Uma carta em Forma de poema de Amizade

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Nem sempre as coisas acontecem do nosso jeito , da forma que desejamos e queremos, mas isso não significa que desistir seja a melhor decisão ou solução.
Insistir e ser perseverante é fundamental !
"Impossível" na minha opinião, é apenas mais uma palavra....
Talvez as coisas boas possam acontecer quando menos esperamos, sem ansiedade e precipitação.
Mas é fundamental ter " atitude", pois nem o céu nem as "estrelas", anjos ,advogados santos e outras divindades, podem realizar e fazer acontecer aquilo que depende de nós!
Tudo o que precisamos e sonhamos, para acontecer depende de nós !!!
Portanto " mãos a obra e façamos acontecer o milagre de que tanto precisamos....
È isso !

Poderia ser tudo isso .
mas nada disso pode ser.
Poderia ser mais fácil viver de forma simples,
ser feliz com uma vida descomplicada,
Poderia ser um " amor" de verdade,
um amor sincero com felicidade,
sem interesse materiais ,mas com simplicidade,
Poderia ser mais fácil viver na cidade,
viver em paz e com paz uma eternidade,
mas tudo é tão difícil ,fútil e passageiro,
somos escravos da necessidade do dinheiro,
que esquecemos de ser feliz.
Poderia ser tudo muito mais simples,
lutar,perder ou vencer com dignidade,
mas a sociedade cobra e exige vitórias,
padrões éticos e estéticos perfeitos,
Poderia ser cada um com seus direitos,
e termos pelo menos uma chance de amar, ser amado e ser feliz.
Somos prisioneiros de uma liberdade,
que não existe ,talvez nunca existiu,
e é assim que vamos vivendo, sobrevivendo numa sociedade que nunca nos quíz.
Fazemos da nossa liberdade a nossa prisão,
Poderia ser tudo isso, mas nada disso pode ser.

Gilberto Braga,

Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.

A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.

Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.

Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.

O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.

Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.

(Douglas Duarte de Almeida)

Assumi comigo um compromisso que não foi bonito de fazer. Não veio em forma de promessa leve, nem de entusiasmo. Veio quase como um pacto silencioso depois de atravessar dias em que existir parecia excessivo demais.

Houve momentos em que desejei não estar. Não por falta de coragem, mas por cansaço. Um cansaço que não se explica, apenas se instala e vai apagando as bordas da vida. E, ainda assim, entre um intervalo e outro dessa vontade de desaparecer, havia algo mínimo que insistia.

Um resto de vida. Quase nada, mas suficiente. E foi nesse quase que eu me agarrei. Não por certeza, mas por decisão. Porque, se ainda havia algo em mim que pulsava, por menor que fosse, então talvez valesse a pena sustentar isso um pouco mais.

Foi ali que assumi esse compromisso. Não o de ser feliz o tempo todo, mas o de não abandonar a possibilidade de viver com verdade enquanto eu estiver aqui. De não desperdiçar completamente aquilo que, de alguma forma, ainda insiste em mim.

A felicidade, entendi, não viria como estado permanente. Mas poderia existir em fragmentos, em respiros, em pequenos instantes que, somados, sustentam a travessia.

Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.

Poema - Princesa de cachos


Faço este poema
Para essa morena
Mais uma homenagem
Em forma de mensagem
Perfeição em pessoa
Nem toda princesa usa coroa
Algumas usam cachos
E esse é o seu caso.


Flor de jasmim
A mais linda do jardim
Você é bela
Não é novela
Mas é minha favorita
A primeira da lista
Me sinto como um adolescente
Te querendo eternamente.


Sua cor escura
Linda como a lua
E cabelo cacheado
Me deixa apaixonado
Princesa de cachos
Com você até me caso
Construo uma família
Como já sonhei um dia.

A FORMA, O PENSAMENTO E O PERISPÍRITO NA CONCEPÇÃO DE ALLAN KARDEC.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Nas questões 88 a 95 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec conduz o leitor a uma região em que as categorias ordinárias da matéria começam a perder sua suficiência. O Espírito, enquanto princípio inteligente, não pode ser compreendido segundo as mesmas leis que regulam o organismo físico. Sua natureza, sua mobilidade, sua capacidade de irradiação e sua relação com a forma obedecem a condições próprias, cuja compreensão exige abandonar a ideia de que tudo aquilo que existe precisa necessariamente submeter-se aos limites dos sentidos corporais.
A questão 88 inaugura essa investigação perguntando se os Espíritos possuem uma forma determinada, limitada e constante. A resposta estabelece uma distinção fundamental entre aquilo que os homens conseguem perceber e aquilo que os próprios Espíritos reconhecem em sua esfera de existência. Aos olhos humanos, a forma espiritual não se apresenta como uma estrutura corporal ordinária; para os Espíritos, entretanto, existe uma forma. Ela é comparada a uma flama, a um clarão ou a uma centelha etérea.
A imagem da luz possui extraordinária força filosófica. Não se trata apenas de uma descrição estética. A luminosidade simboliza uma realidade cuja manifestação pode variar conforme o grau de pureza espiritual. Na questão 88-a, a gradação apresentada vai do escuro ao brilho do rubi. Kardec acrescenta que a tradição de representar os gênios com uma flama ou uma estrela na fronte constitui uma alegoria relacionada à natureza essencial dos Espíritos, colocando-se a luz na cabeça por ser esta, simbolicamente, a sede da inteligência.
A questão seguinte desloca o problema da forma para o movimento. Os Espíritos gastam algum tempo para atravessar o espaço? A resposta afirma que sim, mas acrescenta uma comparação decisiva: o deslocamento ocorre com rapidez semelhante à do pensamento.
Aqui aparece uma das concepções mais profundas desse conjunto de perguntas. Kardec não apresenta o pensamento como uma espécie de objeto que simplesmente acompanha a alma. Ao perguntar se o pensamento seria a própria alma que se transporta, recebe como resposta que, quando o pensamento está em algum lugar, a alma também está, pois é a alma que pensa. O pensamento, portanto, é apresentado como atributo, e não como substância independente.
Essa distinção possui consequências filosóficas relevantes. O pensamento manifesta uma propriedade essencial da consciência sem, por isso, constituir a própria essência do ser. A alma permanece o sujeito pensante; o pensamento é uma de suas manifestações. Quando a consciência dirige sua atenção para determinado lugar, estabelece-se uma relação que ultrapassa a compreensão puramente mecânica do deslocamento.
Na questão 90, Kardec aprofunda o problema. O Espírito pode ter consciência da distância percorrida e dos espaços atravessados, mas essa distância também pode desaparecer completamente, dependendo de sua vontade e de sua natureza, mais ou menos depurada.
A distância, nesse contexto, deixa de ser uma realidade exclusivamente geométrica. Para o corpo físico, deslocar-se significa vencer uma extensão espacial mediante tempo, força e movimento. Para o Espírito, segundo a concepção apresentada, a relação com o espaço possui maior plasticidade. Quanto mais depurada a natureza espiritual, menos a consciência estaria sujeita às limitações que caracterizam a existência corporal.
A questão 91 acrescenta outra ruptura com a experiência material: a matéria não constitui obstáculo para os Espíritos. O ar, a terra, as águas e o próprio fogo lhes são igualmente acessíveis. A afirmação não deve ser interpretada como uma simples descrição de uma espécie de corpo invisível atravessando paredes. Seu alcance está na distinção entre duas ordens de realidade. Aquilo que representa uma barreira para o organismo material não necessariamente desempenha a mesma função para uma entidade cuja natureza não é essencialmente material.
É na questão 92, entretanto, que a investigação alcança um de seus pontos mais delicados: a chamada ubiquidade dos Espíritos.
Kardec pergunta se um mesmo Espírito pode dividir-se ou estar simultaneamente em vários lugares. A resposta rejeita categoricamente a divisão do Espírito. Um Espírito não se fragmenta em múltiplas partes. Ele permanece uma unidade. O que ocorre é uma irradiação que pode alcançar diferentes direções.
A comparação com o Sol é extraordinariamente expressiva. O astro permanece uno, embora seus raios se projetem em todas as direções. A multiplicidade de pontos alcançados pela luz não significa multiplicidade do centro luminoso. Da mesma maneira, a irradiação do pensamento não implica uma fragmentação da individualidade espiritual.
Essa explicação também preserva um princípio importante da concepção kardeciana: a individualidade do Espírito. A expansão da consciência não significa perda da unidade pessoal. A capacidade de irradiar não destrói a identidade daquele que irradia.
Kardec retoma a ideia em seu comentário ao comparar essa irradiação a uma fagulha cuja claridade pode alcançar grande distância e ser percebida em diferentes pontos do horizonte. O Espírito permanece indivisível, mas seu pensamento pode projetar-se em várias direções.
A potência dessa irradiação, contudo, não seria igual para todos. A questão 92-a estabelece uma relação entre a capacidade de irradiar e o grau de pureza espiritual. Não se trata, portanto, de uma faculdade uniforme. A expansão do pensamento estaria vinculada ao desenvolvimento do próprio ser.
É nesse momento que as questões 93 a 95 introduzem o perispírito.
O Espírito propriamente dito não vive a descoberto. Segundo a resposta à questão 93, encontra-se envolvido por uma substância que, para os seres humanos, seria vaporosa, embora ainda suficientemente grosseira para os Espíritos. Kardec, buscando uma comparação compreensível, denomina esse envoltório de perispírito.
A analogia com a semente envolvida pelo perisperma é particularmente significativa. Assim como a semente possui um revestimento que a envolve sem se confundir com sua essência, o Espírito possui um envoltório que não constitui sua individualidade fundamental.
O perispírito ocupa, portanto, uma posição intermediária. Não é o Espírito propriamente dito, mas também não corresponde ao corpo material tal como o conhecemos. É um envoltório semimaterial, destinado a estabelecer uma relação entre o princípio espiritual e as condições próprias dos diferentes mundos.
A questão 94 acrescenta uma característica essencial: o Espírito retira esse envoltório do fluido universal próprio de cada globo. Por essa razão, o perispírito não seria absolutamente idêntico em todos os mundos. Ao passar de um mundo para outro, o Espírito modifica seu envoltório de acordo com as condições daquele ambiente.
A comparação feita por Kardec é simples, mas conceitualmente poderosa: mudar de envoltório como quem muda de roupa. A imagem ressalta que a identidade espiritual não depende do revestimento que utiliza para manifestar-se. O Espírito permanece, enquanto o instrumento de sua exteriorização pode modificar-se.
Essa perspectiva permite compreender também a questão 94-a. Quando Espíritos provenientes de mundos superiores se manifestam entre nós, precisam revestir-se de um perispírito compatível com as condições materiais terrestres. A manifestação exige uma espécie de adaptação ao meio.
Na questão 95, a concepção alcança uma dimensão ainda mais impressionante. O envoltório semimaterial possui formas determinadas e pode ser perceptível. O Espírito pode assumir uma forma segundo sua vontade e aparecer aos seres humanos tanto durante os sonhos quanto em estado de vigília, podendo, segundo a resposta, tornar-se visível e até palpável.
Aqui surge uma distinção que merece especial cuidado: a forma pela qual um Espírito aparece não deve ser confundida com sua essência. A aparência pertence ao modo de manifestação; o Espírito é o ser inteligente que utiliza determinado envoltório para relacionar-se com o mundo.
Essa diferença é fundamental para evitar interpretações excessivamente materialistas do fenômeno espiritual. O perispírito não transforma o Espírito em matéria. Ele constitui, na estrutura apresentada por Kardec, um princípio intermediário capaz de estabelecer comunicação entre realidades de natureza distinta.
O conjunto das questões 88 a 95 apresenta, assim, uma verdadeira antropologia espiritual. O ser humano não aparece limitado ao organismo que os sentidos percebem. Existe uma dimensão mais profunda da individualidade, cuja manifestação envolve pensamento, vontade, irradiação e perispírito.
O pensamento assume uma posição particularmente elevada nessa concepção. Ele não é apresentado como simples produto mecânico do corpo, mas como atributo da alma. Sua ação ultrapassa a rigidez das fronteiras físicas e pode alcançar lugares distantes sem que isso implique divisão do ser.
A ubiquidade, nesse sentido, não é dispersão. É irradiação.
O perispírito, por sua vez, não é a alma. É seu envoltório. E a forma percebida em determinadas manifestações não constitui a essência do Espírito, mas uma maneira pela qual essa essência pode tornar-se acessível à percepção.
Há, nesse conjunto doutrinário, uma filosofia da identidade que merece atenção. O indivíduo pode modificar seus envoltórios, atravessar diferentes ambientes, irradiar seu pensamento, experimentar condições distintas de existência e manifestar-se sob formas diversas, sem deixar de ser ele mesmo.
O que permanece é a individualidade espiritual.
O que se modifica são as condições de manifestação.
Essa distinção oferece uma chave para compreender por que Kardec trata a forma espiritual sem reduzi-la a uma anatomia invisível. A existência espiritual, dentro da concepção apresentada, não é uma simples reprodução do mundo corporal em outra dimensão. Há forma, mas não necessariamente forma material; há movimento, mas não necessariamente deslocamento corporal; há presença, mas ela pode manifestar-se pela irradiação; há aparência, mas a aparência não esgota a natureza daquele que aparece.
O ensinamento dessas questões repousa justamente nessa passagem do visível ao invisível, do corpo à consciência, da matéria à individualidade.
Kardec procura conservar, ao longo desse exame, uma disciplina conceitual que impede que a linguagem simbólica seja confundida com a realidade última. A flama, o clarão, a centelha, os raios do Sol e a mudança de envoltório são imagens destinadas a tornar inteligível aquilo que não pertence diretamente ao domínio da percepção física.
No fundo dessa investigação permanece uma pergunta de extraordinária profundidade: se o corpo pode mudar, se o envoltório pode adaptar-se, se a forma pode variar e se o pensamento pode alcançar distâncias que o corpo não alcança, onde reside verdadeiramente a identidade do ser?
Para a perspectiva apresentada por Kardec, ela não reside na aparência.
Reside no Espírito.
E talvez seja precisamente aí que essas questões deixam de ser apenas uma exposição sobre a vida espiritual e se transformam em uma reflexão sobre aquilo que o homem é quando todas as formas exteriores deixam de ser suficientes para defini-lo.
Fontes:
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Livro Segundo, “Mundo Espírita ou dos Espíritos”, Capítulo I, “Dos Espíritos”, questões 88 a 95, incluindo os comentários de Allan Kardec.

QUANDO A DOR APRENDE A ESCUTAR.
Existe uma forma de sofrimento que não grita.
Ela apenas senta-se silenciosamente dentro do peito humano e observa a alma perder a cor das próprias manhãs. Há dores que não desejam destruir. Desejam apenas ser compreendidas. Porque a emoção que agoniza não pede aplausos, nem discursos heroicos. Ela pede escuta. Pede delicadeza. Pede alguém que tenha coragem de permanecer diante do abismo sem fugir dele.
Muitos acreditam que vencer é sufocar a tristeza. Entretanto, algumas das maiores reconstruções interiores começaram exatamente no instante em que alguém deixou a lágrima terminar o seu percurso. A emoção ignorada transforma-se em ruína psíquica. A emoção acolhida converte-se lentamente em lucidez.
Há um cansaço invisível que nasce quando o indivíduo passa anos fingindo fortaleza. A alma começa a perder substância quando é obrigada a esconder continuamente os próprios cortes emocionais. Nenhum espírito permanece saudável vivendo em guerra contra si mesmo. Até mesmo as árvores mais antigas rangem diante do vento. Até mesmo os oceanos possuem tempestades subterrâneas.
A dor possui uma linguagem muito particular. Ela não fala através de palavras refinadas. Ela manifesta-se através do silêncio prolongado. Do olhar perdido. Da exaustão sem causa aparente. Da vontade de desaparecer por alguns instantes apenas para não sentir o peso do mundo pressionando o coração. E justamente nesse território sombrio nasce uma das mais profundas possibilidades humanas. A reconciliação consigo mesmo.
Escutar a própria agonia não é fraqueza. É maturidade emocional. O homem verdadeiramente forte não é aquele que nunca cai. É aquele que consegue olhar para a própria devastação sem transformar-se em pedra. Porque endurecer demasiadamente a alma talvez seja uma das formas mais discretas de morrer ainda em vida.
Existem sentimentos que precisam atravessar o peito como uma chuva atravessa a terra seca. Negar a dor não elimina sua existência. Apenas a aprisiona em regiões mais profundas da consciência. E tudo aquilo que permanece encarcerado dentro do espírito acaba retornando mais tarde sob a forma de ansiedade, angústia ou vazio existencial.
Por isso, quando a emoção agonizar dentro de você, não a humilhe. Não a trate como inimiga. Sente-se ao lado dela em silêncio. Escute o que ela deseja ensinar. Algumas dores chegam para revelar excessos. Outras chegam para mostrar ausências. Algumas vêm para destruir ilusões perigosas. Outras aparecem para lembrar que o coração humano ainda permanece vivo.
Toda travessia interior exige paciência. Nenhuma madrugada permanece eterna. O sofrimento modifica a percepção da existência porque obriga o espírito a enxergar aquilo que antes era ignorado pela distração cotidiana. E muitas vezes é precisamente na exaustão que o ser humano descobre sua capacidade mais sublime. Recomeçar sem perder a sensibilidade.
Aqueles que sobrevivem às próprias noites interiores tornam-se diferentes. Não necessariamente mais felizes o tempo inteiro. Mas mais profundos. Mais conscientes. Mais humanos. Aprendem que a verdadeira grandeza não consiste em jamais sentir dor, mas em não permitir que ela destrua a capacidade de amar, de acreditar e de continuar caminhando.
Porque existe uma beleza silenciosa em toda alma que sofreu profundamente e ainda assim escolheu permanecer gentil diante da vida.

ABENÇOADA LUTA.
Há uma forma de evangelho que não se encontra apenas nas páginas escritas, nem repousa exclusivamente nos templos erigidos pela tradição humana. Trata-se de um evangelho vivo, silencioso, invisível aos olhos apressados, porém profundamente legível à consciência que se encontra em sintonia com o bem, o bom e o belo. É o evangelho da doação, aquele que se escreve com gestos e se consagra no sacrifício cotidiano.
Aquele que se entrega ao próximo sob a luz do amor de Jesus não apenas auxilia, mas transforma-se em instrumento da própria luz que oferece. E, nesse movimento sublime, ocorre um fenômeno espiritual de alta significação moral: ao doar-se, o indivíduo é também abençoado pela mesma claridade que irradia. A lei de reciprocidade espiritual não é mecânica, mas profundamente ética, conforme ensina a doutrina quando afirma que "fora da caridade não há salvação", indicando que a verdadeira ascensão se dá pelo exercício constante do amor ativo.
Consideremos uma simples narrativa.
Em uma pequena casa de paredes simples, vive Helena, uma mulher já avançada em idade, cujo tempo, aos olhos do mundo, seria de descanso. Contudo, para ela, o tempo deixou de ser propriedade pessoal. Ao despertar, antes mesmo de cuidar de si, dirige-se ao quarto do marido enfermo. Ali, a primeira oportunidade de luta se manifesta: não uma luta ruidosa, mas íntima, contra o cansaço, contra a impaciência, contra a tentação de desistir. Cada gesto de cuidado é uma página desse evangelho invisível.
Mais tarde, ao sair para a rua, Helena encontra uma vizinha abatida pela dor de uma perda recente. Ainda que seus próprios fardos sejam pesados, ela interrompe seu caminho. Eis outra oportunidade de doação. Não há discursos elaborados, apenas presença, escuta e silêncio respeitoso. Nesse instante, o amor não se proclama, mas se faz sentir.
No mercado, um jovem em dificuldade tenta organizar suas compras com recursos escassos. Helena, discretamente, completa o valor que lhe falta. Ninguém observa, ninguém aplaude. Contudo, no plano moral, essa ação reverbera como um ato de elevada dignidade espiritual. Aqui se revela mais uma face da luta: vencer o egoísmo silenciosamente.
Ao retornar ao lar, já ao entardecer, o corpo cansado revela o preço físico de sua jornada. Porém, sua alma encontra-se em serenidade. Ela compreende, ainda que intuitivamente, que o tempo não lhe pertence quando é consagrado ao amor. Nesse entendimento, repousa uma liberdade profunda: a de não viver para si, mas através do bem.
Essa narrativa simples evidencia que o campo da luta bendita não se limita a grandes feitos. Ele se encontra no lar, na rua, nas relações cotidianas, nos encontros aparentemente banais. Cada circunstância é uma convocação. Cada necessidade alheia é uma porta que se abre para o exercício do amor.
A doutrina esclarece que o verdadeiro espírita é reconhecido pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações. Tal ensinamento não se restringe a um ideal abstrato, mas se concretiza exatamente nesses momentos descritos. É no domínio de si mesmo que o amor se torna ação legítima.
E mais ainda, quando se afirma que a prece é um ato de adoração, compreende-se que a vida inteira pode converter-se em prece quando orientada pelo serviço ao próximo. Cada gesto de auxílio é uma oração viva, cada renúncia é um cântico silencioso, cada ato de paciência é uma elevação da alma.
Assim, aquele que vive esse evangelho invisível não busca reconhecimento, pois sua recompensa não está nas aparências transitórias, mas na íntima comunhão com a lei divina, que é justiça, amor e caridade.
Que se compreenda, portanto, que a abençoada luta não é um peso imposto, mas uma dádiva concedida àqueles que já conseguem perceber a grandeza de servir. E, mesmo quando o mundo não vê, quando o cansaço se impõe e quando o retorno não vem, ainda assim, cada ato de amor permanece inscrito na eternidade moral do espírito.
FONTES DE APOIO.
"O Livro dos Espíritos", questões 886 e 659.
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo XV.
"Obras Póstumas", estudo sobre a caridade e a moral espírita.
Que cada instante da existência seja reconhecido como solo fértil dessa luta bendita, onde o espírito que ama não se perde, mas se engrandece na mais alta dignidade do bem vivido.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro

Ela é poesia..


Ela é poesia em forma de mulher. De voz aveludada e lábios doces como o mel. Seu olhar ilumina a alma. E seu sorriso ilumina o céu


Ela é música, é canção de amor. Que embala o coração como um tambor. Com sua graça e delicadeza. Ela é pura beleza, uma flor


Que encanta e seduz com sua voz. E envolve a todos com seu amor. Ela é um sonho que se torna real.


Oh doce mulher sua voz me embala, e me faz sonhar. Seus lábios tem o sabor do amor. Sua poesia sempre encanta


"Caio Camara Cesar"

⁠Te amarei do jeito mais profundo, da forma mais bonita e mais verdadeira. Te amarei daqui a um ano, uma década, um século, um milênio. Te amarei até a morte, e depois, se a vida ainda prevalecer na forma espiritual, continuarei te amando. Te amarei até a eternidade, intensificando o meu amor cada vez mais.
Amar é vida! E até mesmo o maior dos profetas que já existiu, falou de amor.

Hoje é um dia especial,
o dia em que você nasceu,
e desde então, de alguma forma,
o mundo ficou mais bonito com você.
Desejo que nunca lhe falte
amor, saúde e felicidade,
que seus sonhos se realizem
e que você tenha paz de verdade.
Que Deus cuide sempre de você,
ilumine o seu caminho também,
e que eu possa estar ao seu lado,
te fazendo sorrir e te querendo bem.
Feliz aniversário, minha esposa.
Que seu dia seja lindo como você.
Eu te amo e desejo, de coração,
toda felicidade que você merece ter. ❤️

A disciplina é a forma mais alta e pura de amor-próprio, o escudo de aço que protege a sua chama interna contra os ventos do cinismo e da mediocridade social reinante. É a decisão de sentar-se diante da vida todos os dias e executar o seu dever com a precisão de um mestre, mesmo quando o coração, exausto, pede por uma trégua. Não espere que o mundo te entenda ou que a sorte te favoreça para começar a construir o seu império de significados, valores e virtudes. O sucesso real é o resultado de mil pequenas vitórias silenciosas sobre a vontade de desistir e de se entregar ao nada absoluto. Sua rotina é o seu altar, não profane o seu tempo com o que não te torna eterno.


- Tiago Scheimann

Orar talvez seja a última forma de honestidade que resta ao homem. Não porque o céu necessariamente responda, mas porque, diante do silêncio absoluto, desaparece a necessidade de fingir força. A oração não convence Deus; ela desarma o orgulho de quem finalmente reconhece a própria impotência.


- Tiago Scheimann

Buscamos, esperamos e encontramos. Mas nem sempre aquilo que chega vem da forma que planejamos.

Às vezes muda o tempo, muda o caminho, muda a aparência. E ainda assim pode trazer exatamente o que precisávamos naquele momento.

Nem tudo o que foge do plano é perda. Algumas coisas apenas chegam por outra porta.

Pepita de Oliveira

⁠Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração. (...)

Prepare uma canção fúnebre para o dia de quando você atravessar a grande passagem. (...)

Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega, eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. Cante sua canção de morte e morra como um herói indo para casa.

Tecumseh

Nota: Trecho do poema Live Your Life (Viva sua vida, em tradução literal), do indígena Tecumseh.

O nosso ego costuma usar o que é recíproco de forma egoísta.
As vezes alguém nos insulta e descontamos no nosso lado mais afetuoso. Resolvemos punir pessoas por nos machucar, ignorando-as, ou fazendo algo pra castiga-las e então fazer elas sentirem como é ser quem somos por um breve momento. É fato que tudo a nossa volta clama por igualdade e respeito, mas eu sinceramente, não quero ser mais assim em nenhum segundo que eu puder tornar diferente, o contrário disso é tão humanamente egoísta, que vai devastando nossa natureza.
Prefiro a alma intacta, pura e renascente. Porquê não há nada nesta vida que ensina mais que o amor. Antes das feridas cicatrizarem, o remédio as fazem doer, o amor antes de libertar, também machuca. O pássaro depois de ser solto, ama tanto suas asas, seus espaços, que ele só quer viver pra morrer sobre as cortinas do céu.
Dizem que os abraços curam... então, quando alguém te ferir, abrace-a, e se não der, abrace a si mesmo. Vamos agir e esperar menos das pessoas, do mundo. Porque o nosso interior é que rege a vida do lado de fora.
Um beijão na alma de vocês pessoas lindas e amáveis e não esqueçam que você é importante, sua opinião é importante, você é especial em cada detalhe, e se somos como terra, precisamos cultivar em nós e nos outros, bons frutos.
Amor...e apenas amor.

"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância.
"Pensamento Filosófico"
Esse comportamento ilustra o que a psicologia e a filosofia comportamental descrevem como um mecanismo de defesa narcísico e projeção moral. Quando o indivíduo se apropria de dogmas para se declarar "salvo", ele não está buscando a transcendência, mas sim o controle e a absolvição antecipada de seus próprios desvios. Ao dividir o mundo entre "divinos" (ele mesmo e seus pares) e "profanos" (aqueles que ele julga), essa pessoa cria um sistema de justiça próprio onde a empatia é anulada.Filosoficamente, essa atitude representa a inversão do conceito de ética e alteridade. Em vez de a espiritualidade servir como um exercício de autocrítica, humildade e responsabilidade perante o outro, ela é instrumentalizada para oprimir. O "outro" torna-se apenas um espelho das imperfeições que o indivíduo se recusa a aceitar em si mesmo. É, em essência, o vazio ético mascarado por um verniz de dogmas inquestionáveis.

Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença.
A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambientais ligados à monocultura do eucalipto, ao uso do mercúrio e à exploração de energia fóssil.
Lilian Morais

Ontem tivemos uma recaída.
Você estava diferente, não era a mesma que eu conhecia, na forma de conversar, rir e de transar.
Parecia que era a sua primeira vez comigo.
Me fez carinhos e me desejou.
Pena que você não percebeu que, enquanto estávamos juntas, eu sentia isso toda vez que te via!

K.B.

A ideia de ciência como uma forma histórica de conhecer — nascida na modernidade ocidental — exige, antes de tudo, humildade intelectual. A ciência não surgiu como uma verdade eterna, mas como um método específico que se consolidou ao longo do tempo, sobretudo a partir de rupturas com explicações míticas, religiosas e puramente especulativas. Seu prestígio social atual não é fruto do acaso: decorre de sua capacidade de produzir conhecimento confiável, verificável e, sobretudo, útil.


Mas é preciso cuidado com uma confusão comum: ciência não é sinônimo de qualquer investigação. O simples ato de perguntar, observar ou até experimentar não basta para transformar uma curiosidade em conhecimento científico. A ciência exige critérios. Exige método. Exige que aquilo que se afirma possa ser confrontado com a realidade e, mais do que isso, que possa ser testado, criticado e eventualmente refutado.


Nesse sentido, nem toda curiosidade vira ciência porque a ciência impõe limites rigorosos ao conhecer. Ela exige que as hipóteses não sejam apenas plausíveis, mas validáveis. Isso significa que o conhecimento científico não se sustenta apenas na convicção de quem afirma, mas na possibilidade de outros verificarem, reproduzirem e contestarem os resultados. A ciência, portanto, não é dogma — é um processo contínuo de correção.


Outro ponto fundamental é compreender que o dado, por si só, não fala. Não existe neutralidade absoluta na interpretação dos fatos. Todo dado é lido à luz de um contexto, de uma teoria, de um paradigma. É o marco teórico que organiza o olhar do pesquisador e dá sentido ao que é observado. Sem isso, dados são apenas fragmentos dispersos da realidade.


Por isso, a ciência é, ao mesmo tempo, poderosa e limitada. Poderosa porque cria ferramentas para compreender e transformar o mundo; limitada porque depende de interpretações humanas, sempre situadas historicamente. O que hoje é considerado verdade científica pode amanhã ser reformulado — e isso não é fraqueza, mas sua maior força.


No fundo, a ciência é uma forma disciplinada de humildade: ela reconhece que não sabe tudo, mas insiste em aprender melhor.