando justificativas, insinuando culpas?


Quando a justiça depende de quem sofre, ela já deixou de ser justiça há muito tempo.

⁠Toda e qualquer forma de manipulação é muito ruim, mas nenhuma é tão sórdida quanto a religiosa.


Porque ela não apenas distorce ideias — ela sequestra consciências...


Usa e abusa da imaturidade e da carência espiritual e emocional das pessoas.


A manipulação comum atua sobre interesses, medos ou desejos imediatos; já a manipulação religiosa invade o território mais íntimo do ser humano: a fé, a esperança e o sentido da existência.


Quando o nome de Deus é invocado como ferramenta de convencimento, deixa de ser sagrado e passa a ser instrumento.


E é justamente aí que reside sua perversidade mais profunda: ela se disfarça de virtude.


Quem manipula em nome do divino não se apresenta como manipulador, mas como mensageiro, defensor da moral, guardião da verdade.


E, nesse teatro cuidadosamente montado, qualquer discordância pode ser tratada não como divergência legítima, mas como pecado, erro ou ameaça.


Na seara política, esse fenômeno ganha contornos ainda mais perigosos.


O que deveria ser debate de ideias se transforma em disputa de “bem contra mal”, onde posições são santificadas e opositores demonizados.


O eleitor deixa de ser cidadão crítico para se tornar fiel — e fé, quando deslocada de seu propósito espiritual, pode ser facilmente conduzida, moldada e explorada.


O problema não está na fé em si, que é fonte legítima de força, consolo e ética para milhões de pessoas.


O problema surge quando ela é instrumentalizada.


Quando líderes, discursos ou projetos se escoram no nome de Deus não para elevar, mas para controlar; não para unir, mas para dividir; não para libertar, mas para submeter.


E talvez o mais inquietante seja o fato de que muitos não percebem.


Porque a manipulação religiosa raramente se apresenta com violência explícita — ela vem em forma de promessa, de proteção, de pertencimento.


Ela acolhe antes de direcionar, consola antes de conduzir, e quando se percebe, já não se questiona mais.


Refletir sobre isso não é atacar a fé, mas protegê-la.


É reconhecer que aquilo que é verdadeiramente sagrado não precisa ser usado como ferramenta de poder.


Porque, no fim, quando o nome de Deus se torna argumento, corre-se o risco de que a verdade deixe de ser buscada — e passe apenas a ser declarada por quem fala mais alto.

De certa forma, tudo parece entrar nos eixos quando te encontro. As respostas pairam e as perguntas cessam, como se tudo se encaixasse perfeitamente e de repente não houvesse motivos para duvidar.
Já não me interessam mais as curvas do caminho, resta-me apenas a rara certeza de que tudo é como deveria ser, antes não havia como, mas hoje nem quero evitar.

Inserida por Alecansei

Muitos preferem uma nota, outros materializar um quadro, alguns uma forma. Já eu, meu refúgio são palavras... Em letras as notas que afinam um sentimento, uma canção. Entre versos o horizonte não muito distante, no estruturar de um texto surge a moldura do meu gostar.
É uma obra abstrata, que a arte se faz pelo inacabado, que se deixa a mercê à quem queira entender, sem precisar de um instrumento, sem necessitar de uma tela branca ou algo que anula o empirismo humano, que deixa de lado a argila para afigurar em um papel tudo aquilo que é existente e fiel a subjetividade da qual escrevo.

Inserida por Leivanio

Amar, viver e por quê?

Como explicar o não explicável?
Amar é um verbo intransitivo na forma infinitiva. Porem, ele transita em nossas vidas criando em nos um sentimento infinito. Ele não é um questionamento a ser respondido e explicado, apenas para ser sentido e vivenciado; você sente, e você vive. A verdadeira questão é: porque a tentativa de mil explicações para algo que não ha resposta? “Viva!”. Essa deveria ser a expressão, ao invés de “por quê?”. Pois viver também é um verbo no infinitivo que traz muito mais respostas as nossas vidas do que uma conjunção duvidosa. Alem de que não ha nada melhor do que amar e ser amado, e poder viver tudo com a maior das intensidades. Deixe as perguntas e as explicações para aqueles que realmente não sabem o que é tudo isso. E por quê? Porque melhor viver amando que deixar a vida passar se perguntando.

Inserida por GiulianneDominguez