caio vinicius dos santos costa

Encontrados 10 pensamentos de caio vinicius dos santos costa

Tempestade Interior


Mudanças de humor, um turbilhão sem fim
Instabilidade emocional, um coração que não tem paz
Medo de abandono, uma sombra que me segue
Um vazio que dói, um grito que não sai
Agir sem pensar, um impulso que me consome
Comportamento autodestrutivo, um caminho que me destrói
Dificuldade em manter relacionamentos, um laço que se desfaz
Um isolamento que me engufa, um silêncio que me mata
Pensamentos negativos, uma voz que me condena
Distorcido e sombrio, um reflexo que me apanha
Dor crônica, um peso que me oprime
Problemas de sono, um descanso que não vem
Sou uma tempestade, um mar em fúria
Um coração que se debate, uma alma que se perde
Mas a psicologia me mostra um caminho
A terapia é a chave, o refúgio que me acolhe


TCC, TDC, Psicodinâmica, Grupo, um apoio sem igual
Terapia ocupacional, apoio de pares, um laço que não falha
Com a ajuda de um profissional, posso encontrar a paz
E transformar a tempestade em um mar calmo, em um novo aza
A luz do sol brilha novamente, a esperança renasce
E eu, enfim, posso respirar, posso viver, posso ser feliz.


Filosofia/psicologia/poesia
Autor: Caio Vinícius dos Santos costa

Ego, o véu da alma

Perdi-me no labirinto do ego, onde a importância se tornou um véu que cega.
Dados de realidade, como espelhos, refletem a verdade:
o valor que dou ao outro pode não ser o mesmo que ele me dá.
É hora de reavaliar, de recolher a energia dispersa
e investi-la em mim mesmo, no cultivo da minha essência.
Todos os sentimentos são válidos, até o egoísmo,
pois é no autoconhecimento que encontramos a paz.
Não é sobre negar o ego, mas sobre entendê-lo,
para que ele não me defina, mas me sirva.
Investir em si mesmo é o maior ato de amor,
é reconhecer que a minha jornada é única, e que eu sou o suficiente.
Filosofia/psicologia/poesia

Autor: Caio Vinícius dos Santos

Entre Ruínas e Recomeços

Uma vida feita de histórias ruins,
mas sem desistir — eu sigo até o fim.
Quebrar pra curar corpo, mente e alma,
no meio do caos, tentando achar calma.
Onde a história insiste em te destruir,
eu viro o jogo, escolho construir.
Cicatriz vira força, dor vira visão,
do fundo do poço eu faço direção.

Escritor Caio Vinícius Dos Santos Costa

Solidão e Resistência

Desde que nasci, caminho com a solidão ao meu lado.

Vaguei por estradas em busca daquilo que nunca tive,
sofri em silêncio,
guardando dores que ninguém viu.

Aprendi da forma mais dura
a nunca pedir ajuda.
Para mim, ajuda era sinônimo de fraqueza.

Tentei melhorar,
lutei,
permiti a mim mesmo mudar.
Mas não floresci na primeira tentativa.
Quando falei, me decepcionei.

Ainda assim,
de cada queda eu me levantei.

E entre todas as lições que a vida me deu,
aprendi que o amor que realmente permanece,
o amor que vale a pena cultivar,
é o amor-próprio.

Em ti

No teu sorriso me encaixo,
no teu corpo me acalmo,
na tua loucura me perco,
e nela, de bom grado, me afogo.

⁠O peso dos pensamentos
Em meio às infinitas possibilidades do pensamento, aprisiono-me justamente naquelas que me diminuem. São ideias pejorativas que me acorrentam, escancarando as portas da ansiedade. O coração dispara, o peito aperta, e meu corpo se torna uma âncora, pesado, levando-me ao fundo de mim mesmo.

Então, na psicoterapia, uma fresta de luz começa a nascer. Aos poucos, o coração desacelera, o peso se desfaz e volto a respirar a mim mesmo. O que antes parecia intransponível revela-se apenas uma sombra.

Quando me escuto de verdade, percebo que muitas das minhas inseguranças eram menores do que o medo lhes permitia parecer. E, à medida que amplio minha percepção, descubro que não era o mundo que me aprisionava, mas a forma como eu o enxergava. A liberdade começa exatamente onde a escuta de si floresce.
Caio Vinicius dos Santos Costa

Descartáveis

Em tudo o que fazemos,
há um pedaço de nós.

Entregamos amor,
espalhamos pensamentos,
derramamos suor,
e, sem perceber,
vamos deixando a alma pelos corredores do trabalho.

Acreditamos que o mérito floresce
onde há dedicação.
Que o cuidado alcança também
quem cuida.

Mas, um dia,
o silêncio revela uma verdade amarga:
para muitos,
somos apenas peças.

Quando deixamos de ser prioridade,
quando o cuidado não nos alcança,
quando a técnica vale mais que a pessoa,
descobrimos que o descarte existe.

Trocam nomes.
Trocam rostos.
Trocam histórias.
Como se vidas fossem objetos
sobre uma prateleira qualquer.

Ainda assim,
há algo que nenhuma empresa consegue substituir.

Os amigos.

São eles que conhecem o peso das nossas lágrimas escondidas,
o cansaço por trás do sorriso,
a força necessária para continuar.

Se para o patrão somos números,
para quem caminhou ao nosso lado
somos memória,
abraço,
presença.

Porque o trabalho pode descartar um crachá,
mas nunca apagará
o afeto de quem dividiu conosco
o mesmo sonho,
a mesma luta,
e o mesmo coração.

O esquecimento de nós

A calma que tanto procuramos nos momentos de ansiedade, muitas vezes, está escondida em um abraço.

A importância que insistimos em buscar no outro, talvez precise primeiro ser encontrada dentro de nós.

A abstinência da droga que consumimos, por vezes, revela apenas a urgência de preencher um vazio que sempre esperamos que alguém preencha por nós.

Corremos o mundo em busca de respostas, de afeto, de sentido. Mas, no caminho, esquecemos da pessoa que mais precisa da nossa presença: nós mesmos.

Talvez a maior ausência da nossa vida não seja a do outro, mas a distância que criamos de quem realmente somos.

Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.

O amor não aprisiona

Como pode alguém achar natural usar a força e a manipulação para destituir o corpo e a psique de quem um dia disse amar?

Como pode tratar um ser humano como se fosse uma posse?

O amor não é domínio. Não é controle. Não é violência disfarçada de cuidado.

Quem ama não destrói a liberdade do outro, não apaga sua identidade, não invade seu corpo, nem aprisiona sua mente.

O amor não causa dor como método, não alimenta a dependência, não humilha, não ameaça e não conduz à morte.

Quando há manipulação, medo, controle e violência, já não estamos falando de amor, mas da tentativa de transformar uma pessoa em propriedade.

Amar é reconhecer a humanidade do outro. É respeitar seus limites, sua autonomia e sua dignidade, mesmo quando isso exige abrir mão do próprio desejo.

Porque ninguém pertence a ninguém.

Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.

O amor é fluido; o caráter, não.

O amor muda de forma. Às vezes cresce, às vezes diminui, às vezes até chega ao fim. Ele acompanha os movimentos da vida, das escolhas e do tempo.

O caráter, porém, permanece. É ele que revela quem somos quando o amor já não basta, quando surgem os conflitos, as frustrações e as despedidas.

Porque deixar de amar pode acontecer. Mas humilhar, manipular, ferir ou desrespeitar alguém nunca é consequência do fim do amor é reflexo da ausência de caráter.

O amor é fluido. O caráter não.