Um Estranho Impar Poesia
UNI-VERSOS
Uni verso e coração... fiz-me poesia
Uni verso e voz... fiz-me melodia
Uni verso e frente... fiz-me completa
Intensa
Imensa
ao uni-versos!
A arte da poesia
A poesia só dói a quem sente dor
O amor Só existe para quem nele acredita.
O sorriso, somente vive no rosto de quem tem alegria.
Só escreve a poesia quem sente dor e que já nem mais acredita na tal alegria.
DEVANEIOS POÉTICOS
A poesia, por vezes, me parece tão alada
De sentimento astral, rimas borbulhantes
Tão tênue, livre. A sorte no versar colada
Num voo romântico, assim, dos amantes
Às vezes, tento ao comovente pôr um fim
Reviver as saudades que não voltam mais
Sofrer as sofrências, pranto, fazer motim
E desejar, então, ali ficar sentado no cais
Às vezes, quero ser sem ter uma vibração
Sentir sentimentos que nunca a eles ousei
Mas, de verdade, sempre caio na sensação
Do amor, de amar, sorrir e o que apaixona
Onde os cantos são todos galantes, eu sei:
- ornados com uma poética que emociona...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 setembro, 2021, 15’51” – Araguari, MG
ROTA
Há tanto desejo, há tanta poesia lá fora
E de que serve, ah paixão, tanta riqueza
Se aqui ao meu lado não te possuo agora
E na solidão: distância, aflição e rudeza
Na lembrança a dura saudade do carinho
De grudar-me nos teus beijos molhados
Atar-me ao teu cheiro suave e mansinho
E juntos, em um só suspiro, enamorados
Os dias vão, e vai cada segundo embora
No alvoroço palpitam as emoções vazias
Tudo se arrasta, e a aurora tanto demora
Mas, de que presta essa sensação remota
A incitar o doce afeto com cruéis utopias
Quando o nosso amor está em outra rota
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27/09/2021, 19’27’ – Araguari, MG
Poesia acústica morta...
Entre as aspas as lágrimas escorrem...
Angústia no livre árbitro...
Exclamação se perde no instante pede perdão...
Deseja voltar ao relacionamento...
Mas, é tarde nos falamos sobmersa na ilusão...
Perceba que tudo que aconteceu agora algo do passado...
Explicações e súplica são incapaz de voltar...
No profundo momento que ilusão do fel amargo...
Sentimentos são dilacerados num caminho de espinhos cravados na alma...
Aproxima se de você é pura irrealidade...
Aceito... O castigo de compreender o mundo sem vida.
Pois o que era lúcido era mero desdenho daqueles sentir que agora não é o nada...
Nem significado apenas a indiferença...
Nas contradições turbulências... Me tornei cativo de um sentimento imenso por alguém nem merece minha atenção.
ACHACADO DE AMOR
Quisera eu, possuir uma poesia com encanto
Pra carrear minha poética pra onde tu estejas
Adornado de carinho e de surpresas no canto
Só pra celebrar o quão o meu amor te desejas
É poética cheia de sentimento, sede de estar
Portanto saiba, que me tomou por completo
O coração. Eu só tenho vontade de te beijar
E na ternura, querer-te ao lado do meu afeto
Na prosa não mais sei ser um bardo sedutor
Pois, cada verso nos versos só quer lhe falar
Do que sente por não te ter ao lado no amor
Bem sabes, cada penitência, aflita remissão
O querer que brada, e sobrevive a te esperar
Tão achacado de amor, e de saudosa paixão...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/09/2021, 15’53” – Araguari, MG
LUTO
Minha poesia fez-se pesar dum amor ido
Uma dor no sepulcro onde saudade sente
Lembrada, suspirada, sentimento sofrido
Evocado da recordação, mas tão presente
Oh, versar, porque és tu, tão imperador?
Minha prosa vive a sonhar nos desvarios
Dos beijos, dos carinhos do amado amor
Num desejo de inteirar os versos vazios
Estouvada poética, carente de venturas
Não vês que o meu estrago é tão duro
Rasga o coração, e farto de amarguras
Cá fico a olhar e imaginar um atributo
Para então versar a este amor tão puro
Mas, o verso se traja de nostálgico luto!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 setembro, 2021, 11’08” – Araguari, MG
MINHA POESIA
A minha poesia já não é mais triste
Que chorava as agruras de outrora
Pois no meu verso a ventura existe
E o agrado, mora na estrofe, agora
Cada versar de dor, outro arrojado
Apagando as sensações sangradas
Não mais quero verso abandonado
Que sejam as emoções iluminadas
Em muitas prosas sozinho versei
Numa cena em vão, triste cenário
Porém, outra poética ao verso dei
E deste modo rompe nova fantasia
E todo o amor de antes, necessário
Aqui se encontra na minha poesia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Setembro 30/2021, 13’50” – Araguari, MG
Saliente
De repente,
A poesia enobrece..
Num piscar de olhos,
Sua reputação se tonaliza.
Os versos,
Se sustentam.
Decorar, é sua missão.
Ilustre animal qualificado.
Impetuoso e salta no mangueirão.
Bicho malcriado e indolente.
Petulante e arrogante..
Agressivo ,imprudente e prepotente.
Nos cascos parece ter dinamites
Apreciador de sua força,
Se faz de indelicado..
A delicadeza,
Passou por ele distante...
Seu pseudônimo, é saliente..
Simpático ,belo e sem coração.
Valentia destemida.
Seu couro ,
É de grossura excelente..
Ahoooo valentão sem chifre.
Em festivais suas costas te dá garantia..
Peão de verdade não joga as tralhas na pia.
Quem montar em seu lombo
Leva de troco esse poema como resposta e ganha nesse rodeio uma estadia..
Mais tragam os ortopedistas e os cardiologistas que o tombo pode ser bruto ou razoável dessa fera tão, indomável
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
RECOMEÇO
Pensava eu, não mais versejar o amar
E a poesia vazia de tão doce melodia
Pensava eu, a viver com a poética fria
Mas a prosa, ousou novo prazer brotar
Cada verso, agora, o afeto é impresso
Após tantas as sensações fracassadas
Vejo o versar em prosas apaixonadas
É poética de uma paixão eu confesso
Ó poema tão repleto de tanta ternura
Trazendo agrado a quem já foi sofrido
Dum remoto tempo de ilusão e agrura
Que dizer eu, deste canto de sensatez
Que na inspiração adiante tem sentido
Ao enrabichado que ama mais uma vez...
© Luciano Spagnol poeta do cerrado
01, outubro, 2021, 18’00” – Araguari, MG
SONETO VÃO
Poética que passais pela poesia
De amor, porque não vos fixais
Que passais tal a breve fantasia
De um sonho, para nunca mais!
Ou o tal agrado que supor viria
Em um poema luzidio, e iguais
As sonatas com suave melodia
Porque na rima paixão não traz?
É sem sentimento, de dor coberto
Uma inspiração inútil, sem noção
De um pobre coração tão deserto
Sinto sequer o acorde, a emoção
Tudo supérfluo, tudo tão incerto
Estranha prosa de um soneto vão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 outubro, 2021, 18’55” – Araguari, MG
TOMO
Tão longe me leva a poesia
Alevanta a alma e o desejo
Só emoção, donde me vejo
Inspirando agrado e alegria
Vezes me perco na porfia
Da ilusão, outras me rejo
E sempre afeto eu almejo
Criando na prosa fantasia
Vós, poesia, cá no cerrado
Meu alento, minha fiança
Do coração o meu assento
Se haveis, amor postulado
Dar-lhe-á para a confiança
Pra assim, eu ser sentimento...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 outubro, 2021, 17’17” – Araguari, MG
Quando a alma declara e transpassa a voz do coração
A poesia surge como desabafo de palavras guardadas, encarceradas no meu peito, incapaz de serem pronunciadas pelo timbre da minha voz... Talvez não encontre forças ou até coragem de revela-las nascidas do turbilhão de pensamentos que assolam minha alma, sufocando meus gemidos ou até meus sorrisos. Na escrita permito adentrar meu coração e em todas as emoções que carrego no meu íntimo. Não desejo seu julgamento, só uma leitura atenta para as palavras cativas que liberto ao vento.
SolPorfirio
Cada pensamentos na mente, cada toque diferente, e sim la vem a poesia novamente, eu estou de luto, luto pelo oque há nesse mundo, e eu tenho vontade de chorar, mais a cada palavra eu sinto uma imensa vontade de gritar, Mas quem sou eu? Uma alma, um corpo, todo machucado.
Quero sorrir, mais algo no passado me traz a aqui, e essa é minha forma de expressar, a tristeza, o orgulho, por mim ira rondar, até que a justiça seja feita, e minhas palavras cheguem lá, eu vivo um tormento, ameaçado, assediado, humilhado, pisado e por esse motivo eu tento viver sem olhar para baixo, quando vão perceber que há um corpo que não irão mais reconhecer, depois de ter usado e jogado como se fosse algo imprestável, luto pelo direto de meu próprio corpo, talvez você não ligue tanto para isso, até que sua filha, irmã, sobrinha, te olhe pedindo socorro, até quando vão parar de romantizar, abusadores morto deveriam estar, acabo por aqui, só peço para minha voz um dia ouvir.
TANTO GOSTO DO CERRADO
Tanto gosto do cerrado, a árida poesia
De tuas planícies, teu chão cascalhado
Ao pôr os olhos em ti, o impar agrado
Sensações nas tuas, agradável melodia
E na tua imensidão, bárbara quantia:
De encanto, magia, plural e arrojado
Pois eu, encantado, junto ao teu lado
Sou bardo, cantador, que poética cria
Se a tua diversidade, enfim, consiste
Ser o diferente que a sensação sente
De aroma que só no teu chão existe
Inspiração que persuade divinamente
Ó intenso cerrado, que o belo insiste
Num pôr do sol acobreado e luzente...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08, outubro, 2021, 16’10” – Araguari, MG
Poético
O óbito leva o poeta
não a prosa
tua magia secreta
suspira gloriosa...
E a poesia, gazeta!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/10/2021 – Triângulo Mineiro
E ela era Poesia
Em cada curva que eu percorria
Saudades
Mas é cada qual na sua trilha
Adorava cada bobagem e cê sorria
Receita? Pra poesia?
Este olhar ávido que tudo perscruta.
Esses ouvidos atentos que tudo escuta...
Essa inquietude... não importa a latitude, nem a longitude...
Um amor desconjuntado.
Um vento que chega de qualquer lado...
Uma viagem.
Uma fatia do luar.
Luz e sombra a lhe acompanhar.
Gritos internos.
Silêncios eternos.
Quantas mil outras coisas mais...
Um caminho deserto.
Um regato de águas borbulhantes...
Um agora... um depois ou um antes...
Um sonho queimado.
Um bolo estragado.
Uma mistura letal.
Um vazio.
Um dia normal....
Tristezas ou alegrias...
E assim nasce uma poesia.
Ela
Ela não consegue
Olhar nos meus olhos
Não sabe se sim ou se não
Ela é pura poesia
Mulher, minha inspiração
Minha respiração acelera
Também meu coração
Isso tudo revela minha paixão
Por ela, sem ela
não sei viver
Estrela tão bela
Me espera
Sonhei com você
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